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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

DEPRESSÃO: DIAGNÓSTICO DA DOENÇA É ESSENCIAL



A felicidade é o objetivo maior de todas as pessoas, mas cada um a procura de maneira diferente. Mesmo assim, é normal que encontremos em nosso caminho dificuldades que tragam momentos difíceis e tristes. No entanto, é preciso ter muito cuidado em não confundir a infelicidade que atinge todo mundo hora ou outra, com a depressão, transtorno médico que afeta drasticamente o humor e causa sofrimento psíquico juntamente com a falta de energia para atividades cotidianas.


Estima-se que a depressão atinja até 18% da população, mas esse não é o dado mais preocupante deste problema. A falta do diagnóstico correto da doença é responsável por não haver o tratamento apropriado para cerca de um terço dos pacientes! Para as pessoas que não tem acompanhamento médico, o quadro de depressão é muito mais forte, causando sofrimento prolongado e terríveis consequências como fim de relacionamentos, perda do emprego e até mesmo suicídio.

Ainda que a depressão não discrimine a pessoa por sexo e idade, podendo afetar homens e mulheres em qualquer período da vida, na fase reprodutiva feminina a frequência do transtorno é duas vezes maior. Ainda que sejam vários os fatores que influenciem o desenvolvimento da doença – a vida social e pressão pelo sucesso, seja nos estudos ou no trabalho, efeitos psicológicos e físicos – não se pode negar a influência genética. Quem possui familiares com histórico de depressão possuem maior vulnerabilidade para que o transtorno apareça e por isso deve ter cuidado especial com os sintomas.

Em geral são três os principais sinais de que a depressão possa fazer parte da rotina da pessoa: 1) alteração do humor para o depressivo ou constantemente irritado e a falta de motivação para atividades rotineiras ou desinteresse total para o que antes lhe era agradável (até mesmo situações simples como olhar um filme); 2) diminuição da energia para os afazeres, sejam eles domésticos ou profissionais; 3) e anedonia, que é a ausência ou redução da capacidade de sentir prazer pela vida. Mesmo assim, é possível fazer o diagnóstico sem sentimentos como tristeza, contanto que haja falta de interesse pelo que antes fazia parte da rotina e era prazeroso.

Os efeitos da depressão são tão grandes que a pessoa acaba tendo seu raciocínio afetado, e isso dificulta a organização de tarefas básicas e causa desânimo para realizá-las (resultando até mesmo na falta de higiene pessoal). Além disso, o cérebro fica condicionado a focar no negativo, elevando problemas para dimensões maiores do que eles realmente possuem. Sentimentos como culpa, angústia, tristeza, insegurança e baixa autoestima se tornam algo presente no dia a dia e afetam drasticamente a qualidade de vida.

Se você se identifica com alguns dos sintomas mencionados ou conhece alguém que possa estar nessa situação, é preciso procurar ajuda médica profissional, pois é necessário começar o tratamento o quanto antes. Mesmo que hajam remédios que melhoram o quadro clínico, muitas vezes a depressão pode ser tratada sem isso, com consultas à psicólogos ou psiquiatras. Saber identificar que o que está causando a falta de prazer e motivação é uma doença é o primeiro passo para conseguir melhorar sua vida.

Drª Luciana Mesko Moraes – Psiquiatra Especialista em Dependência Química | CRM 23363

domingo, 6 de setembro de 2015

SETEMBRO AMARELO ALERTA CONTRA O SUICÍDIO


A maioria das pessoas que pensa em cometer suicídio dá sinais que não devem ser ignorados por amigos e familiares, alerta a OMS. Doenças psíquicas como depressão estão associadas a muitos casos. 

"Mesmo que a pessoa não expresse claramente que pensa em se matar, é possível detectar algumas mudanças de comportamento. A depressão, por exemplo, altera a maneira de o paciente enxergar o mundo, mexe com sua cognição. Sentimentos de tristeza, pessimismo e angústia são constantes", explica o psiquiatra Everton Botelho, afirmando também que o uso de álcool e outras drogas são fatores de risco por serem “depressores”.

