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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

COGUMELOS ALUCINÓGENOS


As drogas alucinógenas são aquelas que afetam diretamente no cérebro e os sentidos, o que causa alucinações e delírios, fazendo com que a pessoa veja, escute, cheire ou até mesmo tente tocar coisas que não existem. Grande parte das drogas alucinógenas vem da natureza, principalmente das plantas e cogumelos. Essas plantas já foram descobertas a muito tempo, na antiguidade e os usuários as consideravam plantas divinas devido aos efeitos causados. E, até hoje algumas culturas indígenas de vários países usam essas plantas de modo religioso, ainda levando em consideração seus efeitos.

Existem quatro gêneros de cogumelos alucinógenos: Psilocibe, Panaeolus, Capelandia e Amanita. No Brasil são encontrados dois gêneros que são o Psilocibe e também o Panaeolus, porém o tipo mais conhecido é o do gênero da Amanita e em especial a Amanita muscaria. Eles são coloridos e tem efeito semelhante a droga LSD, porém mais brando e de duração mais curta.

As drogas alucinógenas causam muitos efeitos, no entanto não são fáceis de prever, pois os efeitos diferem de pessoa pra pessoa . Os efeitos começam em cerca de uma hora após ter usado a droga e acaba ficando mais forte após três ou quatro horas e pode durar até 12 horas após o uso. Entre os efeitos estão no som e na visão, como ver cores muito brilhantes e também ouvir sons bastante agudos, algumas pessoas até se confundem vendo sons e ouvindo cores, pois os sentidos se atrapalham, o tempo também passa bem devagar, mudanças emocionais, cansaço, náuseas ou vômitos, problemas de coordenação, o humor também varia com altos e baixos.

Existem também as viagens más, mais conhecidas como “bad trips”. Algumas vezes os efeitos dos alucinógenos são negativos como: medo, angustia, pânico, alucinações que causam desespero na pessoa e também o medo de perder o controle e ficar louco.

Não existe ainda nenhuma evidência que alucinógenos causam dependência. Isso talvez se deve ao fato de que se uma pessoa vier a usar todo dia um alucinógeno não se terá mais o mesmo efeito, mas sim depois de no mínimo uma semana de intervalo. Existe grande risco de acidentes com pessoas que usam alucinógenos pelo fato dos sentidos se atrapalharem. Há também um grande risco com quem mistura alucinógenos com álcool ou anfetaminas, pois o efeito pode aumentar muito.

A ingestão de cogumelos errados pode causar intoxicações e até serem fatais.



Fonte: http://www.infoescola.com/reino-fungi/cogumelos-alucinogenos/


10 SINAIS DE QUE SEU FILHO PODE ESTAR USANDO DROGAS


A curiosidade por substâncias químicas é mais corriqueira na adolescência, por isso é importante que os pais estejam próximos dos filhos, acompanhando com quem eles se relacionam e quais são os seus interesses. Prestar atenção no comportamento e no temperamento dos filhos ajuda a identificar os sinais de que eles podem estar usando drogas.

Vale a pena ressaltar que mudanças de atitudes isoladas podem ser decorrentes de diversos motivos, como problemas na escola ou o fim de um relacionamento, por exemplo. Mas é fundamental que os pais estejam atentos a qualquer alteração brusca na vida do filho. Se necessário, é válido procurar ajuda profissional para entender o que pode estar acontecendo com o adolescente.

>> Especialistas apontam 10 sinais que podem indicar o consumo de drogas:

- Dificuldade em administrar o dinheiro da mesada, por exemplo, pode ser um sinal de problema. 
- Os pais devem ficar atentos em comportamentos como mentiras corriqueiras e se o filho passa a simular situações ou tenta manipular os próprios pais. 
- Mudanças no apetite, como sentir mais ou menos fome sem explicação, também é um sinal que os pais devem observar. 
- Os filhos podem começar a ter dificuldade em cumprir tarefas no tempo estipulado por se dispersarem e não conseguirem manter a atenção. 
- Outro sinal importante é observar se comportamento do filho está mais agressivo e sem motivos. 
- Iniciar atividades e não finalizá-las por perda repentina de interesse pode ser outro indicativo de mudança no comportamento do filho. 
- Mudanças no sono como trocar o dia pela noite ou dormir o dia inteiro. 
- Ele também pode ficar mais sonolento e preguiçoso que o normal. 
- Mudar completamente o grupo de amigos e se isolar da família. 
- Apresentar desinteresse pelas atividades que realizava anteriormente com facilidade é outro sinal de alerta. 

Para a psicóloga Ana Cristina Fraia, são justamente as mudanças muito radicais na conduta do adolescente que podem indicar o uso de entorpecentes. Mas, o hábito de mentir e pedir dinheiro são dois dos sinais mais preocupantes, alerta a especialista.

“Se a quantia da mesada já não é mais suficiente e se o filho começa a pedir dinheiro com frequência são alguns comportamentos que os pais devem observar”, explica Ana Cristina. Neste caso, ela também recomenda ficar de olho se não estão desaparecendo objetos de valor da casa.

Os pais também devem ficar atentos a mentiras e, para isso, a proximidade novamente é crucial para detectar o hábito. Se o contato com as drogas for confirmado, a melhor saída é partir para o diálogo.

“O primeiro passo é tentar conversar e não acusar, porque isso fará com que o filho se afaste, e essa não deve ser a intensão dos pais”, explica a psicóloga clínica Myriam Albers.

O papel dos pais nesse momento deve ser o de instruir, alerta ela. O pai e a mãe precisam buscar informações sobre o tema, entender as consequências e falar sobre elas com os filhos.

“É importante também tentar entender o motivo de o filho ter recorrido às drogas, tentar descobrir se existe algum conflito ou algo mal resolvido e mostrar que aquela saída não será a solução”, completa Myrian.

Fonte Mídia News

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ESTUDANTES CRIAM GAME PARA PREVENÇÃO ÀS DROGAS


Cinco estudantes de Gestão da Tecnologia da Informação da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Tatuí desenvolveram um software para computador voltado à prevenção das drogas. O game, criado para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), é destinado à crianças e adolescentes da geração Z, que costumam utilizar computadores e tecnologias desde os primeiros anos de vida. O jogo já está sendo testado pela comunidade e pode ser baixado gratuitamente. Os estudantes também estão adaptando o aplicativo para celulares na versão Android, mas ainda não há uma data de lançamento. 

