sábado, 31 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? MEDICINA PERSONALIZADA NO SÉCULO XXI!

Hoje, no século XXI, sabemos que existem diversos tipos de câncer de mama, dependendo da genética do paciente. A cirurgia é muitas vezes combinada à radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal (bloqueia os hormônios femininos para inibir o crescimento de células cancerosas) e/ou terapias-alvo – foco do que hoje é conhecido como medicina personalizada, que utiliza medicamentos biológicos, feitos a partir de células vivas, e atacam prioritariamente as células cancerosas, resguardando as saudáveis e minimizando os efeitos colaterais.

A medicina personalizada leva em conta o tipo de câncer de cada paciente para definir o melhor tratamento. Hoje, pode-se oferecer cada vez mais uma solução certeira e direcionada para cada paciente.

A economia mundial passa por um período de estabilidade e a previsão é de nova expansão, o que aumentará os recursos para pesquisas científicas e tecnológicas para combate de doenças, inclusive o Câncer de Mama.

No Brasil, de todos os novos casos de câncer diagnosticados anualmente, o câncer de mama representa 22%. Estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer) apontam 57 mil novos casos da doença em 2015 e este número tende a aumentar. Hoje, sabe-se que aproximadamente 50% das pacientes atendidas pelo sistema público de saúde no Brasil descobrem a doença em estágio avançado. Dados em escala mundial indicam que até 30% dos casos evoluem para o estágio metastático, quando o tumor já atingiu outros órgãos do corpo.

Já existem tratamentos que praticamente mudaram a história de alguns tipos de câncer de mama metastático. A equipe médica, que antes falava em meses, pode agora considerar anos a mais de vida para as pacientes, graças ao desenvolvimento de novos medicamentos personalizados, criados para atacar determinados pontos dos tumores. Mas esses avanços ainda não são para todas.

Tão importante quanto ter novos medicamentos é torná-los disponíveis aos que mais precisam. As mulheres diagnosticadas com câncer de mama precisam receber as terapias específicas para seu tipo de tumor, isso lhes dará chance de viver mais e com qualidade de vida.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/desafios-futuros-para-o/

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OBESIDADE X CANCÊR



Todos sabem que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, mas poucos têm noção de que ela também pode ser responsável pelo desenvolvimento de diversos tumores.

A relação entre o acúmulo de gordura corporal e o desenvolvimento do câncer não é uma novidade para os médicos, mas a epidemia de obesidade que se alastra pelo mundo vem agravando o problema e pedindo uma maior conscientização da população, particularmente das mulheres, já que muitos estudos indicam que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer em mulheres, incluindo o de mama e de endométrio (a parede interna do útero).

O relatório Saúde Brasil 2009, divulgado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2010, revelou que 46,6% dos brasileiros estão acima do peso e que a obesidade tem forte impacto sobre uma das doenças que já se apresenta como a segunda causa de morte no país e no mundo: o câncer. Em 2010-2011, o Brasil terá quase 1 milhão de novos casos: 978.540.

Em estudo publicado em fevereiro de 2010 pelo Inca, em parceria com o Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF), revela que uma parte importante dos casos de câncer poderia ser evitada no Brasil a partir do controle da obesidade. Segundo o relatório, no Brasil, a obesidade é responsável por 14% dos casos de câncer de mama.

“Enquanto na década de 1970 cerca 6% das brasileiras eram obesas, nos anos 1990 esse número dobrou”, explica a mastologista Fabiana Baroni Makdissi, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo ela, manter-se com um peso saudável, o que exige alimentação equilibrada e exercício físico, é um aspecto-chave da prevenção. “É preciso se cuidar. É uma questão de qualidade de vida”, diz a médica.

QUESTÕES HORMONAIS

Engana-se quem pensa que o tecido adiposo é inerte, um conjunto de células destinadas simplesmente a acumular gordura. Não, além de ser muito ativo, ele também se comporta como uma glândula, isto é, produz hormônios, normalmente em pequenas quantidades.

Por meio de enzimas, o colesterol (um dos constituintes da gordura) é convertido em estrógeno, que está comprovadamente associado ao desenvolvimento de câncer na parede interna do útero e de boa parte dos tumores de mama. Assim, mulheres com excesso de peso têm maior nível desse hormônio na circulação sanguínea, o que as torna mais vulneráveis a essas doenças. Mas é depois da menopausa que o risco fica ainda maior.

Durante a fase reprodutiva da mulher, são os ovários que produzem a maior parte do estrógeno. Depois da menopausa, a presença desse hormônio na circulação cai muito, embora nunca chegue a zerar, justamente por causa da atividade do tecido adiposo, explica a oncologista Maria Del Pilar Esteves Diz, do Instituto do Câncer de São Paulo Otávio Frias de Oliveira.

“Quando há muito tecido adiposo, os níveis de estrógeno ficam acima do desejado”, afirma a médica. O resultado é uma superestimulação tanto do endométrio como do tecido mamário, numa fase da vida em que isso não deveria mais ocorrer.

O problema é que justamente na pós-menopausa as mulheres têm mais facilidade para engordar. “Depois da menopausa, há uma queda no metabolismo, ou seja, o gasto enérgico é menor. Se a mulher continua comendo igual, o resultado é o ganho de peso”, explica Fabiana Makdissi.


DEPOIS DA QUIMIOTERAPIA

A mastologista chama ainda a atenção das mulheres cuja menopausa foi induzida, temporária ou definitivamente, pela quimioterapia usada no tratamento do câncer. “Para aquelas que tiveram câncer de mama ou de endométrio, prevenir o ganho de peso é mais importante ainda, porque nelas o risco já é maior”, Makdissi.

Perder peso é a melhor forma de diminuir o risco desses dois tipos de câncer feminino, e a receita é bem conhecida: atividade física regular, ainda que moderada, e alimentação com pouca gordura saturada, muitas frutas e vegetais, em intervalos de aproximadamente três horas. “Também não é para ficar magérrima”, ressalta Maria Del Pilar Esteves Diz, que explica que um pouco de tecido adiposo é saudável e necessário.

Em vez de ficar obcecada com o valor indicado pela balança, a mulher precisa estar atenta ao Índice de Massa Corpórea, que não deve ser maior que 25 [veja a seguir]. E ninguém deve esperar a menopausa para se cuidar, pois, já que vai ser difícil emagrecer depois dela, o melhor é chegar lá com o peso sob controle. Lembrando que isso não prevenirá apenas o câncer de mama ou de endométrio, mas também outros tipos de tumor (colorretal, rim, pâncreas e esôfago), bem como uma série de outros problemas de saúde associados à obesidade.

“Estamos vivendo cada vez mais e temos de pensar seriamente na qualidade de vida que queremos no futuro”, diz Makdissi. “Eu costumo dizer que quem não encontrar tempo para prevenir doenças, o que pode ser feito com prazer, provavelmente um dia vai ser obrigado a encontrar tempo para tratá-las.”

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/viver-bem/a-guerra-contra-a-obesidade/



30/10 - DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O REUMATISMO


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? NEM TODO CÂNCER DE MAMA É IGUAL!

Entre 1980 e 1990 Robert Weinberg e sua equipe de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram um tipo específico de câncer diferente do hormonal, chamado HER2 positivo. Hoje, sabemos que a superexpressão de receptores HER2 torna o câncer de mama mais agressivo e este tipo afeta entre 20 e 25% das mulheres diagnosticadas com a doença.

Esta descoberta possibilitou à medicina encontrar opções terapêuticas específicas e efetivas para ambos os tipos de tumor (hormonal e HER2 positivo).

Em 1980, a internet começa a se popularizar e foi realizada a primeira vídeoconferência da história. No final da década, a queda do Muro de Berlim põe fim à Guerra Fria.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/nem-todo-cancer-de-mama-e-igual/

CIS/AMURES ENCERRA OUTUBRO ROSA COM SORTEIO



A campanha Outubro Rosa do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES) encerrou nesta quinta-feira (29/10) com sorteio de brindes. Participaram as mulheres que levaram ao CIS o exame preventivo e/ou mamografia em dia.

As ganhadoras foram Rosa Kroth Maciel de Ponte Alta, Roseli Caetano Candido de Bom Jardim da Serra e as colaboradoras e incentivadoras da campanha, que também deram seu exemplo, colocando os exames em dia: psicóloga Vera Aparecida Arruda e a enfermeira Cirlei de Oliveira Arruda. Na ocasião, Vera entregou seu presente ao Dr. Fernando Vequi, mastologista do consórcio e grande incentivador e apoiador da campanha.


De acordo com diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Julio, este é um meio de estimular as mulheres a manter o preventivo e a mamografia em dia: “Nossa campanha visa à prevenção do câncer de colo de útero e de mama. Para que nenhuma mulher tenha uma surpresa desagradável, o mais indicado é que mantenha esses exames em dia e para isso basta ir à unidade de saúde mais próxima de sua casa”, destacou.

A ação tem por finalidade despertar o interesse da população serrana para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer, aumentando assim, a expectativa de cura.

29/10 - DIA MUNDIAL DA PSORÍASE


O que é?

A psoríase é uma doença imuneinflamatória crônica da pele que afeta aproximadamente 3% da população mundial. É bastante frequente entre homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, podendo também ser diagnosticada em outras fases da vida.


Até hoje não se sabem os motivos causadores da doença, mas pesquisas científicas demonstram que, em 30% dos casos, o fator genético está envolvido. No entanto, estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos podem aumentar ou iniciar a doença.
Fonte: http://www.diamundialdapsoriase.com.br/oquee.html#sthash.Fa5iSXiY.dpuf

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

PREFEITO CONFIRMA DOAÇÃO DE TERRENO PARA NOVA ESTRUTURA DA AMURES, CIS e CISAMA



O prefeito Elizeu Mattos confirmou no início da tarde desta sexta-feira (23), a doação do terreno para construção da nova sede da Amures, do Consórcio de Saúde e Consórcio Serra Catarinense – Cisama. Ele propôs a cessão por decreto, de uma área de 10 mil metros quadrados e assim que os recursos da construção estiverem assegurados, o município envia à Câmara de Vereadores, a Lei que autoriza a doação definitiva da área.

O presidente da Amures, prefeito de Correia Pinto Vânio Forster e o presidente do Cisama, prefeito de Campo Belo do Sul Edilson José de Souza aceitaram a proposta que foi respaldada também pelo Procurador da República Nazareno Jorgealém Wolff. “Com o decreto é mais fácil buscar os recursos e o terreno fica garantido. No momento que tiver os recursos liberamos faremos a doação por Lei”, defendeu Elizeu Mattos.

A princípio o pleito era por uma área institucional de 13 mil metros, próximo ao Lages Gardem Shopping. Mas o prefeito se reuniu com sua equipe técnica antes e definiu a cessão de 10 mil metros. A ideia de um terreno para abrigar toda estrutura da Amures iniciou em 2011, pelo então prefeito de Lages e presidente da Amures Renato Nunes

de Oliveira. Agora amadureceu com a decisão do prefeito Elizeu Mattos.

O presidente do Cisama observou que as três estruturas juntas vai representar mais economia e otimizar os serviços, especialmente dos atendimentos das demandas da saúde. “Hoje os municípios da região colocam no Centro de Lages dezenas de carros de transportes de pacientes que ajudam a complicar a mobilidade urbana”, comentou Edilson de Souza.

O presidente da Acil Luiz Spuldaro entregou ao prefeito Elizeu Mattos um ofício de apoio à Amures, em nome do Fórum das Entidades. Agora a equipe técnica da Amures vai elaborar o projeto executivo e em paralelo, a assessoria jurídica do prefeito fará o decreto de cessão do terreno. A ideia é apressar os encaminhamentos, porque a deputada federal Carmen Zanotto confirmou a destinação de uma emenda de R$ 1.5 milhão para a primeira etapa das obras.

Fonte SECOM Lages

VOCÊ SABIA? SURGIMENTO DA QUIOMIOTERAPIA


O término da Primeira Guerra e o início da Segunda Guerra foram marcados pelo aparecimento de uma das terapias mais utilizadas até hoje no tratamento do câncer: a quimioterapia.

Os farmacêuticos norte-americanos Louis S. Goodman e Alfred Gilman deram início ao uso de produtos químicos no tratamento do câncer, mostrando que aquimioterapia poderia induzir a redução de tumores, contudo atacava também as células sadias do corpo.

O final da segunda guerra mundial trouxe um alívio momentâneo para o mundo que, devastado, começava a se recuperar. No mesmo período, grandes avanços foram feitos na área da medicina com o uso de quimioterapia e desenvolvimento na área cirúrgica.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? - A INFLUÊNCIA DOS HORMÔNIOS NO CÂNCER DE MAMA

Entre 1800 e 1900 Thomas Beatson, médico inglês, descobriu que coelhas paravam de produzir leite após a remoção dos seus ovários. Em seus estudos, Beatson removeu os ovários de pacientes com câncer de mama avançado (técnica chamada ooforectomia), o que muitas vezes resultou em melhorias para as pacientes. Ele também descobriu o efeito do hormônio do ovário feminino (estrogênio) sobre o câncer de mama, antes mesmo que o próprio hormônio fosse descoberto.

Dra. Janet Lane-Claypon foi outra médica que muito contribuiu para os avanços do conhecimento do câncer de mama. Seus estudos compararam um grande número de mulheres similares com e sem câncer de mama e identificaram muitos dos fatores de risco para a doença , como a menopausa e o número de filhos, que ainda são considerados válidos até hoje.

Atualmente, o teste hormonal é uma parte fundamental para o correto diagnóstico e tratamento da doença.

O conhecimento sobre doenças e tratamentos contribuiu para o crescimento populacional do século – era possível prevenir e tratar diversos males, portanto a expectativa de vida mundial também aumentou. Outras áreas de conhecimento também cresceram no período, como a matemática e a física.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/a-influencia-dos-hormonios-no-cancer-de-mama/

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? INÍCIO DOS TRATAMENTOS CIRÚRGICOS

Entre 1700 e 1800 Henri Le Dran, um cirurgião francês, foi o primeiro a levantar a hipótese de que o câncer de mama era uma doença com diferentes estágios e que prevenir a propagação do câncer para os linfonodos próximos da mama seria fundamental. Isso fez que a remoção cirúrgica do tumor se tornasse um tratamento para essa doença.

O cirurgião norte-americano William Halsted desenvolveu o primeiro tipo de mastectomia, chamada Mastectomia Radical, que consiste na retirada da glândula mamária, do músculo peitoral e dos linfonodos da região da axila, uma técnica muito invasiva para as mulheres.

Atualmente, devido às melhorias nas técnicas cirúrgicas e entendimento do câncer de mama, muitas vezes é possível conservar o tecido muscular e nódulos linfáticos, melhorando assim o resultado para as pacientes.