O médico explica ainda que a primeira tentativa de suicídio deve ser considerada um pedido de ajuda. "Ao conversar com a pessoa, você não deve fazer críticas e nem julgamentos. Mostrar apenas que está disposto a ajudá-la e incentivar que procure um psiquiatra", orienta. Em relação à idade, os grupos de risco são jovens entre 15 e 29 anos e idosos com mais de 65 anos. “Os jovens têm mais dificuldade de enfrentar as cobranças de um mundo competitivo como o nosso. Já os idosos se deprimem com a solidão ou quando são acometidos de doenças crônicas e passam a achar que a vida não vale mais a pena”, explica o médico.

Informações NE10

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

NOVO REMÉDIO PROMETE ALIVIAR DEPRESSÃO EM APENAS 24 HORAS


A depressão é uma doença psiquiátrica muito complexa, que se caracteriza pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações cognitivas e de apetite, entre outros. Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, ela ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida. Para tentar ajudar no tratamento da patologia, que ainda não tem cura, cientistas acabam de descobrir um medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.

A maioria das medicações usadas no tratamento da depressão atualmente ajuda a equilibrar o nível de serotonina no cérebro – neurotransmissor responsável pelo humor e que, normalmente, nessas pessoas, acaba sendo “mal distribuído” pelo cérebro. O maior problema é que esses remédios podem demorar até oito semanas para fazer efeito e os pacientes podem sofrer diversos efeitos colaterais até seus organismos se acostumarem com eles.

O novo medicamento tem como foco outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (mais conhecido pela sigla em inglês GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso. Os testes feitos em ratos mostraram que a medicação foi capaz de melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas. 

"Temos provas de que estes compostos podem aliviar os sintomas devastadores da depressão em menos de um dia, e de uma forma que limita algumas das principais fraquezas das abordagens atuais", disse Scott Thompson, presidente do Departamento de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.

Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação excitatória em regiões que estavam enfraquecidas pelo estresse e que se acredita serem enfraquecidas pela depressão humana. Já em ratos que não estavam estressados, a medicação não mostrou efeito algum. Com isso, os pesquisadores acreditam que ela não terá efeitos colaterais em humanos.

Segundo Thompson, o medicamento agora precisa mostrar sua eficácia em humanos para poder, um dia, chegar ao mercado. "Agora, será tremendamente empolgante descobrir se eles produzem efeitos semelhantes em pacientes deprimidos. Se estes compostos puderem rapidamente fornecer alívio dos sintomas da depressão humana, tais como pensamentos suicidas, eles têm capacidade para revolucionar a forma como os pacientes são tratados”, disse ele.

Fonte: Science Daily

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

OS SETE SINAIS QUE INDICAM A DEPRESSÃO

A depressão é uma doença que afeta mais de 350 milhões de pessoas de todas as idades, gêneros e etnias, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Embora o risco de ter depressão seja maior entre as pessoas com histórico da doença na família, maus hábitos comportamentais (como dormir pouco e cultivar pensamentos negativos) também podem favorecer uma crise ou agravar ainda mais um quadro já em desenvolvimento.

"Adotar atitudes mais saudáveis protegem seu corpo contra os sintomas da depressão, mas é preciso buscar tratamento depois que a doença se instala", afirma o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, professor doutor do Instituto de Psiquiatria da USP. Um dos principais problemas de quem sofre com este doença é acreditar que ele vai desaparecer por conta própria ou assumir que o mal-estar é permanente e faz parte da personalidade. Nada disso: se você apresentar, ao menos, um dos sinais listados a seguir e achar que ele tem prejudicado a sua rotina, aproveite para procurar um especialista.


Dormir pouco

"A falta do sono é um dos gatilhos para o aparecimento da depressão", afirma o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, professor doutor do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo o especialista, o organismo é regido pelo claro e escuro, ou seja, dia e noite. Assim, do ponto de vista biológico, você está programado para a realização de atividades no período diurno e para o repouso no período noturno. "Inverter essa ordem ou reduzir o tempo que deveria ser destinado ao sono provoca desequilíbrios físicos e psicológicos", diz.

