A abordagem da problemática das drogas ultrapassa o tratamento da questão como um problema social, e, antes de tudo, é vista como uma doença. O I Seminário sobre Dependência Química, na Serra Catarinense, que aconteceu durante no dia 26 de março, no Salão de Atos da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). Reuniu, além de profissionais de Lages e restante da Serra, públicos de Campos Novos e Florianópolis (SC) e Vacaria (RS). Ao todo mais de 500 pessoas participaram do encontro.
O evento foi promovido pela Secretaria de Saúde, através da Coordenação de Políticas Públicas sobre Drogas, em parceria com a Uniplac, 27ª Gerência de Saúde de Lages, Comissão de Integração de Ensino e Serviços (Cies) e Consórcio Intermunicipal de Saúde, da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).
O evento foi promovido pela Secretaria de Saúde, através da Coordenação de Políticas Públicas sobre Drogas, em parceria com a Uniplac, 27ª Gerência de Saúde de Lages, Comissão de Integração de Ensino e Serviços (Cies) e Consórcio Intermunicipal de Saúde, da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).
Números que assustam
A coordenadora da região Sul, do Projeto Caminhos do Cuidado, Desirée dos Santos Carvalho dividiu estatísticas durante sua palestra: 29% da população adulta no Brasil já bebeu de forma abusiva alguma vez na vida; 20% dos pacientes tratados na rede primária bebem em um nível considerado de alto risco. “Precisamos nos ater aos números alarmantes, pois 91% das internações hospitalares decorrem da dependência; em 71% dos laudos de mortes violentas feitos nos Institutos Médicos Legais (IMLs) se detecta presença de álcool nos cadáveres; 27,2% das vítimas de acidentes tinham alcoolemia; 50% das internações psiquiátricas masculinas advêm da dependência e 12,3% da população é dependente do álcool. É urgente e imediata a necessidade de providências”, alerta.
O representante do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), Jairo Brincas, defende o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, com o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), a crianças e adolescentes catarinenses e alerta para o maior problema, segundo ele, o alcoolismo juvenil: 63,8% dos jovens aprendem a beber em casa, com os pais. “Temos de parar de idolatrar garrafas nas estantes das nossas casas e cuidar mais da educação e dos exemplos que estamos dando”, reforça.



Nenhum comentário:
Postar um comentário