Os alunos Michel Antonio Vieira, Eduardo Pereira Rodrigues, Francisco Benedito Oliveira Junior, Sulivan Tavares Leite e Diego Morais Zanata, com idades entre 20 e 24 anos, levaram dois anos e meio para desenvolver o projeto, sendo preciso realizar pesquisas de campo e buscar conhecimento sobre linguagens de programação para criar o jogo em 3D e em primeira pessoa, como o popular Counter-Strike. "Foi bastante trabalhoso, pois não tínhamos conhecimento sobre modelagem 3D, sonoplastia e edição de imagem. Isso não está na grade curricular da faculdade, fizemos à parte", conta Michel Antonio Vieira, de 20 anos. 

Orientação 

Os alunos foram orientados pelo professor Osvaldo D" Estefano Rosica, especialista em Redes de Computadores, que no início do projeto representava a faculdade junto ao Conselho Municipal de Combate às Drogas (Comad) de Tatuí. Como a vontade dos alunos era criar um game, Rosica direcionou a construção do produto para algo produtivo à sociedade, como orientar jovens e crianças a não entrar no mundo das drogas. Segundo ele, o software foi construído com base em instruções de especialistas do Comad e policiais que trabalham com o assunto. "O projeto foi multidisciplinar. Contamos com a ajuda de vários professores e profissionais da área. O trabalho é da sociedade, pois todos ganham quando o processo de construção de algo no meio acadêmico é participativo", ressalta. 

Os alunos contam que as pesquisas de campo foram realizadas no Conselho Social da Comunidade de Tatuí (Cosc), que desenvolve atividades com crianças que residem em áreas de risco. Segundo Diego Morais Zanata, de 23 anos, o levantamento de dados realizado no local constatou que a maioria das crianças já tiveram contato com drogas, pois conhecem usuários. "Percebemos que não há como impedir que as crianças utilizem drogas. É preciso informar sobre os prejuízos que elas causam no organismo. Essa é a intenção do game", conta. 

O jogo 

O game, projetado para computador Windows nas versões XP, 7, 8 e 10, possui 15 fases divididas em três blocos. Cada bloco possui informações sobre um tipo de droga, como álcool, maconha e crack. O objetivo do jogo é capturar as drogas, que durante a aventura ganham corpo e se transformam em monstros. Em 30 segundos, o jogador precisa prender as drogas que correm pelo mapa em uma gaiola. Depois de concluir a missão de cada fase, aparecem mensagens na tela do computador com informações sobre o tipo da droga e seus principais prejuízos à saúde. Na última fase de cada bloco, o jogador precisa realizar um quiz sobre as drogas aprendidas. Se errar as respostas volta ao início do bloco. 

Michel conta que o grupo procurou deixar o jogo mais atrativo para os jovens, pois é um meio de informar de forma simples e interativa sobre os problemas que as drogas causam para a sociedade. O game já se encontra em uso no laboratório de informática do Cosc de Tatuí, no núcleo dois, localizado no bairro Santa Rita de Cássia. O estudante Eduardo Pereira Rodrigues, de 22 anos, conta que, quando o jogo foi testado, as crianças nem precisaram ler o manual. "Foi um sucesso. Utilizamos os comandos mais comuns entre os jogos eletrônicos, que são as teclas W, S, A, D e Enter para movimento e mouse para a câmera. Todos já sabiam jogar", conta. 

Com base nos questionários respondidos pelas crianças do Cosc, Francisco Benedito de Oliveira Junior, de 22 anos, diz que foi possível perceber que o jogo deixa as crianças curiosas para buscar mais informações sobre as drogas. "Assim, elas vão passar essa informação para os amigos e familiares, criando uma corrente do bem", acredita. 

Repercussão 

Os jovens acreditam que dessa maneira podem contribuir com o combate às drogas, mas contam que não imaginavam que o trabalho teria toda essa repercussão na sociedade. Segundo eles, a Secretaria de Educação de Tatuí está interessada em implantar o jogo em todas as escolas da cidade. "Foi surpreendente. Até o governador do Estado elogiou nosso trabalho em seu Twitter", relata Francisco. 

O jogo pode ser baixado pelo link: http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/noticias/releases/2015/julho/20150713.pdf. (Supervisão: Helena Gozzano)

Fonte Jornal Cruzeiro

terça-feira, 25 de agosto de 2015

ONTEM FELIZ, HOJE ESTOU TRISTE



Uma frase pungente de Jorge Luís Borges marcou-me como um sinete: “Cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz”. A maior aspiração do ser humano é a felicidade contínua e, bem sabemos, impossível. Outro eminente escritor, George Bernard Shaw, dá o seu veredito: “Uma vida inteira de felicidade! Nenhum homem vivo conseguiria suportá-la. Seria o inferno”.

Felicidade e infelicidade fazem parte de uma gangorra em movimentos alternantes, e desejamos que as alegrias se aninhem permanentemente no alto da gangorra. Mas a vida impõe frustrações, reveses, perdas, lutos. A aceitação dessa alternância entre fases, ditosas ou não, torna o fardo mais leve. Rejeitar o sofrimento ou tristeza é como rejeitar a própria condição humana.

A televisão e as mídias sociais fazem da conquista da felicidade uma obsessão. Em tom de blague, podemos dizer que o ideal de vida seria morar no Facebook – só tem gente feliz! E quanto aos ídolos, enxerga-se pouco do lado humano deles, prevalecendo o bordão: é feliz porque é famoso e rico. Porém, o vazio e o infortúnio também os abatem e parte deles busca na dependência química um escapismo. Elvis Presley (42 anos), Marilyn Monroe (36) e Michael Jackson (50) foram vítimas dos medicamentos. Raul Seixas (44) e Amy Whinehouse (27), de alcoolismo. Janis Joplin (27), Jim Morrison (29), após uma overdose de heroína. Kurt Cobain (27), viciado em cocaína, suicidou-se com um rifle na estufa de sua casa.

A felicidade também depende fatores hereditários? Estudos iniciados em 1970 por David T. Lykken, geneticista e professor de psicologia da Universidade de Minnesota, indicam que sim. O autor e outros pesquisadores afirmam que, quanto ao bem-estar subjetivo, dependemos em parte da “grande loteria genética que ocorre no momento da concepção” – daí resultariam as pessoas serem prevalecentemente otimistas ou pessimistas. É evidente que temos picos extremados de infelicidade – mortes de entes queridos, doenças severas em si próprios ou em familiares, perda do emprego, separação conjugal – , ou em outra ponta, de felicidade – a vivência de um grande amor, o recebimento de uma bolada na loteria, grandes conquistas dos filhos. 