Neste século, a Revolução Industrial tem início na Inglaterra, utilizando máquinas para realizar trabalhos que, até então, eram manuais. Isso fez com que a produção aumentasse e houvesse o surgimento do capitalismo moderno.

http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/inicio-dos-tratamentos-cirurgicos/

sábado, 24 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? - AS FREIRAS E O CÂNCER DE MAMA - ANO 1.600

Observando as taxas relativamente altas de câncer de mama em freiras, Bernardino Ramazzini, médico italiano, constatou que elas tinham uma chance maior de desenvolver a doença por causa de seu estilo de vida celibatário. Esse foi um passo importante na compreensão do papel dos hormônios no câncer de mama.

Em 1600, começa a Idade Moderna na Europa, com o movimento cultural Barroco e avanços em diversas áreas de conhecimento, como a matemática e a ciência. No período, a religião católica avança também para a América recém descoberta.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/a-freiras-e-o-cancer-de-mama/

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? HÁ REGISTROS ESCRITOS DE CÂNCER DE MAMA NO ANO DE 1.600 A.C

Datado de 1600 AC, o papiro Edwin Smith é um trecho de um livro do antigo Egito em cirurgia do trauma e é o primeiro documento médico conhecido pelo homem. Descreve oito casos de tumores ou úlceras da mama. O papiro concluiu que “Não existe nenhum tratamento para esta doença”.

O Egito Antigo é marcado por ser a primeira época registrada com escrita na história. Os papiros são uma fonte valiosa de informações sobre este povo.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/os-antigos-egipcios/

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CIS/AMURES FAZ DIA DE SENSIBILIZAÇÃO E PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA


O Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES) é apoiador da Campanha Outubro Rosa e durante todo o mês tem realizado ações sobre o assunto, junto aos pacientes dos 25 municípios, que diariamente são atendidas na referida instituição. Na manhã desta quinta-feira (22/10), o médico mastologista Dr. Fernando Vequi Martins falou para os presentes sobre a importância do tema. 




 Dr. Fernando comentou que a doença é mais comumente encontrada em mulheres de 40 a 60 anos e entre 40 e 49 anos o câncer de mama ainda é a maior causa de óbito. “Dentre todas as causas de óbito nas mulheres, incluindo acidentes de carro e outras, o câncer de mama corresponde a 15%”, afirmou. O diagnóstico precoce poderia reduzir expressivamente esse percentual, pois casos diagnosticados no início têm altas chance de serem curados.

O estado de Santa Catarina está entre os cinco estados com mais incidência de câncer de mama. Segundo Dr. Fernando, deve-se em parte, à maciça presença da etnia europeia entre a população, já que estudos mostram que mulheres de origem europeia são mais susceptíveis a esse tipo de câncer. No Brasil, a perspectiva é que surjam 57 mil novos casos.

O médico esclareceu ainda que fatores genéticos correspondem a somente 5% dos casos.

Alguma dicas:

Mulheres que não possuem nenhum fator de risco:

- Iniciar exames de mamografia aos 40 anos;

- Repetir anualmente até o fim da vida. 

Mulheres que possuem fator de risco:

- Iniciar exames de mamografia 10 anos antes do início do aparecimento do câncer na família, mas nunca antes dos 25 anos. Isso significa que se a mãe ou a irmã teve câncer de mama aos 40 anos, por exemplo, a idade para iniciar a mamografia é aos 30 anos. 

Na ocasião, a diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Julio destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o exame de mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Nalú salientou ainda sobre a importância das mulheres fazerem este exame anualmente. “Pais, filhos, incentivem as mulheres das suas vidas”, disse. 



Ainda durante o dia alunas do curso de biomedicina e enfermagem da UNIPLAC ensinaram as mulheres a fazer o auto exame, demonstrando como identificar o nódulo, através de próteses imitando a mama com e sem câncer.

Dr. Fernando ainda salientou que Outubro Rosa são todos os meses. “A campanha serve para sensibilizar, não podemos lembrar do câncer de mama apenas este mês, mesmo porque a doença não escolhe quando aparecer.”

As atividades alusivas ao Outubro Rosa, seguem até o próximo dia 30.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

20/10 - DIA MUNDIAL DA OSTEOPOROSE


O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, é uma data para chamar atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil. Outro dado da IOF revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número, um em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento.

Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa, são os que mais sofrem daosteoporose. Além da idade avançada, outros fatores de risco são histórico familiar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.


Problema Silencioso


A osteoporose é um problema silencioso, assintomático, que ocorre quando há um enfraquecimento progressivo da massa óssea. O principal objetivo da prevenção e do tratamento é evitar fraturas, que ocorrem mais comumente em locais como coluna, punho, braço e quadril. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.

Fonte: http://www.endocrino.org.br/dia-mundial-da-osteoporose/

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A IMPORTÂNCIA DA MAMOGRAFIA



A mamografia é um exame radiográfico de extrema importância, que tem como objetivo a avaliação das mamas. A partir dela, é possível identificar lesões benignas ou malignas, que geralmente surgem como nódulos.

O exame é realizado através de um aparelho de raio-x específico: o mamógrafo. O mamógrafo é capaz de identificar nódulos e calcificações antes mesmo de ser possível identificá-los através da palpação, portanto, a mamografia é um exame fundamental para a detecção precoce do câncer de mama.

Recomenda-se que o exame seja realizado anualmente por mulheres com mais de 40 anos. Para as mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama, é indicado que o exame seja realizado anualmente a partir dos 30 anos de idade.

Dicas para a realização do exame:

-Você precisará usar um avental específico da cintura para cima, portanto, vista duas peças de roupas separadas no dia do exame. Por exemplo: uma calça e uma camiseta confortável.

-Evite agendar o exame em um período próximo à menstruação. Devido às alterações hormonais, as mamas ficam mais sensíveis neste período, o que pode tornar o exame desconfortável.

-Converse com o seu médico e informe suas limitações, como implantes mamários, dificuldades para mover os braços, sensibilidade em alguma área da pele ou suspeita de gravidez.

-No dia do exame, não use cosméticos, como hidratantes ou desodorantes, na área das mamas.

A mamografia salva vidas! Converse com o seu médico e agende o exame. Lembre-se de compartilhar essa informação com as mulheres que você ama.

Fonte: http://outubrorosa.org.br/depoimentos/mamografia-entenda-o-exame-e-a-sua-importancia/

domingo, 18 de outubro de 2015

18/10 - DIA DO MÉDICO



No dia 18 de outubro é comemorado o Dia do Médico,um profissional responsável por cuidar e promover a saúde de toda a população. Essa data foi escolhida em referência ao Dia deSão Lucas, o santo padroeiro da Medicina.

O médico é o profissional responsável por descobrir as enfermidades que atingem determinado paciente, fornecendo suporte e indicações adequadas para que haja a cura. É ele também o responsável por indicar formas de prevenir doenças e orientar o indivíduo para que esse possa ter uma vida mais saudável.

A medicina, sem dúvidas, é uma das áreas do conhecimento que exigem maior comprometimento e responsabilidade por parte do profissional. Para ser um bom médico, é fundamental um investimento constante em aperfeiçoamento, ficando sempre informado a respeito das novas descobertas científicas, conhecendo novos tratamentos e exames, além de estar atento às novas doenças que surgem a todo tempo.

O bom médico, além de ter um bom embasamento teórico, deve saber relacionar-se, promovendo uma relação de confiança com seu paciente. A relação médico-paciente é fundamental para o andamento adequado do tratamento, uma vez que o paciente sente-se à vontade para falar em detalhes o que lhe aflige. Assim sendo, é fundamental que o médico abra espaço para questionamentos e saiba explicar de maneira atenciosa e cuidadosa o que acomete cada pessoa.

