terça-feira, 12 de julho de 2016

COMO EVITAR O EXCESSO DE GORDURAS

  • Evite carnes de porco, linguiça, mortadelas, salame e presuntos com gordura. E nada de comer a gordurinha da carne!
  • Prefira carnes magras grelhadas, assadas ou cozidas, evitando refogar a comida por muito tempo.


                                               

  • Como o aquecimento transforma as gorduras insaturadas em saturadas, experimente também cozinhar os alimentos apenas com água e tempero e deixe para acrescentar um pouquinho de azeite só quando a comida estiver quase pronta.
  • Não reaproveite óleo de cozinha.
  • Não tem grelha em casa? Use panelas antiaderentes para dispensar o óleo, pingando um pouco de água ou molho de tomate.
  • Retire a pele do frango e a gordura da carne antes de cozinhá-la. Para amaciar a carne sem gordura, deixe descansar em uma mistura de ervas e vinagre, limão ou vinho.
  • Depois de cozinhar ou assar os alimentos, retire o caldo de gordura que fica no fundo. O mesmo vale para aquela camada branca que fica em cima da carne depois de ela ter ido para a geladeira: é gordura saturada, tire-a antes de esquentar.
  • Prefira biscoitos e outras guloseimas com menor teor de gordura e livre de gordura trans(hidrogenada). E lembre-se de controlar a quantidade: o problema não é comer um pedacinho, mas é não se contentar com ele.
  • Já existem sorvetes deliciosos e sem gordura!
  • Evite fast foods.
  • Quer comer pastel ou outra fritura? Faça-a em casa. Pelo menos não será feita com óleo reaproveitado nem gordura hidrogenada. Deixe escorrer bem e seque o excesso de gordura com papel toalha.
  • Não esqueça: azeite de oliva é uma gordura do bem, mas engorda!
  • Manteiga ou margarina? Difícil dizer. A manteiga é rica em gordura saturada e a margarina, em gordura hidrogenada (geralmente quanto mais dura, mais hidrogenada ela tem). Se for indispensável para você, use as margarinas light, que são livres de gorduratrans, ou a manteiga light, que tem menor teor de gordura. 
  • Ao invés de manteiga ou margarina, dê preferência ao requeijão light, cream cheese light, queijo tipo cottage e pastas à base de soja.
  • Beba mais água e coma mais fibras, contidas em frutas, verduras cruas, e cereais integrais. Elas ajudam a eliminar a gordura nociva do organismo.

Imagem retirada de: Stock.XCHNG

segunda-feira, 11 de julho de 2016

OBESIDADE: UMA NOVA EPIDEMIA?

Você tem se achado meio gordinho ou gordinha? Adora guloseimas, mas passa longe de frutas, legumes e verduras? Fica horas por dia sentado em frente à televisão, ao computador ou ao videogame? Cuidado: você pode acabar sendo mais uma vítima da obesidade.

No mundo todo, uma em cada dez crianças está com excesso do peso. São 155 milhões, segundo um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Destas, aproximadamente 40 milhões são classificadas como obesas, ou seja, estão bem acima do seu peso ideal.

A criança ou o adolescente obeso corre o risco de desenvolver sérios problemas de saúde, como pressão alta, diabetes tipo 2, colesterol alto e até problemas cardíacos – doenças que antes praticamente só eram encontradas em adultos. Também tem muito mais chances de se tornar um adulto obeso. E, como se não bastasse, ainda tem que enfrentar o preconceito e a discriminação das pessoas.

Nos dias de hoje, a extrema valorização dos corpos magros e sarados e a falta de informação fazem com que muita gente pense que a pessoa é obesa porque é preguiçosa ou simplesmente gulosa. Mas as coisas não são tão simples assim. A obesidade é uma doença, mais propriamente uma síndrome, que pode ter várias causas, mas é, acima de tudo, um mal da vida moderna.


Pouca atividade física e alimentos hipercalóricos

Genética, doenças como o hipotireoidismo, morte de um parente ou amigo, baixa autoestima, separação dos pais ou outros problemas emocionais. Essas podem ser algumas das causas da obesidade em crianças e adolescentes. Mas a maioria dos especialistas no assunto concorda: a principal razão para o crescente aumento da obesidade no mundo é o fácil acesso a alimentos hipercalóricos (e o estímulo ao consumo dessas gulodices), combinado com a diminuição da prática de exercícios físicos.