Porém, passadas essas anomalias pontuais, “você retorna ao nível padrão de felicidade do cérebro, determinado em grande parte pelos genes” – argumenta o psicólogo e professor na Universidade da Virgínia, Jonathan Haidt. 

Mas, então, ficamos bovinamente subjugados por esse determinismo? Certamente que não! Se alguém tem predisposição hereditária para diabetes, há como preveni-la ou minimiza-la. Da mesma forma, a busca do contentamento interior requer esforço, disciplina pessoal e bom uso do nosso livre arbítrio. No livro A Semente da Vitória, Nuno Cobra elenca três condições essenciais para o bem-estar de uma pessoa: 1) sono reparador; 2) alimentação saudável; 3) exercícios físicos regulares. 

Complemento essa lista com: bons relacionamentos (amar e ser amado); atividades culturais; momentos de lazer; a prática da espiritualidade e da solidariedade; boas leituras e boas músicas. Enfim, a prática do bem, a sensação do dever cumprido e a persistência em ser útil são valores essenciais para o genuíno contentamento, e as palavras de Goethe bem arrematam o nosso texto: “Uma vida inútil é uma morte prematura”.

Jacir J. Venturi é professor, coordenador da Universidade Positivo e autor de três livros

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PROJETO TRATA DEPENDENTES DE CRACK COM CAFÉ E LIMÃO




Falta algo no nosso organismo. Muitas vezes não temos consciência do que é que está faltando, mas às vezes a lembrança é tão forte que a gente chega a sentir o gosto da droga. E o café tira o gosto de qualquer coisa ingerida.”

O relato é de Maurício Augusto Pacheco, 35 anos, que largou o último semestre da faculdade de Direito quando conheceu o crack, sete anos atrás. “Foi um trago e amor à primeira vista”, conta. Há cinco meses sem usar drogas, Pacheco hoje luta contra o vício com a ajuda dos voluntários do projeto Crack Zero, de São Paulo, que usa um método pouco convencional para tratar os dependentes químicos: café e limão.

Segundo Luciano Celestino da Silva, 39 anos, criador do projeto, o café tem a função de limpar o organismo; já o limão reduz os efeitos da abstinência. “Não é remédio, isso está bem claro. O limão não cura. Mas ele causa um impacto direto no vício, na crise de abstinência”, diz Silva, que também é líder comunitário em Heliópolis (zona sul).
De acordo com a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, pesquisadora do Programa de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), não há estudos científicos a respeito do uso de café e limão no tratamento da dependência química. Ela diz, contudo, que a ressocialização é fundamental no combate ao vício em crack.

“O que a gente percebe é que muitas vezes eles precisam de um cuidado, de alguém que os ajude a passar pela fase da abstinência. Então, se existe sucesso (no projeto), ele está mais vinculado a isso. São pessoas que estenderam a mão e ofereceram um placebo”, disse.

O Crack Zero nasceu em 2011 e hoje trata cerca de 90 dependentes químicos. Para o seu idealizador, levar o projeto adiante é como uma missão. “É um compromisso. Eu tinha uma dívida, e chega uma hora em que você precisa fazer alguma coisa para se completar”, diz Luciano Silva.

Fonte Terra

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CIÚMES EXCESSIVO AUMENTA CHANCES DE ALCOOLISMO, DIZ PESQUISA


Quem sente muito ciúme do parceiro tende a ter mais problemas de alcoolismo. Foi o que revelou uma pesquisa feita pela Universidade de Houston, nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, a questão está relacionado à baixa autoestima, principalmente nas mulheres. 
Publicado no jornal britânico Daily Mail, o levantamento analisou 277 estudantes universitários, sendo que, destes, 87% eram meninas. No estudo, os pesquisadores fizeram perguntas sobre os relacionamentos dos participantes, como intimidade, satisfação e compromisso. Em paralelo, eles ainda mediram o consumo de álcool dos voluntários. O resultado da pesquisa mostrou que quem é mais dependente do parceiro tem mais propensão a ser alcoólatra.

A psiquiatra Fátima Vasconcellos explica que o ciúme atinge mais as pessoas sem autoconfiança e aquelas que têm medo de perder o outro. Segundo a especialista, elas são mais propensas a serem mais tristes e, com isso, tendem a ‘afogar as mágoas’ na bebida.

“Elas sempre acham que o parceiro não gosta delas de um modo ideal. Normalmente, elas não enxergam que são pessoas bondosas, generosas. E ao exagerar no álcool, de fato, só aparecem os lados ruins delas. A bebida tende a aumentar a baixa autoestima”, ressalta uma das integrantes da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Caso não consiga controlar o ciúme, o ideal é que procure uma terapia. Desta forma, os pacientes podem lidar melhor com os sentimentos e aumentar a confiança e o amor próprio, diz Fátima.

“As pessoas precisam enxergar as suas próprias qualidades e encontrar uma pessoa que também as valorize. O ideal é também sempre ter ao seu lado alguém que não te menospreze ou te frustre”, sugere a psiquiatra.

Cuidado para não adoecer 

Em entrevista ao jornal Daily Mail, o pesquisador Angelo DiBello afirmou ainda que o estudo pretende ajudar as pessoas que têm problemas de relacionamento com o seu parceiro. Mas, segundo o cientista, o principal objetivo é alertar as pessoas sobre os problemas do alcoolismo. Para ele, é preciso previr este mal, que pode provocar o aparecimento de doenças no organismo, como cirrose e câncer de fígado, além de dependência química.

Fonte IG - O DIA

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

NOVO REMÉDIO QUER APAGAR LEMBRANÇAS DE VICIADOS EM DROGAS



A maior dificuldade na batalha de um viciado contra as drogas é não recair. Mesmo após passar pelos melhores tratamentos, muitos viciados em drogas psicoestimulantes (como cocaína e metanfetamina) acabam recaindo logo após receber alta, já que a lembrança no cérebro do uso da droga é forte demais para que eles resistam.

Mas pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, encontraram uma forma de “apagar” essas lembranças do efeito da droga do cérebro do paciente, impedindo que ele volte a usar a substância. O estudo foi publicado na edição desta semana da revista científica Molecular Psychiatry.

Apesar de a ideia de apagar uma memória ser perigosa, os pesquisadores mostraram em ratos que o medicamento criado afeta apenas as lembranças associadas ao vício no psicoestimulante. O remédio ainda precisará ser testado em humanos e chegaria ao mercado em, no mínimo, cinco anos. O mecanismo por trás do medicamento utiliza o processo envolvido na formação das lembranças no cérebro humano.

