segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PESQUISADORES LOCALIZAM GENE QUE FAVORECE RESISTÊNCIA AO CÂNCER DE PRÓSTATA


Uma equipe de médicos identificou nos Estados Unidos o gene mestre, que controla outros genes, e que favorece a resistência do câncer de próstata à quimioterapia, um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de tratamentos contra a doença. A revista científica Câncer Cell publicou nesta segunda-feira a descoberta da equipe do Hospital Monte Sinai de Nova York, que identificou o gene mestre GATUNA2, responsável pela progressão tumoral no câncer de próstata.

O oncologista e investigador Josep Domingo-Domenech, que liderou o estudo, assinalou à Efe que a localização do gene "permite identificar uma maneira de atacar o câncer de próstata", já que ao neutralizar a via pela qual ele atua "permite tornar sensíveis à quimioterapia as células que eram resistentes".

— Encontramos um novo tratamento fazendo toda a dissecação molecular e vendo que o GATUNA2 controla uma via de sobrevivência que podemos inibir farmacologicamente.

O tratamento será testado em pacientes nos próximos dois anos e será introduzido em alguns hospitais espanhóis mediante colaborações. Embora ainda não seja possível prever o aumento do tempo de sobrevivência em humanos, as provas pré-clínicas em ratos assinalaram que seria notório, já que os roedores - com uma esperança de vida de dois anos - resistiam o câncer por três a quatro meses mais.

Os pesquisadores fizeram testes em ratos e, pela primeira vez nesta doença, utilizando células humanas obtidas a partir de sangue periférico, o que foi destacado por Domingo-Domenech e o motivo de serem capa da revista "Câncer Cell".

— Até o momento foram utilizados ratos, mas precisávamos do tumor do paciente, o que implica interná-lo em um hospital, o que é caro, dar anestesia e cirurgia, o que é perigoso, e te limita a poder pegar amostras somente no momento da cirurgia", apontou o oncologista. O fato de podermos gerar tumores em ratos a partir de tumores humanos e de células obtidas a partir do sangue com uma só extração de 10 mililitros torna muito mais fácil estudar se o tumor de uma pessoa é sensível ou não ao tratamento.

Esse é o primeiro estudo que utiliza esta metodologia e os pesquisadores pretendem que sirva de plataforma para buscar o melhor tratamento contra o câncer de próstata segundo o paciente e "individualizar" o procedimento ao máximo. O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente nos homens e entre 85% e 95% dos pacientes diagnosticados em fases iniciais são curados com cirurgia e/ou radioterapia. No entanto, nos outros casos, a doença tem um curso agressivo, com metástases e resistência aos tratamentos, o que provoca a morte da maioria dos homens diagnosticados em estágios avançados.

Domingo-Domenech opinou que a batalha contra o câncer será ganha mais cedo do que tarde porque "há uma grande quantidade de cientistas brilhantes fazendo um grande trabalho e a tecnologia os está acompanhando" para identificar os principais genes que facilitam a extensão da doença.

— Quanto mais conheçamos o inimigo, com descobertas como o do gene GATUNA2, mais saberemos como atacá-lo. A partir do conhecimento podemos chegar a controlar e curar esta doença, o que seria o sonho de muitos", concluiu.

Fonte R7

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HOMENS PODEM SOFRER DEPRESSÃO PÓS CÂNCER DE PRÓSTATA


No Brasil, sete em cada dez casos de câncer no homem é na próstata. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), anualmente são registrados 70 mil novos casos. Quando o diagnóstico é feito na fase inicial, a taxa de cura chega a 90%. Porém, mesmo com o sucesso no tratamento, é possível que apareçam algumas consequências da cirurgia, como a incontinência urinária - que segundo estudos é uma das condições mais degradantes para o homem, considerada o "câncer social".

Para o urologista Valter Muller, chefe do serviço de urologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, a condição pode causar até depressão. "O homem não consegue ter convívio social nem sexual. Acredita que está sempre cheirando urina, tem medo de sair de casa e passar por um sufoco. E essa situação pode sim causar uma depressão - porque ele acredita que aquilo não terá cura", explica o doutor.

O esfíncter - músculo em formato de anel que controla o ato de urinar - é muito próximo da próstata e pode ser comprometido durante a retirada da glândula, perdendo sua capacidade de reter urina. "Não existe uma pré-disposição para ser incontinente. O que nós percebemos no consultório é que quanto mais velho o paciente, mais chances de a musculatura do esfíncter ser afetada pela operação", explica o urologista.

Os tratamentos Engana-se quem acredita que a condição não tem cura. Nos casos mais simples, é possível fazer fisioterapias com exercícios simples ou até com radiofrequência para ativar a musculatura do esfíncter. "Nos pacientes mais complexos, é possível substituir o esfíncter com uma operação, utilizando um esfíncter artificial ", explica o especialista.

