segunda-feira, 27 de julho de 2015

27 DE JULHO - DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO



A data se tornou oficial em 1972, depois de regulamentada a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho 

No dia 27 de julho é comemorado em todo o Brasil o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A data é um marco histórico na luta dos trabalhadores por melhorias nas condições de segurança e saúde no trabalho. Ao longo do tempo, um conjunto de medidas legislativas foram aplicadas para garantir proteção e direitos aos trabalhadores.

Segundo o engenheiro de Segurança do Trabalho e conselheiro do CREA-RJ Evaldo Valladão Pereira, acidente de trabalho é aquele que ocorre pelo exercício da atividade durante o expediente na empresa. “São aqueles em que há lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que causa a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho”, explicou.

No início da década de 70, o Brasil vivia o chamado milagre brasileiro, no qual indiscriminadamente os recursos da Previdência Social eram financiadores dos projetos da época, faraônicos e não rentáveis, criando o déficit atual do setor.

Dado o descompromisso do governo e dos grandes empresários com a qualidade de vida no trabalho, os números de acidentes e óbitos eram alarmantes. Os organismos financiadores internacionais pressionaram a equipe econômica do Brasil, liderada pelo Ministro da Fazenda Antônio Delfim Neto, sob a ameaça de corte dos financiamentos caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido. Isso resultou na publicação, em julho de 1972, das portarias nº 3.236 – que instituiu o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador ‑ e nº 3.237 – que tornou obrigatória a existência de serviços de medicina do trabalho e engenharia de segurança do trabalho em todas as empresas com um ou mais trabalhadores.

O então ministro do Trabalho, Júlio Barata, atualizou o artigo 164 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que discorre sobre as condições internas de uma empresa em relação à saúde e à segurança. Esse artigo também trata da atuação e formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Segundo o site da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os acidentes do trabalho são a causa da morte de dois milhões de pessoas por ano. “Esses números representam mais mortes do que as ocasionadas pelo uso de drogas e álcool juntos. Somados a esses números, são registrados em média quase 270 milhões de acidentes não fatais e 160 milhões de novos casos de doenças ocupacionais”, ressaltou Evaldo Pereira.

O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de Segurança e Medicina do Trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho de 1972 com a publicação das duas Portarias que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho. Por isto, a data foi escolhida para ser o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

Com informações da Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes (ABPA)

Fonte: http://csbbrasil.org.br/27-de-julho-dia-nacional-de-prevencao-de-acidentes-de-trabalho/

CONSUMO DE GORDURA NA GESTAÇÃO ELEVA RISCO DE A CRIANÇA SE TORNAR DEPENDENTE DE ÁLCOOL OU CIGARRO

Uma pesquisa divulgada na última semana disparou mais um alerta em relação aos prejuízos causados por uma dieta rica em gordura. Desta vez, o dano identificado foi aos filhos de gestantes que adotam este tipo de alimentação ao longo da gravidez. Realizado por cientistas da Rockefeller University, nos Estados Unidos, o estudo, feito em cobaias, revelou que os filhotes de mães alimentadas com excesso de gordura apresentam um risco mais elevado de manifestar dependência e uso abusivo de álcool e de nicotina durante a adolescência. Segundo os autores do trabalho, é a primeira vez que isso fica demonstrado.

A conclusão foi obtida após os pesquisadores analisarem as reações de cobaias geradas por mães alimentadas com uma dieta rica em gordura e por outras, nutridas com uma alimentação normal. Eles constataram que o primeiro grupo tende a encarar o consumo de nicotina como mais recompensador, especialmente se combinado à ingestão de álcool. Quando os filhotes foram estimulados a trabalhar mais para conseguir doses elevadas de nicotina e de álcool, aqueles gerados por mães que comeram muita gordura continuaram se esforçando para obter as próximas doses quando os outros, ao contrário, já haviam desistido. Eles também ingeriram quantidades maiores de álcool e nicotina do que apenas de nicotina, comportamento não identificado entre os gerados por cobaias com dieta normal.

Investiga-se o mecanismo pelo qual o tipo da dieta da mãe interfere nos processos cerebrais associados à dependência nos filhos. Acredita-se que a exposição pré-natal ao excesso de gordura aumenta o crescimento, no feto, de neurônios em áreas específicas do cérebro, como a região do hipotálamo. A estrutura é uma das envolvidas na regulação do apetite e parece também estar vinculada ao comportamento de busca por recompensas, o que pode desencadear a dependência química.

Fonte ISTOÉ

sábado, 25 de julho de 2015

FELIZ DIA DA AVÓ!



26 de Julho é o dia da avó! Confira dicas para a saúde do coração do idoso!

Sejam as vovós modernas, conservadoras, sérias ou brincalhonas, uma grande semelhança não deixa de existir entre elas: o funcionamento de seus corações. Podemos ter certeza de que a atividade cardíaca em uma pessoa idosa não é mais a mesma de alguns anos atrás, fazendo com que as doenças cardiovasculares sejam a maior causa de óbitos na terceira idade, como confirma o Dr. João Baptista do Serro Azul, cardiogeriatra do INCOR e do Hospital Sírio Libanês: “A prevalência de doença arterial coronária é, também, muito frequente entre os idosos atingindo até 70% desta população. Ela é responsável por mais da metade dos óbitos em idosos”.

Idosos devem estar atentos a alguns sinais de sua saúde, já que a doença arterial coronária é difícil de ser diagnosticada nessas pessoas. Segundo o especialista: “a doença pode se apresentar sob a forma de cansaço ou falta de ar, por exemplo. A dor pode ainda ser nos ombros, nas costas ou em região epigástrica”.

Segundo o cardiogeriatra, a hipertensão é fator importantíssimo para ser combatido, a fim de reduzir a ocorrência de infartos na terceira idade. Na população de mulheres maiores de 75 anos, por exemplo, quase 80% possui elevados níveis de pressão arterial. Para esse grupo, a hipertensão pode ser prejudicial em vários aspectos: “A elevação da pressão arterial aumenta a ocorrência de acidente vascular cerebral e de insuficiência cardíaca, por exemplo. A hipertensão arterial também tem sido associada ao aumento de risco no desenvolvimento de demência vascular e de Alzheimer”.