A relação de confiança estabelecida entre médico-paciente também é importante nos momentos de grande dor, como ao informar sobre uma doença terminal. O médico deve estar preparado para encarar a morte e ajudar os parentes e até mesmo o paciente a encarar esse momento tão difícil.

Além de toda responsabilidade em torno dessa profissão, os médicos enfrentam grandes dificuldades cotidianamente, como a falta de estrutura de muitos hospitais brasileiros e também a falta de recursos. Infelizmente, sem condições de trabalho, os médicos não conseguem desempenhar de maneira adequada o seu papel, o que gera insatisfação por parte dos pacientes.

Diante de tantos desafios, os médicos merecem que o 18 de outubro seja uma data para o reconhecimento desse profissional e de sua importância para a sociedade. Também é um momento para pedir maiores investimentos na saúde e garantia de condições adequadas de trabalho.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-medico.htm

O CIS Amures parabeniza a todos os médicos e estudantes de medicina neste dia!

sábado, 17 de outubro de 2015

17/10 - DIA NACIONAL DA VACINAÇÃO



No dia 17 de outubro, é comemorado o Dia Nacional da Vacinação, data importante para que toda a população compreenda a importância dessa medida para a prevenção de doenças.

A primeira vacina que se tem registro foi criada no século XVIII, por Edward Jenner, um médico inglês que estudava a varíola. Ele observou que um grupo de pessoas era imune à doença e todas elas apresentavam em comum o fato de serem ordenhadoras e terem se contaminado com uma doença de gado (cowpox) semelhante à varíola.

Jenner resolveu então injetar secreção de uma pessoa do grupo de ordenhadores que apresentava cowpox em uma pessoa saudável. A pessoa saudável desenvolveu a doença de uma maneira mais branda e, tempos depois, ao fazer testes com o vírus da varíola, percebeu-se que ela estava imune à doença. Nascia aí a vacina, termo que, em latim, significa “de vaca”.

A princípio, Jenner sofreu várias críticas, principalmente da classe médica e de alguns grupos religiosos. Entretanto, após grandes resultados, a vacina ganhou espaço na Inglaterra e, posteriormente, em todo o planeta.

Atualmente, a vacina é feita de maneira mais rigorosa, pois se utiliza o antígeno causador da doença (vírus ou bactérias) atenuado ou até mesmo morto. Costuma-se dizer que a vacina é uma forma de imunização ativa, pois, ao colocar esse produto em uma pessoa, essa começa a desenvolver anticorpos contra a doença, defendendo-se ativamente contra a infecção. Além da fabricação de anticorpos, ocorre a síntese de células de memória que desencadearão uma resposta mais rápida quando o organismo for exposto novamente àquele antígeno.

As vacinas são, portanto, agentes imunizadores que previnem doenças. Assim sendo, elas não devem ser usadas como uma forma de cura, sendo essa característica atribuída aos soros terapêuticos.

Infelizmente, não existem vacinas para todas as doenças existentes. A Aids e o Ebola, por exemplo, são duas doenças extremamente graves que não possuem essa forma de prevenção. Entretanto, em todo o mundo, existem estudos que buscam desenvolver a maior quantidade de vacinas possíveis. Entre as vacinas existentes, podemos citar a da gripe, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, poliomielite e HPV.

Sem dúvidas, o desenvolvimento das vacinas representou um grande avanço na medicina. Por meio delas, diminuem-se os gastos com internações e medicamentos, além de melhorar a qualidade de vida da população. Além disso, esses agentes imunizadores são importantes armas na luta para a erradicação de doenças, fato que já ocorreu, por exemplo, com a poliomielite.

Assim sendo, o 17 de outubro busca conscientizar a todos sobre a importância das vacinas e de manter o calendário de vacinação atualizado. Manter as vacinas em dia é fundamental para diminuir a incidência de algumas doenças na população.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-vacinacao.ht

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

16/10 - DIA DO ANESTESIOLOGISTA



No dia 16 de outubro é comemorado o Dia do Anestesiologista. Nesta data, foi documentada a primeira intervenção cirúrgica realizada sob anestesia geral no ano de 1846.

Naquele dia, às 10 horas, no anfiteatro cirúrgico do Massachusetts General Hospital, em Boston, o cirurgião John Collins Warren realizou a extirpação de um tumor cervical de um jovem de 17 anos. O paciente foi anestesiado com éter pelo dentista William Thomas Green Morton, que utilizou um aparelho inalador por ele idealizado.

Antes, à exceção da China, onde se usava a milenar Acupuntura, os recursos utilizados para amenizar a dor no ato cirúrgico consistiam de extratos de plantas dotadas de ação sedativa e analgésica, além da hipnose e bebidas alcoólicas, o que não dispensava, evidentemente, a contenção do paciente.

No Brasil, segundo Lycurgo Santos Filho, a primeira anestesia geral com éter foi realizada em 25 de maio de 1847 no Hospital Militar do Rio de Janeiro pelo médico Roberto Jorge Haddock Lobo.

A segurança dos procedimentos anestésicos aumentou muito desde o primeiro experimento aos dias atuais. O melhor preparo dos médicos, o melhor conhecimento das doenças, o melhor preparo dos pacientes, a instituição regular das consultas pré-anestésicas, drogas mais seguras e monitorização adequada no intra-operatório e no período pós-anestésico são considerados os principais fatores que contribuíram para a drástica redução das complicações relacionadas às técnicas anestésicas.

Hoje em dia se incentiva o estabelecimento de uma relação médico paciente mais próxima com o médico anestesiologista, reconhecido fator de melhora da qualidade e conseqüente diminuição de complicações relacionadas ao ato anestésico.

O termo anestesia, de origem grega, quer dizer "sem sensibilidade". É o estado de total ausência de dor durante uma operação, exame ou curativo.

Inicialmente restrita ao momento da cirurgia, a moderna Anestesia se caracteriza por seu caráter peri-operatório. O médico anestesiologista é hoje cada vez mais conhecido como médico perioperatório. A perioperatória é o ramo da medicina que cuida dos doentes no entorno do ato operatório. Antes da operação, a medicina perioperatória se preocupa em preparar o doente de modo adequado para a anestesia e a operação propriamente dita. Durante a operação, a medicina perioperatória é responsável pela manutenção das condições de homeostase do doente e por impedir que ele sinta dor, estresse e os desconfortos da operação, monitorizando seus sinais vitais, infundindo soro e sangue quando necessário, mantendo a sua temperatura e cuidando de sua integridade, nunca esquecendo que essa integridade é primariamente invadida pelo próprio ato operatório. Após o término da operação, a medicina perioperatória se preocupa com o controle da dor, das náuseas e vômitos, da realimentação; enfim, da ecuperação do paciente.

A primeira fase de atuação do anestesista como médico perioperatório é o preparo do doente para a anestesia, também conhecido como avaliação pré-anestésica. É muito importante para o médico anestesiologista ter conhecimento amplo do paciente, antes do procedimento anestésico-cirúrgico, através de uma criteriosa avaliação, que pode ser feita imediatamente antes do início da anestesia, mas o mais recomendado é que seja feita horas ou preferencialmente alguns dias antes da anestesia. Para atingir tal objetivo, atualmente muitos serviços contam com o Consultório de Anestesia para poder realizar avaliação criteriosa com antecedência, com o objetivo de: captar a confiança do paciente, determinar sua condição física, avaliar exames complementares, estimar o risco anestésico– cirúrgico, escolher a melhor medicação pré-anestésica e indicar a técnica anestésica mais adequada ao paciente e ao ato operatório.

