segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TESTE PARA RASTREAR CÂNCER DE OVÁRIO PODE SALVAR 20% DAS VÍTIMAS



O uso de um teste para rastrear casos de câncer de ovário em uma grande população foi capaz de reduzir o número de mortes pela doença em cerca de 20%, aponta um novo estudo.

A pesquisa, publicada na revista médica "The Lancet", avaliou a eficiência de um exame de sangue anual para detecção desse tipo de tumor por screening (rastreamento), usado junto com ultrassom transvaginal.

Mais de 200 mil de mulheres no Reino Unido foram acompanhadas durante 14 anos para a pesquisa, sendo que metade delas não fez nem o ultrassom nem o teste. O método usado para detectar sinais de câncer de ovário no sangue detectava uma molécula conhecida pela sigla CA125, que sinaliza a presença do tumor.

Esses resultados "fornecem estimativas de redução de mortalidade atribuíveis ao rastreamento de câncer de ovário numa faixa de 15% a 28%", afirmou o líder da pesquisa, Ian Jacobs, oncologista do University College de Londres, em comunicado à imprensa.

Segundo o pesquisador, porém, a pesquisa ainda não é a resposta final sobre se a adoção de rastreamento em grandes populações é um método eficaz e com bom custo benefício, quando avaliado em grande escala.

"A continuação do acompanhamento vai nos dar mais confiança sobre a precisa redução na mortalidade que é alcançável", disse. "É possível que a redução de mortalidade seja maior ou menor que essa estimativa depois de mais dois ou três anos."

Segundo o estudo no "The Lancet", caso a eficiência no uso do screening ganhe comprovação definitiva, será um passo importante no combate ao câncer de ovário, que não tem muitos sintomas nos estágios iniciais.

Por começar sem muitas pistas, a doença acaba em geral sendo descoberta tardiamente, e 60% dos pacientes morrem em até cinco anos depois do diagnóstico.

Fonte G1

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

HIPERSONIA: QUANDO DORMIR NÃO TIRA O SONO



Hipersonia é distúrbio raro – tratamentos ainda estão sendo estudados

Por mais que passem o dia todo dormindo, algumas pessoas simplesmente continuam com sono. Elas se sentem cansadas toda hora e não conseguem ficar "acordadas" durante o dia sem ficar bocejando e lutando contra a exaustão.

Pessoas assim lutam contra um distúrbio raro chamado hipersonia.

"Na maioria dos casos, elas não têm dificuldade alguma para dormir. Mas o fato de dormirem não é algo que acaba com o cansaço. Elas têm problemas para se levantar e se sentem confusas e irritadas", afirmaram os pesquisadores da Associação Espanhola de Narcolepsia e Hipersonia (AEN).

Alguns dos efeitos, segundo a associação, são: fadiga, cansaço, perda de concentração e problemas de movimento.

Para lidar com o problema, as pessoas que sofrem com esse distúrbio costumam utilizar vários despertadores e alarmes para conseguirem levantar da cama no horário – e, ao se levantarem, acabam se sentindo desorientadas.

Segundo a AEN, todos esses fatores podem acabar influenciando a auto-estima, a vida social e a rotina de trabalho de quem sofre desse transtorno.

Isso porque, durante o dia, as pessoas com hipersonia têm uma sensação contínua de sonolência e, como consequência disso, diminuem seus níveis de atenção, concentração e memória.

Segundo a Associação Americana de Sono (ASA, na sigla em inglês), a hipersonia se assemelha à narcolepsia (condição neurológica de sono incontrolável) pelos sintomas, mas, enquanto muitos narcolépsicos têm problemas para dormir, quem sofre de hipersonia consegue dormir tranquilamente e até melhor do que a maioria das pessoas.

De acordo com a ASA, a hipersonia pode ser ocasionada por outros transtornos de sono e também por fatores genéticos – ou também pelo uso de certos medicamentos ou drogas.

O distúrbio também pode aparecer em pessoas que têm fibromialgia (síndrome que provoca dores em todo o corpo) ou em pessoas que sofreram danos cerebrais.

'Higiene do sono'

"É uma doença relativamente rara e só afeta 1% da população. É ligeiramente mais comum em mulheres do que em homens e normalmente só começa na idade adulta", afirma a ASA.

Para amenizar o problema, é indicado ter hábitos mais regulares de sono em ambientes adequados

Normalmente, o distúrbio é tratado com estimulantes e anfetaminas – e às vezes com antidepressivos.

"Uma 'higiene de sono' adequada é a mudança de conduta mais importante que deve ser implementada", acrescentam.

"Isso inclui o estabelecimento de horários de sonos regulares, ter um ambiente adequado para dormir e uma cama com travesseiros confortáveis, além de evitar a cafeína e outros estimulantes perto da hora de domir."

Sensação de cansaço

Mas esses conselhos não parecem ter sido muito efetivos para Danielle Hulshizer.