A recomendação do Dr. João Baptista é reduzir os fatores de risco presentes na terceira idade, como hipertensão (60% dos idosos), obesidade (80%), sedentarismo (40%), diabetes (20%) e consumo de cigarro (18%), por meio de hábitos como: “redução no consumo de sal; redução na ingestão de gorduras e de carboidratos; perda de peso; prática de atividade física; e abandono do hábito de fumar”.

O médico esclarece as diversas mudanças que ocorrem no coração dos idosos: “o envelhecimento produz diversas mudanças no organismo e, também, nas funções cardíacas. As válvulas do coração, por exemplo, ficam mais espessas, afetando seu fechamento. Os vasos sanguíneos perdem a elasticidade de suas paredes, tornando-se mais rígidos e resistentes a movimentações. O coração torna-se mais rígido como um todo”.

Além disso, ele comenta sobre o funcionamento do coração mais velho, que precisa de algumas observações: “Apesar dessas alterações, o coração do idoso funciona normalmente em diversas situações. Entretanto, há menor capacidade perante sobrecargas, tais como elevações exageradas de pressão arterial”.

Fonte: coracaoalerta.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CAPS AD DE LAGES OFERECE OFICINAS PARA TRATAMENTO DE DEPENDENTES QUÍMICOS

A equipe multiprofissional do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) trabalha de forma integrada para oferecer o melhor atendimento aos pacientes.Alémdos tratamentos com medicação, mais de 20 oficinas visam a reinserção à sociedade.Entre os trabalhos estão oficina de fábulas, jardinagem, artesanato, dança, expressão criativa, música, alongamento e ginástica localizada, esportes com bola, orientação e psicoeducação em saúde, vivências corporais, caminhada, neuróbica, desenvolvimento de habilidades e relaxamento.

Há também grupos de reencontro, apoio espiritual, de prevenção à recaída, de redução de danos, terapia comunitária e momentos para recreação. “Os grupos são pensados a partir da necessidade dos nossos pacientes, identificados pelas demandas que eles trazem, individual ouem grupos”,explica a coordenadora Patrícia Pereira. Muitasideias são discutidas e estratégias colocadas em prática. “Trabalhamos no contexto que agrega várias ações, buscando a melhoria na qualidade de vida, além dos processos de tratamento com medicação”, completa.

Entre os grupos e oficinas que mais se destacam e caíram no gosto dos pacientes estãoas práticas de terapia comunitária, neuróbica e vivências corporais. “Eles participam de todas as oficinas que o Caps oferece, mas estas estão recebendo destaque por atrair um número maior. Exemplo disso são os grupos de terapia comunitária: quando começamos com o projeto atingíamos cerca de 20 pacientes e hoje mais de 50 participam das rodas de conversa”, explica Patrícia.

Terapia Comunitária

O procedimento foi desenvolvido pelo médico psiquiatra Adalberto de Paula Barreto e hoje é reconhecido pelo Sistema Único de Saúde, fazendo parte das práticas integrativas e complementares do SUS, como a homeopatia e a fitoterapia.A prática é muito usada na saúde mental. A técnica foi desenvolvida quando o médico percebeu que mesmo com a medicação, em muitos casos, o paciente não apresentava melhoras: faltava algo para complementar o tratamento.

A partir dessa perspectiva ficou comprovado que não se chegaria aos resultados esperados apenas medicando o sofrimento. “Era preciso uma alternativa em que o paciente pudesse expor suas dificuldades e apontar soluções. Assim adotamos no Caps AD a técnica de terapia comunitária”, detalhaa coordenadora Patrícia Pereira.Nas rodas de conversas, conforme explica, os profissionais em saúde saem de cena para dar lugar ao ser humano que vai ouvir e contribuir no processo de cada paciente.

A pessoa precisa ser ouvida, segundo ela. “Ospacientes expõem seus problemas, elencamos o tema mais sério entre os comentados para o coletivo e a partir desse sofrimento relatado fazemos uma reflexão para resolver a questão. Assim saímos da lógica do tratamento somente com o medicamento”, relata.

Desde que a terapia comunitária foi implantada houve redução nas consultas de psiquiatria. “Estamos sensibilizando os pacientes, que entendem a proposta e procuram outras formas de tratamento além da medicação. Quando se consegue colocar para fora aquilo que está incomodando e começamos a processar o pensamento, transformando-o em emoção, conseguimos aliviar as cargas que cada pessoa carrega”, destaca.


Neuróbica

O grupo de neuróbica, que significa a aeróbica do neurônio, surgiu como uma proposta para a estimulação cognitiva a respeito da memória dos pacientes. Ogrupo oferece suporte com vários tipos de exercícios de estimulação cognitiva. Muitos apresentam esquecimento de memórias recentes em função do uso intenso de drogas. Os exercícios fazem com que eles pensem sobre todas as atividades no dia ou na semana passada, por exemplo. E é uma atividade que podemtambém fazer em casa.

Desintoxicação

Implantado em fevereiro deste ano, o programa de desintoxicação de substâncias químicas trata o paciente,no Centro, reduzindo filas nos hospitais para esse tipo de atendimento. O serviço é ambulatorial e trata pacientes que se encaixam nos níveis leve e moderado. Nos casos mais graves a pessoa é encaminhada às unidades hospitalares.

Mesmo com o empenho da equipe, o processo é trabalhoso. E a cada20 usuários que iniciam o tratamento, pelo menos cinco não o concluem. “Mesmo assim os resultados são positivos, pois aqueles que ficam até o fim, além de mostrar força de vontade, diminuem o uso das substâncias”, relata.

