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terça-feira, 31 de maio de 2016

OBESIDADE E CIRURGIA BARIÁTRICA


O índice de brasileiros acima do peso segue em crescimento no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2015. Mais da metade da população está acima do peso (52,2%), destes 17,9% são obesos.

Os cuidados com a saúde devem ocorrer antes mesmo que se chegue no sobrepeso. Por isso, é essencial realizar exames médicos periodicamente, buscar uma nutricionista para manter uma dieta balanceada e sempre praticar atividades físicas. Estas são atitudes preventivas.

No entanto, muitas pessoas, por motivos emocionais, genética ou de saúde, chegam à obesidade, que é o acúmulo de gordura no corpo. Para lutar contra este mal, é preciso ter acompanhamento médico, psicológico e físico. Em último recurso, a cirurgia bariátrica é considerada.

De acordo com o Ministério da Saúde, “para ser um paciente com indicação para a cirurgia, ele não deve ter respondido ao tratamento clínico. Ou seja, recebeu orientação e apoio para mudança de hábitos, realizou dieta, teve atenção psicológica, realizou atividade física e, em alguns casos, fez uso de medicamentos por, no mínimo, dois anos”.

Dados do Ministério da Saúde mostram que houve um aumento no número de cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS entre 2010 e 2015 – o aumento foi de 4.489 para 7.530 procedimentos.

No Brasil, há 75 hospitais públicos habilitados para atendimento das pessoas com obesidade e estão localizados em 21 estados: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O paciente que precisar da cirurgia onde não há oferta do tratamento poderá receber um encaminhamento para outro Estado, por meio da Central Nacional, que irá encaminhá-lo para o hospital habilitado. Para isso, o paciente deverá fazer os tratamentos contra obesidade pelo SUS.

Possíveis dúvidas sobre a cirurgia bariátrica respondidas pelo Ministério da Saúde:
Há alguma restrição de idade?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu a classificação do excesso de peso e da obesidade baseada no índice de massa corporal (lMC) para adultos de ambos os sexos. O lMC é obtido por meio da divisão do peso (quilogramas) pelo quadrado da altura (metros).
Pessoas com lMC de 25 a 29,9 kg/m² foram classificados como acima do peso ideal ou sobrepeso, já que o ponto de corte para a definição de obesidade é lMC≥ 30 kg/m². Quando este índice é igual ou superior a 40 kg/m², a obesidade é denominada mórbida ou grave, o que corresponde aproximadamente a 45 kg acima do peso ideal. O termo super obeso é usado para designar os pacientes com lMC≥ 50 kg/m².
Podem realizar o tratamento cirúrgico, segundo protocolo do Ministério da Saúde:
  1. Pessoas que apresentem IMC ≥50 Kg/m2;
    b. Pessoas que apresentem IMC ≥40 Kg/m², com ou sem doenças associadas, sem sucesso no tratamento clínico por no mínimo dois anos.
    c. Indivíduos com IMC > 35 kg/m2 e com problemas de saúde como alto risco cardiovascular, Diabetes Mellitus e/ou Hipertensão Arterial Sistêmica de difícil controle, apneia do sono, doenças articulares degenerativas sem sucesso no tratamento clínico.
    d. Nos jovens entre 16 e 18 anos, a cirurgia poderá ser indicada após avaliação de dois profissionais para que seja analisada a fase de crescimento.
Por que é importante envolver outros profissionais de saúde no processo que antecede a cirurgia (psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta)?
A obesidade é uma doença que envolve vários fatores e, por isso, seu tratamento necessita de uma equipe multiprofissional. É importante lembrar que a participação de uma equipe multiprofissional integrada é fundamental para compreender o indivíduo em sua totalidade. As orientações nutricionais são essenciais, uma parte essencial do tratamento, pois direcionam as escolhas alimentares do paciente. O tratamento psicológico é fundamental para cuidar do paciente por dentro e por fora. A atividade física é considerada parte integral da perda e manutenção do peso.
Fazem parte da equipe:
  • a) Médico especialista em cirurgia geral ou cirurgia do aparelho digestivo;
  • b) Nutricionista;
  • c) Psicólogo ou Psiquiatra;
  • d) Clínico geral ou endocrinologista.
No suporte dessa equipe ainda poderão contribuir, parte da equipe do hospital, os seguintes profissionais:
  • a) Clínico geral, cardiologista, pneumologista, endocrinologista, angiologista/cirurgião vascular e cirurgião plástico;
  • b) Anestesiologista;
  • c) Equipe de Enfermagem;
  • d) Assistente Social,
  • e) Fisioterapeuta.
Há alguma contraindicação à cirurgia?
Alguns pacientes, mesmo estando dentro dos critérios mencionados, podem apresentar situações específicas que devem ser avaliadas – o que pode ser motivo de contraindicação ao tratamento. Seguem algumas restrições:
  1. Adolescentes:só podem ser operados pacientes com mais de 16 anos. Mesmo assim, pacientes que tenham entre 16 e 18 anos necessitam de avaliação clínica e psicológica especial, consentimento da família e aprovação de comissão de ética do hospital aonde será feita a cirurgia.
  2. Idosos com mais de 65 anos:esses pacientes necessitam avaliação pré-operatória especial, de preferência com médico geriatra, para avaliação dos benefícios da cirurgia.
  3. Pacientes com antecedentes de doença psiquiátrica, alcoolismo ou uso de drogas:esses pacientes necessitam de avaliação psiquiátrica detalhada para se estabelecer o controle ou não de doenças psiquiátricas pré-existentes e do vício.
  4. Pacientes com cirurgias abdominais prévias:pode dificultar a realização da cirurgia e deve ser avaliado pelo cirurgião.
  5. Portadores de doenças crônicas (anemia, insuficiência renal, doenças do fígado, doenças endócrinas entre outras):embora não se constituam em contraindicações absolutas, podem aumentar o risco cirúrgico ou interferir na escolha da técnica que será empregada.
Vale destacar: Em situações consideradas extremas, a exigência de dois anos de tentativa de tratamento clínico para indicação cirúrgica pode ser extinta. É o caso dos pacientes super obesos, ou seja, que têm IMC superior a 50 Kg/m².
No entanto, esta situação não exime o paciente de passar por todas as fases de avaliação pré-operatória, essenciais para a segurança e sucesso do tratamento e obrigatória para todos os pacientes, que incluem: avaliação clínica com endocrinologista e cardiologista, avaliação nutricional, avaliação psiquiátrica ou psicológica.

Fonte: http://www.blogdasaude.com.br/

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ÁGUA ENGORDA? OBESIDADE E ÁGUA POTÁVEL!



Entre as questões de saúde pública, a obesidade é crescente. A água potável é uma solução simples para gerenciar a ingestão diária de calorias. Isto é porque a água deve ser considerado como a principal fonte de hidratação.

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu uma Classificação Internacional de adulto baixo peso, sobrepeso e obesidade de acordo com IMC: faixa normal: 18,50-24,99, excesso de peso ≥25.00, ≥30.00 obesos.

OMS últimas projeções indicam que, globalmente, em 2005, aproximadamente 1,6 bilhões de adultos (com idade 15+) estavam acima do peso e pelo menos 400 milhões de adultos eram obesos.
Segundo a OMS, em 2015, aproximadamente 2,3 bilhões de adultos foram identificados com excesso de peso e mais de 700 milhões estavam acima do peso, ou seja, totalmente obesos.
hábitos de obesidade e beber

No nível individual, as pessoas podem participar em atividades físicas e adotar bons hábitos alimentares.

