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terça-feira, 22 de novembro de 2016

AS FASES DA SAÚDE DO HOMEM

Infância
A prevenção e os cuidados com a saúde devem começar cedo.
Essa é a melhor forma de viver bem em todas as fases da vida!

Adolescência
Perdemos os medos das DSTs. A informação, o diálogo e o enfrentamento podem reverter o crescimento alarmante dessas doenças.
 

Vida adulta
As doenças que mais matam são as podem ser prevenidas.
Conscientização e mudança de postura podem interromper esse cilo. 

                                    

Terceira Idade
Os hábitos saudáveis e a rotina de consultas e exames são incentivos que todo homem deve oferecer à sua família.

Fonte: http://www.ladoaladopelavida.org.br/campanha/novembro-azul

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SAÚDE DO HOMEM



Os homens costumam cuidar menos da saúde do que as mulheres. E 70% dos homens que procuram assistência médica para prevenção, são influenciados pelas mulheres. Cerca de 60% dos hábitos no Brasil, são de homens e por causas previsíveis.

Por esta razão o CIS/AMURES, a exemplo de várias outras entidades, participam de campanhas como Novembro Azul e Prevenção do câncer no homem.

Cânceres mais comuns nos homens:

  • Próstata;
  • Pulmonar;
  • Coloretal;
  • Garganta e
  • Instestino.

O mais comum é o câncer de próstata. Portanto é importante a prevenção. Segundo o Ministério da Saúde o homem deve procurar o médico uruologista para exames de prevenção, a partir dos 45 anos de idade e se houver histórico de casos de câncer de próstata já em familiares, deverá procurar a prevenção a partir dos 40 anos.


Alguns fatores de risco que acometem os homens:

Tendência a obesidade por falta de atividade física. Crenças de que não irão adoecer, em decorrência disto a falta de cuidados consigo. Dificilmente procuram os serviços de saúde , quando procuram muitas vezes não seguem corretamente o tratamento. Utilizam álcool e drogas em maior quantidade.


Algumas dicas para se ter uma vida mais saudável:

  • Deixar de lado o sedentarismo: caminhar pelo menos 30 minutos por dia. O ideal é de pelo menos cinco vezes por semana;
  • Alimentar-se de forma saudável para controlar o sobrepeso: cinco a seis pequenas refeições ao dia, com frutas, legumes e verduras;
  • Mudar o ritmo de vida profissional: é preciso buscar equilíbrio entre os diversos papéis que se têm na sociedade e na família;
  • Evitar ou reduzir o consumo de álcool, cigarros, gorduras, acuçar, e sódio;
  • Beber água regularmente;
  • Manter uma higiene corporal, dentária e higiene íntima;
  • Verificar a pressão arterial;
  • Lavar seu órgão genital com água e sabonete pelo menos uma vez ao dia e enxague bem;
  • Antes de urinar é importante lavar as mãos para evitar-se contaminação;
  • Usar camisinha em sua relação sexual;
  • Evitar calças e cuecas muito apertadas.
A não adesão às medidas de saúde integral por parte dos homens leva ao aumento da incidência de doenças e mortalidade.


A equipe de educação continuada do CIS/ Amures, estão diariamente nas salas de espera, em uma roda de conversa com os pacientes sobre o Novembro Azul.

Vera Aparecida Córdova Correia – Psicóloga CRP/ 12/02109.

Cirlei Aparecida de Oliveira Arruda – Enfermeira COREN/SC. 268.669.
Ritchelly Cardoso – COREN/SC. 299.243.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

NOVEMBRO AZUL - INFORMAÇÃO

Depois de inúmeras ações para comemorar o Outubro Rosa, que chamou a atenção de mulheres para a prevenção do câncer de mama, o foco agora são os homens! No mês de novembro, todo o mundo se une em prol da Campanha Novembro Azul*, cujo objetivo é alertar a classe masculina sobre a importância do exame para detectar o câncer de próstata – glândula do sistema reprodutor que armazena os líquidos.



Dados do câncer de próstata


Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que entrevistou cinco mil homens em 2013, revelou que 47% dos entrevistados nunca realizaram exames para detectar o câncer de próstata, 44% jamais se consultaram com o urologista e 51% nunca fizeram exames para aferir os níveis de testosterona (hormônio masculino) no sangue.