Ela sofre de hipersonia idiopática há anos e por isso está sempre cansada, ainda que durma a noite toda e ainda tire sestas durante o dia – o cansaço nunca desaparece.

"Se me dessem um centavo por cada vez que alguém me diz que está me achando cansada e que tenho que dormir mais, eu ficaria milionária", brincou, em entrevista à CNN.

Hulshizer conta que acorda tão cansada quanto quando foi dormir – mesmo depois de ter dormido 12 horas. Ela atribuía o cansaço ao estresse e à agenda sempre lotada, desde quando era mais nova.

Nunca pensou que pudesse ter um problema real, até que foi diagnosticada, anos depois, com hipersonia.

Pessoas com hipersonia ficam cansadas o dia todo

Possível solução

A princípio, o tratamento foi feito com estimulantes, mas depois Hulshizer começou a sofrer dores de cabeça e tremores e se sentia cansada de novo.

Foi aí que David Rye, neurologista da Emory University School of Medicine, de Atlanta, nos Estados Unidos, começou a tratá-la com um medicamento que normalmente é utilizado para acordar os pacientes de anestesias, chamado Flumazenil.

A droga teve efeito imediato – e agora está sendo estudada pelos pesquisadores.

"Foi incrível, me fez sentir que estava viva pela primeira vez. Eu me sinto como uma nova pessoa", disse Hulshizer.

Distúrbio prejudica rotina de trabalho de pessoas que sofrem dessa condição rara

Segundo a Universidade, muitos adultos que têm problemas de sonolência liberam uma substância no cérebro que atua como uma "pílula para dormir".

"Nosso estudo será um grande avanço para determinar a causa desses transtornos, ainda que seja preciso investigar se os resultados se aplicarão à maioria dos pacientes", explicou Merrill Mitler, diretora do programa no Instituto Nacional de Transtornos Neurológicos e Acidente Neurovasculares, que apoia o projeto de Rye.

"Os pacientes que têm hipersonia sofrem grande incompreensão", completou.

Tipos de hipersonia

- Hipersonia recorrente: pouco frequente (apenas 200 casos são conhecidos). Acontece entre 1 e 10 vezes ao ano.

- Hipersonia idiopática (ou primária) com sono prolongado: sonolência excessiva, constante e diária durante pelo menos três meses. O sono noturno se prolonga durante umas 12 ou 14 horas. E há grande dificuldade para acordar.

- Hipersonia idiopática (ou primária) com sono reduzido: o sono dura entre 6 e 10 horas. Os pacientes podem ter dificuldade para acordar tanto do sono noturno, quanto para sestas.

- Sono insuficiente induzido pelo comportamento: voluntário, mas não buscado diretamente, derivado de comportamentos que não permitem alcançar a quantidade de sono necessária para manter nível adequado de vigília e alerta.

- Outros tipos de hipersonia: devido a doenças (doenças neurológicas ou transtornos metabólicos, entre outros); hipersonia secundária ocasionada pelo consumo de medicamentos ou drogas.

Fonte BBC Brasil

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

SEM QUAIS PARTES DO CORPO É POSSÍVEL SOBREVIVER?



O corpo humano é formado por inúmeros órgãos responsáveis por garantir nossa sobrevivência. Mas alguns deles não são exatamente essenciais – e são até dispensáveis para a vida.

O número de órgãos considerados "prescindíveis", que não são estritamente necessárias à vida, é até surpreendente.

As amígdalas, por exemplo, ainda que protejam as vias respiratórias de uma invasão bacteriana, perdem sua importância após os três anos de idade.

Além disso, por causa de sua função, elas podem ser infectadas facilmente – e é exatamente por isso que, quando as dores e infecções na garganta se tornam recorrentes, a medida aconselhada pelos médicos é a extração das amígdalas. A ausência delas não afeta a resposta imunológica do organismo.

Outro órgão desnecessário – e que muitas vezes nos causa problemas, como apendicite – é o apêndice. Ele não tem função específica no corpo humano e tudo indica que foi útil a nossos ancestrais para digerir alimentos duros, como cascas de árvores. Mas, atualmente, ele não serve para nada.

Alguns cientistas acreditam que, com a evolução da espécie, o apêndice tende a desaparecer. No entanto, esse órgão é rico em células linfoides que combatem infecções e poderia ter algum papel no sistema imunológico.

Ainda assim, tendo ou não uma função, ele pode ser retirado sem causar dano algum ao corpo humano.

Diferente do apêndice, a vesícula, esse pequeno saco verde em forma de pera que se esconde atrás do fígado, é, sim, útil. Ela se encarrega de armazenar a bile e ajuda a digerir os alimentos.

No entanto, quando começa a causar muitos problemas – principalmente nos casos de pedras na vesícula -, ela pode ser eliminada. Quando isso ocorre, é apenas necessário ter alguns cuidados a mais na alimentação – o consumo de comida picante ou gasosa, por exemplo, pode causar diarreia e inchaço.

