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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

WANESSA SE TORNA EMBAIXADORA DA ONU NO COMBATE À DISCRIMINAÇÃO À AIDS

Depois de gravar um comercial da UNAIDS, Wanessa foi anunciada Embaixadora da Boa Vontade da agência da ONU especializada em AIDS e HIV. A oficialização do título ocorreu na terça (1º/12), em evento em Brasília, em comemoração ao Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. Wanessa se une a um time de artistas engajados, com Victoria Beckham, Annie Lennox e Naomi Watts, que também são embaixadoras.


Segundo comunicado oficial, uma das principais missões da Wanessa será levar ao público jovem mensagens sobre prevenção, cuidados com a saúde e a necessidade de construção de um mundo livre de preconceito e discriminação. “Será muito importante contar com o apoio da Wanessa nesse desafio porque ela está em contato direto com este público, conhece a linguagem e os anseios deles, além, é claro, de estar ter se mostrada muito empenhada no cumprimento de sua missão como Embaixadora”, diz a diretora da UNAIDS Georgiana Braga-Orillard.

O engajamento da Wanessa com esse tema é antigo. Em 2003, ela participou de uma campanha que incentivava os brasileiros a fazerem o teste de HIV. “Estou muito honrada com esta missão e me sinto muito feliz de exercer esta função de Embaixadora ao lado de pessoas que admiro tanto, como o Mateus Solano”, diz Wanessa. “Vou me empenhar para levar as mensagens do UNAIDS aos meus fãs e seguidores, seja nos show, seja pela TV ou pelas mídias sociais. Eu falo sobre o fim do preconceito e da discriminação em relação ao HIV porque, só assim, conseguiremos vencer o vírus”.

Fonte Portal Popline

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO RECONHECE "PERPLEXIDADE" DA IGREJA SOBRE PRESERVATIVO



O papa Francisco reconheceu em novembro deste ano, "uma perplexidade" da igreja católica sobre a questão da utilização do preservativo para lutar contra a aids, estimando que este era "um dos métodos" mas que a África tinha "feridas maiores".

Questionado às vésperas do dia mundial de luta contra a aids sobre a polêmica oposição da igreja ao preservativo, o papa argentino se mostrou descontente e se recusou a responder diretamente.

"A moral da igreja encontra-se diante de uma perplexidade" diante deste problema, reconheceu Francisco diante da imprensa no avião que o levava de volta a Roma após uma viagem pela África, onde a aids continua sendo a principal causa de mortes.

Assim como seus predecessores, o papa não apoiou o uso do preservativo: "é um dos métodos" para evitar a propagação do vírus, mas "as relações sexuais devem ser abertas à vida".

"Não gosto de fazer reflexões sobre questões casuísticas quando as pessoas morrem por falta de água e comida (...) Sua pergunta me parece um pouco fechada, uma questão parcial", disse o papa ao jornalista alemão que o entrevistou.

"O problema é maior", insistiu, enumerando a desnutrição, o trabalho escravo, a falta de água potável, o tráfico de armas.

Durante uma viagem a Camarões e Angola em 2009, o papa Bento XVI foi muito criticado por suas posições contra o uso do preservativo, ao qual a hierarquia da Igreja, muito conservadora na África sobre as questões de moral sexual, continua muito contrária.

Mesmo assim, muitos missionários católicos no continente não proíbem o uso de preservativos nos casos de emergência.

Fonte Zero Hora

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

ENTENDA AS DIFERENÇAS E OS TRATAMENTOS DE HIV/AIDS



Um grande esclarecimento sobre aids e HIV prestado por uma profissional vai tirar dúvidas sobre HIV e Aids:

— Meu nome é Debora, sou assistente social e, antes de mais nada, é necessário deixar clara a diferença entre aids e HIV. Aids é o processo avançado do vírus HIV. Só vai chegar ao estado de aids a pessoa que não aderir ao tratamento contra o HIV. Então, quando a pessoa se expõe a uma situação de risco (sexo sem camisinha, por exemplo), existe a possibilidade de ela contrair o vírus HIV, e não aids.

— Existe um tratamento chamado profilaxia antirretroviral pós exposição sexual à infecção pelo HIV que impede o vírus de iniciar o processo de infecção das células. Para tanto, a pessoa que passou pela situação de risco deve procurar um serviço de saúde em até 72 horas após a exposição.

