sexta-feira, 30 de setembro de 2016

INFECÇÃO POR HPV

Infecções por HPV



O vírus do Papiloma Humano (VPH ou HPV) é um vírus que afeta pele e mucosas, podendo apresentar-se sobre a forma de 200 variações diferentes. A maioria das estirpes está associada a manifestações benignas, como verrugas, mas algumas são malignas, podendo originar neoplasias, como o tão atualmente falado, cancro do colo do útero.

Estima-se que cerca de 70% das pessoas com uma vida sexual ativa contraia pelo menos um infecção por HPV, o que as torna em infecções muito comuns. Na maioria dos casos, o nosso sistema imunitário controla-as, mas cerca de 20% tornam-se crônicas, podendo degenerar em cancro, especialmente se associadas a outros factos de risco como o tabagismo ou hereditariedade.

O cancro do colo do útero é, na Europa, o segundo tipo de cancro mais comum em mulheres entre os 15 e os 44 anos, sendo o primeiro o cancro da mama. Portugal regista a maior incidência de todos os países da União Europeia – cerca de 17 casos em cada mil habitantes, com 900 novos casos e 300 mortes por ano.

A epidemiologia relacionada com a doença assusta qualquer um, mas felizmente há boas noticias. Quando detectado numa fase precoce, o tratamento tem uma taxa de sucesso de 100%. A transformação em células cancerígenas é um processo lento e silencioso, razão pela qual o rastreio é essencial, não podendo ser descurado em qualquer que seja a idade da mulher, realizando periodicamente citolologias cervicais.

Não podemos esquecer que, apesar de pouco comum, as manifestações também podem surgir no homem. A melhor forma de prevenir o contágio, passa por evitar comportamentos sexuais de risco, assim como nas restantes doenças sexualmente transmissíveis.

O tratamento, numa fase inicial, passa, na maioria dos casos, por uma pequena intervenção cirúrgica, com o recurso e laserterapia.

Atualmente existe já outra grande novidade e esperança no combate desta doença – a vacinação. Segundo os estudos realizados, a vacina atualmente utilizada, demonstra ser 100% eficaz na prevenção de infecções das estirpes mais comuns do vírus, prevenindo o aparecimento de lesões pre-cancerígenas e adenocarcinomas não invasivos do colo do útero.

De ressalvar que esta não é eficaz no caso de a infecção já tenha ocorrido, ou seja, não atua como tratamento da infecção mas apenas como prevenção desta.

No caso de Portugal, esta vacina já faz parte do Plano Nacional de Vacinação, podendo ainda ser administrada a mulheres em idade adulta.

Fonte: http://www.ruadireita.com/saude/info/infeccoes-por-hpv/#ixzz4Grfjrz6G

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MENOPAUSA, UMA NOVA FASE DA VIDA

                 Menopausa, uma nova fase da vida


Durante demasiado tempo, a menopausa foi vista como o “fim de carreira” de uma mulher, expiradas que estavam as suas funções reprodutivas, qual “reforma antecipada” de uma vida que ainda ia a pouco mais de meio. Entrar na menopausa era sinônimo de doença, velhice e destituição da condição de mulher. Se calhar, a partir do momento em que as menstruações cessassem, as mulheres passavam a recensear-se como pertencentes ao gênero masculino…

Felizmente, as mentalidades foram mudando e a ignorância dissipando-se, abrindo espaço para a concepção da menopausa como uma fase na vida feminina, com profundas alterações físicas, emocionais e psicológicas, causadas pela redução gradual e posterior supressão da produção de estrogênio, a hormona feminina.

Os níveis, não só de estrogênio como de progesterona, entram em declínio. Daí decorrem efeitos para diversos órgãos e sistemas, susceptíveis de provocar sintomas como: calores, sudação noturna, diminuição da líbido, insônia, irritabilidade, depressão, secura vaginal, redução da capacidade de atenção e de memória, afrontamentos, dores ósseas, musculares e articulares, incontinência urinária, hipertensão, aumento do colesterol, modificações na pele, no cabelo e no peso, e outros eventuais, variáveis de pessoa para pessoa. Outra das características da menopausa é a possível perda de cálcio nos primeiros cinco anos, que pode conduzir a um quadro de osteoporose, patologia séria passível de facilitar fracturas de vértebras e da bacia, por exemplo. Realizar uma mamografia e um exame para aferir acerca da densidade óssea (densitometria óssea) são procedimentos a adotar.