Entre eles, reduzindo a ingestão de açúcares adicionados a partir do que comer e beber é altamente recomendado.

A recomendação da American Heart Association é que a ingestão diária de açúcares adicionados não deve representar mais de 100 calorias para uma mulher e 150 calorias para um homem.
Priorizam a água

A água não tem calorias e deve ser privilegiado como a primeira fonte de hidratação quando você quer controlar seu peso.

Além disso, a pesquisa preliminar entre adultos com excesso de peso que estão de dieta como parte de um estilo de vida saudável, sugere que o consumo de água, como a primeira fonte de hidratação resultaria na perda de peso (4-5).

Combinado com a atividade física, a água potável também ajudaria a aumentar a oxidação de gordura (6-7). estudos de intervenção realizadas na escola mostrou que alunos que estão bebendo água como a primeira fonte de hidratação iria estabilizar o seu peso.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

'BRASIL PODE SE TORNAR PAÍS MAIS OBESO DO MUNDO EM 15 ANOS'



Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde trouxe dados sobre a obesidade infantil no Brasil e a alimentação das crianças que gerou alarme e preocupação.

Entre os dados que mais chamaram atenção está o fato de que 32,3% das meninas e meninos brasileiros menores de 2 anos tomam refrigerante e suco de caixinha e que 60,2% deles comem bolacha recheada, biscoitos e bolos prontos.

Mas para o endocrinologista brasileiro Walmir Coutinho, que preside a World Obesity Federation (que reúne profissionais e organizações de mais de 50 países), esses dados alarmantes são só a ponta de um iceberg que é a epidemia de obesidade.

Um problema que, segundo ele, pode levar o Brasil a se tornar o país mais obeso do mundo em 15 anos – e as crianças brasileiras estão na mira.

O médico aponta o dedo para "ações insuficientes do governo", para "escolas omissas", para o marketing que bombardeia crianças com propagandas ligadas a alimentos nada saudáveis – e alerta para os danos físicos e psicológicos nas crianças obesas. Confira os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil - O que significa ter metade das crianças pequenas brasileiras comendo bolachas e boa parte delas bebendo refrigerante e suco artificial?

Coutinho - Esses dados dão a medida de uma tendência que outros estudos já haviam mostrado. O consumo excessivo de alimentos e bebidas pouco saudáveis estão hoje é um problema seríssimo no Brasil. E, se continuarmos nesse ritmo de crescimento da obesidade, seremos o país com mais obesos do mundo em 15 anos.

Impacto psicológico que a obesidade pode provocar nas crianças muitas vezes é menosprezado

BBC Brasil - E esse risco também atinge as crianças?

Coutinho - Certamente. A obesidade infantil no Brasil é um cenário muito preocupante, em que algumas ações foram tomadas, mas ainda estão longe de serem suficientes. É preciso se fazer muito mais. Para começar, nossas crianças são alvo de uma pressão exagerada da mídia e do marketing que incentivam o consumo desses produtos.

Obesidade no Brasil

32,3% das crianças menores de 2 anos tomam refrigerante e suco artificial
60,8% delas comem biscoito, bolachas e bolos
56,9% da população ou 82 milhões de pessoas com 18 anos ou mais está acima do peso (eram 42% em 2003)

Uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF)

BBC Brasil - Mas e ações não diretamente ligadas a crianças, como a que ocorreu em um jogo recente do Corinthians (jogadores causaram polêmica ao usar meiões de uma campanha em parceria com uma rede de fast food), também são prejudiciais?

Coutinho - Claro, porque de uma maneira ou de outra isso acaba atingindo as crianças que estão assistindo ao jogo. Nossa organização prega uma ética nas ações de marketing e isso envolve não direcionar essas campanhas a crianças.

BBC Brasil - Olhando o lado da alimentação da criança brasileira, quem são os principais vilões atualmente?

Coutinho - Há os vilões invisíveis, especialmente suco de fruta artificial e iogurte. O pai e a mãe acham que estão dando algo saudável para as crianças, mas são produtos que tem muitíssimo açúcar. Fora isso, é preciso lembrar que os alimentos mais baratos são os que mais engordam.

BBC Brasil - E como isso é prejudicial?

Coutinho - É um fenômeno chamado de transição nutricional, em que as pessoas que conseguem superar a falta de alimentos começam a ter acesso aos produtos mais baratos, que costumam ser altamente industrializados. Sair do supermercado com saquinho de batata frita, salgadinhos, biscoitos e chocolates é mais barato do comprar frutas e verduras. A população de baixa renda também costuma ter menos tempo e infraestrutura para praticar atividade física.

BBC Brasil - Quais alternativas que poderiam mudar esse cenário? Taxar alimentos poucos saudáveis, como aconteceu na França, com a chamada "taxa da nutella"?

Coutinho - Eu vejo com bons olhos essas iniciativas, mas pra que elas sejam mais justas e mais efetivas, o valor arrecadado com esses impostos deve ir diretamente para o subsídio de alimentos saudáveis. Sem isso, não adianta.
Violência no Brasil obriga muitas crianças a ficarem em casa e trocarem atividades físicas ao ar livre por telas da TV e de celulares

BBC Brasil - E punir os pais, é uma alternativa? Há casos em que inclusive pais perderam temporariamente a guarda de filhos obesos, por serem acusados de não fazerem o suficiente para a criança emagrecer.

Coutinho - Esse tipo de medida é muito polêmica, não só no que diz respeito à obesidade, mas também a outros tipos de negligência. Mas o outro lado da moeda é que há crianças obesas cujos pais não têm nenhuma culpa, no casos de uma tendência genética, por exemplo. Então, acho que só seria efetiva se fosse analisado caso a caso detalhadamente.

BBC Brasil - Agora, falando de atividade física. As crianças brasileiras também estão sendo negligenciadas nesse aspecto?

Coutinho - Claro. Basta ver que tipicamente nas escolas só se tem atividade física uma vez por semana. Isso é inaceitável. Além disso, a violência urbana faz com que muitas crianças fiquem presas em casa, na frente da TV, não conseguem ir a pé nem de bicicleta para a escola.

BBC Brasil - Quais os principais impactos em alguém que passa pela infância sendo obeso?

Coutinho - O impacto na saúde da criança é mais conhecido. A obesidade traz problemas graves como hipertensão arterial muito alta, problemas osteoarticulares em partes do corpo como joelho, coluna e tornozelo, além de asma e diabetes.

Mas também há o lado psicológico, que muitas vezes é subvalorizado. As pessoas não se dão conta do impacto psicológico de apelidos dados a essas crianças, do isolamento em que elas vivem e de estereótipos como o menino gordinho que só pode jogar no gol, por exemplo. São situações que causam traumas que podem ser levados para a vida adulta.

Especialista diz que sucos de caixinha e iogurte são inimigos invisíveis, já que pais acham que estão oferecendo alimento saudável

BBC Brasil - Mas afinal, de quem é a culpa, das escolas, dos pais, do governo?

Coutinho - O desafio da obesidade no mundo é comparável ao do aquecimento global, por sua complexidade e por envolver diversos fatores e atores. Governo, comunidade científica, pais e a sociedade como um todo.

É claro que, no Brasil, a escola tem culpa. Muitas são extremamente omissas. Se, por um lado, alguns Estados já têm leis proibindo a venda de guloseimas e refrigerantes nas escolas, por outro, há escolas que vão no caminho contrário. No Rio, a lei que proíbe refrigerante só vale nas públicas. Em muitas das particulares, a pressão do dono da cantina fez com que o refrigerante fosse liberado.

