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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CIS/AMURES FAZ ENTREGA DE LENÇOS E CHAPÉUS DOADOS NO OUTUBRO ROSA


Encerrando as ações do Outubro Rosa, o CIS/AMURES, entregou lenços e chapéus às pacientes de câncer de mama da UNACON – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Geral Tereza Ramos de Lages, referência no tratamento de câncer. A entrega foi realizada na quinta-feira, 19 de novembro, pela manhã, onde a coordenadora administrativa Claudia Maria de Borba e a Enfermeira Rita Furtado Pucci receberam as doações, que foram arrecadadas no mês de outubro, entre os pacientes que compareceram as consultas e exames no Consórcio. A diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Terezinha Júlio, afirmou “esse é um grande gesto de solidariedade para alegrar quem precisa!”.


Para a Coordenadora Técnica do CIS/AMURES, enfermeira Cirlei Arruda, a ação complementa a programação do Outubro Rosa e demonstra o compromisso de todos os colaboradores do CIS/AMURES e pacientes com a causa.


Na ocasião Ana Clara Mendes Castagna, de oito anos, filha de uma colaboradora do CIS/AMURES, foi incentivada a doar uma mecha de seus cabelos, para confecção de perucas para pacientes que sofreram modificações no corpo em virtude do tratamento contra o câncer. A psicóloga do Consórcio, Vera Aparecida Córdova Correa pontua que a autoestima é um dos melhores ‘remédios’ para garantir a recuperação das pacientes, porque dá energia e esperança de que dias melhores virão.

Texto Alexandre de Sousa

sábado, 31 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? MEDICINA PERSONALIZADA NO SÉCULO XXI!

Hoje, no século XXI, sabemos que existem diversos tipos de câncer de mama, dependendo da genética do paciente. A cirurgia é muitas vezes combinada à radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal (bloqueia os hormônios femininos para inibir o crescimento de células cancerosas) e/ou terapias-alvo – foco do que hoje é conhecido como medicina personalizada, que utiliza medicamentos biológicos, feitos a partir de células vivas, e atacam prioritariamente as células cancerosas, resguardando as saudáveis e minimizando os efeitos colaterais.

A medicina personalizada leva em conta o tipo de câncer de cada paciente para definir o melhor tratamento. Hoje, pode-se oferecer cada vez mais uma solução certeira e direcionada para cada paciente.

A economia mundial passa por um período de estabilidade e a previsão é de nova expansão, o que aumentará os recursos para pesquisas científicas e tecnológicas para combate de doenças, inclusive o Câncer de Mama.

No Brasil, de todos os novos casos de câncer diagnosticados anualmente, o câncer de mama representa 22%. Estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer) apontam 57 mil novos casos da doença em 2015 e este número tende a aumentar. Hoje, sabe-se que aproximadamente 50% das pacientes atendidas pelo sistema público de saúde no Brasil descobrem a doença em estágio avançado. Dados em escala mundial indicam que até 30% dos casos evoluem para o estágio metastático, quando o tumor já atingiu outros órgãos do corpo.

Já existem tratamentos que praticamente mudaram a história de alguns tipos de câncer de mama metastático. A equipe médica, que antes falava em meses, pode agora considerar anos a mais de vida para as pacientes, graças ao desenvolvimento de novos medicamentos personalizados, criados para atacar determinados pontos dos tumores. Mas esses avanços ainda não são para todas.

Tão importante quanto ter novos medicamentos é torná-los disponíveis aos que mais precisam. As mulheres diagnosticadas com câncer de mama precisam receber as terapias específicas para seu tipo de tumor, isso lhes dará chance de viver mais e com qualidade de vida.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/desafios-futuros-para-o/

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OBESIDADE X CANCÊR



Todos sabem que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, mas poucos têm noção de que ela também pode ser responsável pelo desenvolvimento de diversos tumores.

A relação entre o acúmulo de gordura corporal e o desenvolvimento do câncer não é uma novidade para os médicos, mas a epidemia de obesidade que se alastra pelo mundo vem agravando o problema e pedindo uma maior conscientização da população, particularmente das mulheres, já que muitos estudos indicam que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer em mulheres, incluindo o de mama e de endométrio (a parede interna do útero).