Outros órgãos que não são estritamente necessários para a nossa sobrevivência são os reprodutores, tanto das mulheres, quanto dos homens: útero, ovários, testículos e próstata. Eles são essenciais para criar novas vidas, mas é possível viver sem eles.

Outro "mistério" que persiste por muito tempo é a existência dos mamilos nos homens. A exemplo do apêndice, os mamilos são partes ou órgãos chamados de "vestigiais", que ao longo da evolução da espécie foram perdendo sua função. Mas no caso dos mamilos, podem causar sérios problemas , pois seus tecido podem formar tumores tão fatais quanto aqueles que acometem mulheres nas mamas.

Danos menores

Com algumas consequências adversas, ainda é possível viver sem mais órgãos. Como as glândulas da tireóide (é possível viver sem elas com a ajuda de tratamentos hormonais), o baço (mas ficamos mais propensos a infecções) e várias veias (temos muito mais do que precisamos).

O próprio cérebro, apesar de ser essencial à vida, pode ter algumas partes retiradas sem grandes danos. Cirurgiões retiraram até metade do cérebro de centenas de pacientes por problemas que não poderiam ser corrigidos de outra forma e, ainda assim, essas pessoas sobreviveram, apesar de carregarem algumas sequelas.

A operação se chama hemisferectomia e não tem efeito na personalidade ou na memória. O que se perde é o uso de um dos olhos e uma das mãos – do lado oposto ao do hemisfério cerebral que foi tirado. Caso o lado ausente seja o esquerdo, também é possível que se tenha mais dificuldade para falar, até que o próprio cérebro se autocorrija.

Há também os casos de órgãos que existem em pares - os pulmões, por exemplo. É possível viver só com um deles, ainda que seja necessário uma preocupação com a respiração, que será mais restrita. Mas é possível ter qualidade de vida com um pulmão só, tudo depende do estado de saúde prévio à cirurgia para a retirada do órgão.

Os rins também existem em pares, mas é possível viver com um só. Sua função principal é "filtrar" os fluidos do corpo e um rim já dá conta de fazer isso, enviando as sobras para a bexiga.

É possível viver com apenas um dos rins com a ajuda da bexiga para filtrar os fluidos

O intestino grosso é outro que pode ter sua função desempenhada pelo intestino delgado após uma adaptação neste órgão. É possível também viver sem o estômago, conectando o esôfago diretamente ao intestino delgado.

Há também um osso da perna, a fíbula ou perônio, que não tem função de sustentação de peso do corpo, então também é de certa forma dispensável. Ela até pode ser utilizada como peça para reparar outros ossos.

Por fim, a última parte das vértebras: o cóccix. Ele é o único vestígio que nos resta de uma cauda. E pode nos causar muitas dores quando caímos e batemos essa parte ao final da coluna. Mas ele pode ser retirado sem maiores sequelas.

Fonte G1

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MEDITAÇÃO E DANÇA MELHORAM A ATENÇÃO E COMBATEM O ESTRESSE



Que tal cuidar do corpo e da mente em 2016? Meditação, massagem, dança e outras práticas corporais trazem bem-estar e paz. 

A meditação deixa o cérebro mais atento. Ela melhora o aprendizado e ainda ajuda a gente a controlar as emoções. Pessoas que meditam de 30 a 40 minutos por dia têm mais massa cinzenta do que aquelas que não meditam. Essa foi uma descoberta de uma pesquisadora de Harvard, nos Estados Unidos.

A meditação estimula a tomada de decisões; aumenta a massa do hipocampo, responsável pelo aprendizado, memória e regulação das emoções; também há aumento da junção temporo-parietal, responsável pela empatia e compaixão; também ajuda a regular a amígdala, área que aumenta em pessoas estressadas.

Muita gente acha que não consegue meditar, mas o psicólogo Marcelo Batista deu duas dicas: tente observar o seu pensamento e não se prenda em nenhum pensamento.

Fonte Bem Estar

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

OS DEZ LUGARES MAIS CONTAMINADOS DENTRO DE CASA



Toalhas úmidas, escovas de dente sem escorrer, brinquedos espalhados pelo chão…esses são alguns dos "ambientes perfeitos" para fungos e bactérias se multiplicarem dentro de casa.

Segundo um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS) em parceria com a Universidade de Barcelona para a empresa de limpeza Sanytol, os hábitos de limpeza que temos podem transformar uma casa em um lugar bastante propício para a transmissão de doenças.

A pesquisa atestou que o banheiro é o local mais cheio de germes de uma residência. No entanto, ele também é o cômodo que se limpa com mais frequência e, sendo assim, muitas vezes acaba não sendo tão "perigoso" nesse aspecto quanto outros locais que ficam "esquecidos", apenas acumulando sujeira – e, consequentemente bactérias e outros tipos de microorganismos.

Por isso, Maite Muniesa, que é representante do Departamento de Microbiologia da Universidade e liderou a pesquisa, chamou a atenção na apresentação dos resultados justamente para a falta de limpeza naquelas que chamou de "zonas esquecidas".

