segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PESQUISADORES LOCALIZAM GENE QUE FAVORECE RESISTÊNCIA AO CÂNCER DE PRÓSTATA


Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença. A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene "permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata", já que ao neutralizar a via pela qual ele atua "permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes".

— Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente.

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações. Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores - com uma esperança de vida de dois anos - resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista "Câncer Cell".

— Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia", apontou o oncologista. O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento.

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e "individualizar" o procedimento ao máximo. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia. No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque "há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando" para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

— Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos", concluiu.

Fonte R7

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HOMENS PODEM SOFRER DEPRESSÃO PÓS CÂNCER DE PRÓSTATA


No Brasil, sete em cada dez casos de câncer no homem é na próstata. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), anualmente são registrados 70 mil novos casos. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial, a taxa de cura chega a 90%. Porém, mesmo com o sucesso no tratamento, é possível que apareçam algumas consequências da cirurgia, como a incontinência urinária - que segundo estudos é uma das condições mais degradantes para o homem, considerada o "câncer social".

Para o urologista Valter Muller, chefe do serviço de urologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, a condição pode causar até depressão. "O homem não consegue ter convívio social nem sexual. Acredita que está sempre cheirando urina, tem medo de sair de casa e passar por um sufoco. E essa situação pode sim causar uma depressão - porque ele acredita que aquilo não terá cura", explica o doutor.

O esfíncter - músculo em formato de anel que controla o ato de urinar - é muito próximo da próstata e pode ser comprometido durante a retirada da glândula, perdendo sua capacidade de reter urina. "Não existe uma pré-disposição para ser incontinente. O que nós percebemos no consultório é que quanto mais velho o paciente, mais chances de a musculatura do esfíncter ser afetada pela operação", explica o urologista.

Os tratamentos Engana-se quem acredita que a condição não tem cura. Nos casos mais simples, é possível fazer fisioterapias com exercícios simples ou até com radiofrequência para ativar a musculatura do esfíncter. "Nos pacientes mais complexos, é possível substituir o esfíncter com uma operação, utilizando um esfíncter artificial ", explica o especialista.

A prótese fica totalmente contida no corpo e possui uma bombinha dentro do saco escrotal que permite ao homem liberar a urina quando tiver vontade. No restante do tempo, o esfíncter permanece fechado. A incontinência urinária grave atinge 10% dos pacientes com incontinência que, sem tratamento, precisam recorrer às fraldas. "As terapias devolvem o conforto e autoestima do homem", explica o urologista.

Fonte Notícias ao Minuto

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MUITOS HOMENS RELACIONAM CÂNCER DE PRÓSTATA A IMPOTÊNCIA SEXUAL. POR QUÊ?

O câncer de próstata não causa impotência sexual. É o tratamento e, que fique bem claro, em alguns casos. A impotência é mais comum de ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Mas, hoje, há avanços em drogas e próteses penianas para reverter este possível quadro.

Fonte Dráuzio Varela

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOVEMBRO AZUL: O QUE ACONTECE COM A PRÓSTATA?

A próstata é uma glândula que se situa no interior da pélvis, encostada na base da bexiga, órgão muscular onde a urina é armazenada e da qual sai a uretra, que passa pelo interior da próstata e do pênis até alcançar o meio exterior.

A próstata é um órgão insignificante se comparado ao tamanho do corpo. Pesa 15 gramas nos adolescentes. Com o passar dos anos, porém, começa a crescer e gera vários problemas que comprometem a qualidade de vida dos homens mais velhos.

Quando essa glândula cresce e não invade os tecidos vizinhos, ocorre a hiperplasia cujos sintomas são aumento na frequência das micções e esforço para urinar. Nos casos de câncer , além do aumento do volume da próstata, surgem nódulos que podem ser sentidos no exame de toque retal. Diferentemente do crescimento benigno, o tumor pode não ficar restrito à glândula e invadir os tecidos vizinhos.

Fonte Dráuzio Varela

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CIS/AMURES FAZ ENTREGA DE LENÇOS E CHAPÉUS DOADOS NO OUTUBRO ROSA


Encerrando as ações do Outubro Rosa, o CIS/AMURES, entregou lenços e chapéus às pacientes de câncer de mama da UNACON – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Geral Tereza Ramos de Lages, referência no tratamento de câncer. A entrega foi realizada na quinta-feira, 19 de novembro, pela manhã, onde a coordenadora administrativa Claudia Maria de Borba e a Enfermeira Rita Furtado Pucci receberam as doações, que foram arrecadadas no mês de outubro, entre os pacientes que compareceram as consultas e exames no Consórcio. A diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Terezinha Júlio, afirmou “esse é um grande gesto de solidariedade para alegrar quem precisa!”.


Para a Coordenadora Técnica do CIS/AMURES, enfermeira Cirlei Arruda, a ação complementa a programação do Outubro Rosa e demonstra o compromisso de todos os colaboradores do CIS/AMURES e pacientes com a causa.


Na ocasião Ana Clara Mendes Castagna, de oito anos, filha de uma colaboradora do CIS/AMURES, foi incentivada a doar uma mecha de seus cabelos, para confecção de perucas para pacientes que sofreram modificações no corpo em virtude do tratamento contra o câncer. A psicóloga do Consórcio, Vera Aparecida Córdova Correa pontua que a autoestima é um dos melhores ‘remédios’ para garantir a recuperação das pacientes, porque dá energia e esperança de que dias melhores virão.

Texto Alexandre de Sousa

HOMENS FUMANTES DOBRAM O RISCO DE TER CÂNCER DE PRÓSTATA



Ex-fumantes também estavam no grupo de risco em ter câncer, mas não aqueles que deixaram o hábito 10 anos ou mais antes de terem a glândula da próstata removida - a descoberta publicada pelo jornal European Urology, faz jus ao que parece mais possível, que há um link entre fumar e o câncer de próstata.

Pesquisas anteriores têm mostrado que fumantes têm mais possibilidades de morrer dessas doenças, mas os resultados de outros estudos tem sido menos conclusivo. Essa nova investigação olhou os dados de 7.191 pacientes austríacos e americanos que tenham tido sua próstata retirada no período entre 2000 e 2011.

Em um período de cerca de 28 meses, fumantes recentes que fizeram a remoção da próstata tinham 80% de chance do retorno do câncer após cirurgia, do que aqueles que nunca fumaram.

Fumantes estavam com 63% mais de risco, mas depois de 10 anos de deixar o tabaco, a chance deles de ter um caso de câncer, caiu para o mesmo nível daqueles que nunca fumaram.