— Serviços de saúde 24 horas e centros de atendimento, acolhimento e aconselhamento são habilitados para iniciar o tratamento.

Falta de informação prejudica

Ainda existe muito tabu em relação ao HIV, por conta da aids ser uma doença sem cura e diretamente ligada à vida sexual. A informação equivocada ou falta de informação alimentam o preconceito e a dificuldade de adesão de pessoas infectadas. A pessoa com boa adesão ao tratamento diminui as chances de transmitir o vírus.


Fonte HORA DE SANTA CATARINA

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

EVITE DOENÇAS COM PRESERVATIVO E HIGIENE BUCAL


A combinação de beijo, sexo e boca, sem cuidados de higiene e proteção, pode ser uma via de transmissão de inúmeras doenças. Afinal, as mucosas da boca e dos órgãos sexuais têm uma incrível capacidade de absorção. 

Se estiverem em contato com secreções, salivas, esperma e líquido vaginal contaminado, não é necessário nem a presença de feridas ou de sangramento para desencadear os sintomas. Por isso, o uso do preservativo é tão importante, mesmo na hora do sexo oral.

De cárie a sífilis

Só a troca de beijos, por exemplo, pode favorecer o desenvolvimento de hepatite C, gengivite e até mesmo de cárie e de algumas doenças sexualmente transmissíveis. Entre elas, estão gonorreia, herpes, sífilis e infecção pelo vírus HPV (o papiloma vírus, um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero). A sífilis se manifesta na boca sob a forma de feridas, que podem ser confundidas com herpes. Já a gonorreia provoca inflamações bucais.

Não escove os dentes antes do sexo oral, porque pode sangrar durante a escovação, e, além da higiene bucal, aposte no uso da camisinha, tanto feminina quanto masculina, para se proteger dessas doenças.

Fonte Zero Hora

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DOENÇAS SEXUAIS SÃO JULGADAS COM MAIS RIGOR PELO PÚBLICO



O público parece superestimar os riscos das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) quando comparadas a outras ameaças à saúde.

Além disso, pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) constataram que as pessoas que possuem ou transmitem as DSTs são estigmatizadas.

Por exemplo, uma pessoa que inconscientemente transmite clamídia - e consequentemente faz com que o parceiro tenha que tomar antibióticos - é vista mais negativamente do que alguém que transmite a gripe H1N1, que pode resultar na morte da pessoa.

Isso pode ter consequências importantes sobre a saúde pública, uma vez que indivíduos que se sentem estigmatizados podem tomar decisões ainda mais arriscadas em vista do preconceito, o que pode afetar seus parceiros sexuais.

"Estigmatizar comportamentos não impede a ocorrência de atividades danosas à saúde. As DSTs são estigmatizadas, e isso pode impedir que as pessoas que suspeitam que tenham DSTs façam testes ou informem seus parceiros sobre a possibilidade de exposição à doença," disse a pesquisadora Terri Conley.

Assim, compreender o estigma em contextos de saúde é extremamente importante, disse Conley.

HIV versus acidente de carro

Usando uma série de estudos, Conley e seus colaboradores examinaram a extensão em que as infecções sexualmente transmissíveis e o comportamento sexual eram avaliados como "riscos" em comparação com outros comportamentos mais arriscados.

Os participantes do estudo foram convidados a julgar dois comportamentos de risco - um deles associado às DSTs (sexo sem proteção) e o outro associado à condução de carros. Os pesquisadores também avaliaram as percepções negativas das pessoas que transmitem DSTs em comparação com aquelas que transmitem uma outra doença, mas não sexualmente.

Os participantes tinham que fazer uma estimativa de quantas pessoas em um grupo de 1.000 poderiam morrer dirigindo em um trecho equivalente a ir de São Paulo ao Rio de Janeiro, em comparação com uma possível morte provocada pelo HIV, também estimando o mesmo grupo de pessoas.

Os voluntários apontaram um risco de morte 17 vezes maior das pessoas que contraíram o HIV, enquanto dados das autoridades de trânsito dão conta de que uma pessoa tem uma probabilidade 20 vezes maior de morrer vítima de um acidente de carro em uma viagem da distância considerada.

"Em outras palavras, as impressões dos participantes sobre o grau de risco do sexo desprotegido em comparação com dirigir nas estradas foram altamente imprecisas," disse Conley.