Diante desses números, não é de se assustar que o câncer de próstata, hoje, seja o segundo que mais acomete homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Para 2014, são esperados 68.800 novos casos dessa neoplasia, segundo o último levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Fonte:http://www.oncomedbh.com.br/site/?menu=Informa%E7%F5es&submenu=Novembro%20Azul

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

HOMENS SÃO CONTEMPLADOS COM BRINDES POR FAZEREM O EXAME DO CÂNCER DE PRÓSTATA


Durante o mês de novembro os homens que fizeram exames preventivos ao câncer de próstata concorreram a brindes. O sorteio da campanha Novembro Azul do Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES) foi realizado na manhã desta quarta-feira (02/12).

Os ganhadores foram Luiz Desdeval, de Campo Belo, ele é motorista das ambulâncias que trazem os pacientes nas consultas e pode receber seu brinde pessoalmente (foto abaixo). Alcides Wollinger, de Ponte Alta; Cezario Dias do Prado e João Carmosino da Silva, ambos de de Correia Pinto foram os outros três sorteados. Os brindes foram doados pelo Myatã e Oxigen.


De acordo com diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Julio, este é um meio de estimular os homens a fazerem os exames de PSA (sangue) e toque. “Nossa campanha visa à prevenção e a melhor forma é deixando o preconceito de lado e fazendo os exames”, destacou.





segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PESQUISADORES LOCALIZAM GENE QUE FAVORECE RESISTÊNCIA AO CÂNCER DE PRÓSTATA


Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença. A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene "permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata", já que ao neutralizar a via pela qual ele atua "permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes".

— Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente.

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações. Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores - com uma esperança de vida de dois anos - resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista "Câncer Cell".

— Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia", apontou o oncologista. O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento.

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e "individualizar" o procedimento ao máximo. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia. No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque "há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando" para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

— Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos", concluiu.

Fonte R7

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HOMENS PODEM SOFRER DEPRESSÃO PÓS CÂNCER DE PRÓSTATA


No Brasil, sete em cada dez casos de câncer no homem é na próstata. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), anualmente são registrados 70 mil novos casos. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial, a taxa de cura chega a 90%. Porém, mesmo com o sucesso no tratamento, é possível que apareçam algumas consequências da cirurgia, como a incontinência urinária - que segundo estudos é uma das condições mais degradantes para o homem, considerada o "câncer social".

Para o urologista Valter Muller, chefe do serviço de urologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, a condição pode causar até depressão. "O homem não consegue ter convívio social nem sexual. Acredita que está sempre cheirando urina, tem medo de sair de casa e passar por um sufoco. E essa situação pode sim causar uma depressão - porque ele acredita que aquilo não terá cura", explica o doutor.

O esfíncter - músculo em formato de anel que controla o ato de urinar - é muito próximo da próstata e pode ser comprometido durante a retirada da glândula, perdendo sua capacidade de reter urina. "Não existe uma pré-disposição para ser incontinente. O que nós percebemos no consultório é que quanto mais velho o paciente, mais chances de a musculatura do esfíncter ser afetada pela operação", explica o urologista.

Os tratamentos Engana-se quem acredita que a condição não tem cura. Nos casos mais simples, é possível fazer fisioterapias com exercícios simples ou até com radiofrequência para ativar a musculatura do esfíncter. "Nos pacientes mais complexos, é possível substituir o esfíncter com uma operação, utilizando um esfíncter artificial ", explica o especialista.

A prótese fica totalmente contida no corpo e possui uma bombinha dentro do saco escrotal que permite ao homem liberar a urina quando tiver vontade. No restante do tempo, o esfíncter permanece fechado. A incontinência urinária grave atinge 10% dos pacientes com incontinência que, sem tratamento, precisam recorrer às fraldas. "As terapias devolvem o conforto e autoestima do homem", explica o urologista.

Fonte Notícias ao Minuto

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MUITOS HOMENS RELACIONAM CÂNCER DE PRÓSTATA A IMPOTÊNCIA SEXUAL. POR QUÊ?

O câncer de próstata não causa impotência sexual. É o tratamento e, que fique bem claro, em alguns casos. A impotência é mais comum de ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Mas, hoje, há avanços em drogas e próteses penianas para reverter este possível quadro.

Fonte Dráuzio Varela

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOVEMBRO AZUL: O QUE ACONTECE COM A PRÓSTATA?

A próstata é uma glândula que se situa no interior da pélvis, encostada na base da bexiga, órgão muscular onde a urina é armazenada e da qual sai a uretra, que passa pelo interior da próstata e do pênis até alcançar o meio exterior.