O professor responsável pela pesquisa Shahrokh Shariat, da Clínica Universitária de Urologia de MedUni, em Viena, disse: "Nosso estudo encontrou a importância de informar para um paciente com câncer de próstata sobre a negatividade dos efeitos do cigarro. Nunca é tarde para parar de fumar, pelo contrário, nosso estudo mostra que faz sentido mesmo sofrendo com câncer de próstata."

Os pacientes que tiveram um aumento do tumor na época do diagnóstico foram excluídos do estudo, nenhum dos participantes tiveram ou receberam quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e radioterapia pós cirúrgica.

Doutores e especialistas ainda estão fora do estudo que liga o cigarro e o câncer de próstata. Alguns estudos anteriores têm associado o hábito com o desenvolvimento da doença enquanto alguns têm indicado nenhuma conexão entre elas.

"Muitas questões sobre o câncer de próstata e o cigarro ainda estão para serem respondidas", disse Professor Shariat, e completou "Estudos futuros são contudo necessários para produzir respostas satisfatórias".

Fonte Ciência&Saúde

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

REMÉDIO HOMEOPÁTICO PODE AUXILIAR NO COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA



O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Ao fazer os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, a farmacêutica e médica decidiu fazer testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer, pois para melhor observação dos dados, ela haveria de administrar placebo além do remédio desenvolvido, o que não seria indicado, uma vez que os pacientes já possuem a doença. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora.

A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Estudos indicam que quando há aumento de Interleucina, citocina pró-inflamatória que aumenta quando o organismo possui uma determinada inflamação e quando há, por exemplo, aumento de colesterol, de triglicerídeos ou da glicemia, há maior tendência de o indivíduo desenvolver HBP.

Observando essa relação, a pesquisadora pode comparar os índices de Interleucina nos pacientes antes e após administrar o medicamento. “Se eu tenho um aumento de citocina em uma pessoa que tem Hiperplasia, ao dar um remédio que estimula a citocina eu faço uma doença artificial maior que essa natural, já esta com o IL6 (Interleucina 6) aumentada e essa IL6 artificialmente aumentada faz com que o organismo direcione toda sua defesa para essa artificial o que acaba curando a natural”, explica Regina Esposito.

Para a pesquisadora, o grande desafio da pesquisa é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar do projeto, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Segundo Regina Esposito, que coordenou a ação Novembro Azul no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em novembro de 2014, dos 431 pacientes atendidos no ambulatório, somente 44 foram aproveitados no projeto. Cerca de 10% dos pacientes atendidos durante a campanha foram encaminhados para biópsia, dos quais 2% foram diagnosticados com câncer. “Muitos tiveram que fazer biópsia e eu tenho que deixar eles esperando seis meses depois de fazer esse procedimento”, afirma.

Medicamento

De acordo com a pesquisadora, na medicina convencional, alopatia, os remédios e as doenças possuem compostos diferentes. Então, se o paciente está com febre, administra-se uma dose de anti-térmico; se está com dor, dá-se um analgésico contra a dor e assim por diante. O tratamento visa principalmente a doença, os testes de medicamentos são feitos em pacientes doentes ou em animais, as substâncias agem por quantidade de massa - podendo ser medidas em miligramas - e são dispensadas no limite da toxicidade - causando, muitas vezes, efeitos colaterais.

Já o princípio que rege a homeopatia é o de que remédios e doenças possuem compostos semelhantes. A técnica foi desenvolvida em 1779, pelo médico alemão Samuel Hahnemann e possui quatro princípios básicos: lei da semelhança, experimentação em homem são, doses mínimas e remédio único. O atendimento homeopático é diferenciado, pois é feito observando-se o paciente como um todo, tratando a causa da enfermidade não a doença propriamente dita.

Os remédios são administrados em doses menores e não apresentam toxicidade, pois passam por um processo de diluição onde retira-se toda a substância material do medicamento, porém deixa-se uma informação no medicamento que vai aumentar as defesas do organismo para combater a doença.

O medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

Para produzir um remédio homeopático é diluída uma parte de remédio, neste caso extrato da folha do Melão de São Caetano, em 99 partes de álcool, chamado de veículo. Bate-se essa solução, sucussiona, 100 vezes para obtenção de uma Centesimal Hahnemanniana (1CH). Depois, pega-se uma parte desta solução e dilui-se em 99 partes de veículo, obtendo-se 2CH. Para obtenção deste medicamento específico, Regina Esposito repete este procedimento 12 vezes, obtendo 12CH. Até a 11CH a solução possui matéria, a partir da 12, não. “Eu escolhi uma potência que ninguém pode dizer que eu estou trabalhando com fitoterapia”, afirma a pesquisadora.

Fonte G1

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

UROLOGISTA FALA A PACIENTES E FUNCIONÁRIOS DO CIS/AMURES



Em alusão a Campanha Novembro Azul o médico urologista, Jacson Luis Tirello realizou duas palestras nesta quarta-feira (19/11) no Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES), sobre o câncer de próstata. A primeira foi no início da tarde para os pacientes e no final da tarde para os colaboradores.

A gerente executiva do CIS/AMURES, Nalú Julio fez a abertura falando que a instituição de saúde busca disseminar informações sobre as mais variadas doenças e que apoia integralmente o Novembro Azul. “Neste mês além dos nossos colaboradores e da sede estarem sempre caracterizados, estamos entregando panfletos explicativos, incentivando os pacientes, amigos e familiares a fazerem o PSA (exame de sangue) e também a consultar o médico especialista. O incentivo é o primeiro passo para os homens das nossas vidas se conscientizarem”, disse.



O médico disse que os homens precisam se conscientizar que o exame pode salvar vidas, que é necessário quebrar esse tabu e redobrar os cuidados com a saúde masculina. “O exame de toque retal, que é o mais temido por todos dura 10 segundos”, informou o urologista. De acordo com o especialista, homens a partir dos 40 anos de idade já precisam ficar mais atentos mesmo antes de aparecerem alguns sintomas mais ligados à doença como aumento da frequência da urina, dificuldade para urinar, ou mesmo, observar se há presença de sangue nela. Como parte da prevenção, além da consulta e do exame clínico de toque retal, os homens precisam fazer ultrassom da próstata e exames de sangue (PSA).



CIENTISTAS FAZEM MAPA GENÉTICO DE MUTAÇÕES DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Um grupo de pesquisadores produziu um mapa genético inédito das mutações do câncer de próstata em estágio de metástase, que poderá servir de referência para novos tratamentos, segundo mostra estudo publicado pela revista "Cell".