Fonte BBC Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CURA PARA A OBESIDADE PODE ESTAR PRÓXIMA, SUGERE ESTUDO


Um estudo realizado por pesquisadores do MIT e da Universidade deHarvard, nos EUA, pode ajudar no desenvolvimento de uma droga para curar aobesidade. Eles descobriram como bloquear um gene defeituoso que está conectado com a doença.

Publicada no Periódico de Medicina de New England, a pesquisa revelou que o FTO, conhecido desde 2007 como o gene da obesidade, não afeta diretamente o metabolismo do ser humano. Ele influencia outros genes que causam a doença.

O que os cientistas desvenderam é que um destes genes possui um defeito: ele diminui a produção de gorduras marrons. O ser humano, geralmente, possui dois tipos de gordura: a branca (que armazena gordura) e a marrom (que queima gordura). Enquanto a maioria das pessoas tem as duas gorduras em proporções parecidas, os obesos têm mais brancas do que marrons.

Para bloquear este gene, os cientistas norte-americanos o editaram usando uma ferramenta chamada CRISPR. Eles descobriram que ao bloquear este gene, os ratos do experimento ficaram 50% mais magros.

Mas quais são as implicações deste trabalho? Agora que os cientistas já sabem como o corpo transforma as células de gordura brancas pelas marrons, eles poderão desenvolver novos tratamentos mais efetivos contra a epidemia.

Problemas relacionados à obesidade matam 2,8 milhões de pessoas no mundo todo dia, de acordo com a OMS. Só no Brasil, 52,5% da população está acima do peso e, desta metade, 17,9% é considerada obesa, segundo dados de 2015 do Ministério da Saúde.


Fonte Exame.com

sábado, 26 de setembro de 2015

RECEITA DINAMARQUESA É SUCESSO CONTRA OBESIDADE INFANTIL


Na cidade dinamarquesa de Holbaek, 1,9 mil crianças foram atendidas e 70% delas conseguiram manter um peso adequado por quatro anos após ajustar até 20 aspectos de seu estilo de vida. A forma como o projeto lida com a criança e seus familiares difere dos "pequenos passos" das dietas tradicionais. 

O plano começa com as crianças sendo internadas durante 24h em um hospital para uma bateria de exames, medição da gordura corporal e preenchimento de um questionário sobre hábitos alimentares e padrões de comportamento. 

O programa exige amplas mudanças de estilo de vida para derrotar a resistência natural do corpo a perder gordura. Cada criança tem um tratamento personalizado para modificar entre 15 e 20 hábitos diários. 

"Não é divertido. É dureza", diz o médico Jens Christian Holm, que coordena o projeto, a Jakob Christiansen, de dez anos, durante uma consulta. "Ele comia (doces) escondido", diz a mãe, Elisabet. "Só queremos que os médicos ajudem Jakob a perder peso para que ele volte a ser um menino feliz." 

Jakob conta ao médico que pedala 3 km para ir à escola. Mas o exercício, por si só, não basta para combater o que o pediatra chama de "doença crônica". 

Entre um teste e outro, o menino almoça peito de frango sem pele, cenoura crua, pimentão vermelho e salada verde. "Vai ser difícil, mas lutarei com todas as minhas forças. Sei que vou sentir falta do açúcar e de ser preguiçoso", diz Jakob. 

Alguns passos do programa 

O médico da criança cria um plano customizado com 15 a 20 estratégias, que podem incluir: 

1 - Nada de iogurtes de fruta no café da manhã; o programa defende aveia, pão preto e carne ou peixe nessa refeição 


2 - Nada de fast food ou pão branco no almoço; prefira pão escuro, carne ou peixe e vegetais 


3 - As porções devem ser servidas na cozinha; panelas e travessas não devem ser levadas à mesa 


4 - As proporções no prato do jantar devem ser: metade de vegetais, um quarto de arroz escuro, macarrão ou batatas; e um quarto de carne ou peixe com pouca gordura 


5 - Esperar 20 minutos antes de repetir. Isso dá tempo de o corpo sentir a saciedade 


6 - Ficar satisfeito após cada refeição 


7 - Apenas dois pedaços de fruta por dia 


8 - Fast food apenas uma vez ao mês 


9 - Doces apenas uma vez por semana 


10 - Salgadinhos apenas uma vez por semana 


11 - Limitar sucos, chá gelado, chocolate quente ou refrigerante a apenas uma vez na semana, e apenas meio litro no total 


12 - Ir à escola a pé ou de bicicleta 


13 - Praticar atividades físicas organizadas, como dança, futebol, handball ou ginástica 


14 - Praticar também atividades livres, como caminhar e andar de bicicleta após a escola, levar o cachorro para passear ou pular no trampolim 


15 - Limitar a 2 horas por dia o tempo de TV, computador ou tablets 


16 - Nada de TV ou computador antes das 17h 


17 - Determinar um horário, cedo, para dormir 



Fonte BBC Brasil

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MULHERES CATARINENSES CUIDAM MAIS DA SAÚDE, MAS LIDERAM RANKING DA OBESIDADE


As mulheres catarinenses estão entre as brasileiras que mais cuidam da saúde, por outro lado lideram os índices de obesidade no país. É o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde 2013, divulgada, nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde foram visitados 64 mil domicílios, em 2013. 

Conforme a pesquisa, 94% das catarinenses realizaram o exame preventivo para câncer de colo de útero (Papanicolau) nos últimos três anos a pesquisa. A média nacional é de 79,4%. Esse dado positivo é justificado. Segundo a coordenadora da Saúde da Mulher no estado, Maria Cecília Heckrath, a rede básica de atendimento à mulher é de reponsabilidade dos municípios, que são divididos por regiões o que permite contato próximo entre agente de saúde e as mulheres. _ Temos muita preocupação com as adolescentes e com as mulheres que vivem no meio rural que se não forem incentivadas deixam de fazer por vergonha, por isso, o trabalho de orientação sobre a importância da prevenção é permanente.


Catarinenses mais obesas


Santa Catarina assumuiu o primeiro lugar no pódio da população mais obesa. A pesquisa mostrou que 60% dos catarinenses estão com excesso de peso e que25,7% são obesos. Nos dois casos as mulheres lideram os índices. 39% das catarinenses estão obesas e 60% estão com excesso de peso. Já entre os homens catarinenses os índices são 21% e 59%, respectivamente.

A coordenadora da área de alimentação e nutrição da Secretaria de Estado da Saúde, Silvana de Oliveira Crippa, explica que a mudança da escolha alimentar e o sedentarismo, são responsáveis, pela população estar cada vez mais acima do peso. Ela diz que com a carga maior de trabalho, a mulher opta pelo mais fácil: ao invés de preparar o alimento compra o industrializado. _A troca da alimentação preocupa o poder público, por isso, será tema das Conferências de Segurança Alimentar realizadas em todos os estados e que depois será discutido nacionalmente.

De acordo com a pesquisa, mais de 82 milhões de pessoas estão acima do peso, o que corresponde a mais de 56% dos habitantes do Brasil.


Deficiência visual


Um dado negativo para Santa Catarina se refere à população que tem deficiência visual causada por doença ou acidente. Na região Sul a deficiência visual atinge aproximadamente 7,2 milhões de pessoas. Em Santa Catarina o índice é de 5,7%.