Em 2013, os mesmos pesquisadores descobriram que as lembranças que surgem após o uso de uma droga psicoestimulante eram muito diferentes do que a formação de memórias corriqueiras, como o que comemos no almoço ou nosso primeiro beijo.

Essas memórias do cotidiano são registradas no cérebro dentro de uma conexão de neurônios formada pela actina, um tipo de proteína. A actina estabiliza rapidamente essa lembrança, que fica guardada no cérebro.

No caso da memória criada pelo uso da anfetamina, a actina nunca consegue estabilizar essa lembrança. Os pesquisadores se aproveitaram dessa instabilidade para criar uma droga que destrói a actina e, portanto, a memória relacionada à droga.

Mas, como a actina é usada pelo organismo em outros processos, como o funcionamento dos músculos ou a contração do coração, destruir essa proteína seria extremamente perigoso.

No novo estudo, os pesquisadores decidiram usar outra proteína, chamada “miosina não muscular do tipo IIB”. Essa molécula de nome pomposo ajuda a actina a funcionar, mas em outros processos que não afetam o funcionamento dos músculos e do coração.

A droga criada pelos pesquisadores, chamada de Blebbistatina (ou Blebb) destrói a miosina não muscular do tipo IIB, inibindo a actina instável e “apagando” a memória associada com a droga psicoativa.

O medicamento age apenas nessa lembrança, durante 30 dias, segundo os pesquisadores. Segundo os cientistas, basta apenas uma única dose do remédio para que o cérebro do viciado deixe de lembrar que usou a droga.

Fonte EXAME.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

OS EFEITOS DA COCAÍNA NO CORPO HUMANO

O principal efeito e motivação provocados pelo uso da cocaína nas doses habitualmente empregadas são a euforia, o estado de bem estar, elevação do humor e aumento da auto-estima. Os tímidos tornam-se mais sociáveis e aumentam a vontade de falar, ainda que o diálogo seja vazio. É muito difícil uma pessoa conseguir de forma intensa, todas essas sensações pelas próprias forças. Por outro lado, é um tanto suspeita a vontade de obtê-las. 

Hoje em dia qualquer pessoa que conheça em teoria os efeitos da cocaína conhece também seus malefícios e quem quer que seja, para aceitar seu uso provavelmente está passando por alguma fase ou experiência ruim. Uma pessoa que esteja pensando em consumir a cocaína pela primeira vez deve consultar antes um psicólogo ou um psiquiatra. Muitas vezes essas pessoas estão na verdade entrando em depressão ou não estão conseguindo sozinhas encontrar saída para as próprias dificuldades. Se houver um quadro incipiente de depressão é indicado um tratamento específico. Se houver problemas normais embora difíceis é melhor buscar ajuda para resolvê-los porque do contrário passará a existir uma tendência a procurar a cocaína todas as vezes que houver problemas. 

Efeitos psicológicos desagradáveis também podem acontecer como tendência à desconfiança de tudo e todos, ansiedade, irritabilidade, estereotipias (comportamento repetitivo de forma não justificável).

Efeitos biológicos da cocaína


Os mais comuns são aceleração do ritmo cardíaco ou menos freqüentemente diminuição. Dilatação pupilar tornando mais difícil estar em ambientes claros. Elevação da pressão sanguínea ou menos freqüentemente diminuição da pressão. Calafrios, náuseas e vômitos. Perda de peso conseqüente à perda de apetite. Agitação psicomotora ou menos freqüentemente retardo psicomotor. Dores musculares, diminuição da capacidade respiratória e arritmias cardíacas. Recentemente, a relação entre o consumo de cocaína e infarto do miocárdio vem sendo estudada. Os estudos estão confirmando a predisposição ao infarto provocado pela cocaína. A cocaína provoca por um lado aumento do consumo de oxigênio e por outro lado diminuição da capacidade de captação de oxigênio. Caso uma pessoa esteja, sem saber, no limite da capacidade de oxigenação no coração, estará correndo risco de precipitar um infarto.

Dependência/Tolerância
A tolerância é um fenômeno observado no uso de várias substâncias lícitas e ilícitas. Dentre as lícitas o álcool, os tranquilizantes e os hipnóticos benzodiazepínicos são os mais conhecidos, dentre as ilícitas temos a maconha, a cocaína com seus correlatos e os derivados da morfina como a heroína. Consiste na perda de eficácia com o uso, seja pelo aumento da velocidade de eliminação que o organismo desenvolve, seja pela habituação que o tecido alvo, no caso o cérebro, desenvolve para o efeito da substância em uso. A tolerância significa que para se obter o mesmo efeito que se teve pela primeira vez, é necessário uma dose cada vez maior, até que se chegue a um ponto onde não se consegue mais obter o efeito da primeira vez, mesmo com doses muito maiores. Nesta fase é que ocorre o perigo da overdose. Uma vez que o efeito de inibição da respiração não apresenta tolerância, acaba sendo atingido antes do efeito euforizante. 

A tolerância é um resultado não desvinculável da dependência. Quando o usuário começa a precisar aumentar a dose começa a ficar dependente. O efeito da dependência só acontece quando se interrompe o uso da cocaína. A falta da cocaína é identificada pela abstinência.


Fonte: http://www.psicosite.com.br/tra/drg/cocaina.htm

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

STF DECIDE SE CONSIDERA CRIME PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PRÓPRIO


A criminalização pelo porte de drogas para uso pessoal pode estar com os dias contados. Julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) marcado para quarta-feira, dia 19, deve definir se é crime ou não portar entorpecentes para consumo próprio. 

O julgamento tem como base um recurso que chegou ao Supremo em 2011, em decorrência de um flagrante de maconha, dois anos antes, dentro do centro de detenção provisória de Diadema (SP). 
A partir desse episódio, o Supremo vai analisar se é ou não constitucional artigo da Lei Antidrogas que criminaliza o porte de entorpecentes. A tendência do tribunal é descriminalizar o porte de drogas para uso pessoal. 

A expectativa é de que o relator da matéria, ministro Gilmar Mendes, aumente o poder de decisão do juiz diante do flagrante do porte de drogas. Se hoje cabe à polícia decidir se a pessoa será enquadrada como usuária ou traficante. Agora essa análise passaria a se feita pelo magistrado.

O Supremo pode discutir ainda se uma eventual mudança na legislação atual tem efeito retroativo. Hoje, quem é flagrado com drogas para uso próprio pode ser penalizado com advertência, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa. Mas, a condenação tira a condição de réu primário. 