Os pacientes que deixam de usar as substâncias fortalecem os que ainda estão tentando, dando apoio um ao outro, trocando experiências.Após o processo de desintoxicação eles passam por um período de manutenção por dois meses e participam do grupo de psicoeducação em saúde, quandoa equipe avaliao progresso.


Vivências Corporais

Também marcado como o grupo teatral do Caps AD, a proposta da oficina de vivências corporais é integrar os pacientes no tratamento visando à reinserção social. Durante as oficinas eles constroem o roteiro e as personagens, de acordo com o seu cotidiano.A psicóloga Dayane Malinverni coordena a oficina. Ela descreve que os pacientes desenvolvem o relacionamento interpessoal. “É um processo terapêutico que busca trazer os conflitos de maneira mais leve, por isso nossa primeira peça será com fantoches.Eles mesmos confeccionarão os bonecos”,finaliza.

Fonte SECOM Lages

quinta-feira, 23 de julho de 2015

ABUSO DE DROGAS ALTERA PARA SEMPRE VOLUME CEREBRAL DAS MULHERES


O uso continuado e abusivo de substâncias ilícitas pode ter efeitos permanentes no cérebro da mulher… mas não do homem.

Um grupo de investigadores da Escola de Medicina de Denver, no Colorado (Estados Unidos), revelou no seu mais recente estudo que o abuso de drogas tem um alto impacto no cérebro das mulheres.

Segundo a informação publicada na revista Radiology, o consumo continuado e abusivo de substâncias ilícitas pode provocar danos permanentes no volume cerebral das mulheres, com consequências que se verificam a longo prazo, diz a revista Veja.

Depois de analisarem 127 homens e mulheres – 68 saudáveis e 59 com histórico de dependência de cocaína e metanfetamina por 15 anos – os cientistas detetaram que, mesmo após um ano de sobriedade, as mulheres dependentes apresentaram alterações significativas no cérebro, já no caso dos homens não se verificou qualquer diferença entre os consumidores de droga e os saudáveis.



Os resultados, obtidos após análise de ressonâncias magnéticas, indicam uma redução da massa cinzenta nas regiões frontal, límbica e temporal nas mulheres dependentes. Estas zonas cerebrais são responsáveis pela aprendizagem e controlo de funções executivas.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

CONHEÇA OS SINTOMAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Pelo menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico, segundo informações do Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A dependência química é uma doença crônica caracterizada pelo conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e filosóficos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. As informações são do ‘Minha Vida’.


A dependência ser classificada de duas maneiras: substância psicoativa específica, como o álcool, o fumo ou a cocaína, ou a uma categoria de substâncias psicoativas, por exemplo substâncias opiáceas, derivada do ópio.

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e os fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

Os sintomas variam desde o desejo incontrolável de usar a substância, perda de controle, até o aumento da tolerância – necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores.

É importante que o indivíduo com dependência química procure ajuda de profissionais da saúde quando a substância influência negativamente a saúde física do indivíduo.

Saiba como é o tratamento da dependência química. Leia a matéria completa.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

ESTUDO APONTA QUE USO DE DROGAS CAUSA MAIS DE 187 MIL MORTES POR ANO



Um número preocupante de usuários de drogas morrem prematuramente todos os anos. O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) fez um relatório que apontou que 187.100 pessoas morreram em 2013 com causas relacionadas ao consumo de drogas.

Se o total de mortes for segmentado por continente, o relatório aponta que a Ásia foi a região que mais registrou mortes, com alarmantes 81,1 mil vítimas. A América do Norte vem em logo após com 43,3 mil. A África ocupa a terceira posição, com 37,8 mil óbitos, seguidas pela Europa, 16,9 mil, América Latina e Caribe, 6 mil e Oceania, 2 mil mortes.

Das drogas pesquisadas, o ópio é a que causa mais problemas de saúde e mortes. A explicação pode ser atribuída ao consumo de opiáceos, drogas injetáveis e mortes por overdose. O levantamento indicou também que os usuários de heroína, por ser uma droga injetável, têm uma taxa de mortalidade 15 vezes superior a de outros indivíduos da mesma idade e sexo que não fazem o uso de drogas.

Dependência

O estudo revela que um em cada 10 consumidores tem problemas sérios de dependência. O levantamento evidenciou que de 27 milhões de “consumidores problemáticos”, praticamente a metade (12,19 milhões) usam substâncias injetáveis. Desses, 1,65 milhão foram infetados com o vírus HIV no ano de 2013.

Em relação ao tratamento de dependentes, o relatório indica que apenas um em cada seis toxicodependentes tem a possibilidade de se tratar. Nesse contexto, as mulheres enfrentam mais dificuldade ainda.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do Observatório do crack, apoia ações de prevenção, tratamento e reinserção social do usuário de drogas. A entidade trata a questão de gênero sob a ótica de que essa parte da população é carente de políticas públicas específicas. A instituição participa de debates para que as mulheres tenham acesso à uma rede de atenção diferenciada.

Fonte CNM

sexta-feira, 17 de julho de 2015

MULHERES CONSOMEM MAIS SEDATIVOS DO QUE HOMENS


Homens são maioria quando o assunto é uso de drogas, mas as mulheres os superam no consumo de tranquilizantes. Os dados são do relatório mundial sobre drogas publicado pelo Escritório de Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês) e apresentado em Viena.

Entre os principais dados levantados sobre as tendências atuais no mercado mundial de drogas está o consumo de substâncias por mulheres. A responsável pela pesquisa e análise dos dados do relatório, Angela Me, afirma que, embora haja uma mulher em cada três usuários de drogas, apenas uma em cada cinco consegue tratamento.

O estudo mostra ainda que mulheres que sofrem de transtornos decorrentes do uso de substâncias costumam vir de famílias nas quais há outros casos semelhantes, além de tender a apresentar história de responsabilidade familiar excessiva e mais conflitos do que os homens, relacionados à criação dos filhos e traumas na infância e vida adulta. Muitas mulheres identificam ainda problemas de relacionamento como causa do uso excessivo de substâncias e apresentam problemas psiquiátricos.