Não é incomum o paciente relatar que seu temor não está relacionado com a cirurgia, mas sim com a anestesia, pois se no passado era difícil ter conhecimento sobre fatos relacionados com a medicina, hoje, com as informações apresentadas por toda a mídia e pela internet, os pacientes têm acesso a uma série de informações, muitas delas negativas, sobre a anestesia.

Neste aspecto, é muito importante a atuação do anestesiologista, para elucidar e solucionar as dúvidas do doente, assegurando sua confiança e tornando a anestesia e a cirurgia menos assustadoras e assim diminuindo os estresses e as angústias que cercam qualquer intervenção cirúrgica.

Além de uma extensa interrogação, quando são investigadas as doenças pré-existentes, hábitos pessoais, cirurgias anteriores, possíveis alergias, medicações de que faz uso e a história de doenças familiares, deve ser realizado um exame físico minucioso do paciente e avaliação dos exames pré-operatórios que variam de acordo com o paciente e/ou cirurgia.

Este conjunto de ações favorecem um melhor planejamento anestésico, maximizando segurança e minimizando riscos. É importante a criteriosa anamnese do paciente, saber ouvir e respeitar seus temores, tentando solucioná-los através de um diálogo humano e elucidativo e nunca esquecer que a avaliação pré-anestésica é direito do paciente e dever do médico anestesiologista.

Vale salientar que você tem o direito de escolher seu Anestesista. A operação é um trabalho em equipe e, quanto mais completa e integrada for essa equipe, maior é a garantia de sucesso. Portanto, é importante que o seu direito seja mantido em harmonia com o da equipe.
Fonte:http://www.portal.cfm.org.br/

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

CURA DO CÂNCER DE MAMA EM SC CHEGA A 86%, ÍNDICE DE PAÍSES COMO ESTADOS UNIDOS E INGLATERRA

No mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama e do Movimento Outubro Rosa, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) destaca índice de 86% de cura entre suas pacientes. Patamar equiparado ao de países como Inglaterra e Estados Unidos. Registros do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam ser o câncer de mama o tipo mais comum da doença entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 25% de casos novos a cada ano. A instituição projeta para 2015 o surgimento de 57.120 novos casos no país.

Com base nesses dados, a diretora do Cepon, Maria Tereza Evangelista Schoeller, destaca a importância da conscientização e faz um alerta sobre a alta incidência da doença de um modo geral. “Eu diria que esse alerta deve permanecer não só durante o Outubro Rosa, mas ao longo de todo o ano”, comenta Maria Tereza.

A estatística mais pessimista, de acordo com a médica, aponta que uma em cada quatro mulheres pode ter câncer de mama. “É uma doença extremamente predominante. Por isso, é fundamental consultar o ginecologista e fazer o exame das mamas”, observa a diretora do Cepon.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos. O diagnóstico precoce aumenta em 90% as chances de cura. Selma Kinczeski, 58 anos, sabe a importância do auto-exame e da avaliação clínica. Ela recebeu o diagnóstico do tumor na mama direita em julho de 2012, após uma suspeita que começou em casa. “Eu percebi o nódulo e procurei um mastologista. Em setembro, fiz uma mastectomia e iniciei o tratamento com quimioterapia no Cepon”, conta a aposentada.

No Cepon, 1.385 mulheres estão em tratamento (recebendo medicação e realizando pequenos procedimentos). Outras 1.415 fazem acompanhamento de rotina por meio de avaliações contínuas que podem ser semestrais ou anuais. Somente após cinco anos sem nenhuma evidência da doença a cura é considerada e as chances dela reaparecer tornam-se muito pequenas.

O tumor de Selma, mãe de dois filhos, foi persistente e voltou após um ano de encerrado o primeiro tratamento. Foram mais 30 sessões de quimioterapia e radioterapia. Hoje, ela investiga um nódulo na mama esquerda. A moradora de Florianópolis enfrentou um período de seis meses sem cabelo e afirma que a dúvida é o pior incômodo. “A pergunta sempre fica. Será que vai voltar ou será que estou curada? A vigia é constante e o apoio da família e de bons profissionais é essencial”, conta ela.

Movimento pela prevenção

O Outubro Rosa propõe justamente uma reflexão sobre importância da prevenção do câncer de mama. De acordo com o Inca, a doença é muito rara antes dos 35 anos, acima dessa idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. “Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que a mamografia deve ser feita a cada dois anos a partir dos 50 até os 69 anos, pelo menos”, lembra o chefe da Oncologia do Cepon, Marcelo Freitas. O médico reforça que o auto-exame faz parte do cuidado da mulher, mas o exame clínico é essencial.

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, comportamentais/ambientais e genéticos/hereditários.

A principal manifestação da doença é o nódulo, fixo e geralmente indolor. O nódulo está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Outros sinais e sintomas são: pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e saída de líquido anormal das mamas.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

13/10 - DIA DO TERAPEUTA OCUPACIONAL


O Dia do Terapeuta Ocupacional, comemorado em 13 de outubro, representa a data da regulamentação do Decreto Lei nº 938 do ano de 1969, que estabelece um código de ética supervisionado pelo Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional). Essa profissão se preocupa com a promoção da saúde e bem-estar através da ocupação, algo que beneficia as pessoas de todas as idades.

O terapeuta ocupacional trata, através de programas de atividades físicas ou artísticas, de pessoas que apresentam disfunções relacionadas à alimentação, trabalho, higiene, forma de se vestir, que interferem na realização das atividades do dia a dia. A terapia ocupacional, ao contrário do que o nome sugere, não serve para preencher o tempo vago das pessoas. A função dessa importante área da saúde é devolver a capacidade das pessoas realizarem suas atividades diárias.

O profissional pode atuar em hospitais gerais e especializados, clínicas, comunidades, centros de reabilitação, unidades básicas de saúde, consultórios, instituições em regime fechado e aberto, creches, escolas, saúde da família, instituições geriátricas, empresas, domicílios e oficinas terapêuticas.

Neste dia, a Equipe CIS Amures homenageia a todos os estudantes e profissionais de Terapia Ocupacional, em especial nossa Terapeuta, Paula Passos, responsável por tornar os dias dos colaboradores e pacientes melhores! 

CÂNCER DE MAMA NO HOMEM



Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens. Câncer de mama em homens representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração na mama, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens.

A maioria dos aspectos do câncer de mama no homem são parecidos com o que se observa nas mulheres, de modo que encorajamos o leitor a ler o blog inteiro, além deste texto explicativo.

Fatores de risco de câncer de mama em homens

Aproximadamente 20% dos homens que desenvolvem câncer de mama têm caso(s) de câncer de mama na familia. Aproximadamente 10% deles são portadores de uma mutação genética que os predispõe ao câncer, uma mutação no gene denominado de BRCA2.

Outros fatores predisponentes são exposição à radiação (por exemplo em acidentes nucleares), raça negra (ao menos nos EUA) e obviamente, a idade (quanto mais velho, maior a incidência, com pico por volta dos 75 anos). Ginecomastia (mama aumentada em homens) é um possível fator de risco, embora isto não esteja totalmente confirmado.

Em função de uma proporção significativa de homens com câncer terem história familiar da doença, todo homem com câncer deveria passar por orientação oncogenética (com oncogeneticista), para que seja estabelecido se o paciente e/ou parentes devam fazer investigação diferente da rotineiramente recomendada.

Prognóstico e sobrevida de homens com câncer de mama

Devido à falta de rastreamento, casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados, em média, mais tarde que em mulheres. Também pela falta de rastreamento, os casos em homens acabam sendo diagnosticados quando o tumor já está um pouco maior do que no caso de mulheres, especialmente as que se submetem a mamografia de rotina. Quando é notada uma alteração suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassom e biópsias nos moldes do que ocorre com as mulheres.