Para chegar a uma decisão final, os ministros pretendem ouvir entidades interessadas em opinar sobre o tema. Na lista de participantes, estão a Pastoral Carcerária, o Instituto Sou da Paz e o IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais). 

Para o ex-comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, o consumo de drogas não pode ser motivo para levar alguém a prisão, mas ele é contra descriminalização. “Eu entendo que o usuário da droga tem que ser penalizado, mas não deve ser preso. Usuário não pode deixar de ser penalizado quando está de posse da droga. Não tem que cumprir pena de prisão, tem de ter penas mais inteligentes. O traficante sim, que tem que ser destinatário de penas muito pesadas. São usadas armas de guerra no Rio de Janeiro, são crimes de guerra”, afirma o coronel. 

Advogado da Marcha da Maconha, André Barros acredita que a descriminalização será um grande avanço numa sociedade tão conservadora como o Brasil. “Se o porte e o consumo pessoal não serão mais crime, teremos que discutir o comércio. O tráfico só é reprimido na ponta, nas regiões pobres, nos morros, nas favelas. Os grandes traficantes não moram nas favelas. O Estado só conhece o mercado da droga lícita, como cerveja e cigarro”, diz o advogado.

Fonte O DIA

FILHOS DE USUÁRIAS DE DROGAS DESENVOLVEM DEPENDÊNCIA QUÍMICA



A gravidez indesejada é algo frequente entre as mulheres usuárias de drogas e causa problemas que se estendem ao feto, podendo acompanhá-lo pelo resto da vida. Tudo o que é consumido por uma gestante é transferido para o bebê, o que pode levá-lo à dependência química. Especialistas confirmam que o uso de drogas no período de gestação ainda ocasiona danos físicos e psicológicos na criança, além de colocar mais em risco a saúde da mãe.

Segundo a enfermeira Maria Alves, especialista em ginecologia e obstetrícia, esse muitas substâncias contidas nas drogas reduzem a distribuição de nutrientes para bebê. “Isso gera uma série de problemas como baixo peso, déficit de crescimento, dificuldades no desenvolvimento corporal e mental”, explica a enfermeira.

A assistente social da Maternidade Dona Evangelina Rosa, Josiana Braga, alguns filhos de usuárias de drogas nascem com doenças como sífilis e até mesmo HIV, além de uma série de problemas que podem ser desenvolvidas a partir da dependência química da mãe. “Quando a paciente chega para fazer o parto e é detectada como usuária de drogas é feito um monitoramento de saúde e também o conselho tutelar é acionado para que faça uma análise situacional da família e veja se existem condições propícias para que a criança seja cuidada devidamente cuidada”, disse a assistente social.

O consumo de drogas indiretamente compartilhado com a mãe causa tremores, má formação corporal, atrofiamento cerebral, convulsões e déficit de atenção nas crianças. Segundo o psicopedagogo Francisco Fernandes, isso acontece porque o as drogas afetam diretamente o sistema nervoso. “A criança também contrai a dependência a partir do leite materno, devido àa substancias que são transferidas. Transtornos psicomotores são recorrentes nesses casos, o déficit de atenção é um risco eminente. É necessário um acompanhamento médico para diminuir os efeitos causados pelo consumo de drogas durante a gestação”, conta.

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) realiza acompanhamento de dependentes químicos e também atua para ressocialização dessas pessoas. “Muitas mulheres já perderam a guarda dos filhos por serem usuárias e não terem condições de cuidar”, conta a assistente social Joana Dark Luz.


A assistente social ainda destaca que o consumo de drogas pelas mães influencia diretamente na decisão dessas crianças e adolescentes se tornarem usuárias também. “Além delas já nascerem dependentes por consumirem a partir da mãe, há uma influência que compromete o desenvolvimento social desses filhos”, complementa Joana.

Crianças precisam de acompanhamento médico

Segundo o médico psiquiatra Cristóvão Madeira, as crianças precisam de uma avaliação logo ao nascer para verificar se seu desenvolvimento será afetado. “A primeira coisa a se fazer é avaliar quais sistemas foram atingidos, porque a maioria dos problemas desencadeados por consumo de drogas pelo feto ainda em formação é crônico. As convulsões podem desencadear um retardo mental e outros problemas também. Em muitos casos, a utilização de medicamento é quase mínima, pois se deve a uma má formação corporal ou cerebral que não tem como reverter. Os medicamentos, no caso, seriam para diminuir as sequelas”, explica o psiquiatra.

Durante a gravidez é recomendado que seja feito um acompanhamento pré-natal para que os risco de parto antecipado sejam diminuídos. “As unidades básicas atendem a essas ocorrências. As usuárias de droga devem ser monitoradas de forma que a gravidez seja o mais saudável possível e o feto não desenvolva tantos problemas. Isso também diminui a incidência de complicações durante o parto”, diz a enfermeira Maria. 

Fonte Portal do Dia
Edição: Nayara Felizardo
Por: Paloma Mourão (estagiária)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SAIBA COMO A HIPNOSE PODE AJUDAR NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA



Já aconteceu de você estar dirigindo com "os pensamentos lá longe" e, de repente, chegar em casa sem nem se lembrar do trajeto que fez com o carro? Pois trata-se de exemplo clássico de transe hipnótico. Diferentemente do que os enredos dos filmes de suspense sugerem, a hipnose é um processo natural e pode auxiliar no tratamento de doenças, enfermidades e até a dependência química.

Nos últimos anos, a hipnose passou a ser reconhecida como terapia auxiliar pelos conselhos de psicologia, medicina, odontologia e fisioterapia, e começou a ser praticada em hospitais e consultórios. O terapeuta Fabiano Amorim, hipnólogo habilitado pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia e membro da Sociedade Ibero-Americana de Hipnose Condicionativa, explica como funciona o tratamento:

— A hipnose é um estado de atenção focalizada, em que a pessoa fica mais concentrada. Ela se desliga das percepções externas sem perder seu estado de vigília. Por meio de técnicas específicas, o hipnólogo faz com que alguns comandos fiquem gravados na mente do paciente, que servirão para que ele haja de forma diferente diante dos problemas que geraram o tratamento. Isso, com o passar do tempo, acaba se tornando um hábito, que, no tratamento, é sempre sugerido para algo saudável, como uma compensação ao cérebro — explica.


No último ano, o terapeuta, que possui clínica em Florianópolis, tratou cerca de 15 casos de dependentes químicos. Ele acredita que 80% dos pacientes conseguiram se livrar das drogas.

