terça-feira, 10 de junho de 2014

Os cuidados com o coração durante a Copa


Você é daqueles que não controlam a emoção durante um jogo de futebol? Se sim, cuidado. Uma pesquisa, lançada recentemente pela USP, revelou que aumenta em até 16% o número de internações em hospitais por problemas cardíacos, durante as partidas do Brasil na Copa do Mundo. O resultado foi obtido após pesquisadores contabilizarem os dados durante os últimos quatro campeonatos mundiais do mundo. 

Tudo isso acontece porque o futebol gera emoções que, positivas ou negativas, são responsáveis por liberar substâncias químicas como hormônios, neurotransmissores e peptídios para os órgãos do corpo e o cérebro, podendo precipitar determinadas crises. A dois dias de começar a Copa no Brasil, especialistas mostram que é possível torcer pelo time brasileiro sem estresse - responsável por cerca de 80% das consultas médicas em todo o mundo. 

O neurocirurgião e coach Eduardo Silva afirma que é preciso deixar de criar grande expectativa com o resultado do jogo e evitar a liberação de substâncias que desencadeiam sintomas e, consequentemente, problemas, como aumento da pressão arterial, angina, infarto cerebral, gastrite, taquicardia, entre outros. “Respire profunda e lentamente, aprenda a desassociar os pensamentos com os sentimentos. Ou, em último caso, deixe de assistir aos jogos.” 

Marcelo Menis, cardiologista e clínico do Grupo Cene, afirma que é importante estar em dia com o tratamento, no caso de quem toma medicamento controlado. “Se o paciente estiver com as medicações otimizadas, diminui muito o risco de complicações e previne eventualidades como infarto agudo do miocárdio, angina pectoris e pico hipertensivo. Principalmente porque, no momento de ansiedade, o organismo libera substâncias que levam a oscilações da pressão arterial e da frequência cardíaca.” 

Durante os jogos, fique atento a... 

:: Palpitações 
:: Tontura 
:: Dor no peito 
:: Mal-estar geral 
:: Ansiedade excessiva 
:: Na constatação desses sinais, procure atendimento médico 

Fonte: Eduardo Campbell, cardiologista do Hospital San Paolo 

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