Se analisarmos a chance de cura de um homem com câncer de mama comparada à chance de uma mulher, observamos que as chances são muito parecidas, se considerarmos as doenças no mesmo estágio de desenvolvimento.

Homens que desenvolvem câncer de mama têm um risco aumentado de desenvolver um segundo câncer ao longo da vida, de aproximadamente 20%. Destes segundos cânceres, os mais comuns são câncer de próstata, cólon e bexiga.

Como diagnosticar

Quando um homem nota um nódulo ou crescimento da mama, deve procurar um médico. Assim como nas mulheres, além do exame físico, será realizada mamografia e eventualmente ultrassonografia de mama.

Câncer de mama em homens geralmente se manifesta na região próxima à aréola.

A mamografia pode identificar um nódulo ou microcalcificações suspeitas, embora estas sejam mais raras em tumores em homens que nas mulheres.

Assim como nas mulheres, o diagnóstico do câncer de mama em homens somente pode ser firmado através de uma biópsia ou cirurgia. A peça é avaliada pelo patologista, que com base no aspecto do tumor ao microscópio além de análise por técnica denominada de imunohistoquímica, consegue firmar que se trata de um câncer de mama (ao invés de uma metástase de algum outro tumor, por exemplo). A biópsia pode ser feita com agulha grossa (chamada de core-biopsy) ou com biópsia por sucção (mamotomia).

Tratamento do câncer de mama em homens

Assim como nas mulheres, o tratamento curativo do câncer de mama obrigatoriamente passa por um procedimento cirúrgico. Diferente das mulheres (nas quais se faz frequentemente uma cirurgia parcial da mama), nos homens quase sempre se faz a retirada completa da mama, a denominada mastectomia radical modificada.

Assim como nas mulheres, é possível fazer a pesquisa do linfonodo sentinela na axila, e se este não tiver doença, poupar o paciente do chamado esvaziamento axilar. Este esvaziamento axilar consiste na retirada de ao menos 10 linfonodos da axila, como meio de prever melhor o prognóstico (risco de recidiva). O esvaziamento pode causar problemas como inchaço no braço e dor crônica, de modo que sempre que possível, deve ser evitado.

Radioterapia é indicado sempre para o tratamento de homens cujo tumor seja maior que 4 cm e/ou quando há comprometimento de mais de 3 linfonodos axilares. Seguindo uma tendência de tratamento em mulheres, hoje se discute também o benefício da radioterapia mesmo em casos de tumores menores ou com menos de 4 linfonodos comprometidos.

O tratamento quimioterápico está indicado após a cirurgia de tumores maiores que 1 cm, em casos de lingonodos comprometidos na axila, ou mesmo em casos específicos de tumores menores mas com características mais agressivas na análise do patologista. Além disso, a quimioterapia pode estar indicada em doença metastática.

Fonte:http://www.cancerdamama.com/sintomas-e-diagnosticos/cancer-de-mama-no-homem/

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

BIOSSENSOR É NOVIDADE PARA DETECTAR PRECOCEMENTE CÂNCER DE MAMA

O segundo tipo de câncer de mama mais comum no Brasil também chama a atenção pela alta taxa de mortalidade: 15,2% do total de óbitos por tumores em mulheres. Isso porque, segundo especialistas, geralmente é detectado em estágio avançado. Um grupo de pesquisadores da Itália e da Arábia Saudita trabalha para facilitar a descoberta precoce da doença por meio de nanotecnologia. Com o biossensor, garantem, podem-se detectar sinais da doença antes mesmo de ela se manifestar. Detalhes sobre a técnica foram divulgados na revista Science Advances.

Enzo Di Fabrizio, pesquisador da King Abdullah University of Science and Technology, na Arábia Saudita, e um dos autores do estudo, conta que a inspiração para o dispositivo vem de um avanço na física. “A ideia surgiu quando observei que, ao ser criado em uma escala pequena, nanométrica, o campo elétrico pode ser usado para a análise de misturas de moléculas complexas”, explicou ao Estado de Minas.

O biossensor tem formato quadrado e é composto por uma variedade de nanoesferas de prata. Para verificar se há no corpo da paciente substâncias ligadas ao câncer de mama, analisa-se o sangue dela. Uma amostra do fluido é colocada sobre o dispositivo, que é iluminado por um laser com comprimentos de onda muito pequenos, menores que um fóton (estrutura considerada uma das menores da física). Dessa forma, dá para fazer uma varredura minuciosa do sangue. “Quando iluminado por um laser de comprimento de onda adequado, o sensor gera um forte campo elétrico na região, e isso faz com que as moléculas possam ser vistas por meio de um efeito de dispersão”, detalha Fabrizio.

O processo de espectroscopia – análise de substâncias por meio de ondas de luz – permitiu aos cientistas identificar individualmente aminoácidos presentes no BRCA1, gene que, quando alterado, aumenta as chances de desenvolvimento de tumores na mama e no ovário. “Nossos resultados mostram que o material pode ser analisado de uma forma que a gente compreenda a sua composição e a sua estrutura. O sensor foi concebido, fabricado e usado em uma amostra humana e pode ser utilizado para a detecção precoce da doença”, destaca Fabrizio.

André Murad, oncologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a tecnologia faz parte de uma corrente de pesquisa que tem como foco de diagnóstico a análise de proteínas, em vez da observação do DNA da paciente. “Diferentemente dos testes que usam a análise de gene, essa alternativa apresentada se chama análise proteômica e busca mutações que ocorrem em uma proteína, como os aminoácidos, substâncias pequenas que caracterizam a doença e podem ser analisadas apenas pela nanotecnologia”, explica.

Murad acrescenta que a busca por essas substâncias menores torna o processo mais simples. “Na análise genômica, há cerca de 33 mil genes para analisar, sequenciar e encontrar mutações. Quando se busca uma proteína, você procura uma substância específica. É um recurso mais objetivo”, diz.

Para Ruffo de Freitas Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, o biossensor proposto usa uma estratégia inteligente e pode auxiliar futuramente até no combate ao câncer de mama. “Trata-se de uma técnica revolucionária. Primeiro, temos o trabalho de detecção com a ajuda do campo magnético, mas podemos pensar nela para o tratamento. Poderíamos usar os mesmos recursos para corrigir essa alteração do BRCA 1 e ajudar as mulheres a se livrarem da doença.”

ALTERNATIVA AO TESTE GENÉTICO

O biossensor também tem como vantagem a possibilidade de servir como uma opção mais viável financeiramente de prevenção ao câncer de mama. Isso porque os testes genéticos com esse intuito custam em torno de R$ 6 mil no Brasil. “Cerca de 15% dos casos da doença são hereditários. Se a mulher nasce com as mutações nos genes BRCA1 e BRCA 2, ela tem 80% de chance de ter a doença. Para descobrir esse risco, o indicado é fazer o teste genético, mas ele é muito caro, e nem todos têm como arcar”, diz Murad. Ele acredita que ter uma forma de análise mais simples e barata beneficiaria milhares de mulheres. “Seria uma opção para testes em massa que se encaixaria muito bem na rede pública, auxiliando na prevenção da doença.”

Para Ruffo Júnior, o dispositivo precisa de mais aperfeiçoamento para se tornar uma opção mais barata de prevenção. “Ao ser patenteado, esse recurso pode ficar muito caro. Vai ser uma opção para poucos, inicialmente. Acredito que ainda falta muito tempo para que ele barateie.” A aposta dos especialistas é que outors tipos de câncer possam ser detectados usando a mesma técnica. E é essa justamente a próxima fase do estudo na Arábia Saudita.