A seguir, o ranking dessas zonas que podem colocar em risco a saúde dos moradores da casa.

1- Banheiro

Levando em consideração a função dos banheiros, não é muito surpreendente saber que eles estão no topo da lista.

O estudo inclui uma pesquisa com mil famílias espanholas e, de acordo com os resultados dele, somente 56% faz uma limpeza diária nos banheiros. E apenas 32% os desinfeta.

"Limpar o banheiro não é a mesma coisa que desinfetá-lo. Ter uma superfície limpa não é o mesmo que ter uma superfície sem contaminação", afirmou Muniesa.

2- Esponjas e panos de cozinha

Segundo a pesquisa, a cozinha é outro local cheio de germes dentro de casa.

A esponja úmida e sem escorrer é um local propício para proliferação de bactérias

Eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. Segundo a especialista, eles não costumam ser lavados diariamente e, muitas vezes, ficam úmidos ao longo do dia, o que colabora para a proliferação dos germes.

"Esses germes e bactérias podem ficar até duas semanas em uma esponja úmida", afirmou a pesquisadora.

3- Pia

A pia da cozinha concentra 100 mil vezes mais germes do que o banheiro. Segundo o estudo, 14% delas abrigava mais de um milhão de bactérias por metro quadrado.

Pia acumulando louça e restos de comida é o local perfeito para bactérias

E muitas vezes, esses microorganismos se acumulam em pilhas de pratos com restos de comida.

4 – Torneiras, banheiras, máquinas de lavar e geladeiras

Assim como acontece com a pia, a umidade e o material orgânico acumulado nessas áreas criam um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias.

Na borracha da máquina de lavar e da geladeira, por exemplo, não é estranho encontrar mofo ou bolor. Ela tem dobras muito difíceis de limpar e, sendo assim, acaba acumulando esses microorganismos.

5- Escovas de dentes e seus copos

A boca abriga centenas de microorganismos, que podem ser transferidos à escova de dente durante o uso.

Bactérias como estafilococos, bactérias coliformes, pseudomonas, levedura, bactéria intestinal e até germes fecais podem ficar alojados ali.

A pesquisa garante que 80% das escovas de dente examinadas abrigam milhões de microorganismos que podem vir a ser prejudiciais à saúde.

6- Chão

É comum deixarmos cair algum pedaço de comida no chão. Muita gente pega o pedaço de volta, dá aquela assopradinha e acha que, assim, já eliminou todas as bactérias que estavam ali. Mas isso não é suficiente.

O chão de uma casa é um dos lugares com maior concentração de microorganismos, segundo a pesquisa. Muitos deles são trazidos da rua com nossos sapatos.

Além disso, os especialistas em microbiologia advertem que as bactérias precisam somente de dez segundos para "colonizar" um pedaço de comida que cai no chão.

7- Tábuas para cortar

De acordo com Muniesa, até 20% das infecções alimentares ocorrem dentro de casa. Os microorganismos que frequentemente provocam esse tipo de problema são a salmonela, a escherichia coli e o campylobacter.

Todos eles podem se acumular na borracha da geladeira ou em panos úmidos. Mas também é comum encontra-los nas tábuas de cortar, que são ambientes propícios para abrigar germes.

Para evitar isso, é preciso desinfetá-las com frequência – o que pode ser feito facilmente no microondas.

8- Dispositivos tecnológicos

O teclado de um computador ou a tela de um celular podem chegar a ter 30 vezes mais microorganismos do que um banheiro limpo.

É que essas telas de celulares, os telefones, controles remotos e outros dispositivos tecnológicos estão em constante contato com nossas mãos.

Por terem frequente e constante contato com as mãos, as telas de celular também podem acumular bactérias

"Nós mexemos em muitas coisas e não desinfetamos nossas mãos corretamente", advertiu a especialista.

Por isso, os teclados podem acumular até 450 tipos de germes diferente, afirma a pesquisa.

9- Maçanetas

Elas são utilizadas uma vez ou outra ao longo do dia, mas são bem fáceis de se esquecer na hora da limpeza da casa.

Por isso, as maçanetas se tornam lugares propícios para o acúmulo de germes.

Mais que isso, os especialistas consideram que elas desempenham um papel importante na transmissão de vírus como o da gripe e outros que provocam doenças respiratórias.

10- Brinquedos

Não é raro encontrá-los espalhados pelo chão. Muitas vezes, são arrastados passando de uma criança para outea – e elas muitas vezes os colocam na boca.

Isso acaba fazendo com que os brinquedos também sejam focos de germes e bactérias.

Ainda assim, 17% dos entrevistados disseram aos pesquisadores que nunca desinfetam os brinquedos que têm em casa – o que facilita ainda mais a proliferação dos microorganismos.

Outro estudo feito pela Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, já alertou para a presença de bactérias que provocam pneumonia - Streoptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes - nos brinquedos que ficam espalhados pela casa.

