segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pais estressados, filhos mais gordinhos


Um estudo constatou que as crianças cujos pais têm níveis elevados de estresse têm um Índice de Massa Corporal , ou IMC, de cerca de 2% mais elevado do que aqueles cujos pais têm baixo nível de stress. 

Crianças que têm pais estressados também ganharam peso em uma taxa de 7% mais elevada durante o período de estudo do que as outras crianças.

Esses números podem parecer baixos, disse o autor Dr. Ketan Shankardass, mas eles são importantes porque estão acontecendo em crianças, cujos corpos e hábitos alimentares e de exercício ainda estão em desenvolvimento. Além disso, se que o ganho de peso continua e é agravado ao longo da vida, poderia levar a problemas de obesidade e de saúde graves.

Os dados estudados foram coletados durante o Estudo da Saúde das Crianças, uma das maiores e mais completas investigações sobre os efeitos a longo prazo da poluição atmosférica sobre a saúde respiratória das crianças.

O IMC das crianças foi calculado a cada ano. Os pais receberam um questionário para medir o seu stress psicológico percebido, em questões como: quantas vezes no último mês eles foram capazes ou incapazes de controlar as coisas importantes em sua vida e se as coisas estavam seguindo seu caminho ou suas dificuldades foram se acumulando tanto que não podia superá-las.

Dr. Shankardass, que também é professor assistente de psicologia na Wilfrid Laurier University, disse que não está ainda claro por que existe a ligação entre estresse e obesidade.

Ele disse que os pais poderiam mudar o seu comportamento quando estão estressadas, reduzindo, por exemplo, a quantidade de atividade física em família, ou aumentar a quantidade de alimentos não saudáveis disponíveis. Estresse dos pais também pode criar estresse nas crianças, que lidam comendo mais ou menos, fazendo menos atividade física, ou até mesmo lecar a alterações biológicas que causam ganho de peso, segundo o pesquisador.

Dr. Shankardass disse que ao invés de focar apenas em conseguir que os pais mudem seu comportamento, que seria útil se concentrar em intervenções que possam apoiar as famílias que vivem em condições difíceis, garantindo que tenham um fornecimento confiável de alimentos saudáveis, uma oportunidade para viver em um bairro agradável e outros recursos financeiros ou de serviços para ajudar a lidar com o estresse.

Para o cientista, o dano na infância pode ser irreversível ou muito difícil de mudar mais tarde, por isso essa questão merece atenção.

Mais da metade das crianças que participam do estudo são de origem hispânica e, entre eles, os efeitos do estresse e o IMC foram maiores do que em crianças de outras origens étnicas. O mesmo ocorre com outras pesquisas na área, o que sugere que crianças hispânicas podem ser mais propensos a experimentar fome excessiva ou aumento do apetite e sedentarismo. Pesquisas futuras devem considerar outras razões que expliquem por que as crianças hispânicas são mais suscetíveis ao estresse parental, incluindo diferenças na forma como os pais hispânicos respondem ao estresse ou como as crianças percebem esse estresse ou, ainda, como lindam com ele.

O autor disse que este é o primeiro estudo a relacionar o estresse dos pais e ganho de peso em em crianças. Sua pesquisa foi publicada na sexta-feira, dia 6, na revista Pediatric Obesity.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

DINÂMICA: ESCUTA

Data: 27-06-2014 
Dinâmica: Escuta 
Mediador: Paula de Lima Passos 
Número de participantes: 9 
Objetivo: Provocar reflexões sobre a importância da escuta qualificada. 

Desenvolvimento: 

Os participantes são divididos em 2 grupos e separados. O grupo 1 
recebe as seguintes instruções: 1.todos deverão contar aos integrantes 
do outro grupo, uma história ou fato, real ou imaginário e perceber 
suas reações e 2. Quando o outro grupo estiver contando suas histórias 
ninguém deve prestar atenção. O grupo 2 que estava em lugar afastado 
recebe as instruções de prestar atenção nos fatos contados por seus 
colegas e em seguida também contar uma história ou fato. 

Feedback: 

*Durante a realização da atividade nem todos prestaram atenção nos 
colegas, mesmo tendo recebido esta instrução. 
*Alguns integrantes de ambos os grupos se sentiram incomodados com 
a falta de atenção dos colegas e se manifestaram verbalmente. 
*Todos comentaram a dificuldade em prestar atenção em algo (histórias) 
que não são de seu interesse. E se mostraram mais participativos 
quando os assuntos abordados eram de interesse comum. 

