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segunda-feira, 30 de março de 2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
CERCA DE 30% DOS IDOSOS BRASILEIROS TÊM DIABETES E HIPERTENSÃO
Cresce o número de idosos que têm simultaneamente as duas doenças que mais atingem quem já passou dos 60 anos: a hipertensão e o diabete do tipo 2. De acordo com estatísticas do Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, 21,6% dos brasileiros nessa faixa etária têm diabete, e 59,7% têm hipertensão. Quando se analisam os dados de quem tem as duas doenças, o porcentual costuma atingir mais de 30% dessa população.
Esse fenômeno – hipertensão e diabete juntas – é típico de duas situações muito conhecidas dos brasileiros: o envelhecimento da população (já são 14 milhões de idosos no país) e o sedentarismo (49,2% dos brasileiros são inativos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde). No primeiro caso, o passar dos anos gera um impacto sobre o corpo, que já não tem a capacidade de se recuperar tão bem das agressões ambientais. O resultado é uma falência progressiva de órgãos e tecidos.
Com isso, surgem doenças como a arteriosclerose senil (alterações das fibras elásticas da artéria, que geram a atrofia das células musculares e sua substituição por um tecido fibroso e enrijecido) e a perda da capacidade do pâncreas de produzir a insulina, hormônio que reduz o nível de glicose no sangue. São processos inevitáveis, embora também dependam da genética, da alimentação e dos hábitos de vida.
O sedentarismo tem papel tão ou mais importante para o surgimento dessas doenças, que já são consideradas uma epidemia pela OMS. No caso do diabete do tipo 2, a falta de atividade física tem papel-chave, uma vez que o ganho de peso e a obesidade estão relacionados à doença, em especial a gordura central, que se localiza na barriga. O tecido gorduroso produz substâncias que são capazes de destruir as células pancreáticas que produzem insulina.
De acordo com a endocrinologista do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba Luciana Pechmann, com exercícios físicos, o músculo responsável por captar a glicose do sangue e transformá-la em energia para suas células também se fortalece e minimiza os efeitos do envelhecimento. “A atividade física dá força a esse músculo para trabalhar e retirar o açúcar do sangue, evitando o aparecimento da diabete.”
A diabete, uma vez instalada, pode causar a hipertensão. Por ser uma doença do metabolismo, a diabete causa o aumento do nível de colesterol ruim (LDL), até pelo ganho de peso associado. “Ao ser oxidado, o LDL é capturado pela parede das artérias e, após ser digerido pelas células, gera arteriosclerose, que é uma ferrugem do tecido biológico, causando a hipertensão”, esclarece o cardiologista do Hospital Costantini, em Curitiba, Everton Dombeck.
Tal binômio, de acordo com os especialistas, é causador da maioria dos casos de enfarte do miocárdio e AVC (acidente vascular cerebral), o que exige mudança de hábitos. O primeiro mandamento é se exercitar, preferencialmente com atividades aeróbicas, que aumentam a oxigenação, além de abandonar as dietas calóricas e gordurosas e o fumo.
Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/saude/diabete-e-hipertensao-uma-combinacao-fatal-1n0wii7eggiaasvflpi16085q
quinta-feira, 26 de março de 2015
DIABETES E HIPERTENSÃO: LEGISLAÇÃO FEDERAL DA SAÚDE
Veja os principais direitos para o diagnóstico e o tratamento da diabetes e hipertensão.
Monitoramento da glicose (SUS)
O paciente com diabetes tem direito a receber gratuitamente medicamentos e insumos destinados ao monitoramento da glicemia capilar, desde que inscrito em programas de educação para diabéticos.
Diagnóstico e tratamento do diabetes (SUS)
O paciente com diabetes tem direito a receber diagnóstico e tratamento do diabetes nas unidades de saúde do SUS, incluindo o recebimento da medicação adequada, o acompanhamento de seu uso e a avaliação dos resultados.
Remédios a baixo custo
Os pacientes portadores de hipertensão e/ou diabetes têm direito a adquirir, gratuitamente, na Farmácia Popular e na Rede Própria, os medicamentos necessários ao seu tratamento.
Acesse as leis, portarias e outros direitos pelo site: Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/legislacao/diabetes.php
quarta-feira, 25 de março de 2015
SAIBA MAIS SOBRE HIPERTENSÃO E DIABETES
A hipertensão e a diabetes são doenças inter-relacionadas que, se não tratadas, aumentam o risco de doença vascular arterosclerótica (enfartes do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais e doença dos membros inferiores). A hipertensão agrava ainda a microangiopatia, principalmente a nefropatia diabética, para a qual é um fator de risco maior. A hipertensão é duas vezes mais comum em diabéticos e aumenta com a idade. No momento do diagnóstico da diabetes, a hipertensão já existe em cerca de 40% dos doentes, o que sugere uma associação de mecanismos entre as duas: a obesidade e resistência à insulina levam à hipertensão e esta agrava a intolerância à glicose. Na maioria dos casos não se encontra uma causa para a hipertensão, é essencial (sem causa removível identificável), em particular na diabetes tipo 2.
No diabetes tipo 1, é muitas vezes devida à nefropatia, que ocorre em uma a cada três pessoas diabéticas com mais de 15 anos de doença, contra apenas uma em cada cinco de diabéticos tipo 2.
Nos diabéticos, a hipertensão sistólica isolada (só elevação da TA máxima) é mais frequente que nos não diabéticos e constitui também, ao contrário do que se supunha anteriormente, um risco acrescido de complicações cardiovasculares, principalmente de acidente vascular cerebral (trombose ou hemorragia cerebral). Nos casos em que existe neuropatia concomitante, a pressão arterial é mais elevada na posição de decúbito (deitada) podendo haver baixa significativa dos valores ao passar para a posição de pé (hipotensão ortostática).
É muito importante definir grupos especiais de risco que têm a ver com a presença ou não de outros fatores de risco, como a dislipidemia (alterações das gorduras no sangue), o tabaco, o excesso de peso e a inatividade física. Está provado que se conseguem reduções maiores do risco cardiovascular só deixando de fumar do que só tratando a hipertensão com drogas. A presença de proteínas na urina (proteinúria), mesmo em pequenas quantidades (microalbuminúria), é um marcador de risco ao qual deve ser dado a maior atenção e que deve fazer parte do controle habitual do diabético hipertenso.
Os níveis de pressão arterial desejáveis no diabético são substancialmente inferiores ao da população em geral, 130/85 mmHg segundo as recomendações internacionais e com um máximo aceitável de 140/90 mmHg. Estas recomendações sugerem que a pressão arterial deve ser avaliada pelo menos de 3-3 meses, quando estabilizada e de forma mais frequente (uma ou duas vezes por semana) se estiver instável. O controle deve ser feito em conjunto com o autocontrole do diabetes já que valores elevados de glicemia ou de TA têm impacto recíproco. Hoje, pode-se ainda recorrer a aparelhos mais sofisticados de medição ambulatorial de pressão arterial (MAPA) que permitem a avaliação ao longo de 24 horas ou mais, definição do perfil ao longo do dia e noite e correlacionar a pressão arterial com diversas actividades e a toma dos medicamentos.
Fonte: http://www.portalh2.com.br/hipertensao-e-diabetes-18.html
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