Os pilares do tratamento da obesidade são adoção de mudanças de estilo de vida, com orientação dietoterápica e aumento da atividade física. No entanto, apenas 30% a 40% dos obesos conseguem bons resultados com as medidas conservadoras. Precisam de medicamentos.
É importante ressaltar que o uso destes fármacos controla a doença, melhora a aderência às medidas comportamentais, mas não cura a obesidade.
Não existe droga totalmente segura. O que existe é aquela cujos benefícios são maiores que os riscos. Eu sou favorável à manutenção dos medicamentos anorexígenos no mercado. O que vai acontecer se a Anvisa suspender estes medicamentos?
Haverá uma corrida para o mercado negro, para o uso de substâncias milagrosas e mesmo para o uso de medicações que não tem indicação formal no tratamento da obesidade como o topiramato e a bupropiona. Hoje, já se observa o uso indiscriminado do mais recente lançamento para o tratamento do diabetes tipo 2, o liraglutide, um medicamento injetável, que já está sendo largamente utilizado no tratamento de obesos não obesos. É um excelente medicamento, mas ainda não está aprovado para o uso em obesos não diabéticos.
Fonte: Dra. Rosana Radominski

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