A próstata é um órgão insignificante se comparado ao tamanho do corpo. Pesa 15 gramas nos adolescentes. Com o passar dos anos, porém, começa a crescer e gera vários problemas que comprometem a qualidade de vida dos homens mais velhos.

Quando essa glândula cresce e não invade os tecidos vizinhos, ocorre a hiperplasia cujos sintomas são aumento na frequência das micções e esforço para urinar. Nos casos de câncer , além do aumento do volume da próstata, surgem nódulos que podem ser sentidos no exame de toque retal. Diferentemente do crescimento benigno, o tumor pode não ficar restrito à glândula e invadir os tecidos vizinhos.

Fonte Dráuzio Varela

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

HOMENS FUMANTES DOBRAM O RISCO DE TER CÂNCER DE PRÓSTATA



Ex-fumantes também estavam no grupo de risco em ter câncer, mas não aqueles que deixaram o hábito 10 anos ou mais antes de terem a glândula da próstata removida - a descoberta publicada pelo jornal European Urology, faz jus ao que parece mais possível, que há um link entre fumar e o câncer de próstata.

Pesquisas anteriores têm mostrado que fumantes têm mais possibilidades de morrer dessas doenças, mas os resultados de outros estudos tem sido menos conclusivo. Essa nova investigação olhou os dados de 7.191 pacientes austríacos e americanos que tenham tido sua próstata retirada no período entre 2000 e 2011.

Em um período de cerca de 28 meses, fumantes recentes que fizeram a remoção da próstata tinham 80% de chance do retorno do câncer após cirurgia, do que aqueles que nunca fumaram.

Fumantes estavam com 63% mais de risco, mas depois de 10 anos de deixar o tabaco, a chance deles de ter um caso de câncer, caiu para o mesmo nível daqueles que nunca fumaram.

O professor responsável pela pesquisa Shahrokh Shariat, da Clínica Universitária de Urologia de MedUni, em Viena, disse: "Nosso estudo encontrou a importância de informar para um paciente com câncer de próstata sobre a negatividade dos efeitos do cigarro. Nunca é tarde para parar de fumar, pelo contrário, nosso estudo mostra que faz sentido mesmo sofrendo com câncer de próstata."

Os pacientes que tiveram um aumento do tumor na época do diagnóstico foram excluídos do estudo, nenhum dos participantes tiveram ou receberam quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e radioterapia pós cirúrgica.

Doutores e especialistas ainda estão fora do estudo que liga o cigarro e o câncer de próstata. Alguns estudos anteriores têm associado o hábito com o desenvolvimento da doença enquanto alguns têm indicado nenhuma conexão entre elas.

"Muitas questões sobre o câncer de próstata e o cigarro ainda estão para serem respondidas", disse Professor Shariat, e completou "Estudos futuros são contudo necessários para produzir respostas satisfatórias".

Fonte Ciência&Saúde

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

REMÉDIO HOMEOPÁTICO PODE AUXILIAR NO COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA



O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Ao fazer os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, a farmacêutica e médica decidiu fazer testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer, pois para melhor observação dos dados, ela haveria de administrar placebo além do remédio desenvolvido, o que não seria indicado, uma vez que os pacientes já possuem a doença. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora.

A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Estudos indicam que quando há aumento de Interleucina, citocina pró-inflamatória que aumenta quando o organismo possui uma determinada inflamação e quando há, por exemplo, aumento de colesterol, de triglicerídeos ou da glicemia, há maior tendência de o indivíduo desenvolver HBP.

Observando essa relação, a pesquisadora pode comparar os índices de Interleucina nos pacientes antes e após administrar o medicamento. “Se eu tenho um aumento de citocina em uma pessoa que tem Hiperplasia, ao dar um remédio que estimula a citocina eu faço uma doença artificial maior que essa natural, já esta com o IL6 (Interleucina 6) aumentada e essa IL6 artificialmente aumentada faz com que o organismo direcione toda sua defesa para essa artificial o que acaba curando a natural”, explica Regina Esposito.

Para a pesquisadora, o grande desafio da pesquisa é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar do projeto, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Segundo Regina Esposito, que coordenou a ação Novembro Azul no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em novembro de 2014, dos 431 pacientes atendidos no ambulatório, somente 44 foram aproveitados no projeto. Cerca de 10% dos pacientes atendidos durante a campanha foram encaminhados para biópsia, dos quais 2% foram diagnosticados com câncer. “Muitos tiveram que fazer biópsia e eu tenho que deixar eles esperando seis meses depois de fazer esse procedimento”, afirma.