Os resultados foram publicados no International Journal of Sexual Health

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SÍFILIS TEM CRESCIMENTO DE 30% EM UM ANO EM SANTA CATARINA



Maria foi até o posto de saúde perto de casa iniciar o pré-natal. A médica, ao fazer o exame, suspeitou de algumas pequenas feridas nos órgãos genitais da paciente e pediu para que fosse feito o teste de sorologias. O diagnóstico foi preciso: sífilis. Uma doença sexualmente transmissível muito antiga e da qual pouco se fala, mas que tem voltado a preocupar os profissionais da saúde, já que os casos vêm crescendo muito em praticamente todo o mundo. Aqui em Santa Catarina e no Brasil não tem sido diferente.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde, os casos cresceram 30% em 2014, com relação a 2013. Este ano os números seguem em alta (veja box). Maria foi tratada — esta é a boa notícia, a sífilis tem cura — e seu bebê nasceu saudável. O mais difícil foi convencer José, seu companheiro, a ir até o posto de saúde e fazer o teste, que também deu positivo. Ele fez o tratamento, que consiste basicamente na administração de injeções de penicilina (antibiótico), e agora garante que só faz sexo seguro, com o uso de preservativo.

Histórias como a de Maria e José se repetem todos os dias, mas nem sempre com finais felizes, por falta de prevenção e/ou realização de exames para detectar a sífilis ainda na sua fase primária. Por isso, o Novembro Azul — mês de conscientização para a saúde do homem — também vem sendo utilizado pelos médicos para alertar a população com relação às DSTs, especialmente a sífilis, devido ao alarmante aumento no número de pessoas infectadas nos últimos anos. A doença voltou a crescer porque a recomendação do uso de preservativos em todas as relações sexuais não vem sendo levada a sério por boa parcela da população.

A gerente da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Florianópolis, Ana Cristina Vidor, explica que a sífilis é uma doença na maioria das vezes silenciosa. Por isto, muitas pessoas e em especial os homens podem portar a doença durante muitos anos sem saber. Entretanto, nas suas fases mais avançadas, a doença afeta vários órgãos, como o coração e o cérebro, por exemplo, podendo provocar doenças graves e até fatais.

— O número de casos em homens é maior que em mulheres. Entretanto, um fato chama a atenção: apenas 30% das pessoas que fazem exames para sífilis são homens, mesmo eles respondendo por 70% dos exames com resultado positivo para a doença — comenta a médica.

Este é um problema cultural. Os homens, de uma maneira geral, só entram em um consultório médico após muita insistência de suas mulheres e filhos. E é isso o que precisa mudar.


Mulheres grávidas exigem atenção especial

A sífilis é uma DST causada pela bactéria Treponema pallidum. A infecção da mulher grávida pode provocar má formação do feto e aborto. Quando nasce, o bebê com sífilis (doença congênita) apresenta graves sequelas que podem variar entre pneumonia, feridas no corpo, cegueira, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Se as gestantes fizerem o diagnóstico em tempo apropriado e o tratamento correto, realizado com a administração de três doses de penicilina, as chances de infecção do bebê caem consideravelmente.

Segundo Ana Cristina Vidor, que também é Médica de Família, pode-se dizer que a possibilidade de infecção é maior nos homens: de cada 100 homens que fizeram o exame no Laboratório Municipal de Florianópolis, 17 estavam com sífilis, enquanto que, para as mulheres, esta proporção estava em 4 para cada 100.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, independente de apresentarem sintomas. O teste rápido é um exame realizado a partir de uma gota de sangue, disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde, gratuito e sigiloso.

— Em menos de 30 minutos, o paciente tem o resultado e, se for o caso, pode iniciar o tratamento de forma imediata — informa o médico infectologista Filipe de Barros Perini, da Gerência de DSTs/Aids e Hepatites Virais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC).

O especialista ressalta que é importante solicitar o teste também ao parceiro da gestante, e incluí-lo no tratamento. Somente assim será possível reduzir a quantidade da bactéria circulando na cidade, no Estado e no país.

A sífilis é transmitida principalmente nas relações sexuais sem proteção. A doença também pode ser transmitida de forma vertical ou congênita, ou seja, a partir da mãe contaminada para o bebê. Pode ser, ainda, transmitida na transfusão de sangue contaminado e pelo contato com lesões ativas de pele ou mucosas. Numa relação sexual, a chance de infecção da Treponema pallidum é de 60%", explica Perini.

Fonte Diário Catarinense