O trabalho proporciona a capacidade de decifrar a complexidade da doença e transferir os resultados a planos de tratamento personalizados, segundo o professor do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres Johann de Bono.

O estudo apresenta o câncer de próstata não como uma doença única, mas como muitas doenças, cada uma delas impulsionada por suas próprias mutações.

Quase 90% dos homens que sofrem com câncer avançado de próstata têm mutações genéticas no tumor que poderiam ser o alvo de remédios, tanto já existentes como novos.

Graças a este novo mapa, os doutores poderiam começar a fazer testes para estas mutações "clinicamente factíveis" e fornecer aos pacientes com um avançado câncer de próstata remédios já existentes ou combinações deles dirigidas especificamente às características genômicas específicas de seus tumores.

Resistentes a tratamento
O estudo é o primeiro do mundo que realiza uma análise em profundidade de cânceres de próstata com metástase que são resistentes aos tratamentos padrão.

Os pesquisadores analisaram os códigos genéticos dos tumores metastásicos procedentes dos ossos, tecidos brandos, gânglios linfáticos e do fígado de 150 pacientes que sofrem com um câncer avançado de próstata.

Quase dois terços deles tinham mutações em uma molécula que interage com o hormônio masculino conhecido como andrógino, que têm como alvo os atuais tratamentos da doença.

Além disso, os cientistas encontraram em quase 20% dos pacientes mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que estão envolvidos também com o câncer de mama. Um estudo recente demonstrou que os pacientes com este tipo de mutação podem ser tratados com um determinado tipo de fármaco.

Os cientistas descobriram também mutações que nunca antes tinham sido detectadas em cânceres de próstata, mas sim em outros tipos da doença, para algumas das quais já existem remédios.

Por fim, os pesquisadores determinaram que 8% dos doentes tinham nascido com erros no DNA que os predispunham a desenvolver o câncer de próstata.
info próstata (Foto: Editoria de Arte / G1)

MULHER DESEMPENHA PAPEL FUNDAMENTAL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE DO HOMEM


Novembro é o mês da promoção da saúde do homem, que tem muitas barreiras a vencer em relação ao sexo feminino. Quem aborda o assunto é o Dr. Marcelo Bendhack, presidente da Associação Latino-Americana de Uro-Oncologia. Estatísticas comprovam que mais de 70% dos homens não comparecem ao consultório médico com frequência, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. E mais de 50% só visitam um especialista acompanhados das esposas ou companheiras ou quando uma doença se apresenta em estágio avançado. Isto acontece, também, ​porque ​culturalmente o homem brasileiro não leva a sério a prevenção. Consequentemente, de acordo com o IBGE, vive 7 anos menos do que a mulher.

Exames periódicos a partir dos 40 anos ​seriam determinantes para ajudar o homem a preservar a sua qualidade de vida. A consulta ao médico ajuda a mudar hábitos de vida e, com isto, prevenir doenças do coração, afecções da bexiga, nos rins, problemas hormonais e, a principal delas, o tumor da próstata.

Todo homem tem propensão a desenvolver o câncer de próstata e, com o avançar da idade, os riscos são cada vez maiores. Ao ano, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 70 mil homens contraem o tumor. Apesar de inevitável, o câncer da próstata tem cura, embora muitos homens não saibam disto, por conta dos tabus, da desinformação.

A medicina avançou e com frequência anuncia importantes aliados no tratamento do câncer da doença. Um deles, aprovado há dias pelo FDA, foi destaque de dois congressos de nível mundial realizados, respectivamente, na Austrália e no Rio de Janeiro. Uma tecnologia que emprega ultrassom de alta frequência permite o tratamento do câncer sem necessidade de cirurgia ou de radioterapia.​


Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br/cadernos/saude/25722/dia-mundial-do-diabetes-chama-a-atencao-para-os-cuidados-com-a-doenca

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

6 ATITUDES CONTRA O CÂNCER DE PRÓSTATA



Você já ouviu a expressão “um homem prevenido vale por dois”? Certas atitudes podem ser decisivas para não sofrer com esse tumor, que afeta quase 70 mil brasileiros todo ano. Homem que é homem precisa conhecê-las!

1) Perder (ou manter) o peso 

Como os quilos a mais já foram associados pela Organização Mundial da Saúde a diversos tipos de câncer, estudiosos passaram a cogitar a hipótese de o excesso de peso também estar por trás de tumores na próstata. Pesquisadores de dois hospitais de Pequim, na China, constataram, num estudo com 3,5 milhões de pessoas, que o índice de massa corporal ajuda a prever o grau de mortalidade do problema. Quanto mais gordurinhas, maior será o risco de tumor ser mais agressivo.

2) Dormir direito 

A melatonina é o hormônio que regula nosso relógio biológico – ela é produzida em larga escala à noite, principalmente quando estamos no escuro e com a cabeça no travesseiro. A carência dessa molécula desequilibra o corpo inteiro. Num trabalho realizado por universidades da Islândia e dos Estados Unidos, os cientistas estabeleceram uma relação entre a falta de melatonina e tumores graves na próstata.

3) Vencer o medo do urologista 

Metade dos marmanjos do nosso país nunca visitou esse médico, de acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia. A entidade recomenda que os exames preventivos contra o câncer de próstata comecem aos 45 anos para negros ou sujeitos com histórico familiar e aos 50 para os demais.

4) Cortar o cigarro 

De acordo com um artigo científico da Associação Europeia de Urologia, o tabagismo favorece o retorno desse tumor em indivíduos submetidos à operação de retirada do órgão. O risco de reincidência chega a dobrar quando a pessoa enche os pulmões de fumaça.

5) Ter cuidado com hormônio 

As reposições hormonais se tornaram febre nos últimos anos. Afinal, com testosterona em baixa, o sexo piora, os músculos murcham... O problema é que muitos homens recorrem a doses desse hormônio por conta própria. Aí, tomam a quantidade errada e deixam de cumprir um protocolo que incluiu exames frequentes para flagrar eventuais chabus na próstata que podem aparecer devido à terapia de reposição.

6) Rastrear, rastrear e... 

...rastrear. Os dois grandes aliados na detecção precoce do câncer de próstata são o exame de toque e o de contagem de PSA, molécula cujo aumento no sangue denuncia problemas na glândula. E, pelo visto, é importante realizar os dois, já que, isolados, nem sempre fecham o diagnóstico.