— Tive um caso, por exemplo, de uma menina de 28 anos que começou a usar drogas com o namorado. Ela usava maconha, depois passou para cocaína. Quando terminou a faculdade e voltou para a casa dos pais, ela se deu conta de que estava dependente da droga e pediu ajuda para a mãe, que foi quem me procurou. Foi um tratamento muito simples, principalmente porque a menina queria acabar com o vício. Em apenas duas sessões, ela já havia parado de usar. Após cerca de seis meses, fizemos mais uma sessão que chamamos de "manutenção" e, mais de um ano depois disso, falei com ela e ela nunca mais havia utilizado droga alguma — conta.

Segundo o especialista, o tratamento utilizado dependerá do resultado de uma avaliação prévia do histórico do paciente.

— Existem inúmeras técnicas, eu trabalho com a Ericksoniana, e PNL que são muito voltadas para a sugestão. Funciona assim: por meio de algumas frases e comandos, você faz com que a pessoa haja de determinada forma diferente alterando seus hábitos. Trabalho também com a condicionativa, outra técnica em que você coloca a pessoa em repouso em um sofá ou um divã, então inicia um processo de relaxamento que vai faz com
que a concentração dela vá para outro lugar vai pra outro lugar e ela não fica pensando no que você está falando. Assim, os comandos vão entrando na mente. Tenho obtido ótimos resultados com esse método.

Amorim ressalta ainda que a vontade do dependente em se curar é fundamental para o sucesso do tratamento. O ambiente em que a pessoa se encontra também é muito importante.

— Se ele (o dependente) fizer o tratamento e sair do ambiente que o leva ao uso de drogas, o resultado será ótimo. No entanto, se ele voltar para um círculo social com usuários de drogas ou tiver uma família com problemas, a possibilidade de ter recaídas é grande — afirma.

E, para quem tem medo de ficar hipnotizado para sempre ou revelar seus segredos durante uma sessão, o terapeuta garante:

— O hipnotizado sempre está consciente durante as sessões. Muitas vezes, ele sai lembrando de tudo aquilo que o hipnólogo falou. Como o estado dele é mais focado em uma determinada ação que a gente pede, essas frases têm efeito. Mas existe um estado de vigília que não vai deixar o paciente fazer alguma coisa que vá contra os seus princípios. A pessoa pode sair no momento em que ela quiser. O transe, mesmo que profundo, levará a um estado natural de sono fisiológico, que por sua vez será cessado quando ela assim o quiser ou chegue o momento natural de acordar.
Fonte Zero Hora

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E O AUXÍLIO ESTATAL



Como é de conhecimento público uma porção considerável da população vem sendo vítima da dependência química – DROGAS, situação que não escolhe raça, sexo, idade ou mesmo condição social.

É certo que esta “doença” acaba por atingir a intimidade daqueles que, em face da busca incessante pela cura do seu ente querido, não medem esforços a fim de desvincular infeliz situação, por consequência acabam auferindo uma constante instabilidade econômica, social, psicológica que ao final se deparam com a total e muitas vezes irreversível desestruturação e desalinho no seio familiar.

A fim de prevenir situações de miserabilidade e carência na estrutura familiar fruto desta calamitosa situação, nos deparamos com a obrigação Estatal em ofertar respaldo a estas pessoas tidas como “doente”, como bem expressa nossa Carta Magna quando trata dos direitos e garantias fundamentais e sociais, como direito à vida, à liberdade, à saúde e a previdência social dentre outros.

Uma vez tratados como “doentes” eis que surge um direito dedicado à aqueles afiliados à Previdência Social, cite-se auxílio doença.

Nesse sentido, o auxílio previdenciário restará como suporte ao dependente químico objetivando a buscar por um tratamento médico digno a fim de restaurar os estragos causados pelas DROGAS.
De outra banda, porém não diferente, a Lei de Organização da Assistência Social – LOAS, cite-se Lei nº 8.742/93, oferta a assistência continuada aos portadores de deficiência nos hipóteses previstas em lei.

Na mesma linha de raciocínio, pontificou o ilustre doutrinador Luiz Alberto David Araújo, na obra denominada “A Proteção Constitucional das Pessoas Portadoras de Deficiência” (Brasília: Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 1997, p. 12): “O que define a pessoa portadora de deficiência não é falta de um membro nem a visão ou audição reduzidas. O que caracteriza a pessoa portadora de deficiência é a dificuldade de se relacionar, de se integrar na sociedade. O grau de dificuldade para a integração social é que definirá quem é ou não portador de deficiência.”

Outrossim, se aqueles ordenamentos pontua-se à condição de miserabilidade quem dispõe de renda inferior a meio salário mínimo, esse mesmo critério pode e deve ser aplicado aos aspirantes ao benefício assistencial de que trata a Lei n.° 8.742/93. Não há como se admitir parâmetros diversos para situações idênticas, se, na realidade, importa mesmo saber quem é miserável, nos termos da lei.

Neste sentido, decidiu o Egrégio TRF 3.ª Região que, “O benefício de prestação continuada não tem por fim a complementação da renda familiar ou proporcionar maior conforto ao beneficiário, mas sim, destina-se ao idoso ou deficiente em estado de penúria” (AC 876500. 9.ª Turma. Rel. Des. Fed. Marisa Santos. DJU, 04.09.2003).

Não menos importante é o texto insculpido junto ao artigo 4º, inciso II do Código Civil/2002 o qual estabelece a “condição incapacitante ao cidadão viciado em tóxicos”, que por si só já ofertaria o direito a qualquer auxílio oferecido por nossa legislação vigente, evitando que atingisse a condição de miserável ante a impossibilidade de angariar meios de custear o próprio sustento.

Lamentavelmente, em meio ao desconhecimento ou até mesmo pelo baixo nível de instrução, famílias findam seus dias na miserabilidade uma vez que dissolvem o patrimônio de uma vida a fim de oferecer um tratamento digno e adequado ao familiar que se encontre atrelado ao uso desenfreado de entorpecentes (substâncias químicas, alucinógenos, bebida, etc.).
Objetivando a prevenção da dilaceração patrimonial e familiar, é que o Estado oferece os benefícios supracitados.

De suma importância ressaltar que o pretendido é evitar um possível dano irreparável ou de difícil reparação decorrente da própria natureza do benefício, eis que se trata de verba alimentar indispensável para assegurar a alimentação e continuidade ao tratamento do beneficiário. Em última análise, o risco na omissão deste benefício atinge a própria dignidade da pessoa humana em razão do prejuízo a subsistência que o cidadão e sua família poderá ser submetido.