Fonte Diário Catarinense

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

OBESIDADE AUMENTA RISCO DE CANCRO DA MAMA



A maior rigidez no tecido dos seios faz com que a comunicação entre as células seja diferente, o que estimula o crescimento de tumores.

O efeito da obesidade sobre o tecido mamário favorece o desenvolvimento de cancro na mama, segundo um estudo hoje divulgado na revista Science Translational Medicine.

O aumento da rigidez no tecido adiposo dos seios modifica a comunicação química entre as células e isso estimula o crescimento de tumores, concluiu o estudo, elaborado por especialistas de três instituições dos Estados Unidos.

Os cientistas estudaram o tecido mamário de pessoas obesas, pessoas com peso saudável e de ratinhos com obesidade.

O diagnóstico para as mulheres com cancro na mama que são obesas é muito pior do que para mulheres que têm peso saudável, mas muito poucos tratamentos para aquele cancro são dirigidos a pessoas com obesidade.

A importância da pesquisa é permitir saber o que acontece a nível celular para desenvolver tratamentos mais eficazes.

Fonte DN Ciência

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A OBESIDADE É UMA DOENÇA INCURÁVEL. POR QUE PUNIR O DOENTE?


Seria o hábito de comer em excesso mais viciante do que crack? É difícil comparar taxas de dependência, ou produzir uma definição clara e válida para todas as substâncias e comportamentos. Mas considere este contraste brutal: entre as pessoas que usam crack, 10% a 20% se tornam viciadas; segundo estudo realizado com 176 mil pessoas obesas ao longo de nove anos, 98,3% dos homens e 97,8% das mulheres não conseguiram voltar a um peso saudável. Quando se começa a comer descontroladamente, parece quase impossível parar.

Um artigo publicado na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews sugeriu que "vício em comida" é uma descrição menos precisa dessa condição que "vício em comer". Não há evidências de que as pessoas com tendência a comer demais se tornem dependentes de um único ingrediente; ao contrário, tendem a buscar uma variedade de alimentos altamente palatáveis e com alta densidade calórica, como tantos que hoje nos cercam.

A ativação de sistemas de recompensa no cérebro e a perda do controle de impulsos são semelhantes aos que ocorrem na dependência de drogas. Mas o vício em comer parece mais potente. Como observa o artigo, em experimentos de laboratório, a maioria dos ratos "prefere ser recompensada por um doce que por cocaína".

Como explica um artigo publicado na Lancet este ano, uma vez que um indíviduo se torna obeso, mudanças biológicas o aprisionam nesta condição. As células de gordura proliferam. O cérebro se habitua aos sinais de dopamina (o caminho da recompensa), levando-o a aumentar o consumo.

Se você tenta perder peso, o corpo percebe-se em privação, e adaptações poderosas (como um aumento da eficiência metabólica) tentar jogá-lo de volta ao estado anterior. As pessoas que conseguem, contra todas as probabilidades, voltar a um peso normal, devem consumir menos 300 calorias por dia do que quem nunca foi obeso, se não quiserem ganhar peso novamente. "Uma vez estabelecida a obesidade (...) o peso corporal parece tornar-se um carimbo biológico". Quanto mais peso se perde, mais forte é a pressão biológica para voltar à forma excessiva anterior.

Os pesquisadores acreditam que "estas adaptações biológicas irão, muitas vezes, persistir indefinidamente": em outras palavras, para permanecer magro, quem já é obeso precisará fazer uma dieta rigorosa para o resto da vida. O melhor que se pode esperar não é uma cura através de dieta, mas uma "obesidade em remissão". O único tratamento eficaz, de longo prazo, para a obesidade atualmente disponível, segundo o artigo, é a cirurgia bariátrica. Que pode causar, no entanto, uma série de complicações.

GORDOFOBIA

A gordofobia é pior do que se imagina: outro artigo apontou que, quanto mais preocupadas com o peso, mais as pessoas tendem a exagerar na comida. O estresse induzido pela preocupação com o peso também dispara o desejo de buscar o conforto na comida. Como a jornalista do The Guardian Sarah Boseley aponta em seu livro The Shape we’re in (sem tradução em português), "a indústria da dieta... é uma das maiores fraudes dos dias de hoje". Para os obesos, a balança terminará virando o jogo depois de vitórias temporárias contra ela.

Pessoas com sobrepeso (em outras palavras, que têm um índice de massa corporal de 25 a 30) parecem não sofrer das mesmas adaptações bioquímicas: sua compleição física não é um "carimbo". Para estes, alterações de dieta e exercícios físicos serão, provavelmente, eficazes. Mas não se deve dar falsas esperanças às pessoas obesas.

A tarefa crucial é cuidar das crianças antes que elas sucumbam a esse vício. Além de ajudar e aconselhar os pais, isso certamente requer uma grande mudança no que os cientistas chamam de "ambiente obesogênico" (alimentos e bebidas de alta concentração calórica, bem como a propaganda e as embalagens que os tornam mais atraentes). A menos que as crianças sejam afastadas dos excessos desde cedo, estarão suscetíveis a esta prisão que pode durar a vida toda.

Fonte CARTA MAIOR

terça-feira, 22 de setembro de 2015

CRESCE NÚMERO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PEDRAS NOS RINS


Dieta desequilibrada, fast food e ingestão insuficiente de líquidos podem estar por trás do problema que tem aumentado nos prontos-socorros. Pedra nos rins é um problema de adultos, certo? Errado. Cada dia é mais comum encontrar crianças com este transtorno, alerta a nefrologista Maria Cristina de Andrade, do Hospital Infantil Sabará. Se antes era um caso por mês no pronto socorro infantil, hoje acontece pelo menos 2 ou 3 por semana.

Adolescentes obesos, aliás, tem 2,5 vezes mais chance de apresentar cálculos renais, de acordo com pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos. "Além de envolver uma predisposição genética para a formação desses cálculos renais, 50% a 60% de crianças com pedras têm histórico na família, a alimentação industrializada, o fast food salgado por natureza, e a ingestão insuficiente de água podem explicar esse aumento", relata a especialista.

Embora seja essencial para a formação dos ossos, cerca de 50% dos cálculos renais acontecem por excesso de cálcio na urina. As proteínas, gorduras e açúcares em excesso provenientes da dieta desequilibrada também contribuem para a formação das pedras nos rins. E mais: refrigerantes ricos em sódio e corante, outra opção muito apreciada pelas crianças, também estão relacionados com aumento na formação dos cálculos.

Mas será que há formas de prevenção do problema? Além da ingestão de água, cerca de 1 litro por dia é recomendado para as crianças, a adoção de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos também são um ótimo caminho. "Eles facilitam a incorporação de cálcio nos ossos, e a substância chega em menor quantidade aos rins", esclarece a nefrologista.

De acordo com a especialista, vale ressaltar, porém, que especialmente na infância, não se faz dieta com restrição de cálcio. "É nesta fase, aliás, que se faz a prevenção contra a osteoporose, já que o pico de massa óssea ocorre até 18 anos, depois disso não mais", complementa.

Quase sempre assintomática, as pedras ou cálculos renais são descobertos quando a criança apresenta quadro leve de dor abdominal, infecção ou sangramento urinário. Vale lembrar que a cólica renal intensa, sintoma comum em adultos, raramente é observada nas crianças. Por isso, os pais devem dobrar a atenção: a dor pode passar despercebida e o quadro se transformar em uma infecção renal grave.