Medicamento

De acordo com a pesquisadora, na medicina convencional, alopatia, os remédios e as doenças possuem compostos diferentes. Então, se o paciente está com febre, administra-se uma dose de anti-térmico; se está com dor, dá-se um analgésico contra a dor e assim por diante. O tratamento visa principalmente a doença, os testes de medicamentos são feitos em pacientes doentes ou em animais, as substâncias agem por quantidade de massa - podendo ser medidas em miligramas - e são dispensadas no limite da toxicidade - causando, muitas vezes, efeitos colaterais.

Já o princípio que rege a homeopatia é o de que remédios e doenças possuem compostos semelhantes. A técnica foi desenvolvida em 1779, pelo médico alemão Samuel Hahnemann e possui quatro princípios básicos: lei da semelhança, experimentação em homem são, doses mínimas e remédio único. O atendimento homeopático é diferenciado, pois é feito observando-se o paciente como um todo, tratando a causa da enfermidade não a doença propriamente dita.

Os remédios são administrados em doses menores e não apresentam toxicidade, pois passam por um processo de diluição onde retira-se toda a substância material do medicamento, porém deixa-se uma informação no medicamento que vai aumentar as defesas do organismo para combater a doença.

O medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

Para produzir um remédio homeopático é diluída uma parte de remédio, neste caso extrato da folha do Melão de São Caetano, em 99 partes de álcool, chamado de veículo. Bate-se essa solução, sucussiona, 100 vezes para obtenção de uma Centesimal Hahnemanniana (1CH). Depois, pega-se uma parte desta solução e dilui-se em 99 partes de veículo, obtendo-se 2CH. Para obtenção deste medicamento específico, Regina Esposito repete este procedimento 12 vezes, obtendo 12CH. Até a 11CH a solução possui matéria, a partir da 12, não. “Eu escolhi uma potência que ninguém pode dizer que eu estou trabalhando com fitoterapia”, afirma a pesquisadora.

Fonte G1

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

UROLOGISTA FALA A PACIENTES E FUNCIONÁRIOS DO CIS/AMURES



Em alusão a Campanha Novembro Azul o médico urologista, Jacson Luis Tirello realizou duas palestras nesta quarta-feira (19/11) no Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES), sobre o câncer de próstata. A primeira foi no início da tarde para os pacientes e no final da tarde para os colaboradores.

A gerente executiva do CIS/AMURES, Nalú Julio fez a abertura falando que a instituição de saúde busca disseminar informações sobre as mais variadas doenças e que apoia integralmente o Novembro Azul. “Neste mês além dos nossos colaboradores e da sede estarem sempre caracterizados, estamos entregando panfletos explicativos, incentivando os pacientes, amigos e familiares a fazerem o PSA (exame de sangue) e também a consultar o médico especialista. O incentivo é o primeiro passo para os homens das nossas vidas se conscientizarem”, disse.



O médico disse que os homens precisam se conscientizar que o exame pode salvar vidas, que é necessário quebrar esse tabu e redobrar os cuidados com a saúde masculina. “O exame de toque retal, que é o mais temido por todos dura 10 segundos”, informou o urologista. De acordo com o especialista, homens a partir dos 40 anos de idade já precisam ficar mais atentos mesmo antes de aparecerem alguns sintomas mais ligados à doença como aumento da frequência da urina, dificuldade para urinar, ou mesmo, observar se há presença de sangue nela. Como parte da prevenção, além da consulta e do exame clínico de toque retal, os homens precisam fazer ultrassom da próstata e exames de sangue (PSA).



CIENTISTAS FAZEM MAPA GENÉTICO DE MUTAÇÕES DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Um grupo de pesquisadores produziu um mapa genético inédito das mutações do câncer de próstata em estágio de metástase, que poderá servir de referência para novos tratamentos, segundo mostra estudo publicado pela revista "Cell".

O trabalho proporciona a capacidade de decifrar a complexidade da doença e transferir os resultados a planos de tratamento personalizados, segundo o professor do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres Johann de Bono.

O estudo apresenta o câncer de próstata não como uma doença única, mas como muitas doenças, cada uma delas impulsionada por suas próprias mutações.

Quase 90% dos homens que sofrem com câncer avançado de próstata têm mutações genéticas no tumor que poderiam ser o alvo de remédios, tanto já existentes como novos.

Graças a este novo mapa, os doutores poderiam começar a fazer testes para estas mutações "clinicamente factíveis" e fornecer aos pacientes com um avançado câncer de próstata remédios já existentes ou combinações deles dirigidas especificamente às características genômicas específicas de seus tumores.

