sexta-feira, 16 de maio de 2014

Combate ao fumo: Cerca de 120 pessoas são atendidas por ano no CapsAD



Porta de entrada para a liberdade às vítimas do vício do tabaco em Lages, o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CapsAD), está preparando suas atividades alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Fumo (31 de maio), começando com a Semana de Sensibilização, de 26 a 31. Uma série de ações foi proposta pela Secretaria de Saúde, em parceria com a 27ª Gerência Regional de Saúde.

Capacitação, nos dias 27 e 28, aos profissionais da Atenção Básica (formação do Instituto Nacional do Câncer – Inca), como estímulo aos grupos contra o tabagismo existentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), está na programação. O Dia D acontecerá em 31 de maio, com aplicação aos interessados do Teste Fagerström, na praça João Costa, das 9h às 12h, e na Joca Neves, junto ao Estação Bike, das 13h30min às 16h.

A coordenadora do CapsAD, Patrícia Pereira, explica que a conscientização ocorrerá em escolas, universidades, empresas, comunidades, semáforos. Foi formada parceria com a concessionária da BR-116, Autopista Planalto Sul, para distribuição de folders. “Vamos propor que as pessoas troquem o cigarro por frutas. Serão feitas brincadeiras com adolescentes”, informa.

No CapsAD, cerca de 70% dos dependentes químicos do tabaco conseguem abandonar o vício após o tratamento. Cerca de 120 pessoas são atendidas por ano; a maioria, mulheres. Para o restante (30%) existe o grupo de apoio, que funciona todas as quintas. Procura-se ensinar o controle até cessar o ato de fumar. Patrícia diz que mesmo após estarem bem, há pacientes que continuam frequentando os grupos para auxiliar os demais.

Este é um programa do Ministério da Saúde. “As pessoas chegam aqui quando o cigarro já está prejudicando sua saúde e com a autoestima muito baixa, afetados emocionalmente e pelo mau cheiro que o cigarro causa”, salienta o psicólogo Paulo Zulmar Panatta. “Por vezes, algumas mudanças de hábitos e manias já dispensam a utilização de remédios e cessam o ato de fumar. Escovar os dentes, por exemplo, faz passar a vontade”, ensina.

Os interessados em buscar ajuda junto ao CapsAD, na rua Correia Pinto, passam por avaliação e são encaminhados aos grupos terapêuticos, onde começam as mudanças e, se for o caso, uso de medicamentos como apoio, a reposição de nicotina, o tratamento farmacológico.

Lages sem Fumo

O Programa Municipal Lages sem Fumo busca reduzir o número de fumantes e evitar o surgimento de novos. Existem grupos de controle ao tabagismo e de prevenção nas UBSs e em instituições de ensino, com o Programa Saúde na Escola, segundo a gerente de Atenção Básica, Nayara Alano de Moraes. O vício chega já na adolescência, por volta dos 14 anos. “O jovem inicia por curiosidade e para ter aceitação e acolhimento do colega, além do status; não é por falta de informação. Geralmente os jovens fumantes têm alguém em casa que consome cigarros. O tabaco é um passo para outros tipos de drogas”, alerta.


Em Lages, o tipo de câncer que mais mata é o de pulmão, por efeito do tabaco, dos 60 a 69 anos. O fumante pode sofrer ainda cânceres de garganta e esôfago, problemas circulatórios, cardíacos e hormonais, nas mulheres. A aposentada Leonina Wolff Tavares, 75 anos, foi aconselhada por uma pneumologista a buscar ajuda no CapsAD. “Eu fumava há 40 anos e tinha problemas de falta de ar e mal-estar. Meus netos pediam para eu parar. Consegui. Estou há dois meses sem fumar e há seis meses no Caps”, conta.

Informações Secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages

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