O resultado das pesquisas entre a população geral da América do Sul, América do Norte e Europa Central e Ocidental mostra que mulheres consomem o dobro de sedativos e tranquilizantes que os homens, durante toda a vida, no período do último ano e nos últimos 30 dias. Na Europa, o uso desse tipo de medicamento é duas vezes maior que o consumo de maconha, anfetamina, cocaína e opioides.

Mulheres que consomem drogas injetáveis também estão mais vulneráveis, conforme os dados da Unaids. A combinação de sexo desprotegido e compartilhamento de seringas faz com que a incidência de HIV em mulheres seja maior do que em homens em diversos países.

A coordenadora da pesquisa ressalta que uma das principais desvantagens das mulheres que apresentam problemas decorrentes do uso de drogas é a dificuldade no acesso ao tratamento. Os programas existentes não consideram as necessidades específicas da mulher e as barreiras encontradas incluem a falta de apoio no cuidado de crianças, além da dificuldades para o custeio do transporte e do tratamento em si. Não são raras as atitudes punitivas que recebem e tornam ainda mais difícil o início e a manutenção do tratamento.

O relatório mundial de drogas é publicado anualmente pelo UNODC e a última edição trata das tendências do mercado de drogas de uso ilícito e desenvolvimento alternativo. Entre as conclusões do trabalho surge uma nova perspectiva sobre prevenção e tratamento. Cerca de 27 milhões de pessoas no mundo precisam de ajuda, mas apenas uma em cada seis pessoas consegue obtê-la. Um grande volume de pesquisa indica que hoje, tanto organizações governamentais como não governamentais apresentam base científica suficiente para promover ações adequadas no tratamento de pacientes. “Chegamos à conclusão de que a melhor maneira de medir o sucesso de um tratamento é avaliar o bem-estar geral da pessoa enquanto ela está sendo tratada. Não antes, nem depois”, completa Angela Me.


Fonte Diário da Manhã

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PESQUISA ESTUDA POTENCIAL DE TRATAMENTO DA AYAHUASCA COM DEPENDENTES QUÍMICOS


Legalizada para o uso em rituais religiosos, a ayahuasca — bebida alucinógena produzida a partir da combinação de algumas plantas, entre elas um cipó nativo da Amazônia — vem se tornando cada vez mais objeto de estudos que tentam comprovar seus possíveis efeitos terapêuticos com dependentes químicos.

Em uma pesquisa recente, professores e ex-alunos da Universidade Braz Cubas, em São Paulo, viciaram cobaias em álcool etanol e, posteriormente, tentaram tratar os camundongos com o extrato das plantas. Os efeitos, segundo contam os docentes, foram surpreendentes.

Além de obter sucesso com a recuperação do vício dos animais, o experimento conseguiu também a eficácia da ayahuasca na contenção das recaídas, já que, mesmo desafiadas com o álcool, imitando uma condição comum na vida de dependentes químicos em recuperação, as cobaias reagiram de maneira positiva, como descreve André Hollais, responsável pelo estudo.

— Se um abstinente recai, o efeito da droga nesta recaída é muitas vezes superior. Com a ayahuasca, esse efeito foi perdido, e era como se os animais estivessem tomando álcool pela primeira vez.

A ideia dos pesquisadores é continuar com os testes, avaliando outras drogas além do álcool. Um dos objetivos a longo prazo seria verificar a possibilidade de transformar a ayahuasca em um medicamento de uso comercial, focado na reabilitação dos dependentes.

Hollais explica que se trata, ainda, de um longo e cauteloso caminho até que isso vire realidade, mas que os estudos seguirão nesse sentido até que se verifique a viabilidade de encapsular as propriedades da ayahuasca.

Enquanto isso, o chá, que, a princípio, teria apenas como finalidade o uso em rituais espirituais, já é usado, ainda que de maneira informal, para o tratamento de viciados que buscam apoio nas seitas.

Carlos Henrique Arouca, coordenador do centro de estudos xamânicos Porta do Sol, em São Paulo, afirma já ter presenciado diversos episódios de recuperação em seu grupo, e estima que cerca de 90% dos frequentadores que chegam ao centro à procura da cura de seus vícios fazem algum tipo de modificação no consumo de drogas.

— Já vi pessoas que vinham direto de uma noite de bebedeira, de uma balada, por exemplo, e que, quando acaba o trabalho, dizem ter tido uma revelação e que a partir daquele momento se comprometem a não usar mais. Há algumas que já estão limpas há dez anos.

Embora acredite que a ayahuasca tenha de fato o poder de cura desse tipo de paciente, Arouca não vê com bons olhos a possibilidade de ela se transformar em um remédio auxiliar no tratamento do vício em álcool.

Para ele, a infusão das raízes só funcionaria dentro do contexto ritualístico em que é comumente aplicada, e transformá-la em algo comercial faria parte de uma tentativa da indústria farmacêutica de obter o monopólio de substâncias da cultura popular.
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— É uma planta de poder dentro de uma conotação religiosa. Tomar a ayahuasca no meio urbano abriria o inconsciente para muita sujeira. O rito garante que a pessoa vá e volte com segurança, funcionando como um mapa onde se pode verificar as instâncias da sua mente e voltar à consciência com segurança. Evidente que muitas pessoas se beneficiariam, mas o numero de malefícios que podem ser gerados é muito grande.

A psiquiatra Fernanda de Paula Ramos, especializada em dependência química, também sugere prudência, e que se invista no maior número de pesquisas possível sobre o potencial de cura pela ayahuasca.

Para a médica, o ponto importante a se observar é o fato de que, mesmo sendo uma substância legalizada, ela ainda pode causar danos ao indivíduo, como no caso do próprio álcool e também do cigarro.

Outra questão que Fernanda classifica como “perigosa” é a eficácia ou não de uma terapia que “troca” uma droga pela outra — o álcool pela ayahuasca. Para ela, o ideal seria um caminho intermediário que buscasse a abstinência absoluta, sob o risco de se continuar prejudicando o organismo dos dependentes.