Enquanto dorme, o seu corpo libera hormônios, a atividade cerebral sofre alterações e a temperatura varia para permitir um bom desempenho das tarefas ao acordar. Interromper esse ciclo, portanto, pode afetar o metabolismo como um todo e servir de gatilho à depressão. O cuidado especial deve ficar por conta dos mais jovens. "Com uma rotina tão agitada e diante de tantos estímulos, como celular, computador e televisão, o sono tem sido deixado em segundo plano", diz o especialista.

Insônia

Além de favorecer a depressão por privar o corpo do tempo de descanso necessário para a realização de diversos processos fisiológicos, a insônia por si só está ligada a problemas orgânicos ou psíquicos. "As duas principais causas da dificuldade de pegar no sono são produção inadequada de serotonina, substância química que permite a transmissão de informações entre os neurônios, e estresse", diz o psiquiatra Ricardo.

A psiquiatra Eutímia Brandão de Almeida Prado, do Hospital Universitário de Brasília, complementa dizendo ainda que a insônia também é um dos critérios para o diagnóstico da depressão. "As alterações neuroendócrinas que o paciente sofre geralmente afetam sua capacidade de dormir", afirma. O resultado, segundo ela, é um agravamento das alterações de humor.

Sofrimento antecipado

"Sofrer por antecipação pode precipitar um quadro de depressão", afirma a especialista Eutímia. Momentos de ansiedade e de estresse não são restritos a uma ou outra pessoa, mas passar por isso com frequência e cultivar pensamentos pessimistas sobre o futuro pode favorecer o desenvolvimento da doença. Pessoas com essa característica costumam ser insatisfeitas e nem sempre aproveitam plenamente ocasiões de prazer. Enquanto em alguns casos o sofrimento antecipado é decorrente da necessidade de controle sobre o que acontece, típico traço de uma personalidade insegura, em outros ele se torna paralisante, concretizando um problema.

Perda de apetite

Comer não é apenas uma forma de repor as energias perdidas ao longo do dia. "O hábito também está associado à sensação de prazer proporcionada pelo sabor e pela temperatura dos alimentos", afirma o psiquiatra Ricardo. Quem começa a entrar em um quadro depressivo, entretanto, deixa de sentir esse prazer, o que afeta diretamente seu apetite. De acordo com o especialista, são raros os casos em que o paciente passa a sentir mais fome já que a comida não ameniza sua insatisfação.

A psiquiatra Eutímia afirma que isso faz parte de um quatro de anedonia ou incapacidade de sentir prazer. "A perda de apetite é um traço característico, mas a pessoa em depressão não se sente motivada a fazer nada daquilo que fazia anteriormente", explica.

Perfeccionismo

Querer as coisas do seu jeito e se apegar aos detalhes mais singelos pode não ser problema, mas quando se torna uma compulsão ou obsessão, pode favorecer a depressão. "Uma pessoa escrava do perfeccionismo sofre quando seu planejamento não dá certo ou não fica, no mínimo, de acordo com o esperado", afirma o psiquiatra Ricardo. Segundo ele, a constante frustração de quem estabelece metas mais altas do que pode alcançar não é saudável. "Seja criterioso com o que faz e veja o fracasso como um aprendizado, e não como um problema".

Variação de humor

"Todos os transtornos depressivos são caracterizados por variações de humor", diz a psiquiatra Eutímia. Na maior parte dos casos, o indivíduo permanece em um estado de tristeza constante, mas, no caso da depressão bipolar, há oscilações entre estados de tristeza e euforia. O diagnóstico de depressão ganha força quando as variações se tornam persistentes e duram mais de 15 dias.

Segundo ela, apenas em uma consulta com um profissional é possível definir se as alterações de humor são normais ou se tornaram uma patologia. "Todos sofremos mudanças de humor ao longo do dia, mas quando isso começa a se tornar um fator limitante, ou seja, começa a impedir a realização das tarefas rotineiras, então o quadro precisa de tratamento", afirma.