Fonte Abril

IMPOTÊNCIA E FALTA DE LIBIDO NO TRATAMENTO DE CÂNCER DE PRÓSTATA PODEM SER REVERTIDOS


Na maioria dos casos recuperação é de um ano, beneficiada pelos avanços da medicina

Nos últimos anos tem sido cada vez mais difícil se referir ao tratamento do câncer de próstata sem apontar para os avanços. No Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, lembrado nessa terça-feira (17), especialistas mostram que as sequelas do tratamento já não assustam tanto e, em geral, podem ser superadas. A principal delas é a impotência sexual. Segundo o coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), Lucas Nogueira, tudo deve ficar bem claro para o paciente antes da cirurgia.

— A maioria dos pacientes recupera (a potência) a partir do sexto mês. E esperamos até um ano essa recuperação progressiva. Entre 30% e 40% dos pacientes ficam impotentes como resultado final. Mas tem tratamento, os convencionais, voltados à impotência.

Os casos de impotência, em geral reversíveis, resultam do fato de que durante a cirurgia, principal forma de tratamento, alguns nervos são afetados, alterando a sensibilidade na região por um período médio de um ano. O grau de impotência, nesse caso, tem a ver com a idade do paciente, conforme disse o urologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Alex Meller. 

— Na faixa etária entre 50 e 60 anos pode haver uma perda de potência entre 30% e 40%. Entre 60 e 70 anos aumenta para em torno de 50% e, nos pacientes acima dos 70 anos, pode-se dizer que em torno de 70% vão perder a potência.

Mas perder a potência não quer dizer que o paciente ficará, necessariamente, impotente para sempre. Aqueles que não conseguiram superar no prazo de um ano poderão passar por novos tratamentos, similares aos da impotência convencional, com medicamentos, injeções ou próteses, dependendo de cada caso. O importante, no entanto, é manter o ânimo em alta com as conquistas já obtidas, de acordo com Nogueira.

— Tenho um paciente que, com bom humor, me disse: "doutor, se eu ficar impotente tá bom demais, quer dizer que eu não morri da doença". O que ele (paciente) tem pensar inicialmente é o seguinte: ele tem um câncer e hoje operamos basicamente pacientes com câncer agressivo (cerca de 10%). Então, se ele não for operado, vai morrer por causa da doença. O primeiro resultado que procuramos no tratamento é oncológico, que é a cura do câncer. Depois buscamos a recuperação, principalmente da incontinência urinária e da impotência.

Nogueira é otimista quando fala na evolução da medicina em relação à cirurgia da próstata. Quando realizada após um diagnóstico precoce, a chance de cura é de 96%. Ele garante que as sequelas são muito menores hoje do que no passado.

— Tanto a impotência quanto a incontinência (que atinge apenas cerca de 3% dos casos) têm diminuído muito por causa da melhora da técnica cirúrgica. Há um conhecimento maior da anatomia, a cirurgia ficou mais limpa, antigamente havia muito sangramento e hoje não se sangra tanto.

Além disso, Nogueira destaca que a identificação por imagens, cada vez mais precisa, facilita a preservação de nervos na região.

— Hoje se opera com lupa, com laparoscopia, consegue se enxergar melhor e o treinamento médico, principalmente, evoluiu. A taxa de transfusão de sangue para uma cirurgia de próstata é mínima. Há 15, 20 anos, transfusão era praticamente rotina. E o grau de impotência era maior, já que não se conseguia identificar tão bem os nervos.

Meller destaca que a incontinência e a impotência são problemas decorrentes principalmente da cirurgia. Nos casos de outros tratamentos, como radioterapia, o risco de impotência existe, mas em menor grau.

Infertilidade não é impotência

Em relação à infertilidade, que necessariamente ocorrerá após a cirurgia, os especialistas deixam em aberta a possibilidade de o paciente depositar uma amostra do sêmen em um banco de esperma. Em geral, por se tratar de uma doença que afeta indivíduos com mais de 40 anos, ter filhos, no entanto, já não é a prioridade para eles.


Infertilidade, porém, não significa impotência, conforme Meller faz questão de ressaltar. Ele afirma que questões psicológicas serão importantes para a recuperação da potência após a cirurgia da próstata. Segundo o médico, o fato de o homem enfrentar um câncer, independentemente de ser de próstata ou não, já pode afetar a libido dele, por causa da preocupação. No caso da próstata, porém, ele faz outra ressalva.

— Quando o homem retira a próstata, continua a ter os sintomas da ejaculação, o prazer. Ele está potente, mas não sai esperma, não tem líquido, mas tem ereção e orgasmo. Ele percebe o sexo de maneira diferente. Por isso que digo que o aspecto psicológico é importante para ele recuperar a potência. 


Radio e quimioterapia podem ser causas de infecções como a cistite actínica, devido à radiação na bexiga e no reto, e de sangramento pela urina. As fezes também podem aparecer com sangue, e eventuais dores ao evacuar podem surgir, assim como a estenose (diminuição do diâmetro) do reto, exigindo um laxante. No entanto, segundo, Nogueira, estes tipos de sequelas em geral ocorrem depois que o pior já passou. No caso, o próprio câncer.

— A cistite actínica também tem tratamento, vai causar urgência para urinar, o paciente poderá ter que tomar medicamento para segurar a bexiga, mas também se trata de uma sequela facilmente manejável.


Atualmente, aqueles com histórico familiar, e indivíduos negros, devem fazer o diagnóstico da próstata entre 45 e 50 anos, conforme orientação da SBU. Já para os que não estão no grupo de risco, a indicação é de que os exames (PSA e toque retal) sejam feitos entre 50 e 55 anos, periodicamente. Por ser um tumor de evolução lenta, a recuperação também é longa, levando cerca de 15 anos até um diagnóstico de cura.



Fonte: http://noticias.r7.com/saude/impotencia-e-falta-de-libido-no-tratamento-de-cancer-de-prostata-podem-ser-revertidos-17112015


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PESQUISADORES LOCALIZAM GENE QUE FAVORECE RESISTÊNCIA AO CÂNCER DE PRÓSTATA



Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença.

A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira (9) a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene "permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata", já que ao neutralizar a via pela qual ele atua "permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes".

"Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente", explicou.

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações.

Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores - com uma esperança de vida de dois anos - resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista "Câncer Cell".

"Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia", apontou o oncologista.

"O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento".

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e "individualizar" o procedimento ao máximo.

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia.

No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque "há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando" para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

"Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos", concluiu.





Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/pesquisadores-localizam-gene-que-favorece-resistencia-ao-cancer-de-prostata

CÃES PASSAM A SER USADOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA



O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, em inglês) aprovou recentemente o uso de cães farejadores para realização de exames e diagnósticos de patologias oncológicas. Os animais serão usados especificamente para detectar sintomas de câncer de próstata.