Diante disso, é muito importante prestar atenção nessas "zonas esquecidas" na hora da limpeza e mudar os hábitos, concluiu o estudo.

Fonte Bem Estar

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

QUEM TEM GÊMEO COM CÂNCER TEM RISCO MAIOR PARA A DOENÇA, DIZ ESTUDO



Gêmeos compartilham os mesmos genes e, quando um desenvolve câncer, o outro corre maiores riscos de também adoecer. É o que concluiu um estudo publicado nesta terça-feira (5) que avaliou 200 mil pessoas.

Mas só porque um gêmeo fica doente não significa necessariamente que o outro terá o mesmo câncer, ou qualquer outro tipo de câncer, de acordo com o relatório publicado na revista Journal of the American Medical Association (Jama).

Na verdade, o risco de câncer em pares idênticos em que um dos gêmeos foi diagnosticado com câncer foi foi de apenas 14% maior em relação à população geral.

Gêmeos idênticos se desenvolvem a partir do mesmo óvulo e compartilham exatamente o mesmo material genético.

Entre gêmeos fraternos, que se desenvolvem a partir de dois óvulos diferentes e são tão geneticamente similares como irmãos biológicos normais, o risco de câncer em um gêmeo cujo irmão teve câncer foi 5% maior.

Os gêmeos analisados no estudo vinham de Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega - países que mantêm bancos de dados de saúde altamente detalhados - e foram acompanhados entre 1943 e 2010.

Quando os pesquisadores observaram o grupo como um todo, descobriram que cerca de um em cada três indivíduos desenvolveu câncer: 32%.

O risco de câncer em um gêmeo idêntico cujo par foi diagnosticado foi calculado como sendo de 46%. Em gêmeos fraternos, o risco de desenvolver câncer foi de 37% caso o outro irmão tenha sido diagnosticado.

O mesmo câncer foi diagnosticado em 38% dos gêmeos idênticos e em 26% dos pares bivitelinos. Os cânceres que eram mais propensos a ser compartilhados entre gêmeos eram melanoma (58%), próstata (57%), de pele não-melanoma (43%), ovário (39%), de rim (38%), mama (31%) e câncer de útero (27%).

"Por causa do tamanho do estudo e do longo follow-up, agora podemos ver efeitos genéticos fundamentais para muitos cânceres", disse Jacob Hjelmborg, da Universidade do Sul da Dinamarca e principal co-autor do estudo.

Os pesquisadores disseram que as descobertas podem ajudar os pacientes e os médicos a entenderem mais sobre os riscos hereditários de câncer, uma doença que mata oito milhões de pessoas ao redor do mundo a cada ano.

Fonte BBC Brasil

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

EXERCÍCIO MENTAL ONLINE MANTÉM CÉREBRO 'AFIADO', DIZ ESTUDO


Treinar o cérebro por meio de jogos online que exercitam a memória e o raciocínio é benéfico para os mais velhos, concluiu estudo de grande porte.

Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres afirmam que os exercícios mentais mantiveram as mentes dos participantes do experimento "afiadas", ajudando-os na realização de tarefas diárias - como fazer compras e cozinhar.

Quase 7 mil pessoas de 50 anos ou mais participaram do estudo, que durou seis meses e foi feito em parceria pelo King's College e o programa de TV da BBCBang Goes the Theory.

Um novo estudo, mais longo, está se iniciando agora.

Treinamento cerebral

Os voluntários foram recrutados pela BBC, pela Alzheimer's Society e pelo Medical Research Council (Conselho de Pesquisas Médicas) da Grã-Bretanha. No momento da seleção, nenhum dos participantes apresentava indícios de problemas de memória ou cognição.

Alguns dos voluntários foram incentivados a entreter-se com jogos de treinamento cerebral tantas vezes quantas quisessem. Cada sessão tinha de durar dez minutos.

Os outros voluntários (o chamado grupo de controle) fizeram buscas simples na internet.

O experimento avaliou os participantes por meio de testes padrão de cognição. Os exames foram aplicados três vezes: no início do estudo, após três meses e ao final da pesquisa (após seis meses).

O objetivo dos testes era verificar se havia diferenças entre os desempenhos cognitivos dos dois grupos.

Concluído o experimento, os pesquisadores constataram que o grupo que jogou os games de treinamento cerebral para raciocínio e resolução de problemas manteve sua capacidade cognitiva em melhor estado do que o grupo que não jogou.

Os benefícios foram aparentes nos casos de participantes que jogavam os games pelo menos cinco vezes por semana.

Artigo sobre a pesquisa publicado na revista científica Journal of Post-acute and Long Term Care Medicine aponta ainda que pessoas com mais de 60 anos que praticavam os jogos relataram melhor desempenho em atividades essenciais do dia a dia.

No entanto, um estudo anterior feito pelos mesmos pesquisadores constatou que esse tipo de exercício não traz benefícios para pessoas com menos de 50 anos.