— De qualquer maneira, é preciso que se estude melhor, especialmente porque é uma área em que ainda temos poucos recursos fármacos eficazes, em que sempre se tenta de tudo. Muitas pesquisas apresentam possíveis soluções, mas passa o tempo e nada se comprova. Qualquer pesquisa é válida, desde que feita com rigor técnico e seriedade, mas, na verdade, isto não nos dá uma grande esperança.

Do outro lado, em uma corrente entusiasta do uso terapêutico da ayahuasca, está o professor da Unifesp e coordenador do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), Dartiu Xavier da Silveira.

Ele relata que não é de hoje que a medicina busca medir a extensão dos supostos benefícios medicinais da infusão. Já em 1995, uma tese de mestrado escrita por Eliseu Labigalini mostrou uma relação entre a ayahuasca e a cura de pacientes alcoólatras, e, em 2000, um estudo coordenado por Evelin Doering na Unifesp mediu os efeitos na população mais vulnerável de todas: os adolescentes.

Testagens complexas em 80 voluntários mostraram que a ayahuasca é, de acordo com o médico, algo bastante seguro, sem qualquer tipo de efeito danoso ao cérebro.

Atualmente, Silveira pleiteia verba para uma nova pesquisa sobre o assunto, envolvendo dependentes de álcool e também outras drogas. Ele diz que, embora haja hoje em dia uma abertura na ciência que não existia 20 anos atrás, ainda há grandes pontos de embate que atrasam o progresso dos estudos.


— É uma questão ideológica. Nossa cultura ocidental foi muito embasada no movimento proibicionista, e ainda vemos raciocínios típicos de quem pensa em termos de guerra às drogas. Esta dicotomização em drogas do bem e do mal é fruto do proibicionismo. As pessoas têm uma visão muito negativa dos alucinógenos porque eles foram considerados drogas perigosas, o que não é verdade. Não existe nenhum relato no mundo de alguém que tenha se viciado em alucinógenos, nem na ayahuasca, nem no LSD, nem em nada.

Fonte R7

terça-feira, 14 de julho de 2015

A HIPNOSE PODE AJUDAR NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA


Já aconteceu de você estar dirigindo com "os pensamentos lá longe" e, de repente, chegar em casa sem nem se lembrar do trajeto que fez com o carro? Pois trata-se de exemplo clássico de transe hipnótico. Diferentemente do que os enredos dos filmes de suspense sugerem, a hipnose é um processo natural e pode auxiliar no tratamento de doenças, enfermidades e até a dependência química.

Nos últimos anos, a hipnose passou a ser reconhecida como terapia auxiliar pelos conselhos de psicologia, medicina, odontologia e fisioterapia, e começou a ser praticada em hospitais e consultórios. O terapeuta Fabiano Amorim, hipnólogo habilitado pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia e membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa, explica como funciona o tratamento:

— A hipnose é um estado de atenção focalizada, em que a pessoa fica mais concentrada. Ela se desliga das percepções externas sem perder seu estado de vigília. Por meio de técnicas específicas, o hipnólogo faz com que alguns comandos fiquem gravados na mente do paciente, que servirão para que ele haja de forma diferente diante dos problemas que geraram o tratamento. Isso, com o passar do tempo, acaba se tornando um hábito, que, no tratamento, é sempre sugerido para algo saudável, como uma compensação ao cérebro — explica.

No último ano, o terapeuta, que possui clínica em Florianópolis, tratou cerca de 15 casos de dependentes químicos. Ele acredita que 80% dos pacientes conseguiram se livrar das drogas.

— Tive um caso, por exemplo, de uma menina de 28 anos que começou a usar drogas com o namorado. Ela usava maconha, depois passou para cocaína. Quando terminou a faculdade e voltou para a casa dos pais, ela se deu conta de que estava dependente da droga e pediu ajuda para a mãe, que foi quem me procurou. Foi um tratamento muito simples, principalmente porque a menina queria acabar com o vício. Em apenas duas sessões, ela já havia parado de usar. Após cerca de seis meses, fizemos mais uma sessão que chamamos de "manutenção" e, mais de um ano depois disso, falei com ela e ela nunca mais havia utilizado droga alguma — conta.

Segundo o especialista, o tratamento utilizado dependerá do resultado de uma avaliação prévia do histórico do paciente.

— Existem inúmeras técnicas, eu trabalho com a Ericksoniana, e PNL que são muito voltadas para a sugestão. Funciona assim: por meio de algumas frases e comandos, você faz com que a pessoa haja de determinada forma diferente alterando seus hábitos. Trabalho também com a condicionativa, outra técnica em que você coloca a pessoa em repouso em um sofá ou um divã, então inicia um processo de relaxamento que vai faz com que a concentração dela vá para outro lugar vai pra outro lugar e ela não fica pensando no que você está falando. Assim, os comandos vão entrando na mente. Tenho obtido ótimos resultados com esse método.

Amorim ressalta ainda que a vontade do dependente em se curar é fundamental para o sucesso do tratamento. O ambiente em que a pessoa se encontra também é muito importante.

— Se ele (o dependente) fizer o tratamento e sair do ambiente que o leva ao uso de drogas, o resultado será ótimo. No entanto, se ele voltar para um círculo social com usuários de drogas ou tiver uma família com problemas, a possibilidade de ter recaídas é grande — afirma.

E, para quem tem medo de ficar hipnotizado para sempre ou revelar seus segredos durante uma sessão, o terapeuta garante:

— O hipnotizado sempre está consciente durante as sessões. Muitas vezes, ele sai lembrando de tudo aquilo que o hipnólogo falou. Como o estado dele é mais focado em uma determinada ação que a gente pede, essas frases têm efeito. Mas existe um estado de vigília que não vai deixar o paciente fazer alguma coisa que vá contra os seus princípios. A pessoa pode sair no momento em que ela quiser. O transe, mesmo que profundo, levará a um estado natural de sono fisiológico, que por sua vez será cessado quando ela assim o quiser ou chegue o momento natural de acordar.