São realizados exames de ultrassom e raio-x para identificar a localização das pedras. Eventualmente faz-se tomografia computadorizada para melhor definição dos cálculos. Dependendo do caso, é aconselhado o procedimento mais adequado para a criança, tratamento clínico com medicamentos ou litotripsia (cirurgia a laser).


Fonte: http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2015/09

OPS CULPA ALIMENTOS PROCESSADOS DE "EPIDEMIA DE OBESIDADE" NA AMÉRICA LATINA


A Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) alertou que os alimentos ultraprocessados, que a entidade considera como "quase viciantes" e que estão substituindo os alimentos frescos, são os responsáveis pela "epidemia de obesidade" na América Latina. 

No estudo "Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, impacto sobre a obesidade e implicações para as políticas públicas" lançado hoje em Washington (Estados Unidos), a OPS afirma que as comidas industrializadas estão acabando com as dietas tradicionais nutritivas, o que gera efeitos alarmantes para a saúde. De acordo com a entidade, o consumo destes produtos cresceu de maneira significativa na América Latina e está contribuindo para o aumento das taxas de obesidade em toda a região. 

O texto ressalta que a partir de 2013, os brasileiros e peruanos se tornaram os maiores consumidores de lanches de fast-food da América Latina, comprando dez vezes mais do que a Bolivia, por exemplo. "É necessário regular o mercado para reverter esta tendência na América Latina e no mundo todo", ressalta o texto. Na contramão de EUA e Canadá, onde as vendas por cidadão de alimentos e bebidas ultraprocesados diminuiu entre 2000 e 2013, na América Latina elas aumentaram, o que tem relação direta com o aumento do peso médio. "Estes produtos não são planejados para atender as necessidades nutricionais das pessoas. Eles são planejados para ficar muito tempo nas prateleiras e gerar desejos de consumo incontroláveis que dominam os mecanismos naturais de controle do apetite e o desejo racional de parar de comer", explica o relatório. 

O trabalho examina a venda de comidas preparadas, refrigerantes, doces e salgadinhos, cereais matinais e em barras, sorvetes, bebidas esportivas e energéticas, sucos e molhos, entre outros alimentos. O estudo, que tomada como base Brasil, Bolívia, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, determinou que de 2000 a 2013 as vendas per capita desses produtos aumentaram 26,7%. Já no EUA e no Canadá, as vendas diminuíram 9,8% no mesmo período. "Os alimentos ultraprocesados e os fast-food representam uma parte cada vez maior do que as pessoas comem e bebem na América Latina, com resultados muito negativos", disse o assessor para Nutrição e Atividade Física da OPS, Enrique Jacoby. Na América Latina a venda de refrigerante dobrou entre 2000 e 2013, chegando a US$ 81 bilhões e superando as vendas nos EUA e no Canadá. 

O estudo também revela que nos países onde a venda de alimentos ultraprocesados foi maior, incluindo México e Chile, a população teve aumento na média de massa corporal, mas onde foi menor e a dieta tradicional prevaleceu, como na Bolívia e no Peru, a média de massa corporal reduziu. Contudo, tanto a venda destes alimentos quanto a massa corporal aumentaram muito nos 13 países estudados. O trabalho da OPS atribui estas mudanças na dieta à globalização e a desregulação do mercado, que aumentaram a penetração das empresas alimentícias estrangeiras e multinacionais nos mercados locais. "A América Latina e outras regiões em desenvolvimento se transformaram em mercados atrativos para os fabricantes de alimentos industrializados", disse o especialista em nutrição da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo, Jean-Claude Moubarac. O relatório recomenda o incentivo ao consumo de alimentos saudáveis através de campanhas educativas, mas também a aprovação de normas "sobre preços, incentivos, agricultura e comércio" para proteger a agricultura familiar, os cultivos tradicionais e a inclusão dos alimentos frescos na dieta. "Não é tarde para mudarmos estas tendências", esclarece Jacoby. EFE hma/cdr 

Fonte Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

OBESIDADE AOS 50 ANOS PODE ACELERAR APARECIMENTO DE ALZHEIMER



Se você precisava de mais uma razão para manter o peso em dia, saiba que um estudo americano, publicado no jornal científico Molecular Psychiatry, acaba de relacionar o sobrepeso em pessoas com 50 anos de idade ao surgimento mais acelerado do Mal de Alzheimer.

A obesidade na chamada "meia-idade" sempre foi relacionada a diversos problemas de saúde, e também já foi relacionada a essa séria doença, que afeta o cérebro de forma silenciosa. Agora, pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos realizaram uma pesquisa, que foi divulgada nesta terça, dia 1º de setembro, em que relacionam o sobrepeso ou obesidade em pessoas com 50 anos à data em que o Mal de Alzheimer pode aparecer, mais tarde, na vida. Com exceção dos que já tinham problemas de saúde, o IMC (Índice de Massa Corporal) acima do recomendado, nessa faixa etária, representou o aparecimento precoce da doença.

Será preciso, ainda, novos estudos para saber se o contrário também vale, ou seja, se uma pessoa de 50 anos que sempre teve uma vida saudável, pode retardar os efeitos do Alzheimer.

"Ammanutenção de um IMC saudável na 'meia-idade' é como ter um efeito protetor prolongado", diz Madhav Thambisetty, pesquisador do Instituto Nacional de Idade, que faz parte do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em entrevista á agência de notícias Agency Press.

Apenas no Brasil, estima-se que 1 milhão e 200 mil pessoas sofrem com o Mal de Alzheimer. No mundo, o número de pacientes pode chegar a 35,6 milhões. Com o envelhecimento da população, esses dados tendem a piorar. Em 2050, é possível que existam 115,4 milhões de vítimas dessa doença.

Informações Revista Encontro

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

AMÉRICA LATINA ENFRENTA EPIDEMIA DE OBESIDADE APÓS LUTA CONTRA A FOME



Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.

O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas

Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.


Mais ricos, mais gordos

Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura.

Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.

Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.

"No passado, o principal problema que tínhamos na América Latina era a subnutrição. Nós tentamos enfatizar programas de alimentação escolar e suplementos para as famílias", disse Yenory Hernandez-Garbanzo, encarregada de nutrição na Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).

"Agora, temos de olhar para a foto maior. Estávamos alimentando essas famílias com uma grande quantidade de energia, mas não as ensinamos a ser equilibradas em suas dietas", disse Yenory à Reuters.


Problema grave

A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

"A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo", disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição.

Segundo o Instituto Nacional do México para a Saúde Pública, o país enfrenta a crise de obesidade mais aguda da região, com 70% dos adultos com sobrepeso ou obesos. A obesidade custou à economia mexicana cerca de US$ 5,5 bilhões em 2008, disse Florencia. Se o problema não for solucionado, a previsão é que a cifra chegue a US$ 12,5 bilhões em 2017.

Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.

Especialistas dizem que uma das razões por que a obesidade é um problema tão grande na América Latina advém do poder das empresas multinacionais de alimentos e bebidas, em especial as dos Estados Unidos.

"Um dos maiores problemas aqui é a influência da indústria de alimentos", afirmou a especialista em nutrição Melissa Vargas, da FAO. "Elas têm ... um monte de influência política e dinheiro para a publicidade."

Fonte: g1.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

OBESIDADE E CIRURGIA BARIÁTRICA



A cirurgia bariátrica é o nome da cirurgia de redução de estômago utilizada no tratamento para a obesidade.

