quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Quem trabalha demais tende a exagerar no álcool


Uma nova pesquisa encontrou uma relação perigosa entre trabalhar demais e exagerar na bebida alcoólica. Segundo o estudo, pessoas que trabalham mais de 48 horas por semana – cerca de 9h30 ao dia, de segunda a sexta-feira, por exemplo – tendem a consumir quantidades de álcool prejudiciais à saúde em comparação com aquelas que passam menos tempo no ambiente profissional.

Os autores do trabalho consideram que esse consumo prejudicial de bebida alcoólica é de, no mínimo, 14 doses de álcool por semana para homens e 21 doses por semana para mulheres. Segundo os pesquisadores, essa quantidade de bebida é suficiente para aumentar o risco de problemas como diabetes tipo 2, cirrose, derrame cerebral e alguns tipos de câncer.

A pesquisa, feita por pesquisadores de várias universidades da Europa, como da Grã-Bretanha, Finlândia, Dinamarca e Alemanha, chegou a essa conclusão após analisar dados de 330 000 pessoas. De acordo com os resultados, publicados nesta semana no periódico online bmj.com, a relação entre as longas horas de trabalho e o risco de consumir álcool em excesso é a mesma independentemente do sexo, idade ou nível socioeconômico do indivíduo. 

Na Europa, existe uma diretriz que determina que as pessoas não devam trabalhar mais do que 48 horas por semana, mas é comum que os empregados excedam esse limite. “Se as pessoas consomem níveis perigosos de álcool, elas não dormem bem e não ficam socialmente engajadas. É muito importante que as empresas e empregadores prestem atenção na produtividade dos funcionários e no ambiente de trabalho”, escreveu, em um editorial publicado junto com o estudo, a professora da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, Cassandra Okechukwu.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Brasil: aids mata menos, mas cresce entre homens e jovens


O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids, que a mortalidade pela doença caiu 13% no país entre 2003 e 2013, passando de 6,4 para 5,7 óbitos por 100.000 habitantes. Apesar da boa notícia, o ministério destacou que preocupa o aumento da contaminação do HIV entre os jovens de 15 a 24 anos. De 2004 a 2013, a taxa de detecção passou de 9,6 para 12,7 casos a cada 100.000 habitantes. O aumento coincide com o dado divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo nesta segunda-feira, que aponta um crescimento de 21,5% nos últimos sete anos entre paulistas dessa faixa etária.

“Para nós, a conscientização dos jovens é um desafio. Eles não viram seus líderes morrerem de aids, não viveram histórias de sofrimento, não trabalham mais com os mesmos valores e referências que outras gerações viveram”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na entrevista que apresentou os dados do Boletim Epidemiológico HIV-Aids. “Voltou a ser comum ter três parceiros diferentes em uma mesma noite. Esse tipo de comportamento que a aids parecia ter acabado está voltando”, completou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Os homens seguem liderando o número de contaminações por aids e HIV: entre eles a taxa de detecção é de 26,9 por 100.000 habitantes — foram 25.560 casos em 2013 —, enquanto entre as mulheres o índice foi para 14,1, com 13.934 casos no ano passado. Do total de mortes por aids nos últimos dez anos, 71,3% (198.534) ocorreram entre homens e 28,6% (79.655) entre mulheres. No ano passado, 12.431 pessoas no país morreram em decorrência do vírus. 

O Ministério da Saúde classifica a aids como uma “epidemia concentrada” em populações-chave. Dos casos, 10,5% foram registrados em gays e outros HSH (homens que fazem sexo com homens), 5,9% em usuários de drogas, 5% em usuários de crack e 4,9% em trabalhadores do sexo. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Vírus da aids está mais brando, diz estudo

A virulência do HIV, causador da aids, diminuiu ao longo do tempo e está menos mortal, de acordo com uma pesquisa publicada na última segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O estudo, coordenado pela Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, mostrou que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao sistema imunológico humano e demorando mais tempo para provocar a doença. Os pesquisadores sugerem que isso se deve não só à evolução do vírus ao infectar pessoas imunes à aids, mas também ao acesso cada vez maior aos antirretrovirais.

Para sobreviver, o vírus HIV sofre diversas mutações dentro do corpo, adaptando-se ao sistema imunológico. No entanto, quando chega a alguém com a imunidade particularmente eficaz, o agente diminuiu sua capacidade de se replicar, tornando-se mais “fraco” e demorando para causar a doença. Transmitido entre as pessoas, o vírus acaba se apresentando menos agressivo, o que, no futuro, poderia fazer com que os infectados se mantenham assintomáticos durante anos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram dois grupos de cerca de 1.000 soropositivos na África do Sul e em Botsuana, dois países muito afetados pela aids, entre 2002 e 2013. Em Botsuana, onde a prevalência da aids entre adultos soropositivos é maior que na África do Sul (e onde a epidemia surgiu antes), os autores do estudo constataram que o vírus sofreu uma mutação genética, como resposta imunológica provocada pelos antirretrovirais. Sua capacidade de se replicar e sua virulência diminuíram em 10%, em comparação com o que se observou em um grupo de pessoas infectadas na África do Sul, onde os tratamentos começaram mais tarde.