O relatório Saúde Brasil 2009, divulgado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2010, revelou que 46,6% dos brasileiros estão acima do peso e que a obesidade tem forte impacto sobre uma das doenças que já se apresenta como a segunda causa de morte no país e no mundo: o câncer. Em 2010-2011, o Brasil terá quase 1 milhão de novos casos: 978.540.

Em estudo publicado em fevereiro de 2010 pelo Inca, em parceria com o Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF), revela que uma parte importante dos casos de câncer poderia ser evitada no Brasil a partir do controle da obesidade. Segundo o relatório, no Brasil, a obesidade é responsável por 14% dos casos de câncer de mama.

“Enquanto na década de 1970 cerca 6% das brasileiras eram obesas, nos anos 1990 esse número dobrou”, explica a mastologista Fabiana Baroni Makdissi, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo ela, manter-se com um peso saudável, o que exige alimentação equilibrada e exercício físico, é um aspecto-chave da prevenção. “É preciso se cuidar. É uma questão de qualidade de vida”, diz a médica.

QUESTÕES HORMONAIS

Engana-se quem pensa que o tecido adiposo é inerte, um conjunto de células destinadas simplesmente a acumular gordura. Não, além de ser muito ativo, ele também se comporta como uma glândula, isto é, produz hormônios, normalmente em pequenas quantidades.

Por meio de enzimas, o colesterol (um dos constituintes da gordura) é convertido em estrógeno, que está comprovadamente associado ao desenvolvimento de câncer na parede interna do útero e de boa parte dos tumores de mama. Assim, mulheres com excesso de peso têm maior nível desse hormônio na circulação sanguínea, o que as torna mais vulneráveis a essas doenças. Mas é depois da menopausa que o risco fica ainda maior.

Durante a fase reprodutiva da mulher, são os ovários que produzem a maior parte do estrógeno. Depois da menopausa, a presença desse hormônio na circulação cai muito, embora nunca chegue a zerar, justamente por causa da atividade do tecido adiposo, explica a oncologista Maria Del Pilar Esteves Diz, do Instituto do Câncer de São Paulo Otávio Frias de Oliveira.

“Quando há muito tecido adiposo, os níveis de estrógeno ficam acima do desejado”, afirma a médica. O resultado é uma superestimulação tanto do endométrio como do tecido mamário, numa fase da vida em que isso não deveria mais ocorrer.

O problema é que justamente na pós-menopausa as mulheres têm mais facilidade para engordar. “Depois da menopausa, há uma queda no metabolismo, ou seja, o gasto enérgico é menor. Se a mulher continua comendo igual, o resultado é o ganho de peso”, explica Fabiana Makdissi.


DEPOIS DA QUIMIOTERAPIA

A mastologista chama ainda a atenção das mulheres cuja menopausa foi induzida, temporária ou definitivamente, pela quimioterapia usada no tratamento do câncer. “Para aquelas que tiveram câncer de mama ou de endométrio, prevenir o ganho de peso é mais importante ainda, porque nelas o risco já é maior”, Makdissi.

Perder peso é a melhor forma de diminuir o risco desses dois tipos de câncer feminino, e a receita é bem conhecida: atividade física regular, ainda que moderada, e alimentação com pouca gordura saturada, muitas frutas e vegetais, em intervalos de aproximadamente três horas. “Também não é para ficar magérrima”, ressalta Maria Del Pilar Esteves Diz, que explica que um pouco de tecido adiposo é saudável e necessário.

Em vez de ficar obcecada com o valor indicado pela balança, a mulher precisa estar atenta ao Índice de Massa Corpórea, que não deve ser maior que 25 [veja a seguir]. E ninguém deve esperar a menopausa para se cuidar, pois, já que vai ser difícil emagrecer depois dela, o melhor é chegar lá com o peso sob controle. Lembrando que isso não prevenirá apenas o câncer de mama ou de endométrio, mas também outros tipos de tumor (colorretal, rim, pâncreas e esôfago), bem como uma série de outros problemas de saúde associados à obesidade.