Fonte Zero Hora

segunda-feira, 13 de julho de 2015

AÇÃO E EFEITO DAS DIFERENTES DROGAS


Teoricamente, quando a pessoa ansiosa fuma maconha, fica mais relaxada. Você acha que isso é um mito?

É importante distinguir, na droga, o efeito imediato do efeito cumulativo. No geral, sob a ação da maconha, a pessoa ansiosa relaxa um pouco, mas esse é um efeito de curto prazo. O álcool também relaxa num primeiro momento. No entanto, as evidências demonstram que nas pessoas ansiosas seu uso crônico aumenta os níveis de ansiedade, porque o cérebro reage tentando manter o sistema em equilíbrio. É o efeito de homeóstase. Se alguém usa um estimulante, passado o efeito, o cérebro não volta ao funcionamento normal imediatamente. Surge o efeito rebote. Isso ocorre com qualquer droga. Tanto com a maconha quanto com o álcool, findo o efeito depressor, o efeito rebote elevará os níveis de ansiedade.

Como age a maconha na memória?

A maconha diminui a concentração, a memória e a atenção. É um efeito bastante rápido. Estudos mostram que, se alguém usar maconha num dia e medir os níveis de memória e concentração no outro, eles estarão ligeiramente alterados. Isso tem um impacto bastante negativo na vida dos adolescentes.

Na verdade, não há droga que melhore o desempenho intelectual. Nós sabemos que pessoas criativas usam drogas e produzem coisas criativas. Se elas não fossem criativas por natureza, não haveria droga no mundo capaz de produzir esse resultado.

Quais são os efeitos crônicos da cocaína?

 Em relação à saúde, o efeito mais grave da cocaína são os problemas cardíacos e cardiovasculares. Quando associada ao álcool, então, ela é uma das principais causas de infarto do miocárdio em adultos jovens.

ASSOCIAÇÃO PERIGOSA DA COCAÍNA COM O ÁLCOOL

Por que o usuário de cocaína bebe tanto?

De alguma forma, o álcool faz com que a pessoa se sinta mais liberada e use cocaína, um estimulante potente. Para diminuir a excitação, ela torna a beber e, como num círculo vicioso, a usar cocaína. A confusão cerebral aumenta consideravelmente e a tendência é beber ou cheirar mais. Trata-se de uma reação perturbadora em que o álcool incentiva o consumo de cocaína e vice-versa.


Fonte: DR. Drauzio Varella

sexta-feira, 10 de julho de 2015

10 DE JULHO - DIA DA SAÚDE OCULAR



No dia 10 de julho é comemorado o Dia da Saúde Ocular. Sendo um dos sentidos mais importantes, a visão requer alguns cuidados e, antes de qualquer coisa, a prevenção é fundamental. Tomando-se os devidos cuidados, as principais doenças da visão podem ser evitadas. 

Embora a realização de exames preventivos regularmente não seja um habito muito cultivado, muitas pessoas têm problemas de visão e não sabem, o que pode prejudicar sua situação, podendo levar até mesmo à cegueira. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 314 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual em todo o mundo, sendo que 45 milhões delas são cegos. Mais de 75% poderiam ser evitados ou curados. Daí, a importância dos exames preventivos, já que muitas doenças oculares são pouco perceptíveis em estágios iniciais. A prevenção é fundamental para diagnosticar e tratar doenças visuais e evitar qualquer perda visual. Exemplos de doenças graves que só podem ser diagnosticadas por especialistas são o glaucoma, que consiste no aumento da pressão interna do olho, podendo causar perdas visuais irreversíveis, e o ceratocone, que é uma alteração na córnea que provoca a diminuição da visão. 

Cuidar da visão deve ser um hábito observado desde muito cedo. Doenças como hipermetropia, miopia, estrabismo e retinopatia da prematuridade podem ser diagnosticadas desde o nascimento. A partir da adolescência e até os 40 anos, o cuidado deve ser intensificado. Além de algumas disfunções comuns, é importante destacar que cerca de sessenta milhões de pessoas sofrem de problemas visuais devido ao uso do computador. Estima-se, ainda, que este número vem aumentando em um milhão a cada ano. Indicações médicas alertam que, para cada 40 minutos do uso do computador, deve-se dar um descanso de 10 minutos para os olhos. O monitor do computador deve permanecer a 50 ou 60 cm de distância e um pouco abaixo da linha dos olhos. Alguns sintomas da presença de problemas, decorrentes do uso incorreto do computador, são olhos secos, vermelhos e irritados, dores de cabeça, dores nas costas e no pescoço e dificuldade de focalização. 

Vale lembrar que nossa visão pode sofrer alterações naturalmente com o passar dos anos. Pode-se desenvolver dificuldade para diferenciar tons de verde e azul, problemas para focalizar objetos próximos, ou mesmo a necessidade de maior luminosidade para ler. Por isso, a prevenção, através da realização de exames periódicos será fundamental para resolver eventuais problemas. Existem muitos produtos e tratamentos que podem nos ajudar a manter uma visão de boa qualidade ao longo da vida. 


Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/pwdtcomemorativas/default.php?reg=28&p_secao=15

quinta-feira, 9 de julho de 2015

REMÉDIO AJUDA USUÁRIOS DE CRACK A SE LIVRAREM DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA


A ciência deu mais um passo na tentativa de encontrar um tratamento que ajude os dependentes químicos a deixar a droga. Uma equipe da Universidade Federal de São Paulo está pesquisando um medicamento feito a partir da raiz de uma planta.

O remédio é forte. O paciente tem que ser monitorado o tempo todo e passa dez horas em uma espécie de sonho, onde vê uma retrospectiva de sua vida. A partir daí, a maioria consegue se livrar da droga.

A ibogaína é uma substância extraída da raiz da iboga, uma planta encontrada na África Central, usada em rituais religiosos. O medicamento é produzido no Canadá e liberado pela Anvisa.