Esta cirurgia é realizada quando o paciente é um obeso com:

Índice de massa corporal (IMC) superior a 35 e tem doenças, como hipertensão ou diabetes, por exemplo;
Índice de massa corporal (IMC) superior a 40 e não consegue emagrecer com dieta, remédios e exercícios.
Com a cirurgia o paciente fica com o estômago mais pequeno e come menos e por isso emagrece pois ingere menos alimentos e menos calorias.

Saiba como calcular o seu IMC em: Peso ideal.


Implicações nutricionais após cirurgia bariátrica

Após a cirurgia bariátrica o paciente tem de fazer uma dieta líquida que não fornece todos os nutrientes necessários ao organismo podendo ocorrer queda de cabelo e ficar com unhas fracas. Por isso, é fundamental cumprir a dieta indicada pelo nutricionista e tomar os suplementos nutricionais aconselhados pelo médico.

Fonte: http://tuasaude.com

terça-feira, 15 de setembro de 2015

VANTAGENS DO TRATAMENTO DA OBESIDADE



Estudos referem que existe muitas vantagens na intervenção precoce para prevenção da obesidade.

Há alguns anos, pesquisadores de Boston realizaram estudo sobre uma intervenção chamada de Planet Health (Planeta Saúde), desenhada para reduzir a obesidade por meio do aumento do gasto energético e pela promoção de bons hábitos alimentares entre escolares. O programa incluía redução do tempo na frente da televisão para menos de duas horas por dia, aumento da atividade física moderada ou vigorosa, diminuição no consumo de fast-food e aumento na ingestão de frutas e vegetais para pelo menos cinco porções ao dia.

Agora, a intervenção foi ampliada para uma amostra de 1.451 estudantes, meninos e meninas, e mostrou um resultado interessante: não apenas foi capaz de diminuir a obesidade, como antes, mas também de reduzir o risco de outros distúrbios alimentares, como os de comportamento desviado quanto ao controle de peso.

Os alunos analisados não tinham distúrbios relacionados com o controle de peso (como anorexia, bulimia e práticas de vômito provocado, uso de laxantes e pílulas para emagrecer) quando entraram no estudo. Depois de dois anos, 3,6% das garotas do grupo controle, comparadas com 1,2% daquelas participando do programa sofreram novos distúrbios. A chance de vir a adotar comportamentos desviados em relação ao próprio peso foi reduzida em dois terços entre as meninas que participaram do programa, em comparação com as que não participaram.

“Os resultados oferecem evidências encorajadoras de que intervenção desenhada para reduzir a obesidade em meninas adolescentes pode também prevenir a adoção desses comportamentos”, comentam os autores. “É possível que o efeito protetor se deva a uma redução da sensação de insatisfação com o próprio corpo e de preocupações não-saudáveis sobre o próprio peso”, ponderam. Porém, esse efeito não foi observado entre os meninos que participaram da pesquisa, cujos resultados foram semelhantes aos dos garotos que fizeram parte do grupo controle.

Fonte: http://www.tuasaude.com/


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

SEDENTARISMO MATA DUAS VEZES MAIS QUE OBESIDADE, DIZ ESTUDO



O número de mortes relacionadas ao sedentarismo é duas vezes maior do que as ligadas à obesidade, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Cambrigde, na Inglaterra, publicada nesta quarta-feira no periódico American Journal of Clinical Nutrition. O estudo ainda constatou que caminhar 20 minutos por dia pode reduzir a mortalidade em pessoas com menos de 65 anos, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de doenças do coração e câncer.

Para entender a ligação entre sedentarismo, morte prematura e obesidade, os pesquisadores analisaram dados de 334.161 europeus. Eles mediram altura, peso, circunferência abdominal e frequência de atividade física das pessoas ao longo de doze anos.

Conclusões - O estudo relata que apenas um quarto dos participantes era sedentário, isto é, não praticava nenhuma atividade física ou recreacional. Os pesquisadores também visualizaram que fazer 20 minutos de caminhada por dia pode reduzir o risco de morte prematura em 16 a 30%. O impacto é maior nos indivíduos com peso normal, mas também foi observado em pessoas com alto índice de massa corpórea.
De acordo com os autores, 337.000 das 9.2 milhões de mortes na Europa foram atribuídas à obesidade e o dobro desse número, 676.000, ao sedentarismo.
"Um pouco de atividade física diária já beneficia a saúde. A prática de exercícios físicos deve ser uma parte importante da nossa vida diária", diz Ulf Ekelund, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Cambridge.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

OBESIDADE JÁ CUSTA AO BRASIL 2,4% DO PIB, DIZ ESTUDO


A obesidade custa ao Brasil 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo um estudo internacional conduzido pelo McKinsey Global Institute, que mostra o aumento dos gastos no combate ao problema no mundo.
O custo equivale equivaleria a R$ 110 bilhões, considerando o PIB - a soma de todas as riquezas produzidas em um país - brasileiro em 2013 (R$ 4,8 trilhões).

No mundo, 2,8% de todas as riquezas são gastos no enfrentamento da obesidade. Isso equivale a cerca de R$ 5,2 trilhões, afirmam os pesquisadores.
O custo mundial da obesidade é quase o mesmo de doenças decorrentes do fumo ou perdas em consequência de conflitos armados - e tão relevante quanto o alcoolismo e as mudanças climáticas.
No Brasil, a obesidade é o terceiro de uma lista de problemas de saúde pública que mais pesam na economia, atrás de mortes violentas e alcoolismo, mas na frente de tabagismo.
De acordo com a McKinsey, 2,1 bilhões de pessoas - cerca de 30 % da população do mundo - estão acima do peso ou obesos.
A McKinsey afirma que em 2030, cerca de 50% da população poderá ser classificada como obesa, um percentual que o Brasil já atingiu.
Levantamento do Ministério da Saúde revela que 51% da população brasileira está acima do peso.


'Pedágio'
O relatório afirma que existe um crescente "pedágio econômico" decorrente da obesidade: os custos financeiros impactam não apenas o setor de saúde pública, mas se distribuem amplamente na economia. Ao provocar doenças, por exemplo, a obesidade diminui os dias úteis e afeta a produção.
Entre as sugestões contempladas no relatório estão o controle das porções de alguns alimentos embalados e a legislação adequada da indústria de fast food e alimentos processados.

O estudo afirma que estas medidas são mais eficazes do que impostos sobre alimentos ricos em gordura e açúcar, ou campanhas de saúde pública.
Também foram considerados programas de controle de peso e de exercícios no ambiente de trabalho. O relatório pede "uma estratégia de escala" para uma realidade "que está alcançando proporções de crise".
Uma pessoa é considerada obesa se tiver excesso de peso combinado a um elevado grau de gordura corporal.
A maneira mais comum para avaliar se uma pessoa é obesa é verificar seu índice de massa corporal (IMC), que divide o peso em quilos pela altura em metros ao quadrado.
Um IMC acima de 25 significa excesso de peso. Um IMC de 30 a 40 equivale a obesidade. Indivíduos com IMC acima de 40 são considerados muito obesos.
Na mão oposta, um IMC menor que 18,5 significa abaixo do peso ideal.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

OBESIDADE É MAIS PERIGOSA QUE CIRURGIA



As estatísticas alertam para uma situação perigosa: o Brasil já tem mais de um milhão de obesos mórbidos. Somente em Curitiba, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 15,3% no número de adultos com sobrepeso. A cidade é apontada pelo Ministério da Saúde como a terceira capital com o maior número de pessoas obesas no país.

Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da obesidade mórbida, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB) realiza em Curitiba, hoje e amanhã, uma campanha de orientação. De acordo com o presidente da SBCB, João Batista Marchesini, o objetivo é esclarecer sobre tratamentos, em que casos a cirurgia é indicada e como a obesidade pode ser combatida. Marchesini falou à Gazeta do Povo sobre a cirurgia, indicada no tratamento da obesidade mórbida.


Em que casos a cirurgia bariátrica deve ser feita?

A cirurgia é indicada quando a obesidade é considerada doença e vem acompanhada de uma série de comorbidades, como diabete, pressão alta, colesterol elevado, caracterizando o que a gente chama de síndrome plurimetabólica. Nós recomendamos operar o paciente que já fez tratamento por um período de pelo menos dois anos, sem resultados. Em muitos casos, a obesidade é de cunho genético, ou seja, a pessoa está programada para ser obesa. E aí não adianta fazer regime, ela voltará a engordar. Como não há como alterar essa programação, nós focamos no local onde o alimento é aproveitado, podendo optar por cirurgias que limitam o volume de comida ou que limitam a absorção dos alimentos.


E como é feita essa escolha?

A técnica vai ser escolhida de acordo com o perfil do paciente e do cirugião. Se o paciente não se importa em vomitar quando comer demais, a opção vai ser por técnicas restritivas. Para o paciente que abomina a idéia de vomitar, mas se adapta melhor à idéia de ter diarréia quando abusar, a recomendação é para técnicas que mexem na absorção. A escolha é feita de acordo com o comportamento alimentar do paciente. De uma maneira ou de outra ele vai sofrer efeitos colaterais se cometer abusos: é o preço que ele paga por comer demais.


Quem pode fazer a cirurgia? Há algum tipo de restrição?

Sim, a idade é uma delas. A recomendação é não operar menores de 18 anos. Em alguns casos bem estudados a cirurgia é feita em adolescentes de 16 anos, mas nunca em menores dessa idade. Também não se operam maiores de 70 anos. Pacientes com hábitos alcoólicos ou que sofram de doenças psiquiátricas não-tratadas, como depressão e compulsão, também não devem fazer a cirurgia sem buscar tratamento antes. Também é importante o acompanhamento de nutricionistas, fisioterapeutas e psiquiatras. O apoio psicológico é importante na parte inicial para avaliação do comportamento do paciente e também no pós-operatório, se houver indicação.


Que tipo de cuidados o paciente deverá ter após a cirurgia?

Ele terá de fazer exercícios e ficar sob cuidados de seu cirurgião até que seu peso se estabilize. Dependendo do tipo de cirurgia, haverá alimentos que ele não poderá ingerir. Se for uma operação que mexe mais no intestino, ele vai ter de evitar gorduras. Se a cirurgia mexer mais no estômago, ele terá de diminuir a quantidade de carboidratos.


Por que em alguns casos a pessoa engorda novamente após a cirurgia?

A cirurgia é uma limitação, ou do volume de comida ou da absorção dos nutrientes. Mas a pessoa pode enganar a operação. Se a cirurgia foi feita para limitar o volume dos alimentos, basta o paciente ingerir líquidos calóricos que vai engordar do mesmo jeito. Se a cirurgia tolera gordura, basta ele sair do açúcar e ir para a gordura. Por isso é tão importante o tratamento de transtornos alimentares antes da cirurgia. Em média, de cada 100 pacientes operados, oito voltam a engordar.

Quais os riscos desses procedimentos?

É uma cirurgia delicada. A mortalidade pode chegar a 1,5% dos casos. Por isso a operação deve ser feita somente quando houver indicação. Fazer a cirurgia da obesidade somente por razões estéticas ainda não é plenamente aceito. A indicação existe somente quando a obesidade for considerada doença.

Muitos pacientes deixam de fazer a cirurgia por medo?

Sim, ter medo é normal. Quem não tem medo de cirurgia possivelmente está fazendo um mau conceito da operação, está sendo mal-informado. Todos devem ter medo de cirurgia, mas esse medo não pode ser maior que o medo da doença. A doença é mais perigosa que a operação. O Hospital das Clínicas de São Paulo fez uma análise da mortalidade dos doentes que estavam na fila de espera. Morreu mais gente esperando do que fazendo a cirurgia.


O que explicaria o número cada vez maior de crianças obesas?

Este é o resultado da combinação de maus hábitos alimentares e vida sedentária. A criança passa o dia sentada na frente do computador, do videogame, não vai mais jogar futebol no quintal, não come frutas. Repare que as campanhas de prevenção à obesidade infantil focam principalmente a educação alimentar. A cirurgia não é recomendada em crianças porque na fase pré-adolescente ela pode trazer prejuízos até maiores do que a própria obesidade. O ideal é esperar os 18 anos. Antes disso, o corpo ainda está em desenvolvimento, pode ser que essa criança emagreça no futuro e nem precise de cirurgia.


As pessoas obesas sofrem muito preconceito?

Até mesmo no mercado de trabalho o obeso é considerado uma pessoa de menor produtividade. A aparência física conta muito hoje em dia. O obeso é segregado, assim como outras minorias, mas não é protegido legalmente. Enquanto é crime você falar qualquer coisa sobre a cor de uma pessoa, você pode chamar qualquer um de gordo.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/saude

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O PAPEL DA OBESIDADE NAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES



A obesidade é um fator preditivo de risco para doenças cardiovasculares que tem tido aumento de prevalência acentuada em populações de países industrializados. É uma doenças multifatorial que incide principalmente em decorrência de fatores genéticos, de hábitos de vida e ambientais. A ocorrência em concomitância com um ou mais outros fatores de risco cardiovascular é comum, constitui porém fator de risco independente.

Segundo estudos com populações ao ultrapassar 30kg/m² de IMC: Índice de Massa Corpórea, o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares aumenta acentuadamente. O local de distribuição da gordura corporal deve ser adequadamente avaliado, pois aquela com localização abdominal, chamada comumente de “gordura visceral” tem íntima relação com a ocorrência de doença arterial coronariana, e é facilmente identificada na clínica através de uma medida de referência para homens de 106 cm de circunferência abdominal e para mulheres de 94 cm, pacientes que ultrapassam essas medidas estão inseridas nesta categoria de riscos.

Assim como corre no diabetes adquirido e na hipertensão arterial sistêmica, a obesidade contribui para resistência à insulina, segundo dados; para provocar dilatação vascular para irrigação da musculatura esquelética, é requerida uma dose de insulina quatro vezes superior à aquela necessária em um indivíduo de menor peso, também a rigidez arterial reduz-se apenas com o dobro da dose de insulina necessária para um indivíduo com peso normal. Há um comprometimento da vasodilatação epitélio dependente, devido déficit de liberação do vasodilatador óxido nítrico NO.

A obesidade assim como outros fatores, pode levar a um quadro de insuficiência cardíaca. Um destes outros que deve ser ressaltado, é a resistência à insulina, que por sua vez, também pode levar ao quadro da insuficiência cardíaca, portanto forma-se um ciclo vicioso. A insuficiência cardíaca pode levar ao aumento da resistência à insulina e diabetes adquirida através do sistema renina-angiotensina, da disfunção endotelial e da maior atividade do sistema nervoso autônomo simpático, este último é responsável pelas respostas do organismo ao stress. O aumento do volume circulante de sangue, nos indivíduos com sobrepeso tem uma série de implicações sobre a fisiologia cardíaca, devido ao aumento de massa miocárdica decorrente de maior trabalho do coração, a adequada nutrição deste órgão pode ficar prejudicada, pois há um comprometimento da circulação coronariana.