“Estamos vivendo cada vez mais e temos de pensar seriamente na qualidade de vida que queremos no futuro”, diz Makdissi. “Eu costumo dizer que quem não encontrar tempo para prevenir doenças, o que pode ser feito com prazer, provavelmente um dia vai ser obrigado a encontrar tempo para tratá-las.”

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/viver-bem/a-guerra-contra-a-obesidade/



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? NEM TODO CÂNCER DE MAMA É IGUAL!

Entre 1980 e 1990 Robert Weinberg e sua equipe de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts descobriram um tipo específico de câncer diferente do hormonal, chamado HER2 positivo. Hoje, sabemos que a superexpressão de receptores HER2 torna o câncer de mama mais agressivo e este tipo afeta entre 20 e 25% das mulheres diagnosticadas com a doença.

Esta descoberta possibilitou à medicina encontrar opções terapêuticas específicas e efetivas para ambos os tipos de tumor (hormonal e HER2 positivo).

Em 1980, a internet começa a se popularizar e foi realizada a primeira vídeoconferência da história. No final da década, a queda do Muro de Berlim põe fim à Guerra Fria.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/nem-todo-cancer-de-mama-e-igual/

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? SURGIMENTO DA QUIOMIOTERAPIA


O término da Primeira Guerra e o início da Segunda Guerra foram marcados pelo aparecimento de uma das terapias mais utilizadas até hoje no tratamento do câncer: a quimioterapia.

Os farmacêuticos norte-americanos Louis S. Goodman e Alfred Gilman deram início ao uso de produtos químicos no tratamento do câncer, mostrando que aquimioterapia poderia induzir a redução de tumores, contudo atacava também as células sadias do corpo.

O final da segunda guerra mundial trouxe um alívio momentâneo para o mundo que, devastado, começava a se recuperar. No mesmo período, grandes avanços foram feitos na área da medicina com o uso de quimioterapia e desenvolvimento na área cirúrgica.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? - A INFLUÊNCIA DOS HORMÔNIOS NO CÂNCER DE MAMA

Entre 1800 e 1900 Thomas Beatson, médico inglês, descobriu que coelhas paravam de produzir leite após a remoção dos seus ovários. Em seus estudos, Beatson removeu os ovários de pacientes com câncer de mama avançado (técnica chamada ooforectomia), o que muitas vezes resultou em melhorias para as pacientes. Ele também descobriu o efeito do hormônio do ovário feminino (estrogênio) sobre o câncer de mama, antes mesmo que o próprio hormônio fosse descoberto.

Dra. Janet Lane-Claypon foi outra médica que muito contribuiu para os avanços do conhecimento do câncer de mama. Seus estudos compararam um grande número de mulheres similares com e sem câncer de mama e identificaram muitos dos fatores de risco para a doença , como a menopausa e o número de filhos, que ainda são considerados válidos até hoje.

Atualmente, o teste hormonal é uma parte fundamental para o correto diagnóstico e tratamento da doença.

O conhecimento sobre doenças e tratamentos contribuiu para o crescimento populacional do século – era possível prevenir e tratar diversos males, portanto a expectativa de vida mundial também aumentou. Outras áreas de conhecimento também cresceram no período, como a matemática e a física.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/a-influencia-dos-hormonios-no-cancer-de-mama/

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? INÍCIO DOS TRATAMENTOS CIRÚRGICOS

Entre 1700 e 1800 Henri Le Dran, um cirurgião francês, foi o primeiro a levantar a hipótese de que o câncer de mama era uma doença com diferentes estágios e que prevenir a propagação do câncer para os linfonodos próximos da mama seria fundamental. Isso fez que a remoção cirúrgica do tumor se tornasse um tratamento para essa doença.

O cirurgião norte-americano William Halsted desenvolveu o primeiro tipo de mastectomia, chamada Mastectomia Radical, que consiste na retirada da glândula mamária, do músculo peitoral e dos linfonodos da região da axila, uma técnica muito invasiva para as mulheres.