Pacientes cardíacos ou com certas doenças neurológicas não podem usar a ibogaína. O paciente tem que ficar um mês sem usar nenhum medicamento, álcool ou droga. Depois de uma avaliação psicológica, o paciente é liberado para o tratamento.

Os primeiros pacientes foram tratados em clínicas de reabilitação. Ele recebe o medicamento em cápsulas e fica internado. O clínico geral Bruno Rasmussen Chaves acompanhou um grupo de pacientes. Os efeitos começam depois de três horas.

“Nessa situação de pensamento começa a ter o que a gente chama de expansão de consciência. Começa a entender melhor o que está acontecendo com ele, qual o espaço dele na vida dele, qual o espaço no mundo, no universo, começa a entender porque relacionamentos não estão dando certo, perceber os erros e os acertos, vê o que tem que mudar”, diz o clínico geral.

Os pesquisadores contam que durante dez horas o paciente tem uma alteração na percepção, com a sensação de reviver a própria vida. Tem lembranças fortes, emoções e sob o efeito da ibogaína consegue ver antigos problemas de uma nova forma.

O paciente é liberado depois de 24 horas. Em seguida começa a psicoterapia. A maioria não precisou tomar outra dose do medicamento. O psiquiatra que coordenou a pesquisa Dartiu Xavier da Silveira atende dependentes químicos há 27 anos e ficou animado com os resultados.

“O estudo foi muito impressionante para gente em termos de resultados porque de 75 pacientes, 61% simplesmente abandonou a sua dependência seja de álcool, seja de crack ou cocaína. Os tratamentos habituais em geral, tratam ou curam de 30% a 35% dos dependentes. Então esse estudo preliminar é muito promissor”, fala o psiquiatra.

Entretanto, ele lembra: é preciso vontade para se livrar do vício. “A ibogaína é um elemento promissor no tratamento da dependência desde que seja bem selecionado quem vai tomar, em que circunstâncias. Existe essa vivência psicológica, algo muito intenso, transformador, mas existem também vários estudos mostrando que tem regiões do cérebro que controlam os impulsos, a sua capacidade de gerenciar as coisas que você faz e o problema da dependência química é uma falta de controle do impulso. Então, na hora que você modifica essas regiões do cérebro através da ibogaína, você de uma certa forma, a gente até brinca, é como se você formatasse o disco rígido da sua cabeça, do seu cérebro. Você reinicia o seu cérebro. Ou seja, não existe mágica. Tratar dependência é algo complexo, é algo que não se resolve num estalar de dedos”, finaliza Dartiu Xavier da Silveira.

Fonte: Jornal Hoje

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ASSISTA: ENTENDA A DEPENDÊNCIA QUÍMICA


8 DE JULHO - DIA MUNDIAL DA ALEGRIA



Uma vida satisfatória e saudável vai além de uma boa alimentação aliada a exercícios físicos regulares. É preciso, também, estar genuinamente alegre com as escolhas tomadas e a forma como se vive a vida. Por isso, para celebrar tal alegria, é comemorado no dia 8 de julho, em todo o mundo, o Dia da Alegria!

A alegria é proveniente de diversas formas. De um dia de sol, do sorriso da pessoa amada, de uma boa ação, de uma conquista. Mas, independentemente do motivo que a faz nascer, é inquestionável o sentimento de paz que ela proporciona a todos que a sentem. E, após provarmos uma pitada de alegria que seja, estamos sempre atrás de um pouco mais.

E se há uma busca que, sem dúvida alguma, vale a pena ser realizada, é a busca pela alegria. Portanto, nesta data, cerque-se de tudo e todos que lhe proporcionem esse belo sentimento, pois não há nada mais recompensador. Mas, se por algum acaso, você pensa que ainda não encontrou a tal da alegria, pense novamente. Ela pode estar mais próxima do que você imagina, em lugares que você nem suspeita.

Desejamos a todos os pacientes e colaboradores do CIS-Amures, um dia repleto de alegria e satisfação. Que a busca por esse incrível sentimento continue e novas descobertas sejam feitas todos os dias!

terça-feira, 7 de julho de 2015

DEPENDÊNCIA QUÍMICA: INTERNAÇÃO É A SOLUÇÃO?


Diante da problemática da dependência química, surge o questionamento sobre qual seria a forma mais eficiente de tratamento. De acordo com o psicólogo Bruno Gomes, diretor da organização É de Lei, existem duas alternativas hoje no sistema público de Saúde no Brasil: a rede Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) e, em alguns estados, as internações em comunidades terapêuticas financiadas, em parte, por convênios com o poder público.

“O que existe são os Caps AD, mas eles não estão em número suficiente para o atendimento à população. Há um excesso de demanda, coisa comum no serviço público de Saúde. Agora, os governos de alguns estados estão oferecendo internações em comunidades terapêuticas. Existem essas duas opções oferecidas pelo serviço público, ambas bem precárias. É importante dizer isso”, comenta Gomes.

O psicólogo defende que a internação, seja ela voluntária, involuntária ou compulsória, não deve ser a base das políticas públicas de atendimento a dependentes químicos. “Não é só a minha opinião, mas são os parâmetros da OMS [Organização Mundial da Saúde]. Usar a internação como base do tratamento é ineficaz, tem menor efetividade do que o tratamento ambulatorial e tem um custo absurdamente maior”, diz.

Essa também é a opinião do psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes (Proad), onde trabalha com dependentes químicos há 24 anos. “A maioria das pessoas acredita falsamente que o melhor método de tratar a dependência química é a internação. Isso não é verdade. A eficácia das internações é menor que a do tratamento ambulatorial. Já partimos deste pressuposto de que não é o tratamento mais adequado. Se você pensar em dinheiro público, fazer a internação de uma pessoa é muito mais caro que prover um tratamento ambulatorial, não se justifica a prática como política pública, uma vez que, além de muito mais cara, é menos eficaz”, defende o psiquiatra.

