quinta-feira, 10 de maio de 2012
DINÂMICA SOBRE O ALZHEIMER
DATA: 10/05/2012
TEMA: A DOENÇA DE ALZHEIMER NA VISÃO DO CUIDADOR.
FACILITADORES: Enfª.CIRLEI A.De O.ARRUDA & DACKLAYNE
NÚMERO DE PARTICIPANTES: 10 pessoas.
MATERIAL UTILIZADO: Xérox do texto
OBJETIVO: Repassar aos participantes a importância do conhecimento dessa patologia, para que possamos entender o processo da doença, e como prestar assistência ao portador de DA e do cuidador/familiar.
DESENVOLVIMENTO DA DINÂMICA:
O que é ALZHEIMER? (Sinônimos e Nomes Populares:demência; esclerose; caduquice)
A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comporta- mento.
Quais as causas da doença?
As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. . O impacto provocado pelo aumento da expectativa de vida e a complexidade dos problemas sociais inerentes ao envelhecimento refletem diretamente na manutenção da saúde dos idosos e na permanência destes junto ao núcleo familiar. Neste contexto se insere a doença de Alzheimer (DA) como uma forma de demência que afeta o idoso e compromete sua integridade física, mental e social, levando-o a dependência total em fases mais avançada da doença, com a exigência de cuidados vinculados à dinâmica familiar e realizados no próprio domicílio. Com isto, o custo econômico desta demência torna-se elevado, onerando os cofres públicos, o que acarreta em elaboração de políticas públicas, sociais e de saúde por seus responsáveis.
A sintomatologia da DA pode ser descrita em três estágios
A fase inicial: Dura de dois a quatro anos, em média, havendo perda de memória recente e dificuldade progressiva das atividades de vida diária.
A fase intermediária: Varia de dois a dez anos, apresentando crescente perda de memória e início das dificuldades motoras, linguagem e raciocínio.
A fase terminal: É caracterizada por restrição ao leito, mutismo, estado vegetativo e adoção da posição fetal devido às contraturas.
As orientações e o cuidado prestado ao portador de DA e ao núcleo familiar ainda se constitui perspectiva recente, carente de estudos e experiências práticas. No momento do diagnóstico é necessária atenção especial para o familiar que presta o cuidado, tendo em vista que o mesmo necessita lidar com um estresse cada vez maior, pois deve administrar os conflitos familiares e realizar um planejamento para o futuro, tanto do portador quanto de sua família.
TRATAMENTO
Não existe cura conhecida para a Doença de Alzheimer, por isso o tratamento destina-se a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela deterioração trazida pela sua condição. Antipsicóticos podem ser recomendados para controlar comportamentos agressivos ou deprimidos, garantir a sua segurança e a dos que a rodeiam. . A doença de Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Também deve se organizar com um plano de atenção ao familiar doente, em que se incluam, além da supervisão sociofamiliar, os cuidados gerais, sem esquecer os cuidados médicos e as visitas regulares ao mesmo, que ajudará a monitorar as condições da pessoa doente, verificando se existem outros problemas de saúde que precisem ser tratados.
Neste contexto, cabe às equipes de saúde municipais a criação, valorização e exigência de tais instâncias, a fim de que o cuidador do portador de DA possa ser acolhido, esclarecido e orientado, já que na maioria das vezes o cuidador não reconhece seus direitos, abdicando de condições mais dignas para o enfrentamento do cuidado.
REFERÊNCIAS: Artigo Original –Revista Eletronica de Enfermage. http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n3/v12n3a16.htm. http://dx.doi.org/10.5216/ree.v12i3.6410. Acesso em: 07.05.12.
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