Agora, a equipe do King's College de Londres está começando um novo experimento para tentar verificar se práticas desse tipo podem ajudar a prevenir o desenvolvimento da demência.

"(Jogos para) treinamento do cérebro na internet estão se tornando uma indústria milionária e estudos como esse são vitais para que possamos compreender o que games desse tipo podem - e não podem fazer", afirmou Doug Brown, porta-voz da Alzheimer's Society.

"Esse estudo não foi longo o suficiente para avaliar se o pacote de treinamento cerebral pode prevenir o declínio cognitivo ou a demência, mas estamos entusiasmados ao ver que (o treinamento) tem impacto positivo sobre a maneira como pessoas mais velhas desempenham tarefas essenciais do dia a dia."

Fonte BBC Brasil

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

"TOSSE DE FUMANTE" PODE ESCONDER DOENÇA GRAVE, ALERTAM MÉDICOS



Fumantes estão sendo advertidos a não ignorar sintomas aparentemente inofensivos, como a tosse, que poderiam estar por trás de doenças graves.

Em nova campanha, o Departamento de Saúde Pública do Reino Unido alerta sobre o desconhecimento, por muitos fumantes, dos riscos de doenças incapacitantes como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

A enfermidade, que estreita as vias aéreas, pode fazer com que pessoas tenham grande dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas.

As estatísticas mostram que o problema atinge mais de 1 milhão de pessoas na Inglaterra - em cada 10 casos, nove são causados pelo cigarro.

Para entender melhor a gravidade do problema, é preciso considerar que a DPOC é, na verdade, um conceito "guarda-chuva", que abrange uma série de doenças pulmonares crônicas, como bronquite e enfisema.

Sem cura

Quem desenvolve o problema passa a ter dificuldades para respirar, sobretudo em decorrência do estreitamento das vias aéreas e da destruição do tecido que compõe os pulmões.

Os sintomas típicos incluem falta de ar durante prática de atividades físicas, tosse persistente e infecções respiratórias frequentes.

Na campanha veiculada pelo governo britânico, especialistas dizem que fumantes geralmente desconsideram os sinais precoces da doença ao minimizá-los como "tosse de fumante".

Ao continuarem fumando, correm o risco de agravar o problema e comprometer ainda mais sua qualidade de vida.

Embora não haja cura, há ações importantes que podem ser colocadas em prática para reduzir os danos provocados pela enfermidade.

Parar de fumar, praticar exercícios físicos específicos e tomar medicações que podem reduzir a progressão da doença são algumas recomendações.

Para Sally Davies, conselheira de saúde pública, é fundamental que a população reconheça a gravidade do problema e que tenha em mente que o mais importante é parar de fumar.

"A melhor coisa que um fumante pode fazer para reduzir as chances de desenvolver essa doença devastadora e prolongar sua vida é parar de fumar", diz.

Fonte BBC Brasil

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

OVERDOSE: OS PERIGOS DO CONSUMO EXCESSIVO DE CAFEÍNA



Considerada por muitos uma "fiel companheira" para combater o cansaço, a cafeína também pode ser vilã. Quando ingerida em quantidades exageradas, a substância pode causar danos graves à saúde ou até mesmo ser fatal.

O Japão recentemente registrou sua primeira morte causado por overdose de cafeína. A vítima era um homem de 20 anos que trabalhava em um posto de gasolina no turno da madrugada.

Com base em análises, as autoridades de saúde japonesas informaram que a vítima faleceu porque ingeria grandes quantidades de bebidas ricas em cafeína para se manter acordado.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a autópsia, realizada pela Universidade de Fukuoka, não conseguiu determinar a quantidade de cafeína ingerida, nem o período de tempo levado para que o consumo tivesse esse efeito letal.

O caso é inédito no Japão, mas não é tão raro em alguns outros lugares do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, já foram registradas pelo menos dez mortes causadas por excesso de cafeína.

Os casos que mais chamaram a atenção ocorreram em maio e julho do ano passado e causaram preocupação no país.

As vítimas foram adolescentes: Logan Stiner, de Ohio, de 18 anos, e Lanna Hamann, do Arizona, de 16.

Os médicos que analisaram o corpo de Stiner detectaram 70 miligramas de cafeína por mililitro de sangue.

As autoridades internacionais de saúde advertem que 50 miligramas por ml de sangue já são suficientes para provocar uma morte.

Já Hamann sofreu uma parada cardíaca e faleceu depois de ingerir uma grande quantidade de bebidas energéticas durante as férias que passou no México, segundo o que relatou a mãe dela à rede americana CBS.

Os casos de morte causadas por consumo excessivo de cafeína não são muito frequentes, mas a partir de que dose esse alcaloide que estimula o sistema nervoso pode se tornar perigoso?


Doses recomendadas

Segundo a Autoridade Europeia de Segurança Alimentícia (EFSA, na sigla em inglês), uma dose entre 75 mg e 300 mg de cafeína ao dia pode ajudar a melhorar o rendimento de atividades físicas e intelectuais.