Fonte Diários Associados

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

GINÁSTICA CONTRA O CÂNCER DE MAMA


Os especialistas já notavam há anos que a atividade física diminui as náuseas e crises de vômito provocadas pela quimioterapia. Mas faltavam provas científicas sobre outros possíveis benefícios dos exercícios, especialmente para mulheres lutando contra tumores nos seios.

Em busca dessas evidências, uma equipe do Hospital A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, submeteu parte de suas pacientes a três sessões semanais de exercícios aeróbicos. Depois de um tempo, os pesquisadores observaram que elas passaram apresentar menores sinais de depressão e ansiedade, melhora no vigor físico para enfrentar os medicamentos e uma redução nos níveis de gordura corporal — algo que, hoje se sabe, ajuda a combater esse mal.

A instituição, uma das maiores referências em tratamento de câncer no Brasil, provou que, mais do que um mero coadjuvante, o exercício físico deve integrar o tratamento desse tipo de tumor. Por isso, venceu a Categoria Saúde da Mulher da edição de 2008 do Prêmio SAÚDE. Esse ano, a iniciativa, uma das mais relevantes do setor, chega à décima edição. 

Fonte M DE MULHER

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

CÂNCER DO COLO DE ÚTERO


Existem dois tipos principais de câncer do colo de útero, o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. Cerca de 80% a 90% dos cânceres cervicais são carcinomas de células escamosas. 

Durante as 3 últimas décadas os adenocarcinomas cervicais estão se tornando cada vez mais comuns. Esse tipo de câncer de colo do útero se desenvolve a partir das células glandulares produtoras de muco do endocervice. Com menos frequência estão os cânceres do colo do útero que têm características comuns aos carcinomas de células escamosas e aos adenocarcinomas, são os denominados carcinomas adenoescamosos ou carcinomas mistos.

As células normais do colo do útero podem gradualmente desenvolver mudanças pré-cancerosas que se transformam em câncer. Essas mudanças pré-cancerosas podem ser denominadas neoplasia intraepitelial cervical, lesão intraepitelial escamosa e displasia. Estas alterações podem ser detectadas por exames anuais de prevenção (Papanicolaou).

Embora quase todos os cânceres cervicais sejam ou carcinomas de células escamosas ou adenocarcinomas, outros tipos de câncer também pode se desenvolver no útero. Por exemplo, melanoma, sarcoma, e linfoma, que ocorrem mais frequentemente em outras partes do corpo.

Tratamentos

Após o diagnóstico e estadiamento do câncer, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. É importante ter tempo e poder avaliar todas as possibilidades de terapia. A decisão por determinado tipo de tratamento leva em conta o estado de saúde geral do paciente, o tipo de tumor, o estadiamento e as chances de cura da doença.

Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como ginecologista, oncologista, cirurgião e radioterapeuta. Mas, muitos outros profissionais poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos.

As principais opções de tratamento para o câncer de colo do útero são: cirurgia, radioterapia e quimioterapia, que podem ser realizados isoladamente ou em combinação, dependendo do estágio da doença.

É importante discutir todas as opções terapêuticas, incluindo metas e possíveis efeitos colaterais, com seu médico, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapta às suas necessidades.


Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo

AOS 26, MULHER RETIRA OS SEIOS PARA EVITAR CÂNCER DE MAMA

Charley Wood foi diagnosticada com o gene cancerígeno BRCA1 aos 26 anos. Depois de ser informada pelo médico que tinha cerca de 85% de chance de ter câncer de mama , ela decidiu passar pela cirurgia de retirada dos seios para diminuir os riscos da doença. As informações são do Daily Mail .



Quando tinha 17 anos, Charley viu sua mãe morrer de câncer no ovário. O gene cancerígeno em seu corpo é hereditário, e logo que o descobriu pediu ao médico para pessar pela mastectomia.

"Meus seios eram como bombas relógio, eu queria eliminar o risco de desenvolver câncer de mama o máximo possível", afirmou em entrevista.

"Quando minha mãe morreu, eu não pensei que poderia haver uma ligação genética, mas minha avó e tia também morreram de câncer no ovário, então resolvi fazer os exames. Assim que o médico disse que o resultado tinha sido positivo para BRCA eu pedi para ser submetida à mastectomia. Eu não queria correr o risco de não estar viva para ver os filhos que eu posso ter no futuro crescerem", contou.

Logo após a retirada dos seios, Charley passou pela cirurgia de reconstrução das mamas e ficou com os movimentos limitados nos meses que se seguiram. "Após a operação eu tinha um dreno de cada lado do meu corpo. Meus seios estavam cobertos com fita médica - eu não os vi por 12 dias", falou sobre o pós operatório.

"Por um tempo é praticamente impossível fazer qualquer coisa", afirmou ao dizer que contou com ajuda das amigas para tomar banho e se vestir.

Para ajudar no processo de recuperação, Charley passou a fotografar o seu dia a dia e a escrever sobre sua decisão em um blog . "Decidi falar sobre minhas experiências para que outras mulheres que estão nessa situação vejam como é a realidade da operação. Foram alguns meses bem difíceis, mas eu não me arrependo".

Falando sobre a possibilidade de ter filhos no futuro, ela afirma que espera que a medicina avance pra que eles não herdem o gene cancerígeno.

"É aterrorizador quando você recebe a notícia que tem o gene BRCA1, mas isso não precisa ser o fim do mundo", completou Charley.

Fonte Terra.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CÂNCER DE MAMA É A CAUSA MAIOR DE MORTES NAS REGIÕES MAIS POBRES DO PAÍS

O câncer de mama tem atingido muito as regiões mais pobres do país, é o que diz a taxa de mortalidade. Os estados com mais doentes são, Maranhão, que chegou a 11,2%, em segundo lugar ficou o Piauí, com 9,8%, e em terceiro a Paraíba, com 9,3%, avaliado com as regiões ricas, confirma o estudo de sociedade brasileira de mastologia.

A taxa de mortalidade avaliada por esse tipo de câncer de mama em um intervalo de dez anos, entre 2002 e 2011, em todos os locais, relacionou os dados com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Nas regiões ricas teve uma queda significativa na variação de taxa, como em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, todos tiveram uma taxa negativa em média de 1,7% ao ano. O periódico BMC Public Health, disse que as razões pelo aumento dessa taxa é a falta de recursos para tratamento do câncer de mama nesses estados mais pobres, trazendo dificuldade de acesso para a população que precisa. 

Foram muitas mulheres que morreram com câncer de mama na Paraíba, o registro mostra que em 2013 foram 212 óbitos, 2014 com 241 óbitos e em 2015 já são 143 mortes até agora, afirmou a Secretária de Saúde da Paraíba. Decorrentes tanto óbitos, a Secretária de Saúde ampliou o acesso de diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama, tudo para diminuir as taxas de mortalidade através do exame clínico das mamas (mamografia) todo ano, a partir dos 40 anos, e mulheres acima dos 50 anos a cada dois anos, afirmou a Assessoria de comunicação do órgão.

Fonte BLASTING NEWS

CIENTISTAS DESCOBREM PISTA GENÉTICA SOBRE REINCIDÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA


Segundo pesquisa, cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes

Cientistas dizem ter descoberto uma nova pista genética sobre a reincidência de alguns cânceres de mama, o que pode levar a maior eficiência do tratamento.

Uma equipe de cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger de Cambridge, na Inglaterra, descobriu que os cânceres que reaparecem têm maior probabilidade de conter certos genes ou combinação de genes.

Segundo eles, a chave para o sucesso do tratamento está em atacar esses genes o mais cedo possível.