Outras consequências que surgem sobre o sistema circulatório, como hipertensão arterial sistêmica e aumento do volume do coração podem aparecer. E mesmo na ausência de hipertensão sistêmica pode ocorrer hipertrofia (crescimento) do ventrículo esquerdo. Já a hipertrofia ventricular direita geralmente ocorre devido à hipertensão da circulação pulmonar, bem como da ocorrência de apneia noturna obstrutiva.

A apneia noturna obstrutiva pode ocorrer por uma disfunção da mobilidade do músculo diafragma devido ao aumento de tecido adiposo (gordura) na região abdominal, esse acúmulo de gordura também tem íntima relação com a resistência à insulina. A ocorrência da apneia leva ao aumento do stress oxidativo, no qual ocorre liberação de catecolaminas bem como de citocinas inflamatórias, estas estão diretamente relacionada com disfunções endoteliais.

O acompanhamento por uma equipe multiprofissional é de fundamental importância para o adequado controle do quadro clínico do paciente, direcionando todos os aspectos modificáveis de hábitos de vida, para uma perda gradual de peso, para que haja melhorias na qualidade de vida do mesmo, bem como no controle da situação clinica. A prática de atividade física é imprescindível podendo ou não ser acompanhada de terapia medicamentosa. O suporte psicológico pode ser necessário em indivíduos que apresenta em comorbidade, necessidade aumentada de ingerir alimentos.


Referências Bibliográficas:

OLIVEIRA, Ferreira, Sérgio. Cardiopatia e Obesidade. In: SOCESP. Tratado de Cardiologia, 1. ed. Barueri, SP, 2005.

SANTOS, José Ernésto. Obesidade e Sobrepeso. In: SOCESP. Tratado de Cardiologia, 1. ed. Barueri, SP, 2005.

OBESIDADE GENÉTICA



Obesidade genética é o que os cientistas definem quando a mãe por ter uma alimentação errada durante a gravidez dá a luz um bebê predisposto a ser uma pessoa obesa.

O destaque deste estudo científico aponta para o perigo da má alimentação das grávidas, sendo responsável para o desenvolvimento de uma obesidade genética.

Segundo a pesquisa, referida final do artigo, quando a grávida consome uma grande quantidade de carboidratos, principalmente açúcares durante a gestação, há uma alteração genética no bebê e este já nasce com predisposição para tornar-se obeso, ainda na infância.

Este estudo alerta para a necessidade de orientar melhor as grávidas a terem uma alimentação saudável rica em frutas, legumes, verduras e carnes branca, diminuindo ao máximo o consumo de guloseimas para que as crianças nasçam mais saudáveis.

Durante a gravidez uma alimentação saudável e bastante variada faz com que os bebês tenham mais saúde, sendo mais resistentes a vírus e infecções.

Fonte: http://tuasaude.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

OBESIDADE E SEDENTARISMO FAZEM CASOS DE DIABETE DISPARAR



Uma doença silenciosa e incurável, que compromete a qualidade de vida dos pacientes, pode levar a problemas graves (como enfarte, AVC e amputações de membros) se não for bem tratada e que atinge cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês). Esse é o perfil da diabete atualmente e os especialistas são unânimes: o quadro vem se agravando e tende a ficar muito pior nos próximos anos.

De acordo com a IDF, são quase 350 milhões de diabéticos no mundo atualmente, mas esse número deve saltar para mais de 550 milhões até 2030, um aumento de 57%. Em Curitiba, dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSC) mostram que 71 mil pessoas maiores de 40 anos têm a doença, o que corresponde a 11% da população nessa faixa etária.

Segundo o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Balduino Tschiedel, a doença está crescendo em todos os países e o motivo principal é uma combinação de sedentarismo e alimentação cheia de produtos industrializados – ricos em sódio e em gordura saturada – e pobre em frutas, verduras, legumes, carnes magras e cereais integrais, levando a um aumento dos casos de obesidade.

“Como o excesso de peso e problemas associados a ele, como hipertensão e colesterol alto, são fatores de risco para a diabete tipo 2, eles estão fazendo o número de diabéticos disparar”, explica Tschiedel. Além do aumento nos casos, o presidente da SBD aponta outro agravante: a mudança de perfil dos diabéticos. “É cada vez maior o número de crianças e adolescentes com diabete tipo 2, o que é resultado direto da obesidade e dos maus hábitos e, até então, era típica dos adultos.”

Para o presidente do Centro de Diabetes de Curitiba (CDC) e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - Seção Paraná, Edgard Niclewicz, a diabete deve inspirar cuidados pelas complicações que provoca quando não é tratada corretamente.

“Ela é a maior causa de perda de visão entre os 20 e 70 anos, aumenta em quatro vezes o risco de um enfarte e, excetuando as guerras e acidentes de trânsito, é a principal causa de amputações de membros no mundo”, diz Tschiedel. Os danos incluem ainda disfunção erétil, AVC e falência renal, o que obriga a pessoa a recorrer à hemodiálise e, em casos extremos, a um transplante de rim. Niclewicz explica que metade dos pacientes com diabete também é hipertensa, o que exige que seja feito o acompanhamento regular dos níveis de pressão arterial e, em muitos casos, a prescrição de remédios específicos. “Vários também têm alterações nos níveis de gorduras do sangue, então precisamos normalizar o colesterol.”


Sintomas

Niclewicz explica que a diabete tipo 2 tem poucos sintomas. “Ela é uma doença que não dá sinais e vai deteriorando os órgãos da pessoa progressivamente. É comum atender a pacientes que são diabéticos há mais de dez anos, mas só foram sentir alguma coisa quando já tinham complicações da doença, como um enfarte ou um AVC.” O mais frequente é a pessoa perceber alterações na pele, diminuição da visão, boca seca, fome e sede excessivas, vontade exagerada de urinar ao longo do dia, cansaço extremo e perda considerável de peso em pouco tempo – quatro ou cinco quilos em um mês, por exemplo.


Remédios e novos hábitos de vida

Como não tem cura, a diabete exige acompanhamento por toda a vida do paciente. Nos casos do tipo 1, o tratamento é feito com mudanças na alimentação, exercícios físicos e uso de insulina. No tipo 2, o mais comum é fazer a associação entre o uso de medicamentos, para diminuir a resistência à ação da insulina no organismo, e uma mu­­dança no estilo de vida.

“Basta fazer 30 minutos de exercício aeróbico por dia, como uma caminhada ou uma corrida, e manter uma alimentação balanceada, rica em grãos, frutas, verduras, legumes, carnes magras e cereais integrais, e pobre em alimentos industrializados, açúcares simples, gorduras saturadas e sódio”, diz o presidente eleito da SBD, Bal­­duino Tschiedel.

Os especialistas garantem: o diagnóstico de diabete não impede que o paciente tenha uma alimentação variada e quase co­­mum. “O que acontece é que a pessoa precisa banir o açúcar, evitar pães, bolos e outros pratos feitos com farinha branca e ingerir uma quantidade controlada de carboidratos, mas nem de longe as refeições se tornam pouco sa­­borosas”, explica Maria Izabel Mar­­tins, presidente da Associação Paranaense do Dia­­bético (Apad).

Segundo ela, a dica é reforçar o consumo de farinhas e cereais integrais e produtos dietéticos. “E o paciente não deve confundir diet, que é sem açúcar e faz bem para o diabético, e light, que tem baixa caloria, mas contém açúcar e é uma bomba para o organismo de quem tem diabete.”

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/saude