"Se o processo observado neste estudo se confirmar, os programas atuais de prevenção e tratamento da infecção por HIV deveriam ser acelerados", afirma o estudo.

Antirretrovirais — Desde 2012, autoridades sanitárias no mundo, entre eles o secretário americano da Saúde, recomendam tomar antirretrovirais para a prevenção da doença em grupos de risco, como como os transexuais, a população carcerária, os viciados em drogas e as prostitutas, que representam cerca da metade das novas infecções anuais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou estas recomendações em julho de 2014.

Segundo a ONU, 35 milhões de pessoas no mundo tinham HIV no final de 2013, ano em que se infectaram 2,1 milhões de pessoas e morreram 1,5 milhão.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Confraternização de fim de ano CIS/AMURES

A equipe do CIS/AMURES, juntamente com seus familiares comemoraram o final do ano e os 18 anos do consórcio na última sexta-feira (12) no Clube Princesa. Confira algumas fotos do jantar/festa:











quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Implantação da Policlínica Regional de Saúde será uma das prioridades da AMURES em 2015

Os prefeitos da Amures retomarão 2015 com uma prioridade latente. A implantação de uma Policlínica Regional de Saúde, que já foi incluída nas prioridades do Plano Plurianual da Assembleia Legislativa. Edelvânio Topanoti se comprometeu trabalhar para que os 23 municípios assistidos pelo Consórcio de Saúde tenham essa estrutura.

“Passam por dia pelo Consórcio de Saúde, mais de mil pessoas e não podemos mais continuar passivos vendo as filas de espera aumentar”, defendeu. Ele não vê outro caminho que não seja a reestruturação física do Consórcio para enfrentar as demandas futuras.

Já o presidente eleito do Consórcio Serra Catarinense (Cisama), Edilson de Souza disse que o enfrentamento dos problemas de saneamento básico é prioridade e demandarão de muitas ações dos municípios. “É uma questão que depende de recursos federais e infelizmente não é prioridade do governo. E nós municípios não temos como resolver sozinhos”, lamentou.


Ele fez um apelo para que os prefeitos e lideranças regionais estejam mobilizados em 2015 para resolver este “crônico” problema de saúde pública.  

Vânior Forster eleito presidente da Amures

Os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Serrana – Amures elegeram na tarde desta quarta-feira (10), a nova diretoria para o exercício 2015. O prefeito de Correia Pinto Vânio Forster conduzirá os trabalhos representando o colegiado de gestores municipais. Entre as metas do novo presidente está o fortalecimento dos municípios e a união em torno dos pleitos comuns, como a conclusão do Aeroporto Regional, duplicação das BRs-282 e BR-116, além do fortalecimento das agroindústrias familiares.

O processo de recomposição da nova diretoria da Amures não teve divulgação antecipada para que os prefeitos ficassem à vontade para escolher seus membros sem possíveis interferências externas. O atual presidente da associação, prefeito de Bom Jardim da Serra Edelvânio Topanoti permanece no cargo até final de janeiro, quando ocorre a posse da nova diretoria.

Também foram eleitos na ocasião, a diretoria do Consórcio de Serra Catarinense (Cisama), que será presidido pelo prefeito de Campo Belo do Sul, Edilson José de Souza o do Consórcio de Saúde, que permanecerá com o prefeito de Bom Jardim da Serra, Edelvânio Topanoti. Ele já respondia interinamente pelo Consórcio de Saúde.


O novo presidente da Amures agradeceu a confiança depositada em sua pessoa e reiterou que os pequenos municípios necessitam de mais atenção dos órgãos estaduais e federais. “Nosso esforço tem de ser redobrado pelos que mais precisam. Não há como desenvolver uma região sem que todos estejam inseridos”, declarou Forster.


Ele quer firmar um canal de diálogo com o deputado estadual Gabriel Ribeiro, a deputada federal Carmen Zanotto e o governo do Estado para através da Amures fomentar o desenvolvimento dos pequenos municípios. “O governador Colombo teve nove em cada dez votos na região disse que a Serra Catarinense será prioridade no seu segundo mandato e agora dependerá de nós as articulações”, declarou.

Informações Onéris Lopes / AMURES

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Dezembro: mês de luta contra a Aids




O CIS/AMURES está engajado na luta contra a Aids. Desde 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a doença o consórcio se "vestiu" de vermelho e vem dando mini palestras e distribuindo panfletos explicativos para os pacientes sobre a enfermidade.

A enfermeira Vera Córdova explica qual a diferença da Aids para o HIV e quais os tratamentos oferecidos para quem teve algum dos dois diagnósticos. A Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Humana. Somente quem tem HIV pode desenvolver a doença. A Aids se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento das doentes oportunistas. Já o HIV é o vírus causador da aids. Ele destrói as células que defendem o corpo. Com isso, diversas doenças podem surgir, como a tuberculose, a pneumonia, entre outras.

A pessoa que tem HIV não tem, necessariamente, aids.