Atualmente, devido às melhorias nas técnicas cirúrgicas e entendimento do câncer de mama, muitas vezes é possível conservar o tecido muscular e nódulos linfáticos, melhorando assim o resultado para as pacientes.

Neste século, a Revolução Industrial tem início na Inglaterra, utilizando máquinas para realizar trabalhos que, até então, eram manuais. Isso fez com que a produção aumentasse e houvesse o surgimento do capitalismo moderno.

http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/inicio-dos-tratamentos-cirurgicos/

sábado, 24 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? - AS FREIRAS E O CÂNCER DE MAMA - ANO 1.600

Observando as taxas relativamente altas de câncer de mama em freiras, Bernardino Ramazzini, médico italiano, constatou que elas tinham uma chance maior de desenvolver a doença por causa de seu estilo de vida celibatário. Esse foi um passo importante na compreensão do papel dos hormônios no câncer de mama.

Em 1600, começa a Idade Moderna na Europa, com o movimento cultural Barroco e avanços em diversas áreas de conhecimento, como a matemática e a ciência. No período, a religião católica avança também para a América recém descoberta.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/a-freiras-e-o-cancer-de-mama/

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

VOCÊ SABIA? HÁ REGISTROS ESCRITOS DE CÂNCER DE MAMA NO ANO DE 1.600 A.C

Datado de 1600 AC, o papiro Edwin Smith é um trecho de um livro do antigo Egito em cirurgia do trauma e é o primeiro documento médico conhecido pelo homem. Descreve oito casos de tumores ou úlceras da mama. O papiro concluiu que “Não existe nenhum tratamento para esta doença”.

O Egito Antigo é marcado por ser a primeira época registrada com escrita na história. Os papiros são uma fonte valiosa de informações sobre este povo.

Fonte: http://www.mulherconsciente.com.br/outubrorosa/os-antigos-egipcios/

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A IMPORTÂNCIA DA MAMOGRAFIA



A mamografia é um exame radiográfico de extrema importância, que tem como objetivo a avaliação das mamas. A partir dela, é possível identificar lesões benignas ou malignas, que geralmente surgem como nódulos.

O exame é realizado através de um aparelho de raio-x específico: o mamógrafo. O mamógrafo é capaz de identificar nódulos e calcificações antes mesmo de ser possível identificá-los através da palpação, portanto, a mamografia é um exame fundamental para a detecção precoce do câncer de mama.

Recomenda-se que o exame seja realizado anualmente por mulheres com mais de 40 anos. Para as mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama, é indicado que o exame seja realizado anualmente a partir dos 30 anos de idade.

Dicas para a realização do exame:

-Você precisará usar um avental específico da cintura para cima, portanto, vista duas peças de roupas separadas no dia do exame. Por exemplo: uma calça e uma camiseta confortável.

-Evite agendar o exame em um período próximo à menstruação. Devido às alterações hormonais, as mamas ficam mais sensíveis neste período, o que pode tornar o exame desconfortável.

-Converse com o seu médico e informe suas limitações, como implantes mamários, dificuldades para mover os braços, sensibilidade em alguma área da pele ou suspeita de gravidez.

-No dia do exame, não use cosméticos, como hidratantes ou desodorantes, na área das mamas.

A mamografia salva vidas! Converse com o seu médico e agende o exame. Lembre-se de compartilhar essa informação com as mulheres que você ama.

Fonte: http://outubrorosa.org.br/depoimentos/mamografia-entenda-o-exame-e-a-sua-importancia/

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

BIOSSENSOR É NOVIDADE PARA DETECTAR PRECOCEMENTE CÂNCER DE MAMA

O segundo tipo de câncer de mama mais comum no Brasil também chama a atenção pela alta taxa de mortalidade: 15,2% do total de óbitos por tumores em mulheres. Isso porque, segundo especialistas, geralmente é detectado em estágio avançado. Um grupo de pesquisadores da Itália e da Arábia Saudita trabalha para facilitar a descoberta precoce da doença por meio de nanotecnologia. Com o biossensor, garantem, podem-se detectar sinais da doença antes mesmo de ela se manifestar. Detalhes sobre a técnica foram divulgados na revista Science Advances.

