quarta-feira, 6 de maio de 2015

TABAGISMO: FUMANTES PASSIVOS



Não são apenas os fumantes que sofrem as consequências do consumo do tabaco. Quem inala a fumaça produzida por fumantes em ambientes fechados, mesmo sendo um não-fumante, é chamado de tabagista passivo. Estima-se que seja a terceira maior causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo e do consumo excessivo de álcool.

É chamada de poluição tabagística ambiental (PTA) a fumaça produzida pelos fumantes em ambientes fechados, seja a exalada pelo indivíduo (corrente primária), seja a que sai da ponta do cigarro (corrente secundária). O ar poluído com a fumaça do cigarro é composto principalmente pelo segundo tipo, tem em média três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias que causam câncer do que a fumaça inalada pelo fumante. Isso porque a corrente secundária não é filtrada e devido à combustão incompleta causada pela queima a baixa temperatura.

Assim, adultos tabagistas passivos têm risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão e 24% maior de sofrer um infarto do coração em relação a não-fumantes que não se expõem à fumaça. As crianças ficam mais suscetíveis a infecções de ouvido, resfriados e doenças respiratórias como bronquites, pneumonias e asma.

Há também efeitos mais imediatos, como tosse, irritação nos olhos, alergias, cefaleias e aumento da pressão arterial. De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), funcionários de restaurantes, bares e outros ambientes fechados constituem um grupo especialmente suscetível aos males do tabagismo passivo, pois ficam de 300% a 600% mais expostos à fumaça do tabaco do que outras categorias de profissionais.

Fonte: http://www.brasilescola.com/saude/tabagismo.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário