O estresse também pode ser responsável por vários problemas íntimos. A fisioterapeuta ginecológica Roberta Struzani afirma que uma mulher que não consegue relaxar durante o dia pode levar o estresse para a cama, atrapalhando seu desempenho sexual e até sua fertilidade.
"Quando a mulher está sob efeito do estresse, ela libera substâncias como cortisol e alfa-amilase. Esta última interfere no hormônio progesterona, o que faz o ciclo menstrual diminuir, prejudicando também a fertilidade. No caso do cortisol, ele atrapalha a produção do óvulo e sua liberação para as trompas uterinas, local que ocorrerá a fertilização. Já no caso do homem, a liberação do cortisol pelo estresse interfere na produção de esperma", explica Roberta.
O local onde ocorre a regulação do estresse no cérebro, chamado hipotálamo, também é responsável pelas respostas sexuais. Sendo assim, a atividade do hipotálamo aumenta quando a pessoa está estressada e dá menos atenção para as áreas da libido, do orgasmo e do prazer, diminuindo-as.
"O orgasmo, por sua vez, é um grande facilitador da gravidez. É através das contrações provocadas no momento do clímax sexual que o espermatozóide é encaminhado mais rapidamente às trompas uterinas - local onde o óvulo se encontra para que ocorra a fecundação", pontua Roberta.
Ao tratar as causas do estresse, a liberação de endorfina aumenta, diminuindo a ansiedade. Segundo a terapeuta ginecológica, isso eleva o fluxo de sangue no útero, aumentando a espessura do endométrio. "Este fluxo sanguíneo na região da vagina e útero também proporcionará mais sensibilidade e prazer local, aumentando novamente a libido", orienta a especialista.

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