Objetivos esperados: 

*Que todos entendam a importância da escuta e de se fazer claro; 
*Que possam dispor de recursos para realizar esta escuta qualificada 
com seus colegas e pacientes.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

DINÂMICA: EMPATIA


DINÂMICA LIDERADA PELOS FUNCIONÁRIOS 
Paula de Lima Passos 

Data: 26/05/2014  
Tema: Empatia  
Facilitadores: Paula  
Número de participantes: 9 pessoas 



Material Utilizado: Quebra cabeça de cartolina, gaze e fita crepe.

Desenvolvimento da Dinâmica: 
Montar o quebra cabeça privado de algum sentido ou função (sem utilizar as mãos, com visão reduzida ou sem poder comunicar-se verbalmente. Discutir sobre o tema.

Objetivo da Dinâmica: Proporcionar a vivencia de realizar uma atividade com limitações; discutir sobre a empatia, seu conceito e função no ambiente de trabalho e refletir sobre a aplicabilidade deste conceito.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Mundo tem 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso, diz estudo


No mundo, há atualmente 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso, o que representa quase 30% da população mundial. De 1980 a 2013, obesidade e sobrepeso, em conjunto, aumentaram 27,5% entre os adultos e 47,1% entre as crianças. As conclusões são de uma pesquisa internacional que levou em conta dados de 188 países, incluindo o Brasil. O estudo foi conduzido pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington e publicado maio deste ano.

Para a obtenção dos dados, foram avaliados 1769 estudos e relatórios anteriores. Entre os homens adultos, a obesidade e o sobrepeso subiram de 29%, em 1980, para 37%, em 2013. No mesmo período, os índices cresceram de 30% para 38% entre as mulheres.

A obesidade e o sobrepeso também aumentaram entre crianças e adolescentes, especialmente nos países desenvolvidos onde, em 2013, 23,8% dos meninos e 22,6% das meninas tinham sobrepeso ou obesidade. Nos países em desenvolvimento, esse índice é de 12,9% entre os meninos e 13,4% entre as meninas.

Brasil

No Brasil, segundo o estudo, 52,5% dos homens com mais de 20 anos e 58,4% das mulheres da mesma faixa etária apresentam sobrepeso ou obesidade. Entre os garotos com menos de 20 anos, essa parcela é de 22,1%. Entre as garotas, o índice é de 24,3%. O Brasil fica acima da média global de obesidade, mas abaixo de países como Estados Unidos, Reino Unido, México e Bolívia.

Para a obtenção dos dados brasileiros, foram levados em conta diversas pesquisas, entre elas o Vigitel (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico), feito anualmente pelo Ministério da Saúde desde 2006.

Fonte; Bem Estar

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Melhore sua memória e concentração comendo



O declínio cognitivo pode levar à dificuldade de lembrar, comunicar ou aprender novas tarefas.
A Academia Americana de Médicos de Família sugere as seguintes medidas para ajudar a melhorar a saúde do cérebro e prevenir o declínio cognitivo:

- Mantenha o peso, o colesterol e a pressão arterial sob controle, com uma dieta nutritiva e alimentos com baixo teor de gordura. Confira também: dieta saudável para perder 5kg em um mês .

- Consuma em grande quantidade grãos, frutas e vegetais.

- Evite gorduras saturadas. Leia também: Consumo de gorduras saturadas e trans aumenta risco de depressão .

- Inclua ácidos graxos ômega-3 na dieta, como os contidos em peixes como salmão, sardinha e atum.

- Pergunte a seu médico se você deve tomar algum suplemento com vitaminas.

Fonte: The New York Times

terça-feira, 10 de junho de 2014

Os cuidados com o coração durante a Copa


Você é daqueles que não controlam a emoção durante um jogo de futebol? Se sim, cuidado. Uma pesquisa, lançada recentemente pela USP, revelou que aumenta em até 16% o número de internações em hospitais por problemas cardíacos, durante as partidas do Brasil na Copa do Mundo. O resultado foi obtido após pesquisadores contabilizarem os dados durante os últimos quatro campeonatos mundiais do mundo. 

Tudo isso acontece porque o futebol gera emoções que, positivas ou negativas, são responsáveis por liberar substâncias químicas como hormônios, neurotransmissores e peptídios para os órgãos do corpo e o cérebro, podendo precipitar determinadas crises. A dois dias de começar a Copa no Brasil, especialistas mostram que é possível torcer pelo time brasileiro sem estresse - responsável por cerca de 80% das consultas médicas em todo o mundo. 

O neurocirurgião e coach Eduardo Silva afirma que é preciso deixar de criar grande expectativa com o resultado do jogo e evitar a liberação de substâncias que desencadeiam sintomas e, consequentemente, problemas, como aumento da pressão arterial, angina, infarto cerebral, gastrite, taquicardia, entre outros. “Respire profunda e lentamente, aprenda a desassociar os pensamentos com os sentimentos. Ou, em último caso, deixe de assistir aos jogos.” 

Marcelo Menis, cardiologista e clínico do Grupo Cene, afirma que é importante estar em dia com o tratamento, no caso de quem toma medicamento controlado. “Se o paciente estiver com as medicações otimizadas, diminui muito o risco de complicações e previne eventualidades como infarto agudo do miocárdio, angina pectoris e pico hipertensivo. Principalmente porque, no momento de ansiedade, o organismo libera substâncias que levam a oscilações da pressão arterial e da frequência cardíaca.” 

Durante os jogos, fique atento a... 

:: Palpitações 
:: Tontura 
:: Dor no peito 
:: Mal-estar geral 
:: Ansiedade excessiva 
:: Na constatação desses sinais, procure atendimento médico 

Fonte: Eduardo Campbell, cardiologista do Hospital San Paolo 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estresse emocional afeta coração das mulheres


As mulheres têm mais chances de apresentarem problemas cardíacos após viverem situações estressantes, segundo um estudo apresentado na conferência Biologia Experimental 2012. As doenças coronarianas são a maior causa de morte nos EUA, mas o problema afeta a população de maneira diferente, pois a cada ano mais homens do que mulheres são diagnosticados com o problema.

Outros estudos mostraram que durante a prática de exercício físico o coração dos homens se contrai mais que o das mulheres e isto diminui o fluxo de sangue. Mas as mulheres são mais propensas do que os homens a terem problemas cardíacos após sobressaltos emocionais.

Uma equipe de pesquisadores do Colégio de Medicina da Universidade Estadual da Pensilvânia, liderado por Charity Sauder, realizou um estudo para entender estas diferenças e verificou que o fluxo sanguíneo realmente aumenta nos homens durante o estresse mental, mas não se altera nas mulheres.

A pesquisa foi realizada com 17 adultos saudáveis, oito homens e nove mulheres. Em cada voluntário foi medido o ritmo cardíaco e a pressão arterial em descanso, assim como a condutância vascular, que verifica por meio de um aparelho de ultrassom o fluxo sanguíneo pelas vias coronarianas até o coração

Depois, os voluntários se submeteram a uma prova de três minutos de aritmética mental na qual os pesquisadores pediram que eles subtraíssem sete de um número ao acaso.

Para aumentar o estresse, os cientistas pressionaram os voluntários para realizarem a tarefa rapidamente, e além disso diziam que estavam errados mesmo quando fizeram a conta corretamente.

Após a prova, eles foram submetidos mais uma vez às três medições cardíacas. Os testes mostraram que quando estavam em repouso os resultados dos homens e das mulheres não apresentavam grandes diferenças.

Durante a tarefa de aritmética mental todos os voluntários mostraram um aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Mas enquanto os homens tiveram um aumento da condutância coronariana sob estresse, as mulheres não apresentaram mudanças.

Esta diferença, explicou um dos autores do estudo, Chester Ray, poderia predispor as mulheres a problemas cardíacos durante o estresse.

Os resultados foram surpreendentes, acrescentou Ray, já que estudos anteriores indicavam que os homens têm um fluxo de sangue para o coração significativamente menor do que o das mulheres durante a prática de exercício físico. A nova pesquisa poderia explicar por que as mulheres têm mais problemas cardíacos após eventos estressantes, como a morte do marido, por exemplo.

"A redução do estresse é importante para todos, seja qual for o gênero", disse Ray, "mas este estudo mostra que o estresse afeta de maneira distinta os corações das mulheres", e por isso o risco delas sofrerem um problema coronariano após uma situação traumática é maior.

A conferência Biologia Experimental começou nesta segunda-feira e vai até amanhã. O evento, que deverá atrair 12 mil participantes, é patrocinado pela Sociedade Fisiológica dos EUA e outras cinco instituições científicas.

Fonte: Folha de São Paulo