Resistentes a tratamento
O estudo é o primeiro do mundo que realiza uma análise em profundidade de cânceres de próstata com metástase que são resistentes aos tratamentos padrão.

Os pesquisadores analisaram os códigos genéticos dos tumores metastásicos procedentes dos ossos, tecidos brandos, gânglios linfáticos e do fígado de 150 pacientes que sofrem com um câncer avançado de próstata.

Quase dois terços deles tinham mutações em uma molécula que interage com o hormônio masculino conhecido como andrógino, que têm como alvo os atuais tratamentos da doença.

Além disso, os cientistas encontraram em quase 20% dos pacientes mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que estão envolvidos também com o câncer de mama. Um estudo recente demonstrou que os pacientes com este tipo de mutação podem ser tratados com um determinado tipo de fármaco.

Os cientistas descobriram também mutações que nunca antes tinham sido detectadas em cânceres de próstata, mas sim em outros tipos da doença, para algumas das quais já existem remédios.

Por fim, os pesquisadores determinaram que 8% dos doentes tinham nascido com erros no DNA que os predispunham a desenvolver o câncer de próstata.
info próstata (Foto: Editoria de Arte / G1)

MULHER DESEMPENHA PAPEL FUNDAMENTAL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE DO HOMEM


Novembro é o mês da promoção da saúde do homem, que tem muitas barreiras a vencer em relação ao sexo feminino. Quem aborda o assunto é o Dr. Marcelo Bendhack, presidente da Associação Latino-Americana de Uro-Oncologia. Estatísticas comprovam que mais de 70% dos homens não comparecem ao consultório médico com frequência, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. E mais de 50% só visitam um especialista acompanhados das esposas ou companheiras ou quando uma doença se apresenta em estágio avançado. Isto acontece, também, ​porque ​culturalmente o homem brasileiro não leva a sério a prevenção. Consequentemente, de acordo com o IBGE, vive 7 anos menos do que a mulher.

Exames periódicos a partir dos 40 anos ​seriam determinantes para ajudar o homem a preservar a sua qualidade de vida. A consulta ao médico ajuda a mudar hábitos de vida e, com isto, prevenir doenças do coração, afecções da bexiga, nos rins, problemas hormonais e, a principal delas, o tumor da próstata.

Todo homem tem propensão a desenvolver o câncer de próstata e, com o avançar da idade, os riscos são cada vez maiores. Ao ano, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 70 mil homens contraem o tumor. Apesar de inevitável, o câncer da próstata tem cura, embora muitos homens não saibam disto, por conta dos tabus, da desinformação.

A medicina avançou e com frequência anuncia importantes aliados no tratamento do câncer da doença. Um deles, aprovado há dias pelo FDA, foi destaque de dois congressos de nível mundial realizados, respectivamente, na Austrália e no Rio de Janeiro. Uma tecnologia que emprega ultrassom de alta frequência permite o tratamento do câncer sem necessidade de cirurgia ou de radioterapia.​


Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/cadernos/saude/25722/dia-mundial-do-diabetes-chama-a-atencao-para-os-cuidados-com-a-doenca

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

6 ATITUDES CONTRA O CÂNCER DE PRÓSTATA



Você já ouviu a expressão “um homem prevenido vale por dois”? Certas atitudes podem ser decisivas para não sofrer com esse tumor, que afeta quase 70 mil brasileiros todo ano. Homem que é homem precisa conhecê-las!

1) Perder (ou manter) o peso 

Como os quilos a mais já foram associados pela Organização Mundial da Saúde a diversos tipos de câncer, estudiosos passaram a cogitar a hipótese de o excesso de peso também estar por trás de tumores na próstata. Pesquisadores de dois hospitais de Pequim, na China, constataram, num estudo com 3,5 milhões de pessoas, que o índice de massa corporal ajuda a prever o grau de mortalidade do problema. Quanto mais gordurinhas, maior será o risco de tumor ser mais agressivo.

2) Dormir direito 

A melatonina é o hormônio que regula nosso relógio biológico – ela é produzida em larga escala à noite, principalmente quando estamos no escuro e com a cabeça no travesseiro. A carência dessa molécula desequilibra o corpo inteiro. Num trabalho realizado por universidades da Islândia e dos Estados Unidos, os cientistas estabeleceram uma relação entre a falta de melatonina e tumores graves na próstata.

3) Vencer o medo do urologista 

Metade dos marmanjos do nosso país nunca visitou esse médico, de acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia. A entidade recomenda que os exames preventivos contra o câncer de próstata comecem aos 45 anos para negros ou sujeitos com histórico familiar e aos 50 para os demais.

