terça-feira, 30 de junho de 2015

ESTRESSE PREJUDICA A ATENÇÃO E O SONO


Os níveis excessivos de estresse não interferem somente no emocional e no físico de uma pessoa, como também na parte mental. Segundo o neurologista André Felício, o estresse influencia diretamente na memória e concentração. "Algumas alterações neuroquímicas geradas pelo estresse prejudicam o ato de transformar a memória recente em memória de longo prazo", afirma André.

Ainda de acordo com o neurologista, o estresse também dificulta a capacidade de prestar atenção em tarefas diversas. André ressalta que embora a atenção possa aumentar quando alguém está sob estresse, a habilidade de realizar multitarefas se perde. Além disso, a hora de dormir é um dos momentos mais prejudicados quando uma pessoa não consegue relaxar. "O estresse gera ansiedade e um de seus efeitos é dificultar o início do sono, diferente do que acontece na depressão, na qual a dificuldade é manter o sono", diferencia André.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

SITUAÇÕES POSITIVAS TAMBÉM PODEM DESENCADEAR O ESTRESSE


O estresse também pode ser o responsável pela sensação de insegurança, angústia, irritabilidade e várias outros sentimentos que interferem na saúde emocional de alguém. Segundo a psicoterapeuta Celia Lima, a pessoa que não busca apoio profissional ou não constrói uma válvula de escape para aliviar a tensão, acabará sofrendo com o estresse, o que também poderá atingir pessoas próximas, como a própria família. 

A influência do ambiente pode ser outro fator que desencadeia a sensação excessiva de tensão, mesmo que o evento seja algo encarado como positivo. "Situações positivas como a reforma de uma casa, aliada ao nascimento de um bebê, podem desencadear tanto estresse quanto uma exposição a situações traumáticas ou ameaçadoras", pontua a psicoterapeuta. 

Um exemplo clássico de alteração de personalidade devido aos males do estresse é a mulher que sofre as pressões do trabalho e descarrega suas frustrações exigindo a perfeição dos filhos. Para que a condição do estresse não interfira em uma vida emocionalmente saudável, é importante considerar a opinião de pessoas próximas, como familiares e amigos. Celia sugere que quando a pessoa começa a ouvir frases do tipo "como você está agressivo" ou "você fica nervoso por nada", significa que está na hora de olhar para si mesmo. "Mudar o estilo de vida, trocar de emprego e dialogar mais com a família pode ajudar a resgatar o equilíbrio emocional", conclui a especialista.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

BAIXA LIBIDO E PROBLEMAS DE FERTILIZAÇÃO PODEM SER CAUSADOS PELO ESTRESSE


O estresse também pode ser responsável por vários problemas íntimos. A fisioterapeuta ginecológica Roberta Struzani afirma que uma mulher que não consegue relaxar durante o dia pode levar o estresse para a cama, atrapalhando seu desempenho sexual e até sua fertilidade. 

"Quando a mulher está sob efeito do estresse, ela libera substâncias como cortisol e alfa-amilase. Esta última interfere no hormônio progesterona, o que faz o ciclo menstrual diminuir, prejudicando também a fertilidade. No caso do cortisol, ele atrapalha a produção do óvulo e sua liberação para as trompas uterinas, local que ocorrerá a fertilização. Já no caso do homem, a liberação do cortisol pelo estresse interfere na produção de esperma", explica Roberta. 

O local onde ocorre a regulação do estresse no cérebro, chamado hipotálamo, também é responsável pelas respostas sexuais. Sendo assim, a atividade do hipotálamo aumenta quando a pessoa está estressada e dá menos atenção para as áreas da libido, do orgasmo e do prazer, diminuindo-as. 

"O orgasmo, por sua vez, é um grande facilitador da gravidez. É através das contrações provocadas no momento do clímax sexual que o espermatozóide é encaminhado mais rapidamente às trompas uterinas - local onde o óvulo se encontra para que ocorra a fecundação", pontua Roberta. 

Ao tratar as causas do estresse, a liberação de endorfina aumenta, diminuindo a ansiedade. Segundo a terapeuta ginecológica, isso eleva o fluxo de sangue no útero, aumentando a espessura do endométrio. "Este fluxo sanguíneo na região da vagina e útero também proporcionará mais sensibilidade e prazer local, aumentando novamente a libido", orienta a especialista.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A DOR QUE VEM DO ESTRESSE


Muitas pessoas se queixam de dores musculares, porém nem sempre associam o desconforto ao estresse. Segundo a fisioterapeuta Mariângela Bizeli, a pessoa estressada contrai, sem perceber, a musculatura do ombro, que pode ocasionar dores de cabeça, de coluna e até torcicolo. A má postura durante o trabalho, ou em qualquer outra situação do dia a dia, também pode potencializar os efeitos do estresse e aumentar as dores no corpo. "Isso acontece principalmente quando a pessoa adota uma postura curvada e cabisbaixa. Pode haver uma sobrecarga na coluna lombar, causando dores nessa região", pontua a fisioterapeuta. 