Ilustração: Barbara MelloMaria Thereza Furtado Cury, professora do Instituto de Nutrição da UERJ e coordenadora do Grupo Amigos, que atende crianças e adolescentes obesos no Ambulatório do Instituto de Endocrinologia da Santa Casa de Misericórdia, diz que a maioria dos pacientes consultados pelo projeto tem hábitos alimentares muito ruins: “Um excessivo consumo de fast foods, uso de refrigerantes e pouca utilização de legumes e verduras no cardápio diário”.

A situação se agrava, segundo a nutricionista, porque as pessoas não têm mais tanto tempo para cozinhar em casa. “A mãe sai para o trabalho, o pai sai para o trabalho. Então, a criança fica à mercê de uma alimentação muito industrializada”, afirma.

Copiando o modelo americano, as lanchonetes também incentivam as pessoas a comerem cada vez mais, aumentando as porções de comida e reduzindo a diferença de preço entre os tamanhos grande e pequeno. “No meu tempo de criança você comprava, no cinema, um saquinho de pipoca. Hoje você compra um balde de pipoca e um balde de refrigerante”, compara Maria Thereza.

Nas grandes cidades, o medo da violência e o pouco espaço para brincadeiras ao ar livre também têm feito com que as crianças participem menos de atividades que gastam muita energia, como pular corda, pique e queimado. As brincadeiras agora acontecem mais em lugares fechados, dentro de casa ou emlan houses, por exemplo.

As facilidades trazidas pela tecnologia também contribuem para o aumento da obesidade. Cada vez menos, as pessoas vão para escola ou para o trabalho a pé ou de bicicleta. Elevadores, controles remotos, escadas rolantes são símbolos da comodidade da vida moderna. Alimentos empacotados, prontos para serem consumidos também.

Maria Thereza comenta o absurdo do comodismo: “Você pode até achar engraçado, mas tem criança que não come bife porque tem preguiça de mastigar. Laranja, frutas que precisam ser descascadas, eles passam batido”, afirma. Não é esse o seu caso, certo?

http://www.invivo.fiocruz.br/

sexta-feira, 8 de julho de 2016

DE OLHO NA ALIMENTAÇÃO


Ilustração: Barbara Mello
Ilustração: Barbara Mello
Você acorda, sai correndo para escola, come qualquer coisa em pé, enquanto pega o material para aula, depois segue direto para o curso. Ou então acorda, atrasado, não come nada, chega ao trabalho, vai para uma reunião estressante, de onde sai para almoçar às três horas da tarde. Você já viu esta história ou algo parecido? O dia a dia corrido nos leva a descuidar de algo muito importante: a alimentação.

Não existe uma fórmula única para uma alimentação saudável. Cada pessoa deve conhecer seu organismo e o tipo de vida que leva; tem alimentação específica para quem é atleta, para quem trabalha mais sentado, quem está estudando, quem está na adolescência, quem está na fase de crescimento, na infância etc.

Um grande segredo é fazer boas compras. Muitas pessoas optam, erradamente, por uma alimentação rica em carboidratos (macarrão, pão, açúcar etc) e lipídeos ( gorduras como azeite, margarina, óleos, manteiga) porque estes alimentos aliviam a fome e fornecem energia para pessoa fazer qualquer tipo de atividade durante o dia. Esquecendo, portanto, das proteínas que, junto às vitaminas e aos sais minerais, tem função nobre no organismo: o desenvolvimento de órgãos e tecidos, a renovação celular etc.

Faça o teste: dê uma boa olhada na sua própria geladeira e nos seus armários. O primeiro passo é analisar a própria alimentação! Muitas vezes os carrinhos de supermercado ficam cheios de macarrão, massas, biscoitos, doces, muito mais caros em detrimento de uma verdura, um legume e até uma fruta. Se a questão for o preço, custa mais caro um chocolate do que um pé de alface!