4) Cortar o cigarro 

De acordo com um artigo científico da Associação Europeia de Urologia, o tabagismo favorece o retorno desse tumor em indivíduos submetidos à operação de retirada do órgão. O risco de reincidência chega a dobrar quando a pessoa enche os pulmões de fumaça.

5) Ter cuidado com hormônio 

As reposições hormonais se tornaram febre nos últimos anos. Afinal, com testosterona em baixa, o sexo piora, os músculos murcham... O problema é que muitos homens recorrem a doses desse hormônio por conta própria. Aí, tomam a quantidade errada e deixam de cumprir um protocolo que incluiu exames frequentes para flagrar eventuais chabus na próstata que podem aparecer devido à terapia de reposição.

6) Rastrear, rastrear e... 

...rastrear. Os dois grandes aliados na detecção precoce do câncer de próstata são o exame de toque e o de contagem de PSA, molécula cujo aumento no sangue denuncia problemas na glândula. E, pelo visto, é importante realizar os dois, já que, isolados, nem sempre fecham o diagnóstico.

Fonte Abril

IMPOTÊNCIA E FALTA DE LIBIDO NO TRATAMENTO DE CÂNCER DE PRÓSTATA PODEM SER REVERTIDOS


Na maioria dos casos recuperação é de um ano, beneficiada pelos avanços da medicina

Nos últimos anos tem sido cada vez mais difícil se referir ao tratamento do câncer de próstata sem apontar para os avanços. No Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, lembrado nessa terça-feira (17), especialistas mostram que as sequelas do tratamento já não assustam tanto e, em geral, podem ser superadas. A principal delas é a impotência sexual. Segundo o coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), Lucas Nogueira, tudo deve ficar bem claro para o paciente antes da cirurgia.

— A maioria dos pacientes recupera (a potência) a partir do sexto mês. E esperamos até um ano essa recuperação progressiva. Entre 30% e 40% dos pacientes ficam impotentes como resultado final. Mas tem tratamento, os convencionais, voltados à impotência.

Os casos de impotência, em geral reversíveis, resultam do fato de que durante a cirurgia, principal forma de tratamento, alguns nervos são afetados, alterando a sensibilidade na região por um período médio de um ano. O grau de impotência, nesse caso, tem a ver com a idade do paciente, conforme disse o urologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Alex Meller. 

— Na faixa etária entre 50 e 60 anos pode haver uma perda de potência entre 30% e 40%. Entre 60 e 70 anos aumenta para em torno de 50% e, nos pacientes acima dos 70 anos, pode-se dizer que em torno de 70% vão perder a potência.

Mas perder a potência não quer dizer que o paciente ficará, necessariamente, impotente para sempre. Aqueles que não conseguiram superar no prazo de um ano poderão passar por novos tratamentos, similares aos da impotência convencional, com medicamentos, injeções ou próteses, dependendo de cada caso. O importante, no entanto, é manter o ânimo em alta com as conquistas já obtidas, de acordo com Nogueira.

— Tenho um paciente que, com bom humor, me disse: "doutor, se eu ficar impotente tá bom demais, quer dizer que eu não morri da doença". O que ele (paciente) tem pensar inicialmente é o seguinte: ele tem um câncer e hoje operamos basicamente pacientes com câncer agressivo (cerca de 10%). Então, se ele não for operado, vai morrer por causa da doença. O primeiro resultado que procuramos no tratamento é oncológico, que é a cura do câncer. Depois buscamos a recuperação, principalmente da incontinência urinária e da impotência.

Nogueira é otimista quando fala na evolução da medicina em relação à cirurgia da próstata. Quando realizada após um diagnóstico precoce, a chance de cura é de 96%. Ele garante que as sequelas são muito menores hoje do que no passado.

— Tanto a impotência quanto a incontinência (que atinge apenas cerca de 3% dos casos) têm diminuído muito por causa da melhora da técnica cirúrgica. Há um conhecimento maior da anatomia, a cirurgia ficou mais limpa, antigamente havia muito sangramento e hoje não se sangra tanto.

Além disso, Nogueira destaca que a identificação por imagens, cada vez mais precisa, facilita a preservação de nervos na região.

— Hoje se opera com lupa, com laparoscopia, consegue se enxergar melhor e o treinamento médico, principalmente, evoluiu. A taxa de transfusão de sangue para uma cirurgia de próstata é mínima. Há 15, 20 anos, transfusão era praticamente rotina. E o grau de impotência era maior, já que não se conseguia identificar tão bem os nervos.