As conclusões do estudo estão sendo apresentadas no Congresso de Câncer Europeu em Viena, na Áustria.

Uma em cada cinco pessoas com câncer de mama voltam a ter a doença ─ ou no mesmo local do tumor original ou em outra parte do corpo.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais mata mulheres. São cerca de 50 mil novos casos por ano e 10 mil mortes.

Lucy Yates, oncologista do Instituto Sanger de Cambridge, e sua equipe analisaram dados de tumores de 1 mil pacientes com câncer incluindo 161 pessoas cuja doença voltou ou se espalhou (metástase).

Quando compararam os tumores primários e secundários, eles constataram que diferenças genéticas e outras mutações presentes em cânceres secundários são relativamente pouco comuns em tumores diagnosticados pela primeira vez.

Yates diz que as conclusões sugerem que o complemento de genes de câncer em alguns cânceres primários podem torná-los mais propensos a reaparecer no futuro, enquanto genes de câncer adicionais adquiridos após o diagnóstico podem provocar a reincidência da doença.

Segundo ela, os médicos podem usar esse conhecimento para identificar pacientes com alto risco de reincidência de câncer e escolher o melhor tratamento para atacar mutações genéticas específicas.

Isso significa, segundo Yates, colher amostras do tecido do câncer para acompanhar como a doença está evoluindo e se modificando.

"Mais pesquisas são necessárias para validar essas descobertas em conjunto de dados muito maiores, mas acreditamos que no futuro será possível no momento do diagnóstico olhar para os genes do câncer de um indivíduo e determinar se a doença tem probabilidade de reaparecer no futuro e, nesse caso, escolher um tratamento personalizado para previni-la".

Segundo Peter Naredi, co-presidente do congresso, os resultados da pesquisa foram "muito importantes na era da medicina de precisão".

"Esse estudo destaca que devemos considerar a reincidência do cancer como um novo evento e cuidadosamente escolher o melhor tratamento para um tumor recorrente em vez de apenas se fiar na informação da primeira ocorrência".

Jorge Reis-Filho, do Memorial Sloan Kettering Cancer Centre em Nova York, nos Estados Unidos, afirmou que o estudo demonstra "a importância de analisar características genéticas de metástases quando se escolhe o tratamento".

Fonte BEM ESTAR

terça-feira, 6 de outubro de 2015

ONCOLOGISTA LISTA MITOS E VERDADES SOBRE O CÂNCER DE MAMA, CONFIRA!



O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre mulheres no Brasil e o primeiro no Mundo. Apesar disso, pesquisa Datafolha mostrou que 15% das brasileiras com idade entre 40 e 69 anos nunca fizeram a mamografia, principal exame para detectar o tumor.

“Se o câncer de mama for diagnosticado em estágio precoce as chances de cura são enormes, próximo a 98% em alguns casos”, ressalta o coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Catarina, doutor Antonio Cavaleiro de Macedo.

O especialista listou seis questões-chave sobre a doença:

Apenas as mulheres podem ter câncer de mama?
MITO. Embora o público feminino seja o mais atingido pelas ações de prevenção, 1% dos casos diagnosticados ocorre em homens.

O autoexame substitui a mamografia?
MITO. É importância que as mulheres realizem o autoexame, que pode indicar alterações na mama e, em alguns casos, alertar a paciente a procurar atendimento imediato. No entanto, o autoexame não substitui a mamografia, tampouco a consulta regular ao médico.

Excesso de peso ou gordura pode potencializar os riscos da doença? 
VERDADE. Pesquisa realizada pelo Hospital de Base de Brasília revela que mulheres com excesso de gordura e que estão acima de 10 quilos do peso ideal possuem 40% a mais de chances de desenvolver câncer de mama se comparadas às mulheres com alimentação saudável e peso proporcional. Isso acontece porque o tecido gorduroso aumenta os níveis de estrogênio.

Caso o tumor seja detectado, a mama é retirada por completa?
MITO. Com os avanços da Medicina, alguns casos não requerem a retirada da mama por completo – ficando a cirurgia restrita às áreas afetadas. Hoje, há procedimentos cirúrgicos em que se retira somente o necessário, conservando e preservando o seio da paciente ao máximo. Em casos de tumores grandes, a opção mais utilizada ainda é a mastectomia (remoção total da mama) – por isso a importância de diagnosticar o quanto antes a doença.

Consumo excessivo de álcool pode influenciar no desenvolvimento do tumor?
VERDADE. Consumir bebidas alcoólicas em excesso pode potencializar, sim, o desenvolvimento do câncer de mama, já que aumenta a circulação dos hormônios femininos e altera a função hepática.

Menstruar cedo ou ser mãe após os 30 anos aumenta a probabilidade de desenvolver a doença?
VERDADE. Mulheres que menstruam mais vezes no decorrer da vida ficam mais expostas aos hormônios estrogênio e progesterona, o que pode ser prejudicial à saúde e aumentar a probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Com isso, o estrogênio estimula as células da glândula mamária a se reproduzirem.

Outubro Rosa

Para conscientizar a população sobre a doença, vários monumentos espalhados pelo mundo, inclusive em Belo Horizonte, ganham iluminação rosa no mês de outubro.

O Movimento Outubro Rosa foi criado nos Estados Unidos na década de 90 do século passado e se espalhou pelo mundo. A iniciativa chegou ao Brasil em 2002, com a iluminação em tom rosa do Mausoléu do Soldado Constitucionalista, em São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, anualmente surgem cerca de 50 mil casos de câncer de mama no país.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/horizontes/a-saude/oncologista-lista-mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama-confira-1.350603

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PESQUISA MOSTRA CONEXÃO ENTRE MENOPAUSA E CÂNCER DE MAMA

Um grupo de pesquisadores das Universidades de Cambridge e Exeter estabeleceu uma conexão entre a idade com que uma mulher entra na menopausa e o câncer de mama, mostrou um estudo divulgado nesta segunda-feira pela revista "Nature Genetics".

A pesquisa indicou que as mulheres que têm menopausa antes dos 40 anos são menos propensas a desenvolver este tipo de câncer; no entanto, têm mais probabilidades de sofrer de outras doenças, como a osteoporose e o diabetes tipo dois.

Além disso, os pesquisadores descobriram que, por cada ano que a menopausa demora a aparecer, o risco de câncer de mama sobre 6%.

A co-autora do estudo Deborah Thompson, do departamento de Saúde Pública e Atenção Primária da Universidade de Cambridge, indicou que isto é porque quem teve menopausa mais cedo "estiveram menos expostas ao estrogênio durante sua vida".

Além disso, a investigação concluiu que a idade natural da menopausa, que marca o final da vida reprodutiva da mulher, é geneticamente determinada.

Os autores realizaram um estudo de associação do genoma completo de 70 mil mulheres de ascendência europeia e identificaram no total 56 variantes genéticas associadas com a idade natural desta etapa reprodutiva.

Por sua vez, Anna Murray, geneticista da Universidade de Exeter, explicou que a pesquisa ajudou a compreender como acontece o envelhecimento reprodutivo feminino e que isto poderia dirigir "ao desenvolvimento de novos tratamentos para evitar a menopausa precoce".

"Muitas mulheres hoje em dia optam por ter filhos em uma idade mais avançada, mas podem ter dificuldades para conceber de forma natural porque a fertilidade começa a diminuir, pelo menos, dez anos antes da menopausa", acrescentou.

A descoberta sugere que as células reprodutivas dos ovários que reparam o DNA de maneira mais eficiente sobrevivem mais tempo, e isto se traduz em um atraso da menopausa.

Fonte EXAME.COM