Numa tendência mundial, cada vez mais as pessoas se tornam obesas, e mesmo assim sujeitas a algum tipo de desnutrição, ou seja, a ausência de algum nutriente importante para o organismo. Desnutrido não é só aquela pessoa, magra, que perdeu muito peso por falta de calorias totais e proteínas na alimentação. A falta de minerais, como o ferro, pode causar uma anemia. A carência de vitaminas, associada ou não à carência de outros nutrientes, pode significar desnutrição e afetar o aspecto da pele, deixando-a opaca, ressecada. As unhas podem ficar fracas. O cabelo pode ficar mais quebradiço. As vitaminas são nutrientes protetores, ajudam a pessoa a manter a imunidade, prevenindo doenças, portanto.

Uma boa dieta combina todos os nutrientes necessários para o organismo sem exagerar em nenhum deles. Não só carboidratos e lipídeos, como proteínas, minerais e vitaminas, junto às fibras e água. Uma dica é tentar obter uma alimentação mais colorida, que costuma alcançar um equilíbrio entre os nutrientes. Não sabe o que é isso: carboidrato, vitamina? Passe a prestar atenção ao que está comendo. Leia os rótulos. Procure saber o que é caloria, qual a quantidade ideal para o seu corpo; o excesso de calorias pode provocar a obesidade! Coma devagar, degustando a sua refeição.

O excesso de gordura e sal na alimentação pode causar, a longo prazo, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, entre outras coisas. Outro grande inimigo é o refrigerante. Sim, o refrigerante! O refrigerante é chamado pelos nutricionistas de caloria vazia, porque ele tem caloria, mas não nutre.

Nas grandes cidades, a maioria das pessoas não tem contato com hortas e plantações. Muitas vezes as pessoas nem conhecem o formato e sabor dos legumes, verduras e frutas. Vá até uma feira, umhortifruti, experimente novas receitas!

Uma alimentação saudável, com nutrientes como vitaminas e minerais, pode combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento, precoce ou não.

Se você quer ter uma alimentação saudável, que seja para o resto de sua vida. Então as mudanças devem ser aos pouquinhos. Não se desespere se comer chocolate demais um dia. O problema não é comer guloseimas, é só comer guloseimas!

Estabeleça metas, coma prestando atenção no que está fazendo e não sentado no computador, trabalhando, ou assistindo tv, distraído, sem saborear a refeição. E, lembre-se: comece a selecionar melhor seus alimentos, mastigar bem, tentar fazer uma refeição mais tranquila, mais devagar, em horários regulares. Sua qualidade de vida e sua saúde agradecem!


Fonte: http://www.invivo.fiocruz.br

quinta-feira, 7 de julho de 2016

CUIDE DO SEU CORAÇÃO

Problema cardíaco é coisa de adulto, certo? Errado. Crianças e adolescentes também sofrem de doenças do coração, que podem ser congênitas, ou seja, de nascimento, ou adquiridas ao longo da vida.
Ilustração: Barbara Mello
Ilustração: Barbara Mello


Oito em cada 1000 crianças nascem com problemas cardíacos e precisam ser operadas logo nos primeiros anos de vida, segundo Regina Muller, cardiologista pediátrica do Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras. Dentre as chamadas cardiopatias congênitas, as mais comuns são as conhecidas como C.I.A., comunicação inter-atrial, e C.I.V., comunicação inter-ventricular. Ambas referem-se a existência de passagens entre as câmaras do coração, permitindo o fluxo de sangue entre elas. O tratamento envolve a colocação de uma prótese que impedirá a comunicação entre os dois lados. Além de fatores genéticos, esses tipos de problemas podem ser causados por complicações com a mãe durante a gravidez, como infecção por rubéola, diabete ou pelo uso de alguns medicamentos.



Entre as chamadas cardiopatias adquiridas, as mais comuns são a febre reumática e a hipertensão. A febre reumática é uma doença séria que atinge principalmente crianças na faixa dos 5 aos 15 anos. Começa com uma dor de garganta, causada por uma infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes. Em seguida, devido a um distúrbio autoimune que nem todas as pessoas desenvolvem, os anticorpos produzidos pelo corpo, ao invés de atacarem a bactéria invasora, agridem o próprio organismo, principalmente o coração, as articulações e o sistema nervoso. Por isso, é muito importante que se faça o tratamento correto enquanto o problema ainda está localizado apenas na garganta. Se não for bem tratada, a febre reumática pode causar graves lesões nas válvulas do coração, que precisarão de cirurgias de reconstituição ou da troca por próteses.