A prótese fica totalmente contida no corpo e possui uma bombinha dentro do saco escrotal que permite ao homem liberar a urina quando tiver vontade. No restante do tempo, o esfíncter permanece fechado. A incontinência urinária grave atinge 10% dos pacientes com incontinência que, sem tratamento, precisam recorrer às fraldas. "As terapias devolvem o conforto e autoestima do homem", explica o urologista.

Fonte Notícias ao Minuto

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MUITOS HOMENS RELACIONAM CÂNCER DE PRÓSTATA A IMPOTÊNCIA SEXUAL. POR QUÊ?

O câncer de próstata não causa impotência sexual. É o tratamento e, que fique bem claro, em alguns casos. A impotência é mais comum de ocorrer após procedimentos cirúrgicos. Mas, hoje, há avanços em drogas e próteses penianas para reverter este possível quadro.

Fonte Dráuzio Varela

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOVEMBRO AZUL: O QUE ACONTECE COM A PRÓSTATA?

A próstata é uma glândula que se situa no interior da pélvis, encostada na base da bexiga, órgão muscular onde a urina é armazenada e da qual sai a uretra, que passa pelo interior da próstata e do pênis até alcançar o meio exterior.

A próstata é um órgão insignificante se comparado ao tamanho do corpo. Pesa 15 gramas nos adolescentes. Com o passar dos anos, porém, começa a crescer e gera vários problemas que comprometem a qualidade de vida dos homens mais velhos.

Quando essa glândula cresce e não invade os tecidos vizinhos, ocorre a hiperplasia cujos sintomas são aumento na frequência das micções e esforço para urinar. Nos casos de câncer , além do aumento do volume da próstata, surgem nódulos que podem ser sentidos no exame de toque retal. Diferentemente do crescimento benigno, o tumor pode não ficar restrito à glândula e invadir os tecidos vizinhos.

Fonte Dráuzio Varela

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CIS/AMURES FAZ ENTREGA DE LENÇOS E CHAPÉUS DOADOS NO OUTUBRO ROSA


Encerrando as ações do Outubro Rosa, o CIS/AMURES, entregou lenços e chapéus às pacientes de câncer de mama da UNACON – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Geral Tereza Ramos de Lages, referência no tratamento de câncer. A entrega foi realizada na quinta-feira, 19 de novembro, pela manhã, onde a coordenadora administrativa Claudia Maria de Borba e a Enfermeira Rita Furtado Pucci receberam as doações, que foram arrecadadas no mês de outubro, entre os pacientes que compareceram as consultas e exames no Consórcio. A diretora executiva do CIS/AMURES, Nalú Terezinha Júlio, afirmou “esse é um grande gesto de solidariedade para alegrar quem precisa!”.


Para a Coordenadora Técnica do CIS/AMURES, enfermeira Cirlei Arruda, a ação complementa a programação do Outubro Rosa e demonstra o compromisso de todos os colaboradores do CIS/AMURES e pacientes com a causa.


Na ocasião Ana Clara Mendes Castagna, de oito anos, filha de uma colaboradora do CIS/AMURES, foi incentivada a doar uma mecha de seus cabelos, para confecção de perucas para pacientes que sofreram modificações no corpo em virtude do tratamento contra o câncer. A psicóloga do Consórcio, Vera Aparecida Córdova Correa pontua que a autoestima é um dos melhores ‘remédios’ para garantir a recuperação das pacientes, porque dá energia e esperança de que dias melhores virão.

Texto Alexandre de Sousa

HOMENS FUMANTES DOBRAM O RISCO DE TER CÂNCER DE PRÓSTATA



Ex-fumantes também estavam no grupo de risco em ter câncer, mas não aqueles que deixaram o hábito 10 anos ou mais antes de terem a glândula da próstata removida - a descoberta publicada pelo jornal European Urology, faz jus ao que parece mais possível, que há um link entre fumar e o câncer de próstata.

Pesquisas anteriores têm mostrado que fumantes têm mais possibilidades de morrer dessas doenças, mas os resultados de outros estudos tem sido menos conclusivo. Essa nova investigação olhou os dados de 7.191 pacientes austríacos e americanos que tenham tido sua próstata retirada no período entre 2000 e 2011.

Em um período de cerca de 28 meses, fumantes recentes que fizeram a remoção da próstata tinham 80% de chance do retorno do câncer após cirurgia, do que aqueles que nunca fumaram.

Fumantes estavam com 63% mais de risco, mas depois de 10 anos de deixar o tabaco, a chance deles de ter um caso de câncer, caiu para o mesmo nível daqueles que nunca fumaram.