Meller destaca que a incontinência e a impotência são problemas decorrentes principalmente da cirurgia. Nos casos de outros tratamentos, como radioterapia, o risco de impotência existe, mas em menor grau.

Infertilidade não é impotência

Em relação à infertilidade, que necessariamente ocorrerá após a cirurgia, os especialistas deixam em aberta a possibilidade de o paciente depositar uma amostra do sêmen em um banco de esperma. Em geral, por se tratar de uma doença que afeta indivíduos com mais de 40 anos, ter filhos, no entanto, já não é a prioridade para eles.


Infertilidade, porém, não significa impotência, conforme Meller faz questão de ressaltar. Ele afirma que questões psicológicas serão importantes para a recuperação da potência após a cirurgia da próstata. Segundo o médico, o fato de o homem enfrentar um câncer, independentemente de ser de próstata ou não, já pode afetar a libido dele, por causa da preocupação. No caso da próstata, porém, ele faz outra ressalva.

— Quando o homem retira a próstata, continua a ter os sintomas da ejaculação, o prazer. Ele está potente, mas não sai esperma, não tem líquido, mas tem ereção e orgasmo. Ele percebe o sexo de maneira diferente. Por isso que digo que o aspecto psicológico é importante para ele recuperar a potência. 


Radio e quimioterapia podem ser causas de infecções como a cistite actínica, devido à radiação na bexiga e no reto, e de sangramento pela urina. As fezes também podem aparecer com sangue, e eventuais dores ao evacuar podem surgir, assim como a estenose (diminuição do diâmetro) do reto, exigindo um laxante. No entanto, segundo, Nogueira, estes tipos de sequelas em geral ocorrem depois que o pior já passou. No caso, o próprio câncer.

— A cistite actínica também tem tratamento, vai causar urgência para urinar, o paciente poderá ter que tomar medicamento para segurar a bexiga, mas também se trata de uma sequela facilmente manejável.


Atualmente, aqueles com histórico familiar, e indivíduos negros, devem fazer o diagnóstico da próstata entre 45 e 50 anos, conforme orientação da SBU. Já para os que não estão no grupo de risco, a indicação é de que os exames (PSA e toque retal) sejam feitos entre 50 e 55 anos, periodicamente. Por ser um tumor de evolução lenta, a recuperação também é longa, levando cerca de 15 anos até um diagnóstico de cura.



Fonte: http://noticias.r7.com/saude/impotencia-e-falta-de-libido-no-tratamento-de-cancer-de-prostata-podem-ser-revertidos-17112015


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PESQUISADORES LOCALIZAM GENE QUE FAVORECE RESISTÊNCIA AO CÂNCER DE PRÓSTATA



Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença.

A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira (9) a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene "permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata", já que ao neutralizar a via pela qual ele atua "permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes".

"Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente", explicou.

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações.

Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores - com uma esperança de vida de dois anos - resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista "Câncer Cell".

"Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia", apontou o oncologista.

"O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento".

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e "individualizar" o procedimento ao máximo.

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia.

No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque "há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando" para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

"Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos", concluiu.





Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/pesquisadores-localizam-gene-que-favorece-resistencia-ao-cancer-de-prostata

CÃES PASSAM A SER USADOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA



O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, em inglês) aprovou recentemente o uso de cães farejadores para realização de exames e diagnósticos de patologias oncológicas. Os animais serão usados especificamente para detectar sintomas de câncer de próstata.

Até o momento a medida é válida como teste, mas os primeiros estudos realizados este ano apontaram uma capacidade de detecção de até 93%. Alguns cachorros chegam a ter índice de 97% de acerto.


“Com o passar dos anos, houve muitos relatos que sugeriam que os cães poderiam detectar o câncer com base no cheiro do tumor”, afirmou o urulogista do Hospital Universitário de Milton Keynes, Iqbal Anjum. “Acredita-se que as moléculas voláteis associadas ao tumor seriam liberadas na urina da pessoa, facilitando a coleta e o teste das amostras.”

Hoje em dia, o teste usado para detectar o câncer de próstata é o antígeno prostático específico (PSA, em inglês), um exame de sangue que mede no organismo os níveis de uma molécula expelida pela próstata.

Em caso de suspeita de câncer, esses níveis aumentam bastante e, depois disso, são realizados outros tipos de diagnósticos, como o conhecido exame do toque retal rotineiro, que identifica lesões em fases iniciais e diminuir a probabilidade de complicações.