Isso equivale a tomar de meia a três xícaras de café por dia.

No caso dos adolescentes, a quantidade não deveria ultrapassar os 100 miligramas por dia.

Quantidades superiores a essa podem causar irritação, insônia e até complicações cardíacas.

Mas quando exatamente se pode falar em overdose de cafeína?

Excessos

De acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), os sintomas de overdose de cafeína podem incluir o pulso acelerado ou perigosamente irregular.

Pessoas que ficam intoxicadas por essa substância podem ter os seguintes sintomas: vômito, diarreia, letargia – diminuição da atividade das funções intelectuais, acompanhada de uma sensação de desorientação.

Nos casos mais extremos, a agência adverte que a overdose de cafeína pode provocar a morte – mas ressalta que esses casos são mais raros.

Segundo a FDA, é preciso ter cautela no consumo de qualquer bebida ou comida que contenha cafeína, mas há um produto em particular que merece atenção especial.

Se trata da cafeína pura em pó, que é vendida como suplemento para atletas. Na internet, é possível adquirir um desses pacotes de 100 gramas por cerca de US$ 6 (R$ 23).


Uma marca em particular, que vende esse produto online, garante que ele "ajuda a diminuir a fadiga física, a melhorar a claridade do pensamento e a capacidade de concentração, aumenta a coordenação física, reduz a sensação de cansaço e é especialmente eficaz para atividades como levantar peso".

No entanto, a FDA alerta que esses produtos são 100% cafeína, e uma colher pequena desse pó já equivaleria a aproximadamente 28 xícaras de café.

"A cafeína pura é um estimulante poderoso e em pequena quantidade já pode causar uma overdose acidental", adverte a entidade.

Segundo a autópsia, foi isso que aconteceu com a jovem americana Logan Stiner – e, no caso dela, a overdose foi fatal.

Quantidade de cafeína em bebidas e outros produtos

- Uma xícara normal de café contém 260 mg de cafeína
- Um quarto de litro de chá preto contém entre 30 mg e 80 mg
- Uma lata de energético Red Bull tem 80 mg
- Uma barra de chocolate amargo tem 20 mg
- Um comprimido para enxaqueca ou gripe pode chegar a conter 130 mg

Fonte BCC Brasil

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SÓ 10% DAS CALORIAS DIÁRIAS DEVEM VIR DE AÇÚCAR, DIZ NOVA DIRETRIZ DOS EUA


O acréscimo de açúcar nos alimentos deve representar menos de 10% das calorias diárias, segundo as novas Diretrizes Alimentares para Americanos 2015-2020, publicadas nesta quinta-feira (7) pelo governo dos Estados Unidos. Pela primeira vez o documento estabeleceu limites específicos para o consumo de doces.

As gorduras saturadas também devem totalizar menos de 10% da ingestão diária de alimentos, segundo o documento que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA lança a cada cinco anos.

Grupos de consumidores saudaram a publicação do guia como um passo importante num país onde mais de um terço da população adulta - cerca de 79 milhões de pessoas - é obesa.

As normas seguem as recomendações formuladas por um comitê consultivo que, em fevereiro passado, pediu uma redução no consumo de carne vermelha.

As normas dietéticas recomendaram que a população consuma alimentos com "o menor nível possível de colesterol". Comer menos carne vermelha está ligado a um risco menor de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC), assim como de obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer, aponta o guia.

Também recomenda um estilo de vida saudável, que inclui exercícios regulares e uma dieta baseada em verduras e grãos integrais.

"Os conselhos incluídos nas diretrizes dietéticas de 2015 para os norte-americanos são saudáveis, razoáveis e têm bases científicas", disse Michael Jacobson, presidente do Center for Science in the Public Interest.

Fonte Bem Estar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

SEGUINDO TENDÊNCIA MUNDIAL, BRASIL REDUZ USO DA 'VACINA DO ZÉ GOTINHA'



A mudança no calendário vacinal anunciada pelo governo nesta semana – que, entre outras medidas, determinou que a terceira dose da vacina contra poliomielite seja injetável em vez de oral – segue uma tendência mundial e uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão tem a meta de eliminar o uso da gotinha até 2020 devido ao risco, ainda que extremamente raro, de essa vacina provocar a poliomielite em vez de proteger contra a doença. A ideia é substituí-la progressivamente pela versão injetável.

Hoje, existem duas vacinas contra poliomielite: a vacina oral de poliomielite (VOP), também conhecida como gotinha ou Sabin, e a vacina inativada de poliomielite (VIP), que é injetável e também conhecida como Salk.

