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quinta-feira, 14 de abril de 2016

ANVISA APROVA MEDIMENTO CONTRA O CÂNCER DE PULMÃO E DE PELE



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Opdivo (nivolumabe), da farmacêutica Bristol, primeiro medicamento imunoterápico para tratamento de dois tipos diferentes de tumor: o melanoma (câncer de pele agressivo) e o câncer de pulmão. Os imunoterápicos, bola da vez da indústria farmacêutica, são medicamentos que agem ativando o próprio sistema imunológico para que ele combata a doença.

Estudos mostraram aumento expressivo da sobrevida e poucos efeitos colaterais em relação às terapias tradicionais. Na quimioterapia, as células que se reproduzem mais rápido são destruídas – o que inclui as tumorais e também algumas células saudáveis.

A aprovação é importante porque, entre os cânceres, o de pulmão é o que mais mata no mundo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 28.220 novos casos da doença no país em 2016, cinco vezes mais do que os de melanoma.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TESTE PARA RASTREAR CÂNCER DE OVÁRIO PODE SALVAR 20% DAS VÍTIMAS



O uso de um teste para rastrear casos de câncer de ovário em uma grande população foi capaz de reduzir o número de mortes pela doença em cerca de 20%, aponta um novo estudo.

A pesquisa, publicada na revista médica "The Lancet", avaliou a eficiência de um exame de sangue anual para detecção desse tipo de tumor por screening (rastreamento), usado junto com ultrassom transvaginal.

Mais de 200 mil de mulheres no Reino Unido foram acompanhadas durante 14 anos para a pesquisa, sendo que metade delas não fez nem o ultrassom nem o teste. O método usado para detectar sinais de câncer de ovário no sangue detectava uma molécula conhecida pela sigla CA125, que sinaliza a presença do tumor.

Esses resultados "fornecem estimativas de redução de mortalidade atribuíveis ao rastreamento de câncer de ovário numa faixa de 15% a 28%", afirmou o líder da pesquisa, Ian Jacobs, oncologista do University College de Londres, em comunicado à imprensa.

Segundo o pesquisador, porém, a pesquisa ainda não é a resposta final sobre se a adoção de rastreamento em grandes populações é um método eficaz e com bom custo benefício, quando avaliado em grande escala.

"A continuação do acompanhamento vai nos dar mais confiança sobre a precisa redução na mortalidade que é alcançável", disse. "É possível que a redução de mortalidade seja maior ou menor que essa estimativa depois de mais dois ou três anos."

Segundo o estudo no "The Lancet", caso a eficiência no uso do screening ganhe comprovação definitiva, será um passo importante no combate ao câncer de ovário, que não tem muitos sintomas nos estágios iniciais.

Por começar sem muitas pistas, a doença acaba em geral sendo descoberta tardiamente, e 60% dos pacientes morrem em até cinco anos depois do diagnóstico.

Fonte G1

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

QUEM TEM GÊMEO COM CÂNCER TEM RISCO MAIOR PARA A DOENÇA, DIZ ESTUDO



Gêmeos compartilham os mesmos genes e, quando um desenvolve câncer, o outro corre maiores riscos de também adoecer. É o que concluiu um estudo publicado nesta terça-feira (5) que avaliou 200 mil pessoas.

Mas só porque um gêmeo fica doente não significa necessariamente que o outro terá o mesmo câncer, ou qualquer outro tipo de câncer, de acordo com o relatório publicado na revista Journal of the American Medical Association (Jama).

Na verdade, o risco de câncer em pares idênticos em que um dos gêmeos foi diagnosticado com câncer foi foi de apenas 14% maior em relação à população geral.

Gêmeos idênticos se desenvolvem a partir do mesmo óvulo e compartilham exatamente o mesmo material genético.

Entre gêmeos fraternos, que se desenvolvem a partir de dois óvulos diferentes e são tão geneticamente similares como irmãos biológicos normais, o risco de câncer em um gêmeo cujo irmão teve câncer foi 5% maior.

Os gêmeos analisados no estudo vinham de Dinamarca, Finlândia, Suécia e Noruega - países que mantêm bancos de dados de saúde altamente detalhados - e foram acompanhados entre 1943 e 2010.

Quando os pesquisadores observaram o grupo como um todo, descobriram que cerca de um em cada três indivíduos desenvolveu câncer: 32%.

O risco de câncer em um gêmeo idêntico cujo par foi diagnosticado foi calculado como sendo de 46%. Em gêmeos fraternos, o risco de desenvolver câncer foi de 37% caso o outro irmão tenha sido diagnosticado.

O mesmo câncer foi diagnosticado em 38% dos gêmeos idênticos e em 26% dos pares bivitelinos. Os cânceres que eram mais propensos a ser compartilhados entre gêmeos eram melanoma (58%), próstata (57%), de pele não-melanoma (43%), ovário (39%), de rim (38%), mama (31%) e câncer de útero (27%).

"Por causa do tamanho do estudo e do longo follow-up, agora podemos ver efeitos genéticos fundamentais para muitos cânceres", disse Jacob Hjelmborg, da Universidade do Sul da Dinamarca e principal co-autor do estudo.

Os pesquisadores disseram que as descobertas podem ajudar os pacientes e os médicos a entenderem mais sobre os riscos hereditários de câncer, uma doença que mata oito milhões de pessoas ao redor do mundo a cada ano.

Fonte BBC Brasil