De grande valia ressaltar ainda que, há muito tempo nosso judiciário vem tentando, em sábias decisões, fazer valer o direito à assistência destas famílias e seus dependentes, que muitas vezes, têm sido ceifado ou mesmo deixado inativo diante da barreira criada àqueles tidos como desfavorecidos pela nossa sociedade.

Outrossim, não podemos deixar que famílias continuem sendo dilaceradas diante da custosa e degradante situação imposta por aquele que se encontra subordinado à dependência química, pois é dever do Estado ofertar um mínimo de respaldo na busca por um tratamento digno onde envolve não só o dependente em si como também sua família, e para tanto direcionamos ao auxilio incluso pela Lei nº 8.213/91 e a assistência conferida pela LOAS nº 8.742/93, e que lamentavelmente em dias atuais ainda apresentam-se obscuras para boa parte daqueles que necessitam.

Fonte Correio do Estado

terça-feira, 11 de agosto de 2015

CONHEÇA OS RISCOS DO EXCESSO DE ÁLCOOL PARA SAÚDE



Você toma bebida alcoólica? Os brasileiros estão bebendo cada vez mais. Segundo dados do último Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, divulgado em 2013, mais de 11 milhões de pessoas são dependentes de álcool no país. As mulheres jovens foram as que mais aumentaram o consumo nos últimos anos e têm bebido de forma mais perigosa.

O estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra também que, entre os adultos entrevistados, 54% consomem álcool pelo menos uma vez por semana.

O uso nocivo da substância é responsável por 3,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 6% da população tem algum problema ou doença associada ao uso do álcool, como câncer no esôfago e na laringe, pancreatite e cirrose hepática.

O psiquiatra e especialista em dependência química do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa), Arthur Guerra, alerta que cerca de 200 transtornos estão relacionados ao uso excessivo da substância.

A OMS estima que pessoas de 20 a 49 anos são as que mais morrem por causa do álcool. Beber cada vez mais cedo tem se tornado uma prática comum entre os jovens.

Em fevereiro, um estudante de 23 anos morreu em uma festa universitária em São Paulo depois de participar de uma competição envolvendo bebidas alcoólicas. Na semana passada, também no estado de São Paulo, um adolescente de 13 anos entrou em coma alcoólico durante uma festa open bar.

Mas o alcoolismo não afeta apenas quem consome. O problema atinge familiares, que muitas vezes não conseguem lidar com a situação.

Maria Chagas conta que só não se separou do marido depois de 23 anos de casados porque ele procurou ajuda."Foi muita briga, muita batalha, porque ele não aceitava que tinha a doença do alcoolismo. Ele estava no fundo do poço e eu também estava, porque eu não sabia como lidar com ele. Hoje está muito bom, maravilhoso, ele está sóbrio."

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento por meio do Centro de Atenção Psicossocial, instalado em várias cidades do país, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, dos Consultórios de Rua, equipes móveis que atuam nas ruas, e da Casa de Acolhimento Transitório, que recebe o dependente e oferece atividades pedagógicas durante o processo de estabilização clínica.

O tratamento para o alcoolismo também pode ser feito no A.A., Alcoólicos Anônimos, que não é ligado ao SUS, mas oferece atendimento gratuito.

Outra alternativa para a recuperação são as clínicas privadas de internação voluntária ou compulsória, aquela que acontece mesmo sem a pessoa concordar.

Fonte Empresa Brasil de Comunicação S/A - EBC

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

COMO AJUDAR UM DEPENDENTE QUÍMICO

Pense em internar o dependente químico para demonstrar o quanto o abuso de drogas o afeta

  • Também é possível chamar os amigos, colegas de trabalho e de igreja. Se o dependente químico não aceitar a internação, evite colocá-lo na defensiva e selecione bem os participantes.
  • Antes da internação, pense em pelo menos um tratamento para oferecer ao dependente. Além disso, é preciso conscientizá-lo: a internação não ajuda em nada se o dependente não sabe se ajudar e não tem o apoio dos amigos e familiares. É necessário saber que os familiares também podem internar o dependente sem que ele saiba.
  • As pessoas que decidirem pela internação devem ser claras sobre como o abuso de drogas as afeta; isso pode ser feito escrevendo cartas. Um dependente pode não se preocupar com sua autodestruição, mas ver o abuso de drogas infligir dor em quem ele ama pode motivá-lo a buscar ajuda.
  • Não espere até que comportamento do viciado fique fora de controle de tal forma que não dê para consertar as relações com família e amigos. O ideal é o dependente procurar ajuda contra o vício antes de consequências graves, como perder o emprego, negligenciar entes queridos e se arruinar financeiramente.
  • Esteja preparado para agir com rigor se o dependente recusar tratamento. Nunca ameace nada que você não tenha coragem de cumprir e meça como você vai lidar com o dependente se ele não quiser se tratar.
Encontre um bom programa de reabilitação de drogas

  • Se o dependente for escoltado para o centro de reabilitação, planeje tudo com antecedência. Caso isso seja necessário, ajude o dependente a entender melhor o seu problema e como buscar ajuda.
  • Seja solidário e permita que o dependente se sinta no controle de sua reabilitação.
  • Entre em contato com várias clínicas de reabilitação e saiba mais sobre seus serviços. Não tenha medo de fazer perguntas específicas, como a rotina diária e como eles lidam com recaídas. Pergunte se você pode visitar as instalações, e tenha em mente que quanto mais receptivo o dependente for em relação ao tratamento, melhores serão as chances de superar o vício.

domingo, 9 de agosto de 2015

RECONHEÇA OS SINTOMAS DE DEPENDÊNCIA DE DROGAS



  • Uma mudança radical de personalidade pode indicar que um indivíduo está usando drogas. Mudanças de personalidade são um sinal comum de todos os tipos vários tipos de vícios, como o alcoolismo, a dependência de remédios e abuso de opiáceos.
  • As marcas de agulha costumam ser evidentes nos braços dos usuários dessas drogas, embora muitos viciados aprendam a mascarar o uso de drogas intravenosas injetando-as em áreas difíceis de perceber, como entre os dedos.
  • Os viciados em opiáceos costumam suar muito ou ficar sedentos, e suas pupilas ficam muito dilatadas.
  • O cheiro frequente de álcool é um alerta para o alcoolismo.
  • Os alcoólicos podem ficar irritadiços, demonstrar fala arrastada, olhos brilhantes ou "envidraçados" e ter dificuldade ao expressar ideias de maneira lógica. Eles geralmente costumam esconder as evidências do vício, como garrafas e latas vazias.
  • Os indivíduos que abusam de medicamentos controlados podem apresentar sinais de intoxicação, como lentidão psicomotora, fala arrastada e olhos caídos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

DEPENDÊNCIA QUÍMICA - UMA DOENÇA



UMA DOENÇA: 

A Organização Mundial de Saúde reconhece as dependências químicas como doenças. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial. Por definição, como o diabete ou a pressão alta, a doença da dependência não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento, se for o caso. Exatamente da mesma maneira que poderíamos cobrar o diabético ou o cardíaco de não querer tomar os medicamentos prescritos ou seguir a dieta necessária. Dependência química não é simplesmente "falta de vergonha na cara" ou um problema moral.