A hipertensão é um problema muito comum nos dias de hoje, que pode levar a doenças mais sérias, como a aterosclerose e o infarto agudo do miocárdio. Apesar da adolescência ser a fase em que o coração desperta para os sentimentos, não é esse o tipo de tensão que pode trazer problemas para o jovem. Um dos fatores responsáveis pela hipertensão é o colesterol, uma gordura presente no sangue que, em grandes concentrações, pode se acumular nas paredes das artérias, diminuindo o espaço de passagem do sangue e aumentando a pressão sanguínea. Durante muito tempo acreditava-se que o aumento do colesterol só começava na terceira década de vida, mas atualmente já se sabe que, desde os dois anos, pode haver uma elevação nos níveis de colesterol no sangue. Assim, para que não haja complicações no futuro, é recomendado que se controle a pressão sanguínea desde cedo.

Mas o colesterol não é o único vilão dessa história. Não praticar esportes, comer muito hamburguer e não ter uma dieta balanceada, fumar, ficar gordinho além da conta - tudo isso também contribui para o aumento da pressão arterial e são fatores de risco para a aterosclerose, que é a degeneração e o endurecimento da parede das artérias, normalmente flexíveis. Assim, quando o sangue flui através das artérias endurecidas, a pressão elevada prejudica os tecidos de vários órgãos, como rins e cérebro.

Como aqueles maus hábitos citados acima têm se tornado cada vez mais comuns na nossa sociedade, é preocupante o número de crianças e adolescentes hipertensos. O estresse, outro vilão da sociedade moderna, também tem atingido os jovens e contribuído para o crescimento de casos de problemas cardíacos.

Para a médica Regina Muller, a prevenção é a melhor maneira de se combater a hipertensão e uma futura aterosclerose. Praticar exercícios, ter uma alimentação mais saudável, controlar o peso e o colesterol, não fumar - estas são medidas simples que ajudam a manter o coração sadio. Já o tratamento para a hipertensão envolve uma mudança nos hábitos do jovem. Por isso, é fundamental o acompanhamento de uma equipe que envolva médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais. Seguindo esses conselhos, nenhuma paixão será problema para o seu coração.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

DIA DE SÃO JOÃO CIS/AMURES

A equipe de Enfermagem do CIS/AMURES, promoveu no dia de São João, no período da tarde, uma Festa Junina para as crianças que são clientes de fonoaudiologia no CIS/AMURES. Realizaram uma parceria entre os funcionários da casa e ofereceram doces, pipocas, chocolate quente, brincadeiras, pinturas, enfim toda a equipe entrou no clima da festa de São João.


Confira nas fotos:








AÇÃO SAÚDE E CIDADANIA EM CAMPO BELO DO SUL







O Consórcio Intermunicipal de Saúde tem como objetivo auxiliar os municípios em suas atividades sempre que necessário, assim sendo no último dia 18 de Junho, o Município de Campo Belo do Sul realizou uma Ação Saúde e Cidadania, um dia dedicado aos seus munícipes, onde várias instituições uniram-se e ofereceram serviços durante todo o dia naquele município.

A equipe do CIS/AMURES, arrecadou agasalhos entre seus familiares, deslocaram-se em uma van até o município de Campo Belo do Sul e promoveram um Brechó Solidário. Foi uma experiência ímpar. A população não pagava pelos pertences, mas era sorteada com uma moeda fantasia e poderia “comprar” quanto valesse aquele dinheiro. Exemplo: Se o munícipe fosse contemplado com uma nota de R$ 50,00 (cinquenta reais) poderia escolher peças até completar aquele valor.

Todas as peças que lá estavam, tinham um valor simbólico.

Foi muito gratificante e os cidadãos puderam também exercitar o poder de comprar.