As dores nas articulações também podem surgir por conta do estresse. A fisioterapeuta explica que devido à diminuição das defesas do organismo, o paciente estressado pode apresentar quadros de tendinite e dores generalizadas. "Para manter as dores musculares bem longe, a dica é praticar exercícios físicos que liberam a tensão, como caminhadas ou outros tipos de esportes. O importante é realizar atividades que tragam prazer. Porém, o acompanhamento de um médico é sempre muito importante", reforça Mariângela.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

PESQUISA APONTA QUE 89% DAS PESSOAS SOFRE DE ESTRESSE POR FALTA DE RECONHECIMENTO NO TRABALHO

O desequilíbrio entre esforço e recompensa figura no topo das principais causas de estresse no trabalho. Isso não quer dizer que tem gente reclamando de salário – mas de falta de reconhecimento. Em 12 anos de levantamentos anuais, é a primeira vez que o fator saltou aos olhos dos pesquisadores da International Stress Management Association (Isma-BR), que se dedica a ampliar prevenção e tratamento de estresse.

O último estudo, de 2014, será apresentado no 15º Congresso de Stress, em Porto Alegre, nesta semana. Mas adiantamos: a resposta de 89% dos entrevistados – todos economicamente ativos, com idades entre 25 e 60 anos, em São Paulo e na capital gaúcha –, não figurava, por exemplo, nem entre os cinco principais gatilhos de estresse elencados na pesquisa anterior, de 2012. Se a discrepância entre dedicação e reconhecimento apareceu agora, e em primeiro lugar, é por um motivo.

– Estamos em momento de crise. Então, os funcionários, que já não têm perspectiva de promoção e estão sobrecarregados de trabalho, veem no reconhecimento uma garantia. O que aumenta a autoestima e poderia evitar uma demissão. Eles acabam se frustrando – explica Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR.

Diante disso, queixas de “como estou estressado” afloram ainda mais fundamentadas. E sobra para o corpo, que dá indicativos de que algo não vai bem: dor de cabeça, distúrbios alimentares, insônia, irritabilidade e, em casos mais extremos, até um acidente vascular cerebral (AVC) – como ocorreu com o publicitário Alex Sain´t Pierre. Aos 29 anos, ele recebeu a cartada: chega! Deixou da vida insana que levava como sócio de uma agência de publicidade.

Mas se o cenário é esse mesmo, de crise, largar o emprego não é lá a coisa mais indicada. Então é preciso manter a rotina, aceitar pressões, metas e decepções que eventualmente virão com o trabalho. Mas de outro jeito: preparando-se para enfrentar as broncas de forma menos estressante.


DOENÇAS DE PELE TÊM RELAÇÃO COM ESTRESSE


A pele também costuma sofrer com o estresse. A dermatologista Gabriela Casabona explica que quando o corpo está sob tensão, sua imunidade diminui, fazendo com que as doenças fiquem mais propensas a aparecer. "O organismo está preparado para lidar com o estresse do dia a dia, mas não por longos períodos ou com grande intensidade. Infelizmente, quando o limite de estresse é ultrapassado, automaticamente ele gera efeitos colaterais no metabolismo. Na pele, por exemplo, é comum o surgimento de ressecamento, acne e aspecto cansado", afirma Gabriela. 

Para a dermatologista, pessoas com ansiedade crônica são as que mais sofrem com distúrbios de pele. "Muitos eventos da vida podem agravar o quadro de estresse, como o transito diário caótico, complexidades e responsabilidades no ambiente de trabalho e também na vida afetiva. Tudo isso pode levar o paciente a níveis altos de estresse, ocasionando os problemas já mencionados". Para amenizar os efeitos na pele, o mais indicado é procurar um especialista para saber exatamente o que está acontecendo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

ESTRESSE PODE CAUSA QUEDA DE CABELO


O estresse pode causar diversos problemas físicos, inclusive no que diz respeito aos cabelos. O tricologista capilar Luciano Barsanti, médico especializado na saúde dos fios, alerta que a calvície é o distúrbio mais comum do estresse. "A queda de cabelos pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres que já tenham históricos familiares. E em muitos casos a perda gradativa dos fios está ligada aos hormônios produzidos pelo estresse, como a testosterona, que interrompem as células responsáveis pelo crescimento capilar", esclarece o especialista. 

A mesma coisa acontece com a chamada "pelada" ou Alopecia Areata, que é uma doença autoimune, desencadeada por níveis exagerados de estresse, causando a perda dos fios em áreas específicas da cabeça. De acordo com Luciano, outro problema que o estresse agrava é o embranquecimento precoce dos fios. Apesar de ser um fator genético, pessoas muito estressadas podem acelerar o processo, por conta da diminuição de melanina no organismo - fator responsável pela coloração dos fios. 

Para diminuir esses efeitos, a dica de Luciano é tentar levar uma vida mais tranquila. "Tente passar um tempo a mais com a família, praticar Meditação e Yoga para relaxar, beber bastante água durante o dia e evitar o fumo e a bebida. O equilíbrio interior é fundamental para a nossa saúde física", pontua o tricologista capilar.