Porta de entrada para a
liberdade às vítimas do vício do tabaco em Lages, o Centro de Atenção
Psicossocial – Álcool e Drogas (CapsAD), está preparando suas atividades
alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Fumo (31 de maio), começando com a Semana
de Sensibilização, de 26 a 31. Uma série de ações foi proposta pela Secretaria
de Saúde, em parceria com a 27ª Gerência Regional de Saúde.
Capacitação, nos dias 27 e
28, aos profissionais da Atenção Básica (formação do Instituto Nacional do
Câncer – Inca), como estímulo aos grupos contra o tabagismo existentes nas
Unidades Básicas de Saúde (UBSs), está na programação. O Dia D acontecerá em 31
de maio, com aplicação aos interessados do Teste Fagerström, na praça João Costa, das 9h às
12h, e na Joca Neves, junto ao Estação Bike, das 13h30min às 16h.
A coordenadora do CapsAD,
Patrícia Pereira, explica que a conscientização ocorrerá em escolas,
universidades, empresas, comunidades, semáforos. Foi formada parceria com a
concessionária da BR-116, Autopista Planalto Sul, para distribuição de folders.
“Vamos propor que as pessoas troquem o cigarro por frutas. Serão feitas
brincadeiras com adolescentes”, informa.
No CapsAD, cerca de 70% dos
dependentes químicos do tabaco conseguem abandonar o vício após o tratamento.
Cerca de 120 pessoas são atendidas por ano; a maioria, mulheres. Para o
restante (30%) existe o grupo de apoio, que funciona todas as quintas.
Procura-se ensinar o controle até cessar o ato de fumar. Patrícia diz que mesmo
após estarem bem, há pacientes que continuam frequentando os grupos para
auxiliar os demais.
Este é um programa do
Ministério da Saúde. “As pessoas chegam aqui quando o cigarro já está
prejudicando sua saúde e com a autoestima muito baixa, afetados emocionalmente
e pelo mau cheiro que o cigarro causa”, salienta o psicólogo Paulo Zulmar
Panatta. “Por vezes, algumas mudanças de hábitos e manias já dispensam a
utilização de remédios e cessam o ato de fumar. Escovar os dentes, por exemplo,
faz passar a vontade”, ensina.
Os interessados em buscar
ajuda junto ao CapsAD, na rua Correia Pinto, passam por avaliação e são
encaminhados aos grupos terapêuticos, onde começam as mudanças e, se for o
caso, uso de medicamentos como apoio, a reposição de nicotina, o tratamento
farmacológico.
Lages sem Fumo
O Programa Municipal Lages
sem Fumo busca reduzir o número de fumantes e evitar o surgimento de novos.
Existem grupos de controle ao tabagismo e de prevenção nas UBSs e em
instituições de ensino, com o Programa Saúde na Escola, segundo a gerente de
Atenção Básica, Nayara Alano de Moraes. O vício chega já na adolescência, por
volta dos 14 anos. “O jovem inicia por curiosidade e para ter aceitação e
acolhimento do colega, além do status;
não é por falta de informação. Geralmente os jovens fumantes têm alguém em casa
que consome cigarros. O tabaco é um passo para outros tipos de drogas”, alerta.
Em Lages, o tipo de câncer
que mais mata é o de pulmão, por efeito do tabaco, dos 60 a 69 anos. O fumante
pode sofrer ainda cânceres de garganta e esôfago, problemas circulatórios,
cardíacos e hormonais, nas mulheres. A aposentada Leonina Wolff Tavares, 75
anos, foi aconselhada por uma pneumologista a buscar ajuda no CapsAD. “Eu
fumava há 40 anos e tinha problemas de falta de ar e mal-estar. Meus netos
pediam para eu parar. Consegui. Estou há dois meses sem fumar e há seis meses
no Caps”, conta.
Informações Secretaria de Comunicação Prefeitura de Lages


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