Enzo Di Fabrizio, pesquisador da King Abdullah University of Science and Technology, na Arábia Saudita, e um dos autores do estudo, conta que a inspiração para o dispositivo vem de um avanço na física. “A ideia surgiu quando observei que, ao ser criado em uma escala pequena, nanométrica, o campo elétrico pode ser usado para a análise de misturas de moléculas complexas”, explicou ao Estado de Minas.

O biossensor tem formato quadrado e é composto por uma variedade de nanoesferas de prata. Para verificar se há no corpo da paciente substâncias ligadas ao câncer de mama, analisa-se o sangue dela. Uma amostra do fluido é colocada sobre o dispositivo, que é iluminado por um laser com comprimentos de onda muito pequenos, menores que um fóton (estrutura considerada uma das menores da física). Dessa forma, dá para fazer uma varredura minuciosa do sangue. “Quando iluminado por um laser de comprimento de onda adequado, o sensor gera um forte campo elétrico na região, e isso faz com que as moléculas possam ser vistas por meio de um efeito de dispersão”, detalha Fabrizio.

O processo de espectroscopia – análise de substâncias por meio de ondas de luz – permitiu aos cientistas identificar individualmente aminoácidos presentes no BRCA1, gene que, quando alterado, aumenta as chances de desenvolvimento de tumores na mama e no ovário. “Nossos resultados mostram que o material pode ser analisado de uma forma que a gente compreenda a sua composição e a sua estrutura. O sensor foi concebido, fabricado e usado em uma amostra humana e pode ser utilizado para a detecção precoce da doença”, destaca Fabrizio.

André Murad, oncologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a tecnologia faz parte de uma corrente de pesquisa que tem como foco de diagnóstico a análise de proteínas, em vez da observação do DNA da paciente. “Diferentemente dos testes que usam a análise de gene, essa alternativa apresentada se chama análise proteômica e busca mutações que ocorrem em uma proteína, como os aminoácidos, substâncias pequenas que caracterizam a doença e podem ser analisadas apenas pela nanotecnologia”, explica.

Murad acrescenta que a busca por essas substâncias menores torna o processo mais simples. “Na análise genômica, há cerca de 33 mil genes para analisar, sequenciar e encontrar mutações. Quando se busca uma proteína, você procura uma substância específica. É um recurso mais objetivo”, diz.

Para Ruffo de Freitas Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, o biossensor proposto usa uma estratégia inteligente e pode auxiliar futuramente até no combate ao câncer de mama. “Trata-se de uma técnica revolucionária. Primeiro, temos o trabalho de detecção com a ajuda do campo magnético, mas podemos pensar nela para o tratamento. Poderíamos usar os mesmos recursos para corrigir essa alteração do BRCA 1 e ajudar as mulheres a se livrarem da doença.”

ALTERNATIVA AO TESTE GENÉTICO

O biossensor também tem como vantagem a possibilidade de servir como uma opção mais viável financeiramente de prevenção ao câncer de mama. Isso porque os testes genéticos com esse intuito custam em torno de R$ 6 mil no Brasil. “Cerca de 15% dos casos da doença são hereditários. Se a mulher nasce com as mutações nos genes BRCA1 e BRCA 2, ela tem 80% de chance de ter a doença. Para descobrir esse risco, o indicado é fazer o teste genético, mas ele é muito caro, e nem todos têm como arcar”, diz Murad. Ele acredita que ter uma forma de análise mais simples e barata beneficiaria milhares de mulheres. “Seria uma opção para testes em massa que se encaixaria muito bem na rede pública, auxiliando na prevenção da doença.”

Para Ruffo Júnior, o dispositivo precisa de mais aperfeiçoamento para se tornar uma opção mais barata de prevenção. “Ao ser patenteado, esse recurso pode ficar muito caro. Vai ser uma opção para poucos, inicialmente. Acredito que ainda falta muito tempo para que ele barateie.” A aposta dos especialistas é que outors tipos de câncer possam ser detectados usando a mesma técnica. E é essa justamente a próxima fase do estudo na Arábia Saudita.