Em relação às internações feitas sem a concordância do paciente, Silveira afirma que as situações nas quais podem ser aplicadas são bem delimitadas. “Na Psiquiatria, estão muito bem caracterizadas as situações em que se pode fazer a internação involuntária. São cenários nos quais a pessoa perdeu totalmente a noção de realidade, o que chamamos de psicose. A imensa maioria dos dependentes químicos não são psicóticos; então, não se aplica a necessidade da internação compulsória para boa parte deles.”

Fonte Portal Forum

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DEPENDÊNCIA QUÍMICA É O TEMA DESTE MÊS

Este mês o CIS/AMURES irá discutir sobre a dependência química. Vamos fazer postagens diárias no blog sobre o assunto, além de conscientizar sobre o tema na sede do consórcio com distribuição de panfletos e mini-palestras.

O que é Dependência química?

A dependência química é definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. A dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou a cocaína), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

2 DE JULHO - DIA DO HOSPITAL



Em 2 de julho comemora-se o Dia Nacional do Hospital, em função da inauguração da Santa Casa de Misericórdia de Santos, em São Paulo, ter ocorrido no mesmo dia no ano de 1944. A data foi criada pelo então Presidente Getúlio Vargas para homenagear todos os profissionais envolvidos no dia a dia de um hospital. Porém, o Dia Mundial do Hospital foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 14 de julho, com o objetivo de que os assuntos pertinentes à área fossem debatidos anualmente pela sociedade. 


A palavra hospital origina-se do latim hospitalis, que significa "ser hospitaleiro", acolhedor. Pesquisadores afirmam que os primeiros hospitais surgiram no Ceilão em 431 a.C., local onde localiza-se hoje o Sri Lanka. Dois séculos mais tarde, foram construídos na Índia locais para recuperação dos enfermos, mas o tratamento ainda era muito relacionado com o ocultismo e de eficácia duvidosa.


Por volta de 100 a.C. os romanos introduziram na Europa instituições agora mais semelhantes aos hospitais atuais, os chamados “valetudinarium”, destinados à assistência aos feridos em guerra. A partir do século IV, surge aquele que seria o principal modelo para os hospitais modernos, as instituições comandadas pelos sacerdotes e religiosos da época, aproveitando o momento de crescimento do cristianismo. Eram mosteiros que serviam de abrigo para viajantes e pessoas pobres e doentes. Eram tratados através de plantas medicinais colhidas em seus jardins e já possuíam uma espécie de farmácia. Na Idade Média, as ordens religiosas continuaram a liderar a criação de hospitais.


Hospitais no Brasil


O primeiro a ser erguido no país foi a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, idealizado pelo explorador português Braz Cubas por volta de 1543, no antigo povoado de Enguaguaçu, hoje cidade de Santos, nome que derivou do hospital. As dificuldades no início eram grandes, pois os médicos não queriam vir trabalhar no Brasil. Com isso, os jesuítas se encarregavam de todo o atendimento, trabalhando como médicos, farmacêuticos e enfermeiros.


Atualmente, os hospitais de maior destaque no Brasil estão em São Paulo, tendo inclusive o maior complexo hospitalar da América Latina, o Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Mas a unidade mais bem equipada do país é da rede privada: o Hospital Israelita Albert Einstein, também em São Paulo, tendo sido preparado para receber pacientes vítimas de acidentes nucleares ou de guerras químicas em seu pronto-socorro.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

1 DE JULHO - DIA DA VACINA BCG



O Dia da Vacina BCG é comemorado em 1º de julho, data da criação dessa importante vacina. A BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é utilizada na prevenção da tuberculose, uma doença transmitida pela saliva e materiais contaminados e causada pelo Mycobacterium tuberculosis,também chamado de bacilo de Koch.

A vacina BCG foi criada pelos pesquisadores Albert Calmette e Camille Guerin a partir de uma bactéria responsável por desencadear mastite tuberculosa bovina, a Mycobacterium bovis. Sua primeira utilização foi feita em uma criança recém-nascida de mãe que apresentava tuberculose em 1921. No Brasil, ela começou a ser usada em 1927, e a cepa utilizada é chamada de BCG Moreau.

A eficácia da BCG é grande, principalmente na forma disseminada da tuberculose, em que a vacina garante cerca de 78% de proteção. Vale destacar que a proteção varia de acordo com o paciente e também com o país, uma vez que as cepas utilizadas para a fabricação das vacinas variam de acordo com a localidade. Apesar da vacina BCG ter sido criada com a finalidade de proteger contra a tuberculose, estudos garantem que essa vacina também garante certa proteção contra a hanseníase.

Inicialmente a vacina era administrada de maneira oral, só posteriormente que se adotou a aplicação intradérmica. No Brasil, essa nova forma de utilizar a BCG foi iniciada a partir de 1968 e baseia-se na injeção da substância no braço direito, mais precisamente na região deltoideana.

Desde 1976 o Ministério da Saúde tornou obrigatória a administração da BCG em crianças. Recomenda-se que ela seja aplicada em crianças entre 0 e 4 anos, de preferência no bebê recém-nascido. A vacina, no entanto, apresenta algumas contraindicações, tais como para crianças com peso inferior a 2kg, imunodeficientes, desnutridas, com erupções cutâneas generalizadas e que estão realizando tratamento com corticoides.

Atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose da vacina, uma vez que a segunda dose não provoca um aumento considerável na proteção, não havendo evidências científicas de sua necessidade. Vale destacar que, em alguns países, a segunda dose ainda é administrada.

A BCG é segura e caracteriza-se por deixar uma pequena cicatriz no braço onde foi aplicada. Essa cicatriz aparece após uma reação que se inicia no local após aproximadamente duas semanas. É importante que os pais não se preocupem com a lesão que surge no braço, que, em muitos casos, lembra uma espinha. Entretanto, é importante ficar atento para lesões mais intensas e procurar um médico principalmente se for observado o surgimento de ínguas nas axilas.

Fonte: www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-da-vacina-bcg.htm