UMA DOENÇA DE MÚLTIPLAS CAUSAS:


As dependências químicas não têm uma causa única, mas sim, são o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa. Por exemplo, existe uma predisposição física e emocional para a dependência, própria do indivíduo. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma série de problemas sociais, familiares, sexuais, profissionais, emocionais, religiosos etc., que são conseqüência e não causa de seu problema. Portanto, as causas são internas, não externas. Problemas de vida não geram dependência química. 

UMA DOENÇA COM MÚLTIPLAS REPERCUSSÕES:

Como já dissemos, a dependência química gera inúmeros problemas sociais, familiares, físicos etc. 

UMA DOENÇA PROGRESSIVA:

Sem tratamento adequado, as dependências químicas tendem a piorar cada vez mais com o passar do tempo. 


UMA DOENÇA CRÔNICA INCURÁVEL:


O dependente químico, esteja ou não em recuperação, esteja ou não bebendo ou usando outras drogas, sempre foi e sempre será um dependente. Não existe cura para a dependência: nunca o paciente poderá beber ou usar outras drogas de maneira controlada. Como o diabete, não existe cura: sempre será diabético ou dependente.


UMA DOENÇA TRATÁVEL: 


Apesar de nunca mais poder usar álcool ou outras drogas de maneira "social" ou "recreativa", da mesma maneira que um diabético nunca vai poder comer açúcar em quantidade, o dependente, se aceitar e realmente se engajar no tratamento, pode viver muito bem sem a droga e sem as conseqüências da dependência ativa. É importante notar que qualquer avanço em termos de recuperação depende de um real e sincero desejo do paciente: ninguém "trata" o dependente se ele não quiser se tratar. 


UMA DOENÇA FAMILIAR:


O convívio com o dependente faz com que os familiares adoeçam emocionalmente, sendo necessário que o familiar também se trate, e, ao mesmo tempo, receba orientações a respeito de como lidar com o dependente, como lidar com seus sentimentos em relação ao dependente, o que fazer, o que não fazer, e sobre como proteger a si e aos demais membros da família de problemas emocionais causados pela doença do dependente. Muitas vezes, os familiares se assustam quando a gente fala que também eles necessitam de tratamento; ninguém quer ser chamado de doente. No entanto, todos os familiares de dependentes que encontramos durante nossa vida profissional nos relataram pelo menos alguma conseqüência ou problema relacionado à dependência de uma pessoa próxima. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MEDICAMENTO AUXILIA OS USUÁRIOS DE CRACK A ABANDONAREM VÍCIO NA DROGA

A substância utilizada atua no organismo proporcionando sensação de prazer aos pacientes

Um levantamento realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz sobre o uso de crack no Brasil, revelou que no país existem mais de 370 mil pessoas que fazem uso da droga regularmente, número que corresponde a 35% dos consumidores de drogas nas capitais do país.

Diante do crescente número de usuários, a procura por tratamentos menos agressivos e terapias alternativas também aumenta consideravelmente. Por isso, o Instituto Brasileiro de Terapias (IBTA), localizado em Paulínia/SP, realiza um tratamento inovador utilizando a planta africana Tabernanthe Iboga em pacientes dependentes químicos.

A substância está revolucionando o tratamento da dependência química e melhorando significativamente a saúde dos usuários de drogas. A Ibogaína, princípio ativo contido na planta, é utilizada na forma HCL (uma forma salina da substância) extraída da raiz deste arbusto.

O paciente que chega ao instituto para dar início ao tratamento está ciente que não há necessidade de internação e que contará com todo o suporte que se fizer necessário tanto a ele, quanto a seus familiares. Com duração de cinco dias e dividido em cinco sessões, uma por dia, o dependente químico recebe a medicação em cápsulas, o que comprovadamente torna o método ainda mais eficaz.

De acordo com Rogério Souza, diretor do IBTA, mestre em Medicina Chinesa e Naturopata, a Ibogaína age no organismo do paciente da seguinte forma: "Ela atua no fígado ativando a enzima chamada GDNF (responsável pelas reconexões neurológicas), atuando na área lesionada pelo uso de entorpecentes. Ela também aumenta a serotonina, neurotransmissor do prazer, que é ausente em pacientes dependentes de drogas em geral".

A partir da primeira sessão a pessoa já não sofrerá mais com sintomas de abstinência e fissura, conseguirá entender o que a levou ao vício, e posteriormente a isso, os médicos avaliarão a forma com que o dependente se comportou durante todo o processo, podendo assim estipular quais serão as próximas medidas para que o tratamento seja mantido fora do instituto.

Além disso, o instituto oferece ainda um suporte de 12 meses com terapias auxiliares que serão realizadas para complementação dos resultados.

O uso da Ibogaína traz inúmeros benefícios aos pacientes. Entre eles estão o aumento do hormônio responsável pela sensação de prazer no cérebro sem depender de nenhuma substância: a dopamina; o aumento do foco; da concentração; aumento dos potenciais; melhora na aprendizagem em qualquer estudo em que se proponha iniciar e principalmente o alcance entre 70% a 80% da recuperação entre os dependentes químicos. Apesar de sua eficiência, pacientes com esquizofrenia, cardíacos graves e hepáticos graves não devem fazer uso da substância.

Este tratamento deve ser feito por especialistas em clínicas que ofereçam a estrutura necessária para receber os dependentes que podem passar pelo pocedimento. 

O IBTA foi fundado em 2001 e conta com o apoio de corpo clínico composto por profissionais altamente capacitados no tratamento de drogas através de terapias alternativas e da planta africana revolucionária: Ibogaína.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA - O QUE É?



Dependência química é:

A DEPENDÊNCIA de qualquer substância psicoativa, ou seja, qualquer droga que altere o comportamento e que possa causar dependência (álcool, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta" etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso, segurança... quando não o é! 

"QUÍMICA" se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separem das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga, ilegal ou não.

Fonte: www.anovavida.tripod.com