Solidão

"A solidão se torna um problema quando repercute no desenvolvimento social ou profissional", afirma a psiquiatra Eutímia. Segundo a especialista, algumas pessoas gostam de ficar sozinhas e conseguem tornar esse momento produtivo, o que não caracteriza problema algum. O quadro muda apenas quando você evita situações por precisar interagir ou achar que a segurança do isolamento é sempre melhor do que a insegurança que ele pode sentir no meio social. O comportamento é uma armadilha para a depressão e precisa de tratamento.


Fonte: Minha Vida

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ORIENTAÇÕES SOBRE DEPRESSÃO

A vida tem seus bons e maus momentos. Por isso, é normal sentir tristeza, preocupações e ansiedade quando passamos por situações delicadas. Entretanto, quando esses sentimentos permanecem por muito tempo, ou quando vão aumentando de intensidade, é hora de procurar ajuda: pode ser que a depressão esteja  se  instalando.  A depressão atualmente está na lista das que mais têm sido pesquisadas. 

O QUE  É DEPRESSÃO?

A depressão é uma doença que influência as atitudes das pessoas perante  as suas vidas e as dos que estão ao seu redor. A depressão altera os sentimentos e reduz a sensação de bem estar; muda a forma de pensar, as escolhas, o comportamento e as crenças das pessoas. È uma doença que precisa de tratamento.  

O QUE CAUSA A DEPRESSÃO?

A depressão é causada por um desequilíbrio nas concentrações de algumas substâncias do cérebro. Outras coisas podem causar ou favorecer o surgimento da depressão como:

  • Divórcio, morte da esposa ou do marido, perda de um emprego ou problemas financeiros graves;
  • Abuso de álcool ou outras drogas;
  • Algumas medicações e outras doenças;
  • Em mulheres mudanças hormonais após o parto;
  • História familiar de depressão;
  • Em idosos, doenças como câncer, Alzheimer e Parkinson.
  • O estresse, (responsável pela maioria dos casos de depressão do mundo inteiro);

 QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS DA DEPRESSÃO?

Perda de interesse nas atividades diárias, humor deprimido, distúrbios do sono, (falta, excesso, ou despertar no meio da noite e, não voltar a adormecer),

perda de concentração e de memória; confusão mental; raciocínio lento, perda ou ganho de peso, agitação ou lentidão, fadiga, auto-estima baixa, perda de apetite sexual, pensamentos negativos, sinais físicos, outros sinais: ansiedade, síndrome do pânico, taquicardia, suor, sensação de “ desligamento” da realidade, de estranheza e sentimentos de que vai morrer.

 ORIENTAÇÕES PARA O TRATAMENTO

  • Apoio da família. Dê atenção, carinho, compreensão.
  • Praticar exercícios físicos diariamente.
  • Eliminar estimulantes. (cafeína, ou substâncias estimulantes contidas em outros produtos.) Que provocam hiperatividade cerebral, altera as fases do sono, causa irritabilidade e estresse;
  • Tomar banho morno a frio pela,  manhã, (estímulo ao despertar). Banho quente ao deitar, (ajuda a relaxar).
  • Manter um horário regular para dormir e acordar.
  • Repousar após o almoço.
  • Impedir o excesso de informações.
  • Evitar alimentos pesados após as 18 horas.
  • Tomar muito água.
  • Participe de atividades esportiva, religiosas, cinema, teatro, encontros e reuniões sociais, envolva-se com grupos.
  • Não usar bebidas alcoólicas quando estiver em tratamento. Siga as orientações do seu médico
  • Não fumar.
  • Comer freqüentemente frutas e verduras frescas, em especial banana e laranja.
  • Tomar sol no início da manhã e no final da tarde.
  • Tomar medicamentos somente com receita do seu médico.


Segundo OMS - Organização Mundial de Saúde, 121 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da prevalência da doença em países em desenvolvimento. A OMS projeta que, em 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no mundo. Com a orientação certa é possível vencer a depressão e ter de novo alegria de viver. Como diz aquela velha canção popular: “Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”!