A vacina oral foi responsável por erradicar a doença no país há mais de 20 anos após campanhas de vacinação protagonizadas pelo personagem Zé Gotinha. Ela é feita com vírus vivos atenuados e a injetável é feita com vírus inativados. Em uma situação em que a poliomielite é endêmica, a gotinha tem a vantagem de garantir uma proteção indireta para a população que não foi vacinada, segundo o médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

“Como o vírus é vivo, ele se multiplica no intestino da criança, que o elimina nas fezes. Esse vírus vacinal acaba circulando na comunidade por meio da água e do esgoto, imunizando indiretamente mesmo os que não receberam a vacina. Esse é o grande mérito da vacina Sabin”, diz.

O problema é que, em situações muito raras, estimadas e uma a cada um milhão de crianças vacinadas, o vírus sofre uma mudança e passa a provocar a paralisia infantil, em vez de proteger contra a doença. Quando existem muitos casos de poliomielite em uma região, os benefícios da vacina oral superam em muito os riscos. Mas em situações como a do Brasil, em que não existe nenhum caso desde 1990, o ideal é substituí-la pela vacina injetável, que não apresenta risco de provocar a doença.

De acordo com o planejamento da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite, parceria da qual a OMS faz parte, a eliminação total da vacina oral deve ocorrer até 2020.

No Brasil, a vacina injetável entrou no Calendário Nacional de Vacinação em 2012 para substituir a gotinha na primeira e segunda dose do esquema vacinal. Com a mudança anunciada nesta semana, a vacina injetável passou a ser indicada também para a terceira dose.

Por enquanto, a vacina oral continua sendo indicada para as duas doses de reforço.
Segundo estudos, o risco de a gotinha provocar poliomielite é maior nas duas primeiras doses do esquema vacinal.

Nova composição da vacina oral

A Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite também planeja outra mudança ainda para esse ano: alterar a composição da vacina oral para que ela deixe de ser trivalente e passe a ser bivalente.

Kfouri explica que existem três tipos de poliovírus. Um deles, o tipo 2, já foi completamente eliminado do mundo, por isso a vacina deve ser alterada para conter proteção contra o 1 e o 3 apenas. Segundo Kfouri, a nova vacina oral deve estar disponível no Brasil a partir de agosto.

A poliomielite continua endêmica em apenas dois países: Paquistão e Afeganistão. A Nigéria saiu dessa lista em setembro.

Fonte Bem Estar

domingo, 10 de janeiro de 2016

NOVO ESTUDO SUGERE CAMINHO PARA FREAR ALZHEIMER


Um estudo britânico sugere que o bloqueio da produção de nova células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns em casos do mal de Alzheimer.

Pequisadores da Universidade de Southampton dizem que a descoberta reforça a teoria de dá ainda mais credibilidade à teoria de que a doença é provocada por inflamação no cérebro.

Um remédio usado para bloquear a produção destas células imunológicas - chamadas micróglias - no cérebro de ratos teve resultados positivos.

Os especialistas afirmam que os resultados são animadores e poderão levar à criação de novos tratamentos para a doença.

As maioria dos medicamentos usados atualmente para tratar demência têm como alvo as placas amilóides detectadas no cérebro de pessoas com o mal de Alzheimer.

Mas esta última pesquisa sugere que, na verdade, é preciso enfrentar a inflamação no cérebro causada pelas células micróglias para conter o avanço da doença.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Brain.

Próximo passo

Diego Gomez-Nicola, pesquisador líder do estudo, disse que a descoberta expôs o papel ativo destas células imunológicas do cérebro no desenvolvimento do mal de Alzheimer.

"O próximo passo é trabalhar com nossos parceiros na indústria (farmacêutica) para encontrar um remédio seguro e compatível que possa ser testado para ver se funciona em humanos", disse.

Carência de remédios

Os ratos da pesquisa receberam o medicamento para bloquear o receptor CSF1R responsável pelo aumento das micróglias no cérebro, pela diminuição da memória e por problemas de comportamento que foram notados durante a pesquisa.

O remédio também evitou a perda de pontos de comunicação entre células nervosas no cérebro, o que geralmente ocorre nas pessoas que sofrem do mal de Alzheimer.

Mark Dallas, professor especializado em neorociência celular e molecular na Universidade de Reading, também na Grã-Bretanha, disse que esta é uma "descoberta animadora" que pode explicar "a razão de os medicamentos criados para combater o Alzheimer não terem sido bem-sucedidos até agora".

"Esta pesquisa científica básica fornece provas convincentes, mas o desafio agora é desenvolver medicamentos para pessoas com demência, então nós aguardamos o desenvolvimento de tratamentos clínicos com muito interesse. Frequentemente este é o obstáculo para transformar as observações de laboratório em terapias viáveis", acrescentou.

Doug Brown, diretor de pesquisa da organização britânica Alzheimer's Society, disse que as descobertas dos pesquisadores da Universidade de Southampton são "promissoras".

"Com uma população que está envelhecendo e nenhum novo medicamento para a demência (lançado) em mais de uma década, a necessidade de encontrar tratamentos que possam desacelerar ou parar o avanço da doença é maior do que nunca", disse.

Fonte BBC Brasil