Na menopausa, normalmente ocorrida entre os 45 e os 55 anos, podendo, no entanto, iniciar-se por volta dos 35 ou, mais raramente, dos 60, intensifica-se o risco de doença cardíaca e de osteoporose, devido ao baixo nível de estrogênios, mormente se existir na família um historial clínico desta natureza. Factores com a hereditariedade, o tabagismo e a submissão a cirurgias e a tratamentos contra o cancro, podem desencadear uma menopausa precoce (antes dos 40 anos).

Apesar de natural, esta nova circunstância da vida da mulher pode comprometer-lhe a qualidade dessa mesma vida, pelo que a terapia de reposição hormonal (TRH) está bastante difundida. Todavia, embora sublime ou elimine os desconfortos mais prementes, existem contra-indicações que importa mencionar, sobretudo em mulheres que apresentem risco de cancro da mama, diabetes, doenças musculares e outras complicações. Um estudo efetuado nos Estados Unidos, no National Institute of Health (NIH), refere o maior perigo que a TRH representa no desenvolvimento de enfarte do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, embolias e cancro da mama. Simultaneamente, este tratamento revela-se preventivo do cancro retal e de fracturas da anca.

É possível limitar os impactos da menopausa, tanto em termos físicos como emocionais, recorrendo a “técnicas” mais naturais, como o yoga, que melhora a saúde, o bem-estar, a alegria de viver e o sistema imunitário e estimula a resistência física, tal com evita a tão temida osteoporose. Adotar uma alimentação e um estilo de vida adequados é outra das facetas. Incluir soja com fartura na ração diária permite ao seu grão atuar na prevenção da anemia (pela presença do ferro) e evitar a depressão, a fraqueza e lesões dermatológicas (devido ao seu alto teor de ácido fólico).

Nesta etapa de transição, o apoio do médico, do companheiro e da família é essencial para que a menopausa seja uma experiência libertadora e positiva e não crie à mulher limites para a concretização de todos os papéis que ela é chamada a desempenhar na sociedade actual.

Fonte: http://www.ruadireita.com/saude/info/menopausa-uma-nova-fase-da-vida/#ixzz4GrenuoEQ 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

INFECÇÃO POR HPV

Infecções por HPV



O vírus do Papiloma Humano (VPH ou HPV) é um vírus que afeta pele e mucosas, podendo apresentar-se sobre a forma de 200 variações diferentes. A maioria das estirpes está associada a manifestações benignas, como verrugas, mas algumas são malignas, podendo originar neoplasias, como o tão atualmente falado, cancro do colo do útero.

Estima-se que cerca de 70% das pessoas com uma vida sexual ativa contraia pelo menos um infecção por HPV, o que as torna em infecções muito comuns. Na maioria dos casos, o nosso sistema imunitário controla-as, mas cerca de 20% tornam-se crônicas, podendo degenerar em cancro, especialmente se associadas a outros factos de risco como o tabagismo ou hereditariedade.

O cancro do colo do útero é, na Europa, o segundo tipo de cancro mais comum em mulheres entre os 15 e os 44 anos, sendo o primeiro o cancro da mama. Portugal regista a maior incidência de todos os países da União Europeia – cerca de 17 casos em cada mil habitantes, com 900 novos casos e 300 mortes por ano.

A epidemiologia relacionada com a doença assusta qualquer um, mas felizmente há boas noticias. Quando detectado numa fase precoce, o tratamento tem uma taxa de sucesso de 100%. A transformação em células cancerígenas é um processo lento e silencioso, razão pela qual o rastreio é essencial, não podendo ser descurado em qualquer que seja a idade da mulher, realizando periodicamente citolologias cervicais.

Não podemos esquecer que, apesar de pouco comum, as manifestações também podem surgir no homem. A melhor forma de prevenir o contágio, passa por evitar comportamentos sexuais de risco, assim como nas restantes doenças sexualmente transmissíveis.

O tratamento, numa fase inicial, passa, na maioria dos casos, por uma pequena intervenção cirúrgica, com o recurso e laserterapia.

Atualmente existe já outra grande novidade e esperança no combate desta doença – a vacinação. Segundo os estudos realizados, a vacina atualmente utilizada, demonstra ser 100% eficaz na prevenção de infecções das estirpes mais comuns do vírus, prevenindo o aparecimento de lesões pre-cancerígenas e adenocarcinomas não invasivos do colo do útero.

De ressalvar que esta não é eficaz no caso de a infecção já tenha ocorrido, ou seja, não atua como tratamento da infecção mas apenas como prevenção desta.

No caso de Portugal, esta vacina já faz parte do Plano Nacional de Vacinação, podendo ainda ser administrada a mulheres em idade adulta.

Fonte: http://www.ruadireita.com/saude/info/infeccoes-por-hpv/#ixzz4Grfjrz6G