Até o momento a medida é válida como teste, mas os primeiros estudos realizados este ano apontaram uma capacidade de detecção de até 93%. Alguns cachorros chegam a ter índice de 97% de acerto.


“Com o passar dos anos, houve muitos relatos que sugeriam que os cães poderiam detectar o câncer com base no cheiro do tumor”, afirmou o urulogista do Hospital Universitário de Milton Keynes, Iqbal Anjum. “Acredita-se que as moléculas voláteis associadas ao tumor seriam liberadas na urina da pessoa, facilitando a coleta e o teste das amostras.”

Hoje em dia, o teste usado para detectar o câncer de próstata é o antígeno prostático específico (PSA, em inglês), um exame de sangue que mede no organismo os níveis de uma molécula expelida pela próstata.

Em caso de suspeita de câncer, esses níveis aumentam bastante e, depois disso, são realizados outros tipos de diagnósticos, como o conhecido exame do toque retal rotineiro, que identifica lesões em fases iniciais e diminuir a probabilidade de complicações.

Com os cães especialmente adestrados para identificar a substância no sangue, os animais conseguem identificar mudanças já na urina do paciente, evitando situações inavasivas e trazendo benefícios para a saúde masculina.



O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum em homens com mais de 50 anos de idade.
Fonte Yahoo

RISCO DE CÂNCER DA PRÓSTATA VARIA LARGAMENTE SEGUNDO A ETNIA



Os homens negros têm um risco duas vezes maior de serem diagnosticados com câncer da próstata do que os homens brancos.

O risco de morte pela doença entre a população negra também é duas vezes maior.

Por outro lado, os homens de origem asiática têm cerca de metade do risco de serem diagnosticados com câncer da próstata - e de morrerem da doença -, igualmente em comparação com os homens brancos.

Os novos dados podem ajudar os homens a compreenderem melhor o seu próprio risco de desenvolver câncer de próstata e tomar decisões melhor informadas sobre se devem ou não realizar exames preventivos, como o teste de antígeno específico da próstata (PSA).

Geralmente, os dados usados nas recomendações mais comuns são médias da população, não levando em conta as diferenças étnicas e genéticas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TECNOLOGIA PERMITE MELHOR PROGNÓSTICO DO TRATAMENTO DE CÂNCER DE PRÓSTATA


Considerado um dos principais progressos da medicina nuclear, o exame de PET/CT com fluoreto-18F permite avaliar o prognóstico de pacientes submetidos a tratamento de câncer de próstata com o medicamento radioativo Radium-223 (Ra-223). A técnica consiste realização da Tomografia Computadorizada por Emissão de Prótons (PET/CT) com o traçador radioativo ósseo denominado fluoreto-18F. Dessa forma, é possível ter imagens mais detalhadas para a pesquisa de metástases ósseas. As metástases ósseas são as principais causas de disseminação da doença que ocorre em pacientes com câncer de próstata. 

A diretora do serviço especializado da MND Campinas, Profa. Dra. Elba Etchebehere, explica que o PET/CT com fluoreto-18F traz a possibilidade de avaliar o prognóstico de forma mais precisa do que o disponível com outras técnicas, como cintilografia óssea. As imagens de fluoreto-18F PET/CT permitem avaliar, nos pacientes com câncer de próstata, submetidos a tratamento com Ra-223, o risco de eventos ósseos, o risco de insuficiência de medula óssea e a sobrevida global. 

“Pela primeira vez, é possível ter um forte preditor independente de resposta para o tratamento desse tipo de câncer que afeta um em cada seis homens em todo o mundo através das imagens de PET/CT com fluoreto-18F”, conta. 

Dificuldade de acesso 
Por mais que traga ganhos representativos para uma doença tão comum, o acesso ao PET/CT com fluoreto-18F ainda é difícil no Brasil. Como todas as especialidades médicas de alta complexidade, a medicina nuclear envolve custos elevados. 

“O principal agravante é que um exame como esse, vital para uma melhor conduta terapêutica para o câncer de próstata com metástase óssea, ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), restringindo o acesso da população a esse avanço”, explica a Profa. Dra. Elba Etchebehere. 

Discutindo a especialidade 

A diretora da MND Campinas discutiu as “Perspectivas para medicina nuclear no câncer de próstata”, durante o XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. O encontro é o mais importante da especialidade no País e aconteceu entre os dias 23 e 25 de outubro, no Rio de Janeiro. 

Além de discutir o avanço do PET/CT com fluoreto-18F, ela apresentou os resultados da terapia com Ra-223. Esse tratamento foi recentemente liberado pela ANVISA e tem apresentado um aumento significativo de sobrevida dos pacientes com câncer de próstata metastático. Estes temas já foram apresentados por ela no Congresso Anual Europeu de Medicina Nuclear (EANM) em 10 de outubro em Hamburgo, Alemanha e também no International PET Conference (iPET) em 5 de Outubro em Vienna, Áustria. “O Ra-223 já foi liberado, mas ainda aguarda precificação para ser amplamente utilizado”, finaliza. 

Informações RS Press

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CIS/AMURES REALIZA EXAME DE PSA GRATUITAMENTE





O CIS/AMURES está engajado na campanha Novembro Azul e espera tirar o tabu que ainda ronda muitos homens, quando o assunto é câncer de próstata. Durante o mês o professor de biomedicina da Uniplac, Paulo Weiss, juntamente com alguns alunos, estão fazendo exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) através da coleta de sangue, gratuitamente.

O valor obtido através do exame permite ajudar a diferenciar se o paciente tem presença de uma situação de aumento benigno da próstata ou de cancro deste órgão. Se houver uma suspeita da presença de cancro, deve ser realizada uma biópsia da próstata.

A enfermeira Cirlei de Oliveira e a psicóloga Vera Arruda fazem a triagem dos homens maiores de 40 anos e dos mais novos que tenham histórico familiar. Um fato curioso é que a maioria dos homens não tem se recusado a fazer esse primeiro processo. O resultado sai depois de alguns minutos e o professor volta a conversar com o paciente, orientando caso dê alguma alteração a ir a um urologista.




Segundo Vera, assim que o resultado é dado ao paciente, este também é orientado pelo CIS/AMURES a ir à secretaria de saúde do município e marcar a consulta com o especialista da área, que o Consórcio disponibiliza para todos os municípios conveniados.

ESTUDO REVELA FATORES DE RISCO DO CÂNCER DE PRÓSTATA



Idade, raça e históricofamiliar são os maiores fatores de risco para um homem desenvolver câncer de próstata.