O presidente do CIS/AMURES, Pe. Edilson Souza que é também Prefeito de Campo Belo do Sul, ficou muito satisfeito com a experiência.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

TÁ NA HORA DE DORMIR

Seria bem melhor que nós não precisássemos dormir, não é mesmo? Quanta coisa poderíamos fazer! Haveria mais tempo para brincar, passear e aprender, certo?

Não, errado! A princípio o sono pode até parecer perda de tempo, mas ele é extremamente importante. Ao que parece, não só o homem, mas grande parte dos animais vertebrados, ou seja, que possuem coluna vertebral, dorme. Os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre o motivo de precisarmos dormir, mas existem várias teorias que tentam explicar a necessidade do sono.
O sono permite que ocorram mudanças importantes no nosso organismo, essenciais para a manutenção da saúde e do bem-estar. Ele parece ter um papel importante na restauração do corpo, neutralizando toxinas que provocam a sensação de cansaço, na organização da memória, além de conservar energia para a realização das atividades diárias.

A verdade é que nós não podemos viver sem dormir. Acha exagero? Não é não. O sono é tão imprescindível que a falta dele pode nos deixar doentes e, em casos mais graves, levar à morte. Alguns hormônios, como a prolactina, que auxilia a produção de leite materno e a combater doenças, só são secretados à noite e durante o sono.


Os riscos de seguidas noites mal-dormidas

O sono normal se caracteriza por reduções da temperatura do corpo, da pressão arterial, do ritmo da respiração e da maioria das funções corporais vitais. Ele é um estado de repouso físico e mental, facilmente reversível, em que a pessoa se torna relativamente inativa e desatenta ao ambiente em que está. É um afastamento parcial do mundo em que os estímulos externos quase não são percebidos pelos sentidos.

O sono é controlado pelo comportamento individual e por sistemas fisiológicos internos, como o relógio biológico localizado no cérebro. Ele é chamado assim porque realmente funciona como um relógio inteligente regulado pela luz do dia ou escuridão da noite, controlando diferentes funções do organismo, como níveis de hormônios, temperatura do corpo, batimentos cardíacos e padrões de sono.


Na maioria das vezes, o relógio biológico funciona afinado com o relógio de verdade. Os adultos necessitam de 8 horas de sono aproximadamente, enquanto crianças em idade escolar precisam dormir cerca de 12 horas por dia. Quando as pessoas têm por hábito trabalhar, estudar ou fazer outras atividades até de madrugada, elas deixam o relógio biológico em descompasso com o relógio físico, o que pode ocasionar problemas para a saúde. 



Nos adolescentes, é comum acontecer esse descompasso devido a mudanças naturais no seu relógio biológico que fazem com que eles tenham facilidade para ficarem acordados até tarde. Mas, ainda assim, eles precisam em média de 9 horas e meia de sono por dia.

Já os idosos, muitas vezes, apresentam dificuldades para dormir à noite devido ao hábito de tirar cochilos ao longo do dia. A minha avó, por exemplo, quando assistíamos a filmes, costumava dormir no meio da história e acordar só no final. Depois, garantia que tinha visto o filme inteiro! “Foi só um cochilo”, ela dizia.

A sonolência diurna pode ser consequência de problemas de saúde, mudanças normais do corpo ou alterações no estilo de vida, como redução das atividades diárias. Estágios de sono profundo em pessoas idosas podem diminuir muito e até mesmo deixarem de existir, mas o tempo necessário de sono não diminui com a idade.

A carência de sono pode provocar fortes impactos no aprendizado, na memória, no raciocínio, na atenção e até mesmo nas emoções. Pode levar também a acidentes de trabalho e de trânsito. A Administração Nacional de Segurança nas Estradas dos Estados Unidos estima que ocorrem a cada ano, neste país, mais de 100 mil acidentes de automóveis devido a motoristas que adormecem ao volante. No Brasil, a Organização Não-Governamental (ONG) SOS Estradas estima que o cansaço seja responsável por 20% dos acidentes e mais de 30% das 24 mil mortes que ocorrem todos os anos nas rodovias brasileiras.

Fontes:

Sleep Foundation

Instituto do Sono

O cérebro nosso de cada dia

Ilustrações: Barbara Mello

Animações: Adriana Rivas