Fonte Diários Associados

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

GINÁSTICA CONTRA O CÂNCER DE MAMA


Os especialistas já notavam há anos que a atividade física diminui as náuseas e crises de vômito provocadas pela quimioterapia. Mas faltavam provas científicas sobre outros possíveis benefícios dos exercícios, especialmente para mulheres lutando contra tumores nos seios.

Em busca dessas evidências, uma equipe do Hospital A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, submeteu parte de suas pacientes a três sessões semanais de exercícios aeróbicos. Depois de um tempo, os pesquisadores observaram que elas passaram apresentar menores sinais de depressão e ansiedade, melhora no vigor físico para enfrentar os medicamentos e uma redução nos níveis de gordura corporal — algo que, hoje se sabe, ajuda a combater esse mal.

A instituição, uma das maiores referências em tratamento de câncer no Brasil, provou que, mais do que um mero coadjuvante, o exercício físico deve integrar o tratamento desse tipo de tumor. Por isso, venceu a Categoria Saúde da Mulher da edição de 2008 do Prêmio SAÚDE. Esse ano, a iniciativa, uma das mais relevantes do setor, chega à décima edição. 

Fonte M DE MULHER

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AOS 26, MULHER RETIRA OS SEIOS PARA EVITAR CÂNCER DE MAMA

Charley Wood foi diagnosticada com o gene cancerígeno BRCA1 aos 26 anos. Depois de ser informada pelo médico que tinha cerca de 85% de chance de ter câncer de mama , ela decidiu passar pela cirurgia de retirada dos seios para diminuir os riscos da doença. As informações são do Daily Mail .



Quando tinha 17 anos, Charley viu sua mãe morrer de câncer no ovário. O gene cancerígeno em seu corpo é hereditário, e logo que o descobriu pediu ao médico para pessar pela mastectomia.

"Meus seios eram como bombas relógio, eu queria eliminar o risco de desenvolver câncer de mama o máximo possível", afirmou em entrevista.

"Quando minha mãe morreu, eu não pensei que poderia haver uma ligação genética, mas minha avó e tia também morreram de câncer no ovário, então resolvi fazer os exames. Assim que o médico disse que o resultado tinha sido positivo para BRCA eu pedi para ser submetida à mastectomia. Eu não queria correr o risco de não estar viva para ver os filhos que eu posso ter no futuro crescerem", contou.

Logo após a retirada dos seios, Charley passou pela cirurgia de reconstrução das mamas e ficou com os movimentos limitados nos meses que se seguiram. "Após a operação eu tinha um dreno de cada lado do meu corpo. Meus seios estavam cobertos com fita médica - eu não os vi por 12 dias", falou sobre o pós operatório.

"Por um tempo é praticamente impossível fazer qualquer coisa", afirmou ao dizer que contou com ajuda das amigas para tomar banho e se vestir.

Para ajudar no processo de recuperação, Charley passou a fotografar o seu dia a dia e a escrever sobre sua decisão em um blog . "Decidi falar sobre minhas experiências para que outras mulheres que estão nessa situação vejam como é a realidade da operação. Foram alguns meses bem difíceis, mas eu não me arrependo".

Falando sobre a possibilidade de ter filhos no futuro, ela afirma que espera que a medicina avance pra que eles não herdem o gene cancerígeno.

"É aterrorizador quando você recebe a notícia que tem o gene BRCA1, mas isso não precisa ser o fim do mundo", completou Charley.

Fonte Terra.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CÂNCER DE MAMA É A CAUSA MAIOR DE MORTES NAS REGIÕES MAIS POBRES DO PAÍS

O câncer de mama tem atingido muito as regiões mais pobres do país, é o que diz a taxa de mortalidade. Os estados com mais doentes são, Maranhão, que chegou a 11,2%, em segundo lugar ficou o Piauí, com 9,8%, e em terceiro a Paraíba, com 9,3%, avaliado com as regiões ricas, confirma o estudo de sociedade brasileira de mastologia.

A taxa de mortalidade avaliada por esse tipo de câncer de mama em um intervalo de dez anos, entre 2002 e 2011, em todos os locais, relacionou os dados com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Nas regiões ricas teve uma queda significativa na variação de taxa, como em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, todos tiveram uma taxa negativa em média de 1,7% ao ano. O periódico BMC Public Health, disse que as razões pelo aumento dessa taxa é a falta de recursos para tratamento do câncer de mama nesses estados mais pobres, trazendo dificuldade de acesso para a população que precisa. 

Foram muitas mulheres que morreram com câncer de mama na Paraíba, o registro mostra que em 2013 foram 212 óbitos, 2014 com 241 óbitos e em 2015 já são 143 mortes até agora, afirmou a Secretária de Saúde da Paraíba. Decorrentes tanto óbitos, a Secretária de Saúde ampliou o acesso de diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama, tudo para diminuir as taxas de mortalidade através do exame clínico das mamas (mamografia) todo ano, a partir dos 40 anos, e mulheres acima dos 50 anos a cada dois anos, afirmou a Assessoria de comunicação do órgão.

Fonte BLASTING NEWS

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CIS/AMURES LANÇA CAMPANHA OUTUBRO ROSA


O Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES) lançou na manhã desta quinta-feira (01/10) a campanha Outubro Rosa. Com participação dos colaboradores, pacientes e do mastologista Dr. Fernando Vequi. Durante todo o mês os profissionais vão fazer trabalhos de sensibilização, com panfletagem e mini-palestras. Mensalmente cerca de 800 pacientes de 25 municípios passam por ali.

Em sua fala o Dr. Fernando Vequi ressaltou a importância da prevenção e do diagnostico precoce. “O câncer mais frequente nas mulheres, é o de mama, no entanto é também o que apresenta maior índice de cura, se detectado precocemente. Para isso é realizar o auto exame e a mamografia é essencial. Em Lages e Região as Secretarias Municipais de Saúde disponibilizam nas unidades básicas os exames preventivos sem custo para a população feminina em especial para as mulheres a partir dos 40 anos, ressaltou. 




No Brasil, no ano passado foram descobertos mais de 57 mil novos casos de câncer de mama. Em Santa Catarina, em torno de 1,6 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença. A Diretora Executiva do CIS/AMURES, Nalú Júlio enfatizou que o Consórcio Intermunicipal de Saúde oferece aos 25 (vinte e cinco) municípios consorciados consultas e exames com o mastologista. Serviço este custeado pelas Prefeituras dos respectivos municípios. Durante o mês de Outubro os usuários que passarem pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde receberão informações a respeito do assunto. A equipe do Consórcio fala sempre que, as mulheres tem o dever de ficar atentas e os homens de cuidar das mulheres de suas vidas (mães, esposas, filhas, irmãs, etc).




O CIS/AMURES está “vestido” de Rosa e também arrecadando lenços, chapéus e outros adereços, que serão doados para mulheres com a doença.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

TUDO PRONTO PARA O LANÇAMENTO DA CAMPANHA OUTUBRO ROSA DO CIS/AMURES


O Consorcio Intermunicipal de Saúde (CIS/AMURES) foi o pioneiro em promover campanhas em Lages e região sobre o Outubro Rosa – mês de prevenção ao câncer de mama. E este ano não poderia ser diferente! Com uma intensa programação, envolvendo colaboradores, pacientes e a comunidade em geral. Anote em sua agenda: 

Dia 01/10 às 09h30 será a Abertura do Outubro Rosa, em frente ao CIS/AMURES, com a participação do mastologista, Dr. Fernando Vequi, que falará sobre o câncer de mama, importância da prevenção, diagnóstico e tratamento.

Durante todo o dia a equipe do CIS/AMURES estarão em frente ao CIS/AMURES informando e conscientizando os pacientes e o público que circula pelo local, sobre o tema.

Dia 22/10 haverá outras atividades envolvendo o público, em frente ao CIS/AMURES.