Com um menor impacto, entram na lista pressão sanguínea elevada, níveis elevados de colesterol, deficiência de vitamina D, inflamação da próstata e ter realizado vasectomia.

Surpreendentemente, a obesidade, o alcoolismo e o tabagismo mostram uma associação negativa com a doença.

Estes são resultados de uma análise do maior banco de dados nos EUA sobre cuidados à saúde em regime de internamento hospitalar. Os pesquisadores se concentraram nos anos de 2007 a 2011, o que incluiu mais de 12 milhões de registros médicos de pacientes homens com idades entre 35 e 100 anos.

Epidemiologia do câncer

O Dr. Shankar Srinivasan e seus colegas da Universidade Rutgers (EUA) justificam o levantamento argumentando que os especialistas em câncer não compreendem ainda totalmente as causas da epidemiologia do câncer de próstata, que tem grande incidência, mas uma variabilidade muito forte na população masculina.

Eles então usaram análises estatísticas para verificar todas as variáveis independentes de que dispunham: idade, raça, histórico familiar de câncer de próstata, histórico familiar de qualquer outro câncer, obesidade, abuso de álcool, tabagismo, colesterol, deficiência de vitamina D, inflamação da próstata, vasectomia e hipertensão.

Como são dados epidemiológicos - estatísticas sobre a ocorrência da doença - o estudo não oferece explicações causais, sobretudo para o estranho efeito negativo do abuso de drogas lícitas como álcool e fumo.

Os resultados foram publicados no International Journal of Medical Engineering and Informatics

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

REMÉDIO PARA MULHERES PODE SER EFICAZ CONTRA CÂNCER DE PRÓSTATA


Um estudo recente descobriu que um medicamento, usado para detectar falhas genéticas hereditárias e com resultados positivos no tratamento de câncer no ovário, pode trazer benefícios para homens com câncer de próstata que já não respondem a nenhum tratamento.

Para este estudo os pesquisadores do Instituto para Investigação do Câncer, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust realizaram testes em 49 homens com câncer.

Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, apontam que o medicamento utilizado, o Olaparib, conseguiu reduzir o crescimento do tumor em 88% nos pacientes cujo câncer apresenta defeitos na reparação do DNA.

Este fármaco explora as fraquezas da capacidade das células cancerígenas repararem os danos no seu DNA. Neste estudo, mostrou grande eficácia em 14 dos 16 homens que apresentavam essas mutações.

“Esta experiência é entusiasmante porque pode constituir uma nova forma de tratar o câncer de próstata, detectando defeitos genéticos que se alastraram”, declara Áine McCarthy, do Instituto de Investigação para o Câncer, citada pela BBC.

No entanto, este é apenas um estudo preliminar, que exige que sejam realizadas mais experiências para que as suas descobertas possam ser confirmadas.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

QUASE METADE DOS HOMENS COM CÂNCER AVANÇADO DE PRÓSTATA DESCONHECEM TER A DOENÇA



Um dos perigos do câncer de próstata é o fato dele ser assintomático. Muitos homens, enquanto envelhecem, prosseguem em sua rotina diária, sem se darem conta de que cuidados que a idade exige precisam ser tomados. Na maioria das vezes, essa doença imperceptível, que pede apenas um pouco de atenção, pode ser contida quando está no início. Antes de ser tornar de alto risco.

Se o diagnóstico acontecer a tempo, por meio de exames, a chance de cura é grande. Mas pesquisa divulgada em 2015 pela IPCC (Coalizão Internacional para o Câncer de Próstata) revela que 47% dos homens com câncer de próstata em estágio avançado desconhecem que tenham a doença. 

Por causa da necessidade de conscientização, a ONG Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia organizam, há quatro anos, o Novembro Azul, um mês de atividades que têm por objetivo mostrar os perigos de um diagnóstico tardio da doença. No dia 17 do mês é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.

De acordo com o presidente da sociedade, em São Paulo, Roni Fernandes, as possibilidades já chegam a 96% de cura se a doença, exclusivamente dos homens, for detectada em seu início. 

—Trata-se de um tumor muito curável quando o diagnóstico é precoce. Quando não é precoce, existe uma série de tratamentos para controle, mas não se cura mais, o câncer sai do grupo de cura para o de controle.

Em 2012, no Brasil, o câncer de próstata matou cerca de 13 mil pessoas, segundo o Instituto Nacional do Câncer. É o segundo tipo de câncer que mais atinge os homens: a cada ano, cerca de 69 mil brasileiros passam a ter a doença, uma enfermidade típica do envelhecimento, por ser causada em grande parte pelo desequilíbrio de hormônios como a testosterona, tão atuantes na juventude. E é bem diferente da hiperplasia da próstata, doença que não é considerada câncer.

O diretor de Urologia do Hospital AC Camargo, em São Paulo, Gustavo Cardoso Guimarães, afirma que, dos pacientes que tiverem o câncer de próstata, considerados jovens, em cerca de dois terços ela será de risco intermediário a alto risco de morte.

A recomendação, portanto, é que os homens com histórico familiar façam os exames com uma idade entre 45 e 50 anos. Já os que não tiverem histórico familiar, podem fazer com uma idade entre 50 e 55 anos. São dois os testes mais comuns: o toque retal, feito pelas mãos do urologista, e o PSA, enzima da próstata que pode apontar alguma alteração, por meio de exame de sangue.

Fonte R7

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CIS/AMURES SE VESTE DE AZUL PARA CONSCIENTIZAR OS HOMENS SOBRE CÂNCER DE PRÓSTATA



Agora chegou à vez dos homens. A campanha Novembro Azul é voltada para lembrar o público masculino da importância em realizar consultas rotineiras ao médico e, principalmente, vencer o preconceito. Um dos focos é alertar sobre o câncer de próstata, o segundo mais frequente neles. O CIS/AMURES está engajado nesta campanha. A instituição faz orientações relacionadas à campanha, aos pacientes.

O local está todo decorado com a cor azul e os funcionários com camisetas ilustrativas. A psicóloga Vera Correa, a enfermeira Cirlei Aparecida Arruda estão dando mini palestras diariamente (durante todo mês) e distribuindo panfletos com informações sobre a doença e as formas de prevenção.



Durante todo o mês de novembro serão realizadas coletas de PSA (exame de sangue) para homens de 45 a 70 anos gratuitamente no CIS. Para participar, o paciente não deve estar em tratamento com urologista e nem ter realizado o exame de PSA por um prazo de 12 meses.