O professor responsável pela pesquisa Shahrokh Shariat, da Clínica Universitária de Urologia de MedUni, em Viena, disse: "Nosso estudo encontrou a importância de informar para um paciente com câncer de próstata sobre a negatividade dos efeitos do cigarro. Nunca é tarde para parar de fumar, pelo contrário, nosso estudo mostra que faz sentido mesmo sofrendo com câncer de próstata."

Os pacientes que tiveram um aumento do tumor na época do diagnóstico foram excluídos do estudo, nenhum dos participantes tiveram ou receberam quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e radioterapia pós cirúrgica.

Doutores e especialistas ainda estão fora do estudo que liga o cigarro e o câncer de próstata. Alguns estudos anteriores têm associado o hábito com o desenvolvimento da doença enquanto alguns têm indicado nenhuma conexão entre elas.

"Muitas questões sobre o câncer de próstata e o cigarro ainda estão para serem respondidas", disse Professor Shariat, e completou "Estudos futuros são contudo necessários para produzir respostas satisfatórias".

Fonte Ciência&Saúde

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

REMÉDIO HOMEOPÁTICO PODE AUXILIAR NO COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA



O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Ao fazer os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, a farmacêutica e médica decidiu fazer testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer, pois para melhor observação dos dados, ela haveria de administrar placebo além do remédio desenvolvido, o que não seria indicado, uma vez que os pacientes já possuem a doença. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora.

A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Estudos indicam que quando há aumento de Interleucina, citocina pró-inflamatória que aumenta quando o organismo possui uma determinada inflamação e quando há, por exemplo, aumento de colesterol, de triglicerídeos ou da glicemia, há maior tendência de o indivíduo desenvolver HBP.

Observando essa relação, a pesquisadora pode comparar os índices de Interleucina nos pacientes antes e após administrar o medicamento. “Se eu tenho um aumento de citocina em uma pessoa que tem Hiperplasia, ao dar um remédio que estimula a citocina eu faço uma doença artificial maior que essa natural, já esta com o IL6 (Interleucina 6) aumentada e essa IL6 artificialmente aumentada faz com que o organismo direcione toda sua defesa para essa artificial o que acaba curando a natural”, explica Regina Esposito.

Para a pesquisadora, o grande desafio da pesquisa é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar do projeto, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Segundo Regina Esposito, que coordenou a ação Novembro Azul no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em novembro de 2014, dos 431 pacientes atendidos no ambulatório, somente 44 foram aproveitados no projeto. Cerca de 10% dos pacientes atendidos durante a campanha foram encaminhados para biópsia, dos quais 2% foram diagnosticados com câncer. “Muitos tiveram que fazer biópsia e eu tenho que deixar eles esperando seis meses depois de fazer esse procedimento”, afirma.

Medicamento

De acordo com a pesquisadora, na medicina convencional, alopatia, os remédios e as doenças possuem compostos diferentes. Então, se o paciente está com febre, administra-se uma dose de anti-térmico; se está com dor, dá-se um analgésico contra a dor e assim por diante. O tratamento visa principalmente a doença, os testes de medicamentos são feitos em pacientes doentes ou em animais, as substâncias agem por quantidade de massa - podendo ser medidas em miligramas - e são dispensadas no limite da toxicidade - causando, muitas vezes, efeitos colaterais.

Já o princípio que rege a homeopatia é o de que remédios e doenças possuem compostos semelhantes. A técnica foi desenvolvida em 1779, pelo médico alemão Samuel Hahnemann e possui quatro princípios básicos: lei da semelhança, experimentação em homem são, doses mínimas e remédio único. O atendimento homeopático é diferenciado, pois é feito observando-se o paciente como um todo, tratando a causa da enfermidade não a doença propriamente dita.

Os remédios são administrados em doses menores e não apresentam toxicidade, pois passam por um processo de diluição onde retira-se toda a substância material do medicamento, porém deixa-se uma informação no medicamento que vai aumentar as defesas do organismo para combater a doença.

O medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

Para produzir um remédio homeopático é diluída uma parte de remédio, neste caso extrato da folha do Melão de São Caetano, em 99 partes de álcool, chamado de veículo. Bate-se essa solução, sucussiona, 100 vezes para obtenção de uma Centesimal Hahnemanniana (1CH). Depois, pega-se uma parte desta solução e dilui-se em 99 partes de veículo, obtendo-se 2CH. Para obtenção deste medicamento específico, Regina Esposito repete este procedimento 12 vezes, obtendo 12CH. Até a 11CH a solução possui matéria, a partir da 12, não. “Eu escolhi uma potência que ninguém pode dizer que eu estou trabalhando com fitoterapia”, afirma a pesquisadora.

Fonte G1