Com os cães especialmente adestrados para identificar a substância no sangue, os animais conseguem identificar mudanças já na urina do paciente, evitando situações inavasivas e trazendo benefícios para a saúde masculina.



O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum em homens com mais de 50 anos de idade.
Fonte Yahoo

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TECNOLOGIA PERMITE MELHOR PROGNÓSTICO DO TRATAMENTO DE CÂNCER DE PRÓSTATA


Considerado um dos principais progressos da medicina nuclear, o exame de PET/CT com fluoreto-18F permite avaliar o prognóstico de pacientes submetidos a tratamento de câncer de próstata com o medicamento radioativo Radium-223 (Ra-223). A técnica consiste realização da Tomografia Computadorizada por Emissão de Prótons (PET/CT) com o traçador radioativo ósseo denominado fluoreto-18F. Dessa forma, é possível ter imagens mais detalhadas para a pesquisa de metástases ósseas. As metástases ósseas são as principais causas de disseminação da doença que ocorre em pacientes com câncer de próstata. 

A diretora do serviço especializado da MND Campinas, Profa. Dra. Elba Etchebehere, explica que o PET/CT com fluoreto-18F traz a possibilidade de avaliar o prognóstico de forma mais precisa do que o disponível com outras técnicas, como cintilografia óssea. As imagens de fluoreto-18F PET/CT permitem avaliar, nos pacientes com câncer de próstata, submetidos a tratamento com Ra-223, o risco de eventos ósseos, o risco de insuficiência de medula óssea e a sobrevida global. 

“Pela primeira vez, é possível ter um forte preditor independente de resposta para o tratamento desse tipo de câncer que afeta um em cada seis homens em todo o mundo através das imagens de PET/CT com fluoreto-18F”, conta. 

Dificuldade de acesso 
Por mais que traga ganhos representativos para uma doença tão comum, o acesso ao PET/CT com fluoreto-18F ainda é difícil no Brasil. Como todas as especialidades médicas de alta complexidade, a medicina nuclear envolve custos elevados. 

“O principal agravante é que um exame como esse, vital para uma melhor conduta terapêutica para o câncer de próstata com metástase óssea, ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), restringindo o acesso da população a esse avanço”, explica a Profa. Dra. Elba Etchebehere. 

Discutindo a especialidade 

A diretora da MND Campinas discutiu as “Perspectivas para medicina nuclear no câncer de próstata”, durante o XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. O encontro é o mais importante da especialidade no País e aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro, no Rio de Janeiro. 

Além de discutir o avanço do PET/CT com fluoreto-18F, ela apresentou os resultados da terapia com Ra-223. Esse tratamento foi recentemente liberado pela ANVISA e tem apresentado um aumento significativo de sobrevida dos pacientes com câncer de próstata metastático. Estes temas já foram apresentados por ela no Congresso Anual Europeu de Medicina Nuclear (EANM) em 10 de outubro em Hamburgo, Alemanha e também no International PET Conference (iPET) em 5 de Outubro em Vienna, Áustria. “O Ra-223 já foi liberado, mas ainda aguarda precificação para ser amplamente utilizado”, finaliza. 

Informações RS Press

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CIS/AMURES REALIZA EXAME DE PSA GRATUITAMENTE





O CIS/AMURES está engajado na campanha Novembro Azul e espera tirar o tabu que ainda ronda muitos homens, quando o assunto é câncer de próstata. Durante o mês o professor de biomedicina da Uniplac, Paulo Weiss, juntamente com alguns alunos, estão fazendo exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) através da coleta de sangue, gratuitamente.

O valor obtido através do exame permite ajudar a diferenciar se o paciente tem presença de uma situação de aumento benigno da próstata ou de cancro deste órgão. Se houver uma suspeita da presença de cancro, deve ser realizada uma biópsia da próstata.

A enfermeira Cirlei de Oliveira e a psicóloga Vera Arruda fazem a triagem dos homens maiores de 40 anos e dos mais novos que tenham histórico familiar. Um fato curioso é que a maioria dos homens não tem se recusado a fazer esse primeiro processo. O resultado sai depois de alguns minutos e o professor volta a conversar com o paciente, orientando caso dê alguma alteração a ir a um urologista.




Segundo Vera, assim que o resultado é dado ao paciente, este também é orientado pelo CIS/AMURES a ir à secretaria de saúde do município e marcar a consulta com o especialista da área, que o Consórcio disponibiliza para todos os municípios conveniados.