Conheça a doença

O câncer de próstata é a 2ª maior causa de morte por câncer no Brasil. Atinge principalmente homens maiores de 50 anos. É muito importante descobrir a doença o quanto antes, para aumentar as chances de cura.

Os principais sintomas são: urinar com frequência, principalmente à noite, porém pouco de cada vez. Dor, sensação de ardor ou dificuldade para urinar, presença de sangue na urina ou sêmen e ejaculação dolorosa.


CÂNCER DE PRÓSTATA: COMO A DOENÇA É TRATADA?


Se descoberto em estágio inicial, o tratamento do câncer de próstata FICA RESTRITO À GLÂNDULA, seja com a radioterapia ou com a cirurgia de retirada das células cancerígenas ou da glândula. A partir de então, o homem passa a monitorar junto com o especialista o desenvolvimento da doença. As próximas medidas serão tomadas de acordo com os sinais de agressividade da doença. “Nas fases avançadas, utilizamos bloqueios hormonais no paciente para restringir a multiplicação do tumor”, afirma o urologista BERNARDO XAVIER.

De acordo com o radio-oncologista MARCUS CASTILHO, caso a próstata seja retirada o homem pode ter ejaculação seca, ou seja, ele tem o orgasmo, mas não consegue ejacular. Impotência sexual, incontinência urinária e retenção de urina também são efeitos colaterais, porém tratáveis. “As chances deles acontecerem é baixa e isso depende da experiência do cirurgião”.

Outra opção é a RADIOTERAPIA, que tem duas modalidades: a aplicação por fora do paciente ou a bracterapia, que é radiação diretamente na próstata.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE PRÓSTATA PODE AUMENTAR EM 90% AS CHANCES DE CURA


O mês de novembro, tradicionalmente lembrado como o mês de prevenção ao câncer próstata, por conta da campanha Novembro Azul, serve de alerta para a população masculina, sobre a importância da realização anual do exame de toque retal, indicado para homens com idade a partir de 45 anos e que além de prevenir a doença, apontando eventuais alterações, pode levar a um diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura em até 90%.

Só na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), de referência no tratamento dos mais diversos tipos de câncer na Amazônia Ocidental, entre janeiro e setembro foram realizadas 2.028 consultas na especialidade de urologia, a maioria delas voltadas a pacientes com suspeita ou comprovação de câncer de próstata.

Segundo o diretor-presidente da FCecon, pneumologista Edson de Oliveira Andrade, este tipo da doença é o mais incidente entre os homens no Estado. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde (MS), reforça a afirmação, com projeção de 510 novos casos para 2015 e uma taxa bruta de incidência de 27,94 casos para cada 100 mil habitantes.

A FCecon tem investido, através de seus profissionais, no aprimoramento de técnicas cirúrgicas, a exemplo das cirurgias minimamente invasivas, implantadas há alguns anos na instituição, e que tem surtido resultados positivos, com a recuperação mais rápida dos pacientes e menos risco de danos e sequelas, a exemplo da impotência sexual. Nos nove primeiros meses deste ano, foram realizadas no âmbito do hospital, 113 cirurgias urológicas – procedimentos convencionais e minimamente invasivos -, voltadas ao tratamento dos cânceres de próstata, rins, entre outros.

De acordo com o chefe do Serviço de Urologia da FCecon, Dr. Giuseppe Figliuolo, os pacientes que dão entrada no hospital em busca de tratamento são oriundos de vários municípios amazonenses e de estados e até países vizinhos, o que eleva o número de atendimentos significativamente.

Como o câncer acontece?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, responsável por produzir parte do sêmen. No caso deste órgão, explica Figliuolo, o câncer ocorre quando há o crescimento de massa tumoral nesta área, que pode levar até 15 anos para chegar a 1 centímetro. Ele destaca que o desenvolvimento da doença é lento e, na maioria dos casos, ocorre em homens com mais de 65 anos. “Ao longo da vida, 1 em cada 6 homens desenvolverá a doença”, afirma.

Segundo o urologista, o exame de toque retal é primordial para a descoberta da doença ainda na fase inicial. No caso de histórico na família – quando pais e irmãos já tiveram a doença -, o teste deve ser feito a partir de 40 anos, por conta do fator hereditário. Também é indicada a realização do exame de sangue para a dosagem do PSA, o qual pode apontar alterações hormonais que podem ser um indício da doença.

Mesmo com a ampliação das campanhas de orientação e a disseminação de informações como esta, Figliuolo explica que grande parte dos homens ainda apresenta resistência ao exame de toque. Ele alerta, contudo, que deixar de realizá-lo no tempo certo pode levar a um diagnóstico tardio e, consequentemente, à evolução de um tumor mais invasivo, que reduz não só as chances de cura, mas também eleva os riscos de sequelas como a impotência sexual.

“Quanto maior o tumor, mais complexa é a cirurgia. Mas na fase precoce, o procedimento cirúrgico é menos agressivo, e o nervo responsável pela função erétil, acaba sendo preservado, sem prejuízos ao paciente”, relatou o especialista, completando que o tratamento também pode ser associado, utilizando, por exemplo, a radioterapia.

Sobre a prevenção, o médico destaca que a adoção de hábitos saudáveis, que evitam vários tipos de doença, como as cardiovasculares, também se aplicam ao câncer. Entre eles, estão a redução do consumo de carne vermelha, a manutenção de uma alimentação rica em licopeno (presente, por exemplo, no extrato de tomate) e a prática de exercícios físicos com frequência. O consumo de cigarro e bebidas alcoólicas em excesso são alguns dos vilões que devem ser evitados e que contribuem, não só para o aparecimento do câncer de próstata, mas de outras neoplasias malignas.

Sintomas

Quando na fase inicial, o câncer de próstata é assintomático. Já em outros estágios, alguns sintomas pedem atenção redobrada e podem indicar a presença da doença ou outras anormalidades. São eles: fluxo urinário fraco ou interrompido, micção frequente, impotência, sangue no líquido seminal, dor ou odor na hora de urinar, perda de controle da bexiga ou intestino devido a pressão do tumor sobre a medula espinhal.

Fonte Portal EmTempo

MICRÓBIO ENCONTRADO NA VAGINA PODE LEVAR AO BLOQUEIO DO VÍRUS DA AIDS



Um micróbio encontrado naturalmente na vagina pode se tornar uma nova arma no combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Estudo publicado ontem na revista científica “mBio”, editada pela Sociedade Americana para a Microbiologia, mostra que o muco cervico-vaginal de mulheres que possuem uma espécie particular de bactéria é capaz de efetivamente capturar partículas do vírus HIV, servindo como um bloqueio natural contra infecções. Entretanto, alertam os pesquisadores, o bioma vaginal varia entre as mulheres e até entre as diferentes etapas na vida de uma mesma pessoa.

— As superfícies mucosas, como pulmões, trato intestinal e o sistema reprodutivo feminino, são onde a maioria das infecções ocorrem — diz Sam Lai, professor de Farmácia na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, e autor do estudo. — Nossos corpos secretam mais de seis litros de muco todos os dias como uma primeira linha de defesa.

Os pesquisadores coletaram amostras de muco cervico-vaginal de 31 mulheres em idade reprodutiva e mediram diversas propriedades do material. Entre os exames, foram introduzidas partículas do HIV, e foi possível separar as amostras em dois grupos distintos: os que capturavam as partículas e os que deixavam o patógeno circular livremente.

Uma das diferenças entre os dois grupos foi o maior nível de ácido lático D nas amostras que capturaram o HIV. Como os humanos não produzem essa substância, os cientistas suspeitaram que micróbios que vivem na camada de muco eram os responsáveis pela diferença na quantidade de ácido lático D.

Com o sequenciamento genético das bactérias, os pesquisadores concluíram que o muco capaz de bloquear o vírus possuía grandes concentrações da bactéria Lactobacillus crispatus. Em contraste, o muco que falhou em capturar o HIV possuía uma outra espécie de Lactobacillus, a L. iners, ou possuía múltiplas espécies de bactéria, incluindo a Gardnerella vaginalis. Essas duas condições são associadas frequentemente com vaginoses bacterianas.

— Eu fiquei realmente surpreso em como pequenas diferenças entre espécies de Lactobacillus proporcionam diferença substâncial nas propriedades da barreira do muco — destaca Lai, lembrando que, historicamente, os ginecologistas consideravam a microflora vaginal como saudável se fosse dominada por qualquer espécie de Lactobacillus. — Mas nosso trabalho mostra que da perspectiva da barreira do muco, essa não é uma boa distinção.

Com os resultados desta pesquisa, agentes de saúde devem se preocupar mais com mulheres que possuírem populações de Lactobacillus iners. E, por outro lado, microfloras dominadas pelo Lactobacillus crispatus se mostraram mais protetivas contra o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis do que se imaginava.

As análises demonstraram que a barreira do muco funcionam com partículas do HIV, mas também com outros vírus. Sedungo Lai, o muco cervico-vaginal pode ser pensado como uma “camisinha biológica”, que pode ser reforçada pela alteração do bioma vaginal das mulheres.

— Se nós encontrarmos uma forma de inclinar a batalha em favor do L. crispatus nas mulheres, nós poderemos aumentar as propriedades da barreira natural do muco e melhorar a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis — conclui Lai.

Fonte IG Notícias

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

HOMENS TERÃO MAIOR INCIDÊNCIA DE CÂNCER EM 2015

Um câncer de próstata é detectado a cada 7,6 minutos. Esta estatística poderia ser consideravelmente menor se os homens fizessem dois exames essenciais para prevenção: o toque retal e o exame de sangue chamado PSA (antígeno prostático específico, uma proteína produzida pela próstata e que apresenta níveis elevados nos casos de câncer). Eles são complementares — a realização de um exame não exclui a necessidade do outro. Isso acontece porque o PSA falha em 20% dos casos e o toque retal, em 35%; contudo, a realização de ambos reduz a probabilidade de falha para 8%.

A resistência dos homens é vista de perto pelo oncologista clínico, Rodolfo Gadia. “Muitos deles acham perda de tempo fazer exames de rotina e mesmo tendo um problema, não vão ao médico. Quando o assunto é exame de próstata, alguns até mudam de assunto”, afirma.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) os cinco tumores mais incidentes entre o sexo masculino são os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e o de estômago. Nas regiões Sul e Sudeste, o câncer da próstata é o mais incidente. Estimam-se 68 mil novos casos de câncer da próstata no Brasil em 2015.

Para informar esse público não muito adepto aos cuidados médicos, Gadia listou algumas características dos cânceres mais frequentes nos homens. Confira:

– Câncer de pele: existem dois grupos distintos de câncer da pele: o não melanoma, mais frequente e menos agressivo, e os melanomas, mais agressivos, porém muito raros. Para 2015 são esperados 98 mil novos casos de câncer da pele não melanoma entre homens. A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco para o surgimento dos cânceres de pele não melanoma. Em geral, para o melanoma, o maior risco inclui história pessoal ou familiar. Outros fatores de risco para todos os tipos de câncer da pele incluem: sensibilidade da pele ao sol, doenças imunosupressoras e exposição ocupacional.

– Câncer de próstata: o único fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento do câncer da próstata é a idade. Além desse, outros fatores como raça/etnia, história familiar da doença e alimentação, também influenciam.

– Câncer de pulmão: são esperados 16 mil novos casos para 2015. É o segundo mais frequente nas regiões Sul e Centro-Oeste. O tabaco ainda é o principal fator de risco, responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão. Os outros fatores de risco estão relacionados à história familiar, a exposição a carcinógenos ocupacionais e ambientais, por exemplo, amianto, arsênico, radônio 38 e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

– Câncer de cólon e reto: são esperados 15 mil novos casos para o país, neste ano. Os fatores de risco mais relevantes são a história familiar de câncer colorretal e a predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino. A idade também é considerada um fator de risco, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam com a idade.

– Câncer do estômago: estimam-se 12 mil casos novos de câncer do estômago em homens. O maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer do estômago é a infecção em longo prazo pela bactéria H. pylori. É uma das infecções mais comuns no mundo e pode ser responsável por 63% dos casos de câncer gástrico. Em geral, o câncer gástrico apresenta o fator ambiental/comportamental como o principal para o seu desenvolvimento.

Tudo azul

O movimento conhecido como Novembro Azul teve início na Austrália, em 2003, por conta do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (17 de novembro). A partir daí, muitas entidades abraçaram essa causa para chamar a atenção do homem para a importância da prevenção e da detecção precoce desse tipo de câncer. Como no Outubro Rosa (dedicado à conscientização do câncer de mama), alguns monumentos também mudam sua iluminação para a cor azul durante o mês de novembro. Além disso, em muitos países, há reuniões entre os homens para falar sobre saúde masculina, incluindo não só o câncer de próstata, mas o câncer de testículo, depressão masculina e outras doenças.



Fonte: http://fernandoprado.com/homens-